As aventuras de Pinóquio

Esqueça o boneco fofo da Disney, o verdadeiro Pinóquio você só encontra lendo a história original escrita pelo italiano Carlo Collodi. Talvez tenha menos magia e beleza e o boneco seja um pentelho malcriado, mas a sua saga em livro é muito mais rica e emocionante.

Carlo Collodi começou a escrever a História de um Boneco para ser publicada no jornal infantil italiano Giornale per i Bambini, em 1881. Após quinze capítulos, o Boneco morre e Collodi deseja dar um fim na história, mas os editores apelam e ele volta a produzir, agora com o título de As aventuras de Pinóquio. Em 1883, Pinóquio ganha um livro com ilustrações de Enrico Mazzanti.

Com esse breve histórico, já percebemos que a história em livro é bem diferente do que conhecemos. Como assim Pinóquio morre? Sim, ele morre e volta a vida para continuar com as suas desventuras. A sua verdadeira aventura tem as já conhecidas mentiras, morte, ressurreição, prisões e assassinos. Pinóquio se mete em muita confusão porque é teimoso e egoísta.

O Boneco nasce pelas mãos de Geppetto, como já sabemos, após o Mestre Cerejo encontrar um pedaço de madeira falante e presenteá-lo ao carpinteiro. Mas Pinóquio era inquieto, travesso, curioso e por causa das suas travessuras foge de casa várias vezes. E com isso, ele e Geppeto acabam em situações bem complicadas, que resultam em prisões e desparecimentos.

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No meio de tudo isso, Pinóquio luta com as ideias do bem e do mal e tem o desejo enorme de se tornar um menino de verdade. Com a ajuda de uma Fada e um Grilo Falante, o boneco talvez possa se transformar em menino, mas antes ele precisa ser merecedor da condição humana. Com a sua personalidade inquieta, e seu caráter duvidoso em formação, fica bem complicado para ele desviar das tentações, seguir o caminho do bem, e ser uma criança boa, estudiosa e obediente.

As Aventuras de Pinóquio pode ser considerado um romance de formação. Acompanhamos a saga de Pinóquio de boneco até se tornar humano. Ele vai aprender sobre escolhas e consequências, bondade, solidariedade, a importância da educação e principalmente sobre o amor da família.

– Quando os meninos maus se tornam bons têm a virtude de fazer com que um aspecto novo e sorridente se desenvolva também no interior de suas famílias. (pag 343)

  • Li a edição da Cosac Naify com ilustrações de Alex Cerveny, tradução de Ivo Barroso e posfácio de Italo Calvino. Veja na Amazon: edição em caixa (fotos no post) l edição normal
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Comentários 11

    • Jeniffer Geraldine

      10 de outubro de 2016

      Responder

      É super fofinha, Thamis 🙂
      Bjs

  • Michelle

    10 de outubro de 2016

    Responder

    E que criança não é pentelha e malcriada em algum momento?…rs Pinóquio sempre foi um menino em seu âmago. E essa sua edição é maravilhosa demais! <3

    • Jeniffer Geraldine

      10 de outubro de 2016

      Responder

      Michelle, eu achei ele muuuito mais pentelho e malcriado do que nas animações por aí hahaha
      Essa edição é uma fofura.
      Bjao

  • Isabela Libório

    10 de outubro de 2016

    Responder

    Olá, Jen!
    Nossa, não sabia dessas verdades na história do Pinóquio, chocada! Adorei o post, ficou muito bem escrito e que edição mais maravilhosa <3 Ansiosa pelos outros posts com o tema!

    Beijo

    • Jeniffer Geraldine

      10 de outubro de 2016

      Responder

      Bela, sempre bom te encontrar por aqui.
      Eu também fiquei chocada quando comecei a ler e pesquisar sobre o Pinóquio real oficial rs 🙂
      Beijos!

  • Vy

    10 de outubro de 2016

    Responder

    Que interessante, eu sequer sabia que ele falava porque era de madeira falante!

    • Jeniffer Geraldine

      10 de outubro de 2016

      Responder

      Hahaha é pura magia 😉

  • Lucas da Silva Moreira

    10 de outubro de 2016

    Responder

    Oi Jeniffer 😀
    Adorei a resenha, eu não conhecia todos esses aspectos acerca do personagem, adorei conhecer e adorei também essa edição do livro, que coisa maravilhosa!!!
    Abraços!!

    • Jeniffer Geraldine

      10 de outubro de 2016

      Responder

      Estou lendo, aos poucos, os originais dos contos de fadas. Muito bacana poder fazer isso. E essa edição é uma fofura. Bjos

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