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Categoria: Crônicas

É tempo de arrumar o guarda-roupa

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Em um mundo acelerado como esse, em que 24 horas não são suficientes para riscar todos os itens da nossa lista de afazeres. Em que o tempo passa tão depressa que não dá nem para perceber o início das estações. A rotina atropela e a gente vai vivendo e acumulando coisas, pessoas, sentimentos.

Tem uma hora que a gente olha para o quarto e está lá um monte de roupa amontoada, bolsas reviradas, sapatos pelos cantos. Se isso te incomoda? Claro que sim. Mas cadê o tempo para arrumar? Entre responder um e-mail de um projeto novo e arrumar as roupas, você prefere responder o e-mail e ainda joga o casaco por cima da pilha de roupas.

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Leitura é o meu movimento

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No início de dezembro, o Clube do Livro Alagoinhas, projeto de incentivo à leitura em Alagoinhas e região, realizou o I Escambo de Livros durante a Semana de Arte e Cultura do Litoral Norte e Agreste Baiano. A proposta é bem simples: trocar um livro por outro. Mas o significado dessa troca é enorme. E não existe apenas um.

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Paixão pela possibilidade

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Eu sigo alguns perfis nas redes sociais que incluo nas categorias motivação e inspiração. Geralmente são perfis voltados para espiritualidade e, claro, livros. Entre os perfis literários inspiradores tem o “Desculpe a poeira”, Instagram de um sebo que fica em São Paulo. Nunca fui lá, mas tenho muita vontade de ir e conhecer por conta da curadoria de citações que eles fazem diariamente nas redes sociais. Não sei dizer quem é o olhar por trás da curadoria, mas esse olhar é quase sempre certeiro, amigável, reconfortante, crítico e instigante.

Essa semana eles publicaram um trecho que está no livro “O princípio esperança”, de Ernst Bloch:
“Se eu pudesse desejar algo para mim, não desejaria riqueza nem poder, mas a paixão da possibilidade; desejaria apenas um olho, que eternamente jovem, ardesse de desejo de ver a possibilidade.”

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“Não existe isso no Brasil”

Em plena segunda-feira, após quatro horas de chá de espera, chamaram meu nome e entrei no consultório do cardiologista. Já estava meio tensa e curiosa para saber como andava o meu coração, que não é tão velho de guerra assim, mas já está um pouco cansado.
– Está tudo bem, dona Jeniffer. Não vejo nada demais aqui. Vamos cuidar da alimentação, tomar sol, tentar relaxar mais. Vou passar algumas vitaminas.
– Ah, que bom!
– E, como vai a crítica cultural? O que é mesmo que está pesquisando?
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Entre o ON e o OFF

Hoje acordei com a ideia de ter um day-off, ou seja, ia ficar longe das redes sociais, do celular, e me dedicar a outras atividades. A necessidade veio por conta de três fatores: meu Twitter continua monotemático (política); preciso dar conta de uma pilha de apostilas que está aqui do lado; e me questionei: tenho a necessidade de ficar compartilhando a cada hora minha vida nos stories do Instagram e de checar a vida dos outros a cada momento?

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Quero te contar das coisas que aprendi nos discos e o que eu vivi

Já faz tempo que estou com a música Como nossos Pais na cabeça. Eternizada na voz de Elis Regina, a canção composta por Belchior marcou uma geração e ainda faz sentido para muita gente. Eu amo demais.

Como nossos pais me faz pensar sobre muitas questões da vida, mas nos últimos dias ela tem me feito pensar sobre a minha versão produtora de conteúdo para internet. Pois é, loucura da minha cabeça fazer ligação entre uma música e o blog/canal. Ou não tão loucura assim.

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Felicidade por um fio

– Oxe, ela acorda mais cedo que ele para se arrumar.
– Fulana quando está de touca e o marido chega, sai correndo para tirar.

O diálogo acima foi entre eu e minha Mãe enquanto assistíamos a nova comédia romântica da Netflix, “Felicidade por um fio”. O filme, baseado na novela Nappily Ever After escrita por Trisha R. Thomas, traz como protagonista Violet, uma publicitária bem-sucedida, que no dia do seu aniversário ao invés de ganhar uma aliança do namorado, ganha um cachorro.

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Um diálogo com o prólogo de Úrsula

Meio da tarde. Calor de +30°. O vento que sai do ventilador é um sopro morno. Internet caiu pela milésima vez na semana. Resolvi recorrer aos livros para passar esse tempo de +30°.

Na lista infinita de livros para ler tem um que é prioridade por ser a leitura de novembro do clube do livro. A obra é “Úrsula”, da escritora maranhense Maria Firmina dos Reis.

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Sobrevivendo ao caos

Você já deve ter visto em várias redes sociais algumas tirinhas em que uma pessoa pergunta para outra se ela está bem. A gente sempre costuma responder que está bem. Mas, ultimamente, estamos sendo obrigados a deixar as aparências de lado e dizer que não, não está tudo bem.

O Brasil está passando por uma crise política intensa e qualquer pessoa que se preocupe com o futuro democrático do país não está bem. Os verbos atuais são resistir e lutar.

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