Crônicas

minha estante era patriarcal demais

Quando fiz o planejamento literário do mês de novembro priorizei alguns livros recebidos em parceria com editoras. Separei cinco livros. Todos eles são lançamentos de 2017. Percebi um padrão, dos cinco apenas UM era de autoria feminina. Na verdade, esse padrão eu já havia percebido em 2015 quando conheci o projeto Leia Mulheres. Minha estante era patriarcal demais.

à moda antiga

Ando meio nostálgica. Bateu uma saudade de blogar à moda antiga. Talvez seja por conta dos dias que estou passando na casa dos meus pais, no meu quarto antigo, que sempre me leva para o tempo dos antigos diários virtuais e fotologs. Alguém aí já superou a morte do Orkut? Às vezes eu sinto saudade da disputa pelo topo do depoimento. Era bem mais saudável do que a disputa pelos likes nas redes sociais.

“Se for menino não vai usar rosa não”

O ano era 2017. E a frase que ouvi de um futuro pai foi “se for menino não vai usar rosa não”.

A gente até perdoa quando olha pro contexto social e familiar da pessoa e lembra que vivemos em um país muito machista. Mas ao mesmo tempo eu fico pensando: até quando vamos achar que usar determinada cor vai influenciar na orientação sexual de alguém? Até quando vamos dizer que rosa é coisa de menina e azul é coisa de menino?

Te ver remar

Numa noite fria de Salvador, quase madrugada, após ler mais algumas páginas sobre Vadinho, um dos maridos de Dona Flor, senti a necessidade de fazer uma leitura mais leve e simples. Não que Dona Flor fosse um livro pesado, mas eu já estava ficando um pouco confusa com tantos personagens e a história ainda nem estava na metade.

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