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	<title>Arquivo para Podcast Jeniffer Geraldine - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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	<description>Crônicas, fotografias e reflexões sobre vida e cultura.</description>
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	<title>Arquivo para Podcast Jeniffer Geraldine - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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		<title>Saga de uma mestranda #4 &#8211; As aulas começaram e&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jun 2019 15:36:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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		<category><![CDATA[Saga de uma mestranda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Deixei claro, desde o início, que o meu objetivo é me dedicar exclusivamente à carreira acadêmica. Dessa maneira é fato que eu ia tentar a seleção de bolsista. Obs: o [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/saga-de-uma-mestranda-4-as-aulas-comecaram-e/">Saga de uma mestranda #4 &#8211; As aulas começaram e&#8230;</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div>Deixei claro, desde o início, que o meu objetivo é me dedicar exclusivamente à carreira acadêmica. Dessa maneira é fato que eu ia tentar a seleção de bolsista.</div>
<p><span id="more-14184"></span></p>
<div><strong>Obs: o texto é o roteiro base para o vídeo (no final do post) e áudio (disponível no player abaixo) </strong></div>
<p><iframe src="https://anchor.fm/jeniffer-geraldine/embed/episodes/SAGA-DE-UMA-MESTRANDA-4-e485g1" width="400px" height="102px" frameborder="0" scrolling="no"></iframe></p>
<div>
<p><span style="font-weight: 400;">A bolsa para mestrado, alguns podem entender como ajuda de custo, mas na verdade eu vejo como um salário de pesquisador. Um pouco mais que um salário-mínimo, sem carteira de trabalho assinada, sem vale transporte ou vale refeição. Hoje quando vejo muita gente criticando as bolsas de pós-graduação, me pergunto: eles sabem como funciona?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A bolsa exige dedicação exclusiva ao mestrado. Você não pode ter nenhum vínculo empregatício. E na seleção até o extrato da sua conta bancária pedem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O bolsista vai trabalhar para o curso. A bolsa não é para ficar em casa escrevendo a dissertação. No caso da instituição que estudo, o bolsista está ligado aos laboratórios de produção e pesquisa. Então temos eventos para organizar, livros e e-books para editar e produzir, pesquisas de campo para fazer, várias outras atividades, além da dissertação, das tarefas das disciplinas e da própria produção acadêmica que tem que existir porque é obrigatória.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sou mestranda e bolsista atualmente. E para mim conquistar essa bolsa foi maravilhoso, porque depois de dois anos sem trabalho fixo vou receber um salário. Vou ter dinheiro para livro, xerox, qualquer despesa básica de estudante, e também para participação em congressos e seminários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sou bem privilegiada por ter ajuda da família. Por fazer a faculdade no lugar em que tenho casa para ficar. Porque tem pessoas que precisam dessa bolsa para pagar aluguel ou transporte para se deslocar de um município para outro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas quero deixar bem claro: A bolsa não é mesada, nem caridade. É direito do estudante pesquisador, investimento na educação e consequentemente no país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As aulas começaram em março. Já tínhamos ouvido falar que fazer mestrado dói e coisas do tipo. Mas a minha turma estava bem empolgada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As aulas no mestrado são bem discursivas e giram em torno de apresentação e discussão de textos. O professor não vai escrever a aula do dia no quadro para você tirar foto. Existe uma ementa com textos obrigatórios e extras. Os obrigatórios são divididos por grupos para apresentação semanalmente. Então o temível seminário da escola e da graduação é o básico na pós e todo mundo tem que participar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao final da matéria, temos que entregar um artigo com base nas leituras feitas, fazendo ligação ou não com o tema de pesquisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas uma semana depois do início das aulas, levamos um balde de água fria: greve. Que já dura mais de cinquenta dias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pois é&#8230;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O período de greve coincidiu também com o período de cortes na educação. Eu e meus colegas bolsistas sofremos ansiosos para saber se nossa bolsa ia realmente sair. E se sair, será que vai ser cortada até o final do ano?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não temos como saber. Por enquanto respiramos um pouco aliviados porque já vimos nossos nomes no diário oficial. #oremos</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Imagina aí que para uma pessoa ansiosa, essa não deve ser uma boa situação. Na real, não é para ninguém. Fazer mestrado sem bolsa não é algo impossível, mas é algo extremamente mais estressante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Imagine que temos aula quase 3 dias na semana. Como conciliar um trabalho formal nesse esquema? Conheço pessoas que diminuem a carga horária no trabalho, e claro o salário, para se dedicar a esses dois trabalhos. E isso só é possível se você tiver um empregador que compreenda a situação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No momento, sigo a saga da mestranda participando dos atos à favor da educação e tentando manter uma rotina de estudos em casa. Estamos sem aula, mas diferente da graduação não há prorrogação do período do curso. O mestrado precisa ser feito em dois anos e esse tempo já está correndo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">#oremos mais uma vez</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A saga continua…</span></p>
<p><b>Até o próximo episódio!</b></p>
</div>
<div>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<div></div>
<div><strong>Conteúdo em vídeo:</strong></div>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/AJ3U7xfCepg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><b>Saga de uma mestranda</b> é uma série especial de conteúdo sobre minha experiência como estudante de pós-graduação em nível de mestrado.</p>
<p>O que mais você quer saber dessa saga ? Eu já tenho alguns temas para posts mas deixe sua dúvida ou curiosidade nos comentários.</p>
<div></div>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/saga-de-uma-mestranda-4-as-aulas-comecaram-e/">Saga de uma mestranda #4 &#8211; As aulas começaram e&#8230;</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
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		<title>Saga de uma mestranda #3 &#8211; A seleção de resistência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 May 2019 19:36:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Podcast Jeniffer Geraldine]]></category>
		<category><![CDATA[estudos]]></category>
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		<category><![CDATA[Saga de uma mestranda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Resolvi chamar esse episódio de &#8220;A seleção de resistência&#8221; porque o processo seletivo durou quase 4 meses e teve 4 etapas. Quando eu finalizei a última matéria como aluna especial, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/saga-de-uma-mestranda-3-a-selecao-de-resistencia/">Saga de uma mestranda #3 &#8211; A seleção de resistência</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Resolvi chamar esse episódio de &#8220;<strong>A seleção de resistência&#8221;</strong> porque o processo seletivo durou quase 4 meses e teve 4 etapas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando eu finalizei a última matéria como aluna especial, tive cerca de três meses para estudar antes da publicação do edital da seleção de aluno regular. </span><span style="font-weight: 400;">Durante esse intervalo, eu conversei com alunos regulares e até mesmo professores para saber como aproveitar melhor o tempo. Me indicaram <strong>ler o edital da última seleção, ver a estrutura do anteprojeto e estudar as referências bibliográficas da seleção passada. </strong></span><span id="more-14151"></span></p>
<p><strong>Clique no player para ouvir o conteúdo:</strong></p>
