Até a Sagrada Colina

Ser baiano é viver cercado por fé e cultura. Você pode até se manter distante de tudo isso, mas sempre haverá alguém próximo que vive intensamente a Bahia. Pessoas que não perdem uma festa religiosa, os ensaios de verão e andam quase 8 km até a Sagrada Colina para pedir proteção ao Senhor do Bonfim.

Sou baiana com orgulho. Adoro samba, pagode e axé. Visto branco dia de sexta, rezo para Santo Antônio, mas ainda não tinha ido até a sagrada colina no dia da Festa do Bonfim. E reza a lenda que todo baiano tem que fazer essa caminhada pelo menos uma vez na vida. No dia 15 de janeiro, coloquei um vestido branco e fui saudar o Senhor do Bonfim.Continue lendo

Welcome to the era of virtual relationships

Quando seremos uma cidade sem fios. Quem será que foram os gênios que taparam os rios com prédios e o céu com cabos? Tantos quilômetros de cabos servem para nos unir ou nos manter afastados? Cada um em seu lugar. A telefonia celular invadiu o mundo com a promessa de te deixar conectado sempre. Mensagens de texto. Uma nova linguagem adaptada para dez teclas que reduz nossas línguas mais belas a um vocabulário primitivo, limitado e sem cultura. O futuro está na fibra ótica e no céu limpo. Dentre tantas vantagens eles prometem que você vai conseguir ajustar a temperatura da sua casa mesmo estando no trabalho. É claro que eles já sabem que não tem ninguém te esperando com a casa quentinha. Bem vindo à era das relações virtuais.”

Medianeras, filme

A noite foi ótima. Rimos um tanto. Conversamos um pouco. O sexo não foi o melhor, mas também não foi o pior. Nossos corpos se adaptaram rapidamente ao primeiro contato e aliviamos o estresse da semana numa cama amarrotada de motel. Na hora da despedida demos um selinho, um até logo e um abraço meio sem jeito que já dizia o que iria acontecer depois dali: Eu não ligaria. Ele não me procuraria.

Havia sido um encontro casual. Uma noite de sexo sem maiores expectativas. Um match, algumas poucas mensagens e um tesão de um dia quente de verão.

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Estrutura do livro: Folha de guarda

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Lembro que uma vez passeando pela timeline do Twitter, a Juliana Gomes compartilhou o tumblr We heart endpapers e comentou algo mais ou menos assim: parece que esse pessoal também gosta de folha de guarda. Fiquei curiosa porque não me recordo de ver esse termo em nenhum lugar e por ser um link de tumblr, microblog que reina inspiração e coisa bacana, cliquei e entendi do que se tratava.

Primeiro, folha de guarda é uma parte do livro; Segundo, como eu não sei disso?; Terceiro, vamos resolver esse problema.Continue lendo

Desenhos minimalistas de autores

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O inglês Sean Ryan criou o projeto “Badly Drawn Authors” em que faz retratos minimalistas e divertidos de autores. O projeto já tem, pelo menos, 60 desenhos de escritores internacionais famosos no formato de cartão, com aproximadamente 12×17 cm, e verso na cor branca para que você possa presentear e escrever uma mensagem para um booklover. É possível comprar os cartões no site Etsy.

Apesar de não ter os desenhos em formato de pôster, podemos fazer uma decoração bacana colocando-os em molduras coloridas ou p&b em uma parede de escritório, biblioteca ou sala.

Biblioteca de Literaturas de Língua Portuguesa

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Biblioteca digital e gratuita com textos integrais de obras do Brasil e de Portugal desenvolvida pelo NUPILL– Núcleo de Pesquisa em Informática, Literatura e Linguística e o LAPESD – Laboratório de Pesquisa em Sistemas Distribuídos da Universidade Federal de Santa Catarina. Possui obras digitalizadas, assim como dados biobibliográficos dos autores brasileiros e portugueses. “Nosso acervo é uma rica fonte de pesquisa sobre história literária, sendo possível realizar pesquisas a respeito dos autores, das obras publicadas, datas de publicação, editoras, gênero das obras, entre outras”.

