Entre a razão e a emoção, nós dois ficamos onde?

Olha, rapaz, eu já nem sei se já não é tarde demais. Tão devagar que eu nem notei. De repente estranho a minha falta de ar, olho para a rua e vejo a chuva cair. Dessa vez espero escurecer. Eu sei que algo está para me acontecer!

Thiago Pethit – Moon

Queria te dizer tantas coisas. Queria brigar com você. Dessas brigas épicas de dedo na cara e raiva efervescente. Queria ser mais explosivo. Queria explodir em você. Queria que você recolhesse meus cacos e visse a merda que fez. Queria me jogar feito um dramalhão mexicano na frente da sua casa e dizer: Conviva com isso!

Queria ter raiva de você, mas não consigo.

Você me deixa triste com suas não atitudes. Sei que tudo gira um pouco em torno das minhas expectativas, do que criei e imaginei que você faria… Mas é que quando gostamos de alguém, esperamos um pouco de atitude dessa pessoa, sabe? Esperamos que ela haja em alguns momentos…Continue lendo

Frases do livro “Meus desacontecimentos”

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Às vezes me perguntam o que aconteceria comigo se não existisse a palavra escrita. Eu respondo: teria me assassinado, consciente ou não de que estava me matando. É uma resposta dramática, e eu sou dramática. O que tento dizer é que, se não pudesse rasgar o papel com a caneta, ainda que numa tela digital, eu possivelmente rasgaria o meu corpo. E, em algum momento, o rasgaria demais.

Eliane Brum

Eliane Brum nasceu em 1966, é escritora, jornalista e documentarista. Escreveu por onze anos para o jornal Zero Hora, e dez para revista Época. Atualmente se dedica aos livros de reportagem e ficção, além de ser jornalista free-lance e escrever para o site do jornal El País.

Em 2014, através da Editora Leya, lançou uma autobiografia com o título Meus desacontecimentos – a história da minha vida com as palavras (144 páginas). Confira algumas frases do livro.Continue lendo

[Diário de Leitura] Mentiras no Divã – Os sujeitos por trás dos profissionais

[…] Rick, de pé junto à porta, disse: – Então a implicação de Nietzsche para você é bem simples. Se esta organização real e sinceramente acredita que um terrível mal foi feito aos pacientes de Seth e se restou alguma integridade a esta organização, então existe um único curso aberto a você – isto é, se você quiser agir de maneira moral e legalmente responsável.

– E o que é? – Perguntou Weldon.

– Recall!

[…] Mas recall – disse Morris Fender –, por causa de interpretação errada?

– Não minimize uma questão séria, Morris – disse Marshal. – Existe alguma ferramenta analítica mais poderosa que a interpretação? E não estamos de acordo de que a formulação de Seth é, ao mesmo tempo, errada e perigosa?¹

De início quero pedir desculpas pela transcrição um pouco prolongada; mas esta se faz necessária para dar o tom à discussão que quero propor – fruto das reflexões que as mesmas provocaram em mim.

No decurso do capítulo sete, mais que um julgamento dos atos de um profissional da área de saúde mental, um emaranhado de questões éticas, concepções ideológicas e jogos de interesses são lançados à roda de discussões – o que provocou em mim as reflexões sobre o perfil, o caráter e a formação de algumas profissões, a saber: médicos, psicólogo/psicanalistas e professores.Continue lendo

Universo Game of Thrones – Livros

George R. R. Martin começou a escrever As crônicas de gelo e fogo em 1991 e somente em 1996 teve o  primeiro volume publicado. Era para ser uma trilogia, mas  já tem cinco livros lançados, mais dois em produção, além de três contos e novelas – isso tudo usando um computador de 1980. Em 2009, os quatro primeiros volumes da série estiveram na lista dos mais vendidos do New York Times. Após o lançamento do seriado, em 2011, a venda de livros aumentou, assim como o número de fãs e a produção de tudo que podemos imaginar sobre Westero e seus habitantes.