<audio class="wp-audio-shortcode" id="audio-14151-1" preload="none" style="width: 100%;" controls="controls"><source type="audio/mpeg" src="https://archive.org/download/podcast-sagamestranda3/podcast-sagamestranda3.mp3?_=1" /><a href="https://archive.org/download/podcast-sagamestranda3/podcast-sagamestranda3.mp3">https://archive.org/download/podcast-sagamestranda3/podcast-sagamestranda3.mp3</a></audio>
<p><span style="font-weight: 400;">Então foi o que comecei a fazer. Muitos diziam que dificilmente os textos seriam mudados, e mesmo que fossem, não seria tempo perdido porque de qualquer maneira eu estaria estudando sobre temas relacionados ao curso e me aproximaria mais da linguagem dos textos acadêmicos. </span><strong>Organizei meus dias para estudar, pensar no anteprojeto e escrevê-lo.</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o edital foi publicado, a referência era a mesma da última seleção. E eu já tinha feito a leitura, fichamento, e resenha de praticamente todos os textos. O que me deu mais tempo para afinar meu anteprojeto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante meu processo de escrita, eu pedi para um amigo ler, opinar e revisar o meu texto. É aquela velha lição da vida: não dá para fazer tudo sozinho. <strong>É sempre bom ter alguém para ler e opinar.</strong> Às vezes pode fazer sentido para você, na sua cabeça, mas quando outra pessoa vai ler, enxerga pontos que podem ser melhorados. Essa ajuda faz toda diferença.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando eu finalizei o anteprojeto, fiquei tão orgulhosa de mim. Estava feliz por ter conseguido escrevê-lo. Foi um sentimento maravilhoso. E eu levei um balde de água fria quando vi minha nota. Tirei a média. Depois percebi que quase todo mundo tinha tirado a média. Tudo bem que comparação não é a melhor decisão a tomar em um momento como esse, mas ver as outras notas me fez perceber que talvez o problema não fosse totalmente o meu projeto, mas que <strong>a seleção era algo difícil e complexo demais e os avaliadores não estavam para brincadeira.</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que eu fiz? Confesso que bateu o desespero e a ansiedade. Mas respirei fundo e sentei na cadeira para estudar e ter um desempenho melhor nas outras fases. E foi exatamente isso que aconteceu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante dizer que eu <strong>não me privei de momentos de lazer.</strong> Mantive o tempo para viajar no feriado, ler algo além dos textos acadêmicos, continuei a fazer exercício físico, ver filmes e séries. Mas eu precisei priorizar a seleção. Por isso o projeto de conteúdo (blog, canal) ficou pausado. O tempo que eu tinha era para estudar e nas horas vagas descansar e fazer atividades sem pressão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>É muito importante para nossa saúde saber estabelecer as prioridades.</strong> Quando você tem um grande objetivo para alcançar, você precisa eliminar as distrações. E quando digo distrações, não estou falando dos tempos de descanso e lazer, estou falando de qualquer outra atividade que não é importante naquele momento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então eu parei o blog. Eu não aceitei participar de alguns projetos e precisei recusar alguns convites. E busquei uma rotina saudável durante aquele período. Dormia cedo e acordava cedo. Planejava meus estudos. Evitei as bebedeiras noturnas. Cuidei da minha saúde física, mental e emocional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>A seleção de resistência teve quatro etapas. Foi um longo teste de paciência. Foi uma luta contra a ansiedade.</strong> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira etapa foi a inscrição com entrega do anteprojeto. A segunda foi a prova escrita, seguida de prova de língua estrangeira e entrevista. É muito importante <strong>ler com atenção o edital</strong>, destacar as informações mais importante, salvar o cronograma na agenda ou mural. E ficar atenta às possíveis mudanças. Perguntar para secretária do curso qualquer dúvida que tiver, por mais que você ache boba. Ligue, pergunte, vá até lá. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu lembro que não poupei ligações. E <strong>fiz um mural de inspiração com autores e autoras que havia utilizado no anteprojeto, a marca do curso da pós-graduação, e o cronograma.</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu considero todas as etapas importantes. A da prova escrita é, sem dúvidas, a mais cansativa. Ela é feita de forma escrita e, óbvio, sem consulta. E para acabar de completar, fizemos a prova no auditório. Então imagine aquelas cadeiras de auditório de faculdade com um braço minúsculo para você apoiar a folha. É possível fazer rascunho, mas a prova final deve ser entregue a caneta e no papel oficial. E para isso tudo é preciso ter também um bom domínio do tempo porque quatro horas passam voando. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entendeu também porque o título &#8220;a seleção de resistência&#8221; faz todo sentido?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A prova de língua estrangeira pode ser feita com auxílio de um dicionário. Segue o mesmo esquema da prova escrita, mas é de leitura e compreensão de um texto em específico. </span><span style="font-weight: 400;">A entrevista é algo para deixar a gente nervoso. Quem nunca? Tinham três professores para entrevistar os candidatos. E apesar de ter sentido aquela ansiedade, eu já estava mais tranquila. O que os professores querem saber é se o candidato está disposto a dedicar os seus próximos dois anos exclusivamente para a pesquisa e tudo que envolve o curso de pós-graduação. E claro te perguntam sobre o anteprojeto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada etapa tem uma nota que no final dará a média final. Quando você recebe a nota da entrevista, já dá pra saber se passou ou não. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>No início da noite do dia 21 de dezembro de 2019 saiu o resultado final.</strong> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dei o respiro mais aliviado que vocês possam imaginar.  </span><span style="font-weight: 400;">Ia começar um novo capítulo na minha vida e eu estava muito orgulhosa de mim por isso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu ouvi comentários do tipo: agora o bicho vai pegar! Você vai ver a loucura que é! Bem-vinda à loucura!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E eu só conseguia pensar: que se dane! Eu passei! Eu cheguei lá, zorra! Me deixem! </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu sabia que não ia ser fácil. Olha só tudo que eu passei só para chegar até lá como aluna regular. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu queria abraçar aquela loucura. E abracei. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A saga continuou e continua…</span></p>
<p><strong>Até o próximo capítulo!</strong></p>
<p><strong>Conteúdo em vídeo: </strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/xoZ0fx4-6c8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><b>Veja também:</b></p>
<p><a href="http://jeniffergeraldine.com/vou-pedir-licenca-para-contar-a-minha-historia/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">Saga de uma mestranda #1</span></a></p>
<p><a href="http://jeniffergeraldine.com/saga-de-uma-mestranda-2-ser-aluna-especial/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Saga de uma mestranda #2 </a></p>
<p><a href="http://bit.ly/playlist_sagamestranda" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Playlist no YouTube</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Saga de uma mestranda</b><span style="font-weight: 400;"> é uma série especial de conteúdo sobre minha experiência como estudante de pós-graduação em nível de mestrado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que mais você quer saber dessa saga ? Eu já tenho alguns temas para posts mas deixe sua dúvida ou curiosidade nos comentários.</span></p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/saga-de-uma-mestranda-3-a-selecao-de-resistencia/">Saga de uma mestranda #3 &#8211; A seleção de resistência</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
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		<title>Para quê se lê?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 May 2019 13:34:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas e Ensaios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Para quê se lê e para quê se escreve além da sala de aula?&#8221; Eu li essa pergunta numa entrevista sobre práticas de letramento com a professora doutora em linguística [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>&#8220;Para quê se lê e para quê se escreve além da sala de aula?&#8221;</strong></p>



