Me Indica Aí #1 – livro e filme do nordeste

Resolvi tirar da gaveta de ideias mais uma seção de conteúdo para meus canais, principalmente o Youtube e o Podcast.

“Me indica aí” é um quadro com indicações curtinhas mas bem boas de livros, filmes, séries, música, revistas e o que rolar.

Lembrando que tudo que eu indicar aqui, eu já vi, ouvi, ou li. E que meu olhar, minha análise, minha leitura, está mais relacionado com a mensagem que cada produção tem para nos passar do que com os detalhes técnicos.

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Leitura é o meu movimento

No início de dezembro, o Clube do Livro Alagoinhas, projeto de incentivo à leitura em Alagoinhas e região, realizou o I Escambo de Livros durante a Semana de Arte e Cultura do Litoral Norte e Agreste Baiano. A proposta é bem simples: trocar um livro por outro. Mas o significado dessa troca é enorme. E não existe apenas um. Continue lendo

quando trava, engasga

com a escrita travada tem meses.

pensando em escrever sobre a escrita travada pra ver se destrava.

Foi esse o tweet que publiquei hoje de manhã.

É essa a minha estratégia quando a escrita trava: escrever.

Afinal escrever não está ligado a inspiração divina. É técnica. É exercício. É persistência. Hoje também é ato político.

Talvez o divino esteja ligado a necessidade. Eu tenho a necessidade quase divina de escrever.

Um mente inquieta, apaixonada pela leitura e escrita, está o tempo todo lendo e escrevendo sobre o mundo, sobre as pessoas, sobre si. Não adianta. A escritora espanhola Rosa Montero, em seu livro “A louca da casa”, disse que todo ser humano é um romancista e que o escritor está sempre escrevendo.

“poderíamos deduzir que os seres humanos são, acima de tudo, romancistas, autores de um romance único cuja escrita dura toda a existência e no qual assumimos o papel de protagonistas. É uma escrita, naturalmente, sem texto físico, mas que qualquer narrador profissional sabe que se escreve sobretudo na cabeça. É um runrum criativo que nos acompanha enquanto estamos dirigindo, ou levando o cachorro para passear, ou na cama tentando dormir. A gente escreve o tempo todo.”

Tenho muitas histórias na cabeça. Muitas delas escritas pelos demônios internos. Outras tantas são reflexões sobre a vida. Várias são conversas com os livros que li, os filmes e as séries que vejo, as músicas que escuto. Milhares são escritas pelo meu olhar, às vezes julgador, às vezes irônico, às vezes empático, sobre o mundo que observo.

A terapeuta me disse que meu corpo não acompanha minha mente. Ouvir isso foi tão real e esclarecedor que minha mente concordou mil vezes e meu corpo parou. É que minha mente é sagrada para mim. É o lugar que, como também disse Rosa Montero, “sabemos que dentro de nós somos muitos”. É uma bela bagunça que várias vezes prefiro guardar. É seguro. Longe dos olhares às vezes julgadores, às vezes irônico, às vezes empático, do mundo que me observa.

Mas quando o corpo trava, a mente engasga. Sufoca. Não há equilíbrio. Não tem como ser quem quero ser, aqueles muitos que guardo dentro de mim. A louca da casa é a imaginação, “essa louca por vezes fascinante e por vezes furiosa que mora no sótão”. O desafio é saber viver harmoniosamente com ela.

No meu caso o desafio é buscar formas de destravar, de não engasgar, de não paralisar.  De não deixar de escrever. A escrita é exercício, vou incluí-la no meu modo de vida fitness e fazer como exercício diário. Vou soltar os demônios internos, compartilhar as reflexões sobre a vida, e voltar a respirar aliviada após um longo engasgo sufocante.

 

 

obcecada & encantada

[uma nota sobre a última leitura]

Antes de terminar de ler Só Garotos eu já estava obcecada&encantada por Patti Smith (poeta, cantora, fotógrafa, escritora, compositora e musicista norte-americana), Robert Mapplethorpe (fotógrafo), e todos que passaram pela vida deles. Foi inevitável parar várias vezes durante a leitura para pesquisar fotos e ouvir músicas (estou ouvindo agora Dream of life). Eu nem sou fã de punk rock, mas eu queria saber quem era essa mulher que um monte de mulher bacana falava que era sensacional.Continue lendo

As vantagens do clube de leitura

No post Dicas para ler mais, sugeri a participação em Clube de Leitura como forma de incentivo para manter o hábito de ler. Apesar de ler ser quase sempre uma prática solitária, o pós leitura não precisa ser. Compartilhar e trocar as impressões sobre algum livro lido pode nos ajudar a tornar a experiência mais rica e gratificante.Continue lendo