No Brasil, a editora que possui o direito de publicação e tradução das Crônicas de Gelo e Fogo é a LeYa. O primeiro volume foi publicado em setembro de 2010 e em 2011 foi apontado pelo  jornal O Estado de São Paulo como o quarto livro mais vendido no país.Continue lendo

Meus Desacontecimentos – Eliane Brum

Eu sou uma pessoa de poucas palavras ditas, gosto das escritas. Isso me faz ser uma boa ouvinte e eu gosto de ouvir/ler o que as pessoas têm a dizer, principalmente sobre os acontecimentos das suas vidas. Em especial aqueles que me deixam mais ainda sem palavras. Aquele papo que ao final eu vou soltar algo do tipo: nossa, nem sei o que dizer! Eu li o novo livro da jornalista Eliane Brum, “Meus desacontecimentos – a história da minha vida com palavras” (Editora Leya, 144 páginas), e foi exatamente esse o meu pensamento ao terminá-lo.

Às vezes me perguntam o que aconteceria comigo se não existisse a palavra escrita. Eu respondo: teria me assassinado, consciente ou não de que estava me matando. É uma resposta dramática, e eu sou dramática. O que tento dizer é que, se não pudesse rasgar o papel com a caneta, ainda que numa tela digital, eu possivelmente rasgaria o meu corpo. E, em algum momento, o rasgaria demais. – pag 17

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LEGO e literatura

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O blog da livraria britânica Waterstone criou um concurso em fevereiro/2014 para promover o lançamento do The LEGO movie. A ideia foi unir duas paixões: a literatura e o LEGO. Os clientes foram convidados a criar seu momento preferido de algum livro utilizando as peças coloridas do brinquedo e publicar no Twitter, Facebook ou Vine com a hashtag #LEGOLit.Continue lendo

[Livro & Filme] O menino no espelho

O que você quer ser quando crescer?

Acredito que na infância, a gente escute essa pergunta muitas vezes e é quase uma obrigação ter uma resposta antes dos 16 anos. Engraçado é que só descobri o que queria ser com quase 18 anos. Não queria saber de ser adulto antes disso, queria saber era de ser criança.

Talvez venha daí o meu amor por livros infantis, Manoel de Barros, Alice no País das Maravilhas, Peter Pan e a curiosidade imensa de conhecer a história do menino no espelho.

E foi como se Fernando Sabino pegasse na minha mão e falasse: – vem cá, deixa eu te contar todas as aventuras que vivi quando criança.

O menino no espelho, livro publicado em 1982 (Editora Record) por Fernando Sabino (1923-2004), reúne histórias sobre a infância do escritor. As aventuras de um garoto mineiro que se deixava levar pela imaginação e vontade de viver os encantos da infância. São lembranças algumas vividas, outras apenas imaginadas.Continue lendo

Visite o museu Casa de Cora Coralina

O Era Virtual, no ar desde 2008,  é uma rede de museus virtuais e tem como objetivo divulgar e promover os museus brasileiros e seus acervos.

Em constante mutação, a plataforma interativa de visitação virtual aos museus que adotamos tem como principal objetivo ampliar consideravelmente o alcance sociocultural das exposições. A estratégia baseia-se em dois pilares: modernizar a linguagem com intuito de potencializar a comunicação com as crianças e jovens e democratizar o acesso utilizando-se da internet e da distribuição gratuita de dvd-roms. No processo de transposição do real para o virtual sempre quisemos e buscamos um modelo de visitação em que o internauta pudesse “entrar” no espaço a ser experienciado, além de brincar e jogar. Um videogame do mundo real com conteúdo educativo.

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Restaurantes inspirados em Alice no País das Maravilhas

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Em Tóquio existe dois restaurantes que tem a decoração com a temática Alice no País das Maravilhas. O design foi criado por uma empresa do Japão chamada Fantastic Design Works Co. Sem dúvidas uma coisa linda de ver. Anota aí, se um dia for em Tóquio conheça esses restaurantes.

Até a Sagrada Colina

Ser baiano é viver cercado por fé e cultura. Você pode até se manter distante de tudo isso, mas sempre haverá alguém próximo que vive intensamente a Bahia. Pessoas que não perdem uma festa religiosa, os ensaios de verão e andam quase 8 km até a Sagrada Colina para pedir proteção ao Senhor do Bonfim.

Sou baiana com orgulho. Adoro samba, pagode e axé. Visto branco dia de sexta, rezo para Santo Antônio, mas ainda não tinha ido até a sagrada colina no dia da Festa do Bonfim. E reza a lenda que todo baiano tem que fazer essa caminhada pelo menos uma vez na vida. No dia 15 de janeiro, coloquei um vestido branco e fui saudar o Senhor do Bonfim.Continue lendo