<p>Eu li essa pergunta numa entrevista sobre práticas de letramento com a professora doutora em linguística e mestre em educação, <strong>Marildes Marinho</strong>. Logo depois tive acesso a produções que iam me fazer pensar sobre a questão em diferentes contextos históricos e socioculturais. Além de reforçar para mim <strong>a importância da leitura e da educação na vida de qualquer pessoa</strong>.</p>



<p>Começou com o filme <strong>O menino que descobriu o vento</strong>, produção da Netflix baseada na história de vida do jovem africano <strong>William Kamkwamba</strong>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="691" height="1024" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/05/poster_filme_menino-691x1024.jpg?resize=691%2C1024" alt="" class="wp-image-11729" style="width:194px;height:287px" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/05/poster_filme_menino.jpg?resize=691%2C1024&amp;ssl=1 691w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/05/poster_filme_menino.jpg?resize=203%2C300&amp;ssl=1 203w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/05/poster_filme_menino.jpg?resize=768%2C1138&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/05/poster_filme_menino.jpg?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="auto, (max-width: 691px) 100vw, 691px" /></figure>
</div>


<p>William vivia numa comunidade do Malauí e é de uma família de agricultores. O menino estava super empolgado com o início das aulas, mas por questões financeiras, não pôde seguir com os estudos. Quando foi tirado de William o acesso à sala de aula, ele foi para a biblioteca.</p>



<p>A questão da escola não foi apenas o primeiro problema encontrado por William, ainda com 13 anos. Por causa da seca, o menino estava vendo sua família se desfazer aos poucos e seus amigos irem embora porque não havia mais condições de viver numa terra sem água e comida.</p>



<p>Querendo sobreviver e salvar a sua vila, o menino tem a ideia de colocar em prática a teoria que encontrou nos livros da biblioteca. E constrói um moinho de vento para bombear água da terra e irrigar a plantação. William era um garoto super inteligente, autodidata, que soube usar a leitura, os estudos para mudar a realidade socioeconômica de sua comunidade.</p>



<p>Logo depois veio o livro <strong>A Bibliotecária de Auschwitz</strong>, do espanhol<strong> Antonio G. Iturbe</strong>, baseado na história real de <strong>Dita Dorachova</strong>.</p>



<p>Dita tinha 14 anos quando foi selecionada pelo professor judeu Fredy Hirsh para ser bibliotecária de uma escola clandestina que funcionava no bloco 31, do campo de concentração de Auschwitz.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter is-resized"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/05/video_arte_interna_dita-1024x576.png?resize=1024%2C576" alt="" class="wp-image-11730" style="width:503px;height:283px" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/05/video_arte_interna_dita.png?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/05/video_arte_interna_dita.png?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/05/video_arte_interna_dita.png?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/05/video_arte_interna_dita.png?resize=1140%2C641&amp;ssl=1 1140w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/05/video_arte_interna_dita.png?w=1280&amp;ssl=1 1280w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>
</div>


<p>Havia todo um esquema para fazer a biblioteca funcionar. Tinham as pessoas como livros vivos &#8211; aquelas que lembravam das leituras feitas antes do início da guerra ficavam responsáveis por contá-las para as crianças. Cada pessoa era utilizada como uma potência de contar e relembrar o mundo antes da guerra.</p>



<p>Dita era a bibliotecária, enfermeira de livros, e uma biblioteca andante. A menina se arriscava por Auschwitz com os livros escondidos em bolsos do seu vestido.</p>



<p>Por conta da ousadia e coragem de algumas pessoas, os livros e a educação passaram a ser usados como armas de resistência às atrocidades nazistas. A mensagem era que não importava quantos colégios fossem fechados, enquanto houvesse uma pessoa no canto disposta a contar algo para algumas crianças, ali seria fundada uma escola.</p>