Para ter acesso não precisa fazer cadastro, mas se o fizer poderá criar anotações nas obras lidas e também ler as de outros usuários.

>> Acesse: Biblioteca de Literaturas de Língua Portuguesa

[Diário de leitura] “Mentiras no Divã” – L’chaim!

– Conte-me sobre isso, Justin. – Péssima técnica! Percebeu instantaneamente. Colocou de volta os óculos e anotou no seu bloco: “Erro – pedir informações – contratransferência?”¹

Cada vez mais ouvimos falar das doenças ou distúrbios psicoemocionais. Algumas delas, é bem verdade, são dignas de uma investigação, acompanhamento e tratamento por profissionais especialistas na área. Outras se constituem no que costumo chamar de mazelas da alma.

Stress e depressão tornam-se adjetivos corriqueiros nos status quo do individuo contemporâneo. Ao passo em que há uma desvalorização dos sentidos das palavras, há uma mercantilização das pseudo curas. Poderíamos dizer que vivemos a era da banalização do sentir.Continue lendo

Carta amarela nunca enviada

“Quantos quase cabem num segundo?”.

Eu não sei por que estou escrevendo essa carta. Sei que nunca a enviarei para você. Talvez esteja escrevendo para ter coragem. Mas sei que não, isso não adiantará. Ou talvez esteja escrevendo para aceitar que você não sairá daí e que eu não sairei daqui e que seremos uma frase de uma música solta no universo em uma noite de sábado…  “Nada a ver ficar assim sonhando separado se no fundo a gente quer o dia a dia lado a lado. Eu não vou deixar você com esse medo de se aproximar. Pra ter um fim toda história um dia tem que começar… Então me diz por quê? Por que que um raio cai? Por que o sol se vai?” (Dia a dia, Lado a lado – Jeneci e Tulipa Ruiz)

Se nos musicassem, acho que hoje seríamos essa música de Tulipa Ruiz e Marcelo Jeneci. Seríamos raios que não caem duas vezes no mesmo lugar. Seríamos Lua e Sol. Marte e Júpiter. Uma vez na vida nos encontraríamos nessas voltas que o universo dá. Seríamos eclipse. Seríamos tempestade de meteoros. Seríamos se fossemos. Seríamos…Continue lendo

Frases do livro Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios

Frases do livro Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios

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O segredo, dizia Chang, o china da loja, não é descobrir o que as pessoas escondem, e sim entender o que elas mostram.

Marçal Aquino

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Travessuras da menina má – Mario Vargas Llosa

Em Travessuras da menina má, Mario Vargas Llosa nos apresenta Ricardo Somocurcio, um peruano que tem como sonho de vida morar em Paris. Apenas isso. O que já nos mostra um pouco da personalidade dele, um cara simples e modesto. Na infância, Ricardo conhece e se apaixona por uma chilenita difícil de conquistar, Lily. São várias as tentativas de Ricardito em conquista-la, todas em vão. Mas a sua vida muda completamente a partir desse encontro.

Durante a leitura, conhecemos a Paris revolucionária dos anos 60; a Londres das drogas, da cultura hippie e do amor livre dos anos 70; a Tóquio dos grandes mafiosos dos anos 80; e a Madri em transição política dos anos 90. Enquanto, também, acompanhamos o reencontro, em cada um desses locais, entre Ricardito e sua chilenita que em cada local assume uma identidade.

A Menina Má é ambiciosa e aventureira. Gosta do luxo e para conseguir viver na riqueza se joga no mundo com vontade. Não se conforma com pouco e muito menos com a vida modesta de tradutor da UNESCO que Ricardito, o bom moço, leva em Paris. Ela queria o mundo enquanto ele queria apenas ela. Sua felicidade estaria completa em apenas viver ao lado da mulher que sempre desejou.Continue lendo