Meu passado literário

Não sei dizer qual foi o primeiro livro que li todo na vida. Sério mesmo. Também não sei quantos livros já li, apesar de atualmente está contando 225 no Skoob. Certeza de que já li mais, mas muitas histórias também já se perderam na memória.

Mas lembro que minha Mãe fazia questão de conseguir revistinhas da Turma da Mônica para que eu sempre pudesse ler alguma coisa quando era criança. Como também lembro que ela fazia o maior esforço para conseguir os livros indicados para leitura no colégio. Então o meu início da vida de leitora se deu através de gibis, Pedro Bandeira e os Karas, e as historinhas da Bruxa Onilda.

E, verdade seja dita, nesse tempo eu tinha mais interesse em brincar de boneca e ler as revistas Capricho e Atrevida. Mas os livros sempre estiveram pela casa e escrever sempre foi um dos passatempos favoritos. Minha Mãe é professora de português e eu sempre cultivei o hábito de escrever em diários. Me arriscava em algumas poesias bobas e vez em quando dava uma olhada nos livros que Mainha mantinha na estante.

E foi nessa estante que encontrei Sidney Sheldon, Paulo Coelho e Zíbia Gasparetto. Então depois de ler, repetidas vezes, as aventuras dos Karas, os gibis e as travessuras de Onilda, eu li esses autores. O que ficou na memória? Pouca coisa. Lembro de ter gostado muito de Onze Minutos e Veronika decide morrer, ambos do Paulo. Me recordo nada de Sidney Sheldon e Zíbia. E sabe o quê mais eu lia? A bíblia! Fazia parte da catequese na igreja católica. Então ler a Bíblia era obrigação e até um pouco de lazer.

E, sim, eu li os clássicos na época do colégio/vestibular. Não é a toa que na minha lista de favoritos está Dom Casmurro. Mas naquele tempo, lá no interior da Bahia, a TV era meu passatempo favorito. Amava os desenhos e as novelas que passavam na rede Globo e as séries no SBT. E, claro, a internet era a novidade do momento que sugava nossas horas de lazer com seus mIRCS, Orkut, Fotologs, Blig (blog do IG #eutive). Tive contato com as histórias dos clássicos infantis e Monteiro Lobato, por exemplo, através das adaptações para televisão. Porque naquele tempo era o que a minha turma consumia exaustivamente.

Então, no auge dos meus 18 anos, quando já existia a geração Harry Potter, eu comecei a faculdade de Comunicação (a segunda opção era Letras, mas porque gostava de escrever). E o curso de Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo mudou a minha vida. Escolher fazer comunicação teve relação direta com o jornal A Tarde (grande jornal impresso da Bahia) que meu pai assinava, e eu adorava ler as matérias do Caderno 2 sobre cultura, lazer, entretenimento e NOVELAS (quis separar aqui para deixar mais claro o real motivo da leitura)!

Na faculdade comecei a manter um blog com crônicas, contos e poemas que eu escrevia. Lia mais porque o curso demandava isso, e fui conhecendo pessoas que tinham o hábito de ler e até se reuniam para falar sobre os livros lidos. Com isso me reaproximei dos livros e de repente me vi largando a TV para ler mais. E usando a internet para comentar e pesquisar sobre os livros. Veja só, muito dessa vida é influência. E bom que eu fui influenciada de volta para a literatura.

Meu TCC  foi um site sobre Poesia Baiana. E juntei duas paixões: a literatura e a internet. Algo que continuo fazendo até hoje aqui no blog. No meio do caminho sinto que me perdi algumas vezes, mas sempre é tempo de se reencontrar com o que nos faz bem, com nossa essência, por isso desde 2016 estou mais envolvida com projetos literários e com o Geraldas.

Não leio 100 livros por ano, não tenho mais de 500 livros na estante, mas leio aquilo que me faz bem, conheci pessoas maravilhosas por conta dos livros e fico feliz toda vez que recebo um comentário de alguém dizendo que vai ler tal livro porque eu indiquei. E é isso tudo que vale a pena no final.

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