<p>Ler em Auschwitz era lembrar do tempo bom, uma vida fora da guerra. Era para fazer renascer a inocência das crianças e como disse o autor Antonio, era &#8220;símbolo da vida sem alambrados nem medo&#8221;.</p>



<p>Por último fiz a leitura de <strong>Longe de casa &#8211; Minha jornada e histórias de refugiadas pelo mundo</strong>, da vencedora do prêmio Nobel da Paz, <strong>Malala Yousafzai</strong>.</p>



<p>Malala segue seu propósito de defender a educação feminina e sabe que sua história não é única. E por isso utiliza o seu espaço para contar outras histórias semelhantes e alertar ao mundo sobre as violências contemporâneas que nos afastam da tão sonhada paz e tiram das meninas o direito à educação.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft is-resized"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="661" height="1024" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/05/LONGE_DE_CASA_1550780989857369SK1550780990B-661x1024.jpg?resize=661%2C1024" alt="" class="wp-image-11731" style="width:225px;height:348px" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/05/LONGE_DE_CASA_1550780989857369SK1550780990B.jpg?resize=661%2C1024&amp;ssl=1 661w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/05/LONGE_DE_CASA_1550780989857369SK1550780990B.jpg?resize=194%2C300&amp;ssl=1 194w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/05/LONGE_DE_CASA_1550780989857369SK1550780990B.jpg?resize=768%2C1189&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/05/LONGE_DE_CASA_1550780989857369SK1550780990B.jpg?resize=1140%2C1765&amp;ssl=1 1140w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/05/LONGE_DE_CASA_1550780989857369SK1550780990B.jpg?w=1553&amp;ssl=1 1553w" sizes="auto, (max-width: 661px) 100vw, 661px" /></figure>
</div>


<p>No livro encontramos a história de Najla, nascida numa cidade ao norte do Iraque e de família yazidi (minoria religiosa, nem muçulmana nem cristã). A menina questionou os pais, aos oitos ano, para saber porque ela não ia à escola.</p>



<p>Infelizmente não era de interesse da família e da comunidade educar as meninas. Najla tinha concluído o ensino fundamental e isso bastava para o pai dela. Depois dessa educação básica, o destino era ser dona de casa. Mas sabendo da sua inteligência, a menina se rebelou e fugiu. Passou cinco dias em um monastério nas montanhas. Quando voltou para casa, conseguiu continuar os estudos mas também ganhou o silêncio do pai.</p>



<p>Najla conta que, em 2014, o Estado Islâmico destruiu seus sonhos. Circulavam histórias de que estavam sequestrando e fazendo atrocidades com as mulheres e a comunidade yazidi era um alvo. Foi preciso fugir, sair de casa, largar tudo para tentar sobreviver.</p>



<p>A família foi para o Curdistão e junto com outras tantas famílias viveram numa construção. Lá Najla passou a ensinar as crianças mais novas a ler e a escrever porque queria que elas tivessem esperança.</p>



<p><strong>Então para quê se lê? Para quê educação?</strong></p>



<p><strong>Para ter autonomia.</strong></p>



<p><strong>Para mudar realidades.</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a aria-label="&quot;Longe de casa&quot; (abre numa nova aba)" href="https://amzn.to/2ZQgUVN" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&#8220;Longe de casa&#8221;</a> na Amazon</li>



<li><a aria-label=" (abre numa nova aba)" href="https://amzn.to/2UOxzFD" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O menino que descobriu o vento</a></li>



<li><a aria-label="A Bibliotecária de Auschwitz (abre numa nova aba)" href="https://amzn.to/2Lgu6A6" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A Bibliotecária de Auschwitz</a></li>
</ul>
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		<title>Saga de uma mestranda #2 &#8211; Ser aluna especial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 May 2019 12:26:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Podcast Jeniffer Geraldine]]></category>
		<category><![CDATA[estudos]]></category>
		<category><![CDATA[mestrado]]></category>
		<category><![CDATA[rotina de estudos]]></category>
		<category><![CDATA[Saga de uma mestranda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando resolvi me dedicar à carreira acadêmica, pedi dicas para as pessoas que tinham optado pelo mesmo caminho. E uma dica foi unânime: seja aluna especial. As pessoas me diziam [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Quando resolvi me dedicar à carreira acadêmica, pedi dicas para as pessoas que tinham optado pelo mesmo caminho. E uma dica foi unânime: <strong>seja aluna especial. </strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As pessoas me diziam que era a melhor maneira de conhecer o programa de pós-graduação, os professores, os temas debatidos e os projetos em andamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E é!</span><span id="more-8009"></span></p>
<p><strong>Clique no player para ouvir esse conteúdo: </strong></p>
<p><audio class="wp-audio-shortcode" id="audio-8009-2" preload="none" style="width: 100%;" controls="controls"><source type="audio/mpeg" src="http://jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/05/podcast_sagadeumamestranda_2-online-audio-converter.com_.mp3?_=2" /><a href="http://jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/05/podcast_sagadeumamestranda_2-online-audio-converter.com_.mp3">http://jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/05/podcast_sagadeumamestranda_2-online-audio-converter.com_.mp3</a></audio></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi sendo aluna especial de três cursos, que eu tive a oportunidade de conhecê-los e ao final optar por aquele que estava mais alinhado ao que eu queria. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ser aluna especial é não só ter a obrigação de participar das aulas, como também fazer todas as atividades relacionadas à matéria, como seminários e produção de artigo final. É <strong>um semestre inteiro de aprendizados e contato com pessoas que podem ser seus futuros colegas e professores</strong>. Além de ser um momento para alinhar expectativas e começar a amadurecer a ideia para o pré-projeto. <strong>E existe a possibilidade de que a disciplina cursada conte como crédito após aprovação como aluno regular. </strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existe uma seleção específica para aluno especial. No meu caso, foi preciso além de entregar alguns documentos e ter o currículo lattes atualizado, escrever uma carta justificando meu interesse em ingressar no programa e cursar a disciplina escolhida. <strong>Um detalhe importante: você não precisa ter um projeto definido para fazer a seleção como aluno especial.</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No curso de mestrado que eu estou atualmente, cursei duas disciplinas como aluna especial. Na primeira, eu já sabia que queria continuar ali, mas optei por fazer mais uma no outro semestre porque não me sentia preparada para tentar a seleção regular. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Eu não me sentia preparada porque me considerava ainda em processo de amadurecimento e cura de um quadro de ansiedade e tristeza.</strong> Naquele momento, eu percebi que não seria bom para mim me jogar numa seleção difícil e me expor mais aos gatilhos de ansiedade. Eu preferi me cuidar mais um pouco e em seguida ir com tudo para seleção regular.</span></p>
<p><strong>Saber o tempo certo e aceitar o seu tempo.</strong></p>
<p><strong>Essa decisão só você pode tomar.</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ouvi de algumas pessoas: por que você não tenta logo? Você vai passar de primeira. </span><span style="font-weight: 400;">Faça logo porque o tempo está passando.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu ignorei toda a pressão externa porque eu estava aprendendo a lidar com a minha pressão interna, e ainda estou. <strong>As cobranças que criamos para nós mesmos às vezes são bem cruéis. E se somarmos com as cobranças dos outros, vamos passar a vida inteira somatizando dívidas emocionais. </strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Respeite meu corpo e minha mente. Ignorei as expectativas alheias, tentei controlar ao máximo as minhas e só depois fiz a seleção para regular. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O meu tempo como aluna especial foi importante demais. Conheci os professores, observei entre eles qual seria o mais provável para me orientar. Tive contato com temas e autores que jamais havia lido na minha vida, mas tinha curiosidade em conhecer, como Foucault. E assim fui amadurecendo a minha intenção de pesquisa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas nem tudo foram flores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Minha formação é Comunicação, e como já falei, voltada mais para prática do que para teoria. <strong>Quando eu cheguei na sala e encontrei debates fundamentados em filosofia, sociologia, estudos culturais, marxismo, teorias feministas, biopolítica, minha cabeça fez: e agora, mulher?</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Me senti um peixe fora d&#8217;água em alguns momentos. Mas ao contrário das outras experiências, eu sabia que se tentasse ir me batendo pelas beiradas, eu ia chegar até o mar e nadar, ofegante no início, mas aliviada em determinado ponto. Porque eu queria estar ali, de verdade. <strong>Quando a gente quer muito algo, a gente precisa tentar e se arriscar. </strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Eu fiz o que deveria fazer. Pesquisei e sentei a bunda na cadeira para estudar.</strong> Não só os temas, mas também as melhores maneiras de fazer uma leitura de texto técnico, como fazer bons fichamentos, resenhas e resumos.<strong> Eu soube reconhecer os meus pontos fracos e fui em busca de ressignificá-los.</strong> Ao invés de parar no primeiro obstáculo, eu dei um passo atrás para poder enxergá-lo melhor e ver como poderia vencê-lo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nossa, esse final ficou parecendo aqueles livros de autoajuda. Mas de certa maneira foi o isso que fiz, eu me ajudei, fui paciente e gentil. <strong>Peguei na minha mão e disse: vamos lá, Jeniffer. Não é isso que você quer? Então nós vamos conseguir!</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A saga continuou e continua…</span></p>
<p><strong>Até o próximo capítulo! <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> </strong></p>
<p><strong>Conteúdo em vídeo:</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/Q0X9FR4rZIY" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><b>Saga de uma mestranda</b><span style="font-weight: 400;"> é uma série especial de conteúdo sobre minha experiência como estudante de pós-graduação em nível de mestrado.</span></p>
<p><strong>Confira também: </strong><a href="http://jeniffergeraldine.com/vou-pedir-licenca-para-contar-a-minha-historia/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">Saga de uma mestranda #1</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que mais você quer saber dessa saga ? Eu já tenho alguns temas para posts mas deixe sua dúvida ou curiosidade nos comentários. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A dúvida dói mais que o fracasso?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 May 2019 21:56:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas e Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Podcast Jeniffer Geraldine]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Documentários]]></category>
		<category><![CDATA[Leia Mulheres]]></category>
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		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre 2016 e 2017, eu li alguns livros que reacenderam o desejo de sair um pouco da concha, de tirar a armadura, de me mostrar mais ao mundo e ter [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Entre 2016 e 2017, eu li alguns livros que reacenderam o desejo de sair um pouco da concha, de tirar a armadura, de me mostrar mais ao mundo e ter coragem para viver alguns sonhos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu li o <strong>Grande Magia &#8211; Vida criativa sem medo</strong>, de <strong>Elizabeth Gilbert</strong>, <strong>O ano em que disse sim</strong>, de<strong> Shonda Rhimes</strong>, e <strong>O que eu sei de verdade</strong>, de <strong>Oprah Winfrey</strong>. Ler todos esses livros me motivaram a fazer mudanças significativas em minha vida. </span><span id="more-7967"></span></p>
<p><strong>Clique no player para ouvir o conteúdo:</strong></p>
<p><audio class="wp-audio-shortcode" id="audio-7967-3" preload="none" style="width: 100%;" controls="controls"><source type="audio/mpeg" src="http://jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/05/podcast_cronica_aduvidadoimais-online-audio-converter.com_.mp3?_=3" /><a href="http://jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/05/podcast_cronica_aduvidadoimais-online-audio-converter.com_.mp3">http://jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/05/podcast_cronica_aduvidadoimais-online-audio-converter.com_.mp3</a></audio></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As histórias dessas mulheres me inspiraram e continuam a me inspirar. Um outro livro que estava na minha lista de leitura na época foi o <strong>A coragem de ser imperfeito</strong>, da pesquisadora<strong> Brené Brown</strong>. Naquele ano não fiz essa leitura completa, mas fiquei de olho no trabalho da Brené.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em abril, estreou na<a href="http://jeniffergeraldine.com/tag/netflix/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"> <strong>Netflix</strong></a>, o documentário <strong>Brené Brown &#8211; O chamado à coragem</strong>. Além de pesquisar o tema vulnerabilidade há anos, Brené é uma excelente contadora de histórias. A palestra traz pequenos contos para ilustrar a importância da vulnerabilidade na vida das pessoas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Não existe coragem sem vulnerabilidade.</strong> Ter coragem de se expor, de falar sobre si, de escrever, de sair da zona de conforto, de estar aberto a receber críticas, não é fácil. Mas se abrir para tudo isso é o que faz a gente viver uma vida grandiosa. É o que faz a gente olhar a vida além da nossa janela com aquele ar curioso de quem diz: deixa eu ver como está o tempo hoje. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É bom viver na concha, protegido por uma casca, por uma armadura, mas isso limita. E como disse a Brené, pode ser ruim chegar no final da vida e se perguntar, <strong>e se eu tivesse…</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Amado mais?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Viajado mais?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Largado meu emprego?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Investido no meu próprio negócio?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Filhos?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Feito aquele curso que eu sempre sonhei?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ido morar numa ilha?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Feito umas tatuagens?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pintado meu cabelo de lilás?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aprendido uma arte marcial?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vivido um pouco mais?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>A dúvida pode doer mais que o fracasso.</strong> Com o fracasso a gente aprende e sempre há a possibilidade de tentar de novo. E se existe essa possibilidade, realmente existe o fracasso total? </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Vulnerabilidade não é ganhar, nem perder. É ter a coragem de se expor mesmo sem poder controlar o resultado.&#8221; &#8211; Brené Brown</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Concordo com Brown quando ela diz que vivemos numa <strong>cultura do perfeccionismo e do controle</strong>. Só vale se jogar numa aventura, se ao final a gente ganhe em primeiro lugar. Só vale viver uma vida, se aos 30 anos a gente tenha estabilidade financeira, casa, carro, família com filhos. Não seguir as regras impostas por essa cultura nos faz parecer fracassados. Mas até que ponto? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Fracassar para mim é perder totalmente a vontade de viver, de tentar de novo, de se arriscar, viver eternamente preso numa caixa, numa zona de conforto.</strong> Presos não porque queremos mas porque há pessoas e estruturas nos fazendo acreditar que é impossível ir além. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Viver na dúvida alimenta incerteza, ansiedade, estresse e tristeza.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Aceitar o chamado da coragem é aceitar a impermanência, a vulnerabilidade, a vida.</strong> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Conteúdo em vídeo:</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/dns-dKMxnzs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><strong>Livros na Amazon:</strong></p>
<p><a href="https://amzn.to/2PKucij" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">Grande Magia &#8211; Vida criativa sem medo</span></a></p>
<p><a href="https://amzn.to/2GZLZyW" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">A coragem de ser imperfeito </span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://amzn.to/2PM4ARP" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O ano em que disse sim</a> </span></p>
<p><a href="https://amzn.to/2V3t9eo" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">O que eu sei de verdade </span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/a-duvida-doi-mais-que-o-fracasso/">A dúvida dói mais que o fracasso?</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
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		<title>Vou pedir licença para contar a minha história&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Apr 2019 15:25:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Podcast Jeniffer Geraldine]]></category>
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		<category><![CDATA[mestrado]]></category>
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		<category><![CDATA[Saga de uma mestranda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Talvez você não conheça a frase acima, mas ela é o primeiro verso da Saga de um Vaqueiro, música que fez sucesso com a banda Mastruz com Leite em muita [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/vou-pedir-licenca-para-contar-a-minha-historia/">Vou pedir licença para contar a minha história&#8230;</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Talvez você não conheça a frase acima, mas ela é o primeiro verso da <strong>Saga de um Vaqueiro</strong>, música que fez sucesso com a <strong>banda Mastruz com Leite</strong> em muita festa de forró e vaquejada no nordeste. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A música e a banda marcaram minha infância e adolescência. E eu tenho a mania de falar “saga” para tudo que eu vivo e que tem muitas idas e voltas, alguns obstáculos, essas coisas da vida, que como diz a canção, tem suas perdas e suas glórias. Uso sempre para as pequenas aventuras diárias da minha vida. </span><span id="more-7877"></span></p>
<p><strong>Clique no player para ouvir o conteúdo:</strong></p>
<p><audio class="wp-audio-shortcode" id="audio-7877-4" preload="none" style="width: 100%;" controls="controls"><source type="audio/mpeg" src="http://jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/04/podcast_sagadeumamestranda_1_jeniffergeraldine.m4a?_=4" /><a href="http://jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/04/podcast_sagadeumamestranda_1_jeniffergeraldine.m4a">http://jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/04/podcast_sagadeumamestranda_1_jeniffergeraldine.m4a</a></audio></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história da música é sobre um vaqueiro, mas <strong>quero pedir licença para contar a minha história de mestranda</strong>. Para chegar ao presente, preciso compartilhar antes um pouco do passado, falar das idas e voltas, das escolhas, das incertezas, de autoconhecimento, e de tempo ao tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Me formei em<strong> Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, em 2010</strong>. Na época já havia a ideia de fazer mestrado e seguir com a carreira acadêmica, mas a instituição que estudei não preparava o aluno para esse objetivo. <strong>O aluno era preparado para o mercado de trabalho.</strong> Era muito mais prática do que teoria. E não acho isso ruim. Foi de fundamental importância conhecer a parte prática da comunicação, que não se resumia apenas ao jornal impresso, rádio, e a televisão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>A sementinha da pesquisa foi plantada por alguns poucos professores durante a graduação.</strong> Eram professores que na época estavam cursando mestrado ou doutorado. E de vez em quando compartilhavam um pouco desse mundo em sala de aula. Lembro até que um deles formou um grupo de iniciação científica, que eu participei por uns meses. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já saí da faculdade com um emprego e certa da minha área de atuação, comunicação digital. Trabalhei por cerca de 10 anos na área. Passei por agências digitais e setores de comunicação e marketing de empresas públicas e privadas. <strong>Fui seduzida pelo mercado de comunicação. E acabei deixando de lado alguns desejos antigos, como a carreira acadêmica. </strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Era uma sedução que consumia, uma espécie de relacionamento abusivo. Afinal não tinha tempo para mais nada. <strong>Você fica envolvida com o trabalho e se deixar não tira outros projetos da gaveta. E é aí que mora o perigo. </strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2013, eu resolvi arriscar. Conheci um programa de <strong>pós-graduação em educação e tecnologia</strong>. Me inscrevi como aluna especial e passei. Fiz todo um esquema no trabalho para pagar horas e poder assistir às aulas. Como chegar mais cedo e almoçar em 30 minutos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante as aulas, me sentia um peixe fora d’água. A maior parte da turma era formada por professores, principalmente de ensino médio e fundamental. Foi muito bom voltar a estudar, conhecer alguns autores e temas novos, fazer amizades, mas eu senti que aquele não era meu lugar. E apesar de ter concluído a disciplina e feito o artigo final, até hoje não sei a nota. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como eu sou brasileira e não desisto nunca, em 2014, escolhi um outro <strong>programa de pós-graduação</strong> que interesse e me inscrevi como aluna especial. Dessa vez foi um sobre <strong>estudo de linguagens</strong>. As aulas eram maravilhosas, mas era literatura demais para mim. A turma era formada por muitos professores de Letras. Eu sempre paquerei o universo da literatura. <strong>O blog existe desde 2007 e já tinha um viés literário. E meu TCC da graduação foi um site sobre poesia baiana. Mas as discussões na pós em estudos de linguagens eram literárias demais para mim, uma simples leitora e apreciadora de livros. </strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois dessas duas experiências, muitas coisas aconteceram na vida profissional. Mas o principal foi: <strong>a sedução do mundo da comunicação não funcionava mais comigo. E isso afastou até a possibilidade de tentar uma pós-graduação na área.</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então eu comecei um processo de reavaliar para qual caminho estava indo minha vida profissional e consequentemente a pessoal. Afinal, é uma vida só. E nesse processo percebi que estava infeliz. Não é que eu não gostava mais de Comunicação. Eu amo minha área de formação. Mas é que a<strong> vida de agência e empresas não fazia mais os meus olhos brilharem. Mas, por que, Jeniffer?</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porque eu não estava mais acreditando no papo organizacional de “somos uma família”. E não estava mais contente por dedicar mais de 8h do meu dia para cumprir prazos e metas para encher o bolso do patrão e meu salário não aumentar nem 1 real. Não fazia mais sentido para mim e eu precisava buscar algo que fizesse.<strong> Algo além do salário no final do mês.</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Em 2017, eu pedi demissão do meu último emprego.</strong> Lembro que no dia após, eu não sabia o que fazer da minha vida. tinha um vazio inexplicável que eu não sabia ainda como preencher. Tinha medo e incertezas. </span></p>
<p><strong>Não foi fácil aceitar isso. Não foi fácil trocar o certo pelo duvidoso. Não foi fácil não olhar para trás e acreditar que tudo foi tempo perdido e que poderia ter sido bem diferente. </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Precisei de ajuda da família, dos amigos, da terapia, do universo, dos santos e orixás, para aceitar o novo começo. Por mais que eu quisesse isso, parecia que não era certo. <strong>Entre as crises de ansiedade, as incertezas e a tristeza, eu precisei também me ajudar, ser paciente e ser gentil comigo mesma. </strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No mesmo ano, eu resolvi que ia dar uma chance ao <strong>mundo das Letras, minha segunda opção de vestibular.</strong> Escolhi um curso EAD e até compartilhei no <a href="http://jeniffergeraldine.com/um-papo-sobre-ser-estudante-de-ead-e-o-curso-de-letras/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">blog/canal a minha experiência</a>. Voltar para graduação e ainda no formato à distância foi bem estressante, mas conclui o primeiro semestre. O estresse se deu também por causa de outro fator.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu me inscrevi na <strong>seleção de aluno especial de um curso de pós-graduação</strong>. Fui selecionada. Dessa vez a aprovação tinha um gosto diferente. O curso foi indicação de uma amiga da família e veio com a frase: lá você vai se encontrar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira disciplina que eu cursei tinha um pouco de<strong> literatura, estudos culturais, filosofia, teoria e crítica feminista, e questionava a sociedade, as instituições, o capitalismo</strong>. O discurso da professora era acolhedor. E a sala era mista. Tinha letras, história, pedagogia, administração, fisioterapia, fotografia. <strong>Senti que era o meu lugar e era em casa, em Alagoinhas, na cidade em que nasci e passei minha infância e adolescência. </strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma sessão da terapia, a terapeuta fez um exercício interessante para me ajudar a descobrir qual curso fazia mais sentido para mim, <strong>entre a graduação de Letras e o mestrado em Crítica Cultural. E a conclusão foi a seguinte: se me tirassem o mestrado em Crítica Cultural era que eu ficaria mais estressada.</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A saga continuou e continua…</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até o próximo capítulo!</span></p>
<p><strong>Conteúdo em vídeo:</strong><br />
<iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/dBQxQW4wa1k" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><strong>Saga de uma mestranda</strong> é uma série especial de conteúdo sobre minha experiência como estudante de pós-graduação em nível de mestrado.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que mais você quer saber dessa saga ? </span><span style="font-weight: 400;">Eu já tenho alguns temas para posts mas deixe sua dúvida ou curiosidade nos comentários. <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />  </span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Acessibilidade e existência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Apr 2019 21:02:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas e Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Podcast Jeniffer Geraldine]]></category>
		<category><![CDATA[acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em abril, fomos surpreendidos com uma decisão do presidente Jair Bolsonaro: a extinção de conselhos sociais. Circulou pelo WhatsApp a lista com mais de 600 órgãos de participação popular que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Em abril, fomos surpreendidos com uma decisão do <strong>presidente Jair Bolsonaro</strong>: a<strong> extinção de conselhos sociais</strong>. Circulou pelo WhatsApp a lista com mais de 600 órgãos de participação popular que podem ser extintos. Essa decisão antidemocrática me fez lembrar que lutamos por décadas por melhorias e basta uma assinatura para tudo desaparecer. Se for para fazer uma analogia com um fenômeno da cultura pop, posso falar sobre o estalar do dedo de Thanos, o vilão poderoso de </span><b>Os Vingadores</b><span style="font-weight: 400;">. <strong>O governo atual do Brasil está dizimando e apagando a existência de várias pessoas com canetadas. </strong></span><span id="more-7865"></span></p>
<p><strong>Clique no player para ouvir a crônica:</strong></p>
<p><audio class="wp-audio-shortcode" id="audio-7865-5" preload="none" style="width: 100%;" controls="controls"><source type="audio/mpeg" src="http://jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/04/acessibilidade_podcast_jeniffergeraldine.mp3?_=5" /><a href="http://jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/04/acessibilidade_podcast_jeniffergeraldine.mp3">http://jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/04/acessibilidade_podcast_jeniffergeraldine.mp3</a></audio></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após cem dias da primeira dama<strong> Michelle Bolsonaro</strong> fazer um discurso em <strong>Libras</strong> na posse do presidente, está na lista de órgãos extintos o </span><b>Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência</b><span style="font-weight: 400;"> (CONADE) criado para acompanhar e avaliar o desenvolvimento de uma política nacional para pessoas com deficiências. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É bonito e inclusivo ver a primeira dama fazer um discurso em Libras. Mas não é bonito ver cada vez mais pessoas conhecendo e se apropriando da linguagem de sinais porque isso as tornam autônomas. Autonomia e liberdade não são para todos em um governo autoritário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No início do ano, comecei a fazer um curso online sobre mediação de leitura, oferecido pela Fundação Demócrito Rocha em parceria com a Universidade do Ceará.  Na programação de conteúdo há um módulo sobre</span><b> mediação de leitura e acessibilidade</b><span style="font-weight: 400;">. A proposta é  mostrar a importância de levar a literatura e a leitura para pessoas com deficiência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como gostei dessa perspectiva sobre mediação de leitura, fiquei curiosa para saber quem era o conteudista e fui pesquisar sobre o professor </span><b>Igor Peixoto Girão</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/04/foto_igor.png"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-7868" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/04/foto_igor-1024x576.png?resize=800%2C450" alt="professor Igor Peixoto Girão" width="800" height="450" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/04/foto_igor.png?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/04/foto_igor.png?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/04/foto_igor.png?resize=1140%2C641&amp;ssl=1 1140w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/04/foto_igor.png?w=1280&amp;ssl=1 1280w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Igor é o primeiro mestre em Ciência da Informação com deficiências múltiplas no norte e nordeste. Sua dissertação foi sobre </span><b>&#8220;</b><b><i>Audio games</i></b><b> no processo de aprendizagem de deficientes visuais: uma análise sob a mediação da informação”</b><span style="font-weight: 400;">. Hoje ele também é bibliotecário da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim que conheci um pouco sobre Igor, compartilhei com minha Mãe que é professora e tem atualmente alunos com deficiências. Igor é um exemplo para esses jovens e fala de um lugar que por mais sensível que uma pessoa não-deficiente possa ser, ela não compartilha da mesma experiência de mundo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro exemplo de representatividade para pessoas com deficiência que conheci em 2019 foi o</span><a href="https://www.instagram.com/boramesmo/"> <b>Instagram Bora Mesmo</b></a><span style="font-weight: 400;">. Criado por <strong>Mila D’Oliveira</strong>, o perfil fala sobre<strong> locais em Salvador (BA) com acessibilidade</strong>.  Mila questiona a naturalização da falta de acessibilidade na maravilhosa Salvador e critica alguns lugares que se apresentam como acessíveis mas ainda precisam de melhorias. Ela está de olho, visita, fiscaliza e conversa com alguns donos que estão dispostos a ouví-la.</span></p>
<p><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/04/instagram_boramesmo_acessibilidade_salvador_bahia.png"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-7869" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/04/instagram_boramesmo_acessibilidade_salvador_bahia-1024x589.png?resize=800%2C460" alt="Instagram Bora Mesmo" width="800" height="460" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/04/instagram_boramesmo_acessibilidade_salvador_bahia.png?resize=1024%2C589&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/04/instagram_boramesmo_acessibilidade_salvador_bahia.png?resize=300%2C173&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/04/instagram_boramesmo_acessibilidade_salvador_bahia.png?w=1053&amp;ssl=1 1053w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fiquei pensando no quanto eles querem autonomia e liberdade e do quanto nossa sociedade preconceituosa e indiferente ao chamado diferente segue contribuindo para apagar e silenciar determinadas existências. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Comecei a me questionar sobre: espaços sociais e acessibilidade, já que sou mediadora de um<a href="http://jeniffergeraldine.com/clube-do-livro-alagoinhas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"> clube de leitura</a>; quantos <a href="http://jeniffergeraldine.com/tag/livros/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">livros</a> com personagens deficientes eu já havia lido; e se conhecia alguma escritora ou escritor com deficiência. São questionamentos que acredito que devemos fazer. Assim como lembrar que <strong>acessibilidade não é apenas acesso à informação, mas uma forma para a pessoa com deficiência existir na sociedade</strong>.</span></p>
<ul>
<li><a href="https://www.instagram.com/boramesmo/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Instagram Bora Mesmo?</a></li>
<li><a href="http://www.ufc.br/noticias/noticias-de-2018/12402-formado-primeiro-mestre-em-ciencia-da-informacao-com-deficiencias-multiplas-no-n-ne" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Formado primeiro mestre em Ciência da Informação com deficiências múltiplas no N/NE</a></li>
</ul>
<p><strong>Conteúdo em vídeo:</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/83WRp1Suxoo" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Me indica aí #2 &#8211; Escritoras negras (não ficção)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Mar 2019 15:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas e Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Podcast Jeniffer Geraldine]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Leia Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Duas das minhas últimas leituras foram livros de não ficção escritos por mulheres negras: &#8220;Mulheres, raça e classe&#8221;, da norte-americana Angela Davis, e &#8220;Quarto de Despejo&#8221;, da brasileira Carolina Maria [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><span style="font-weight: 400;">Duas das minhas últimas leituras foram livros de não ficção escritos por mulheres negras: </span><b>&#8220;Mulheres, raça e classe&#8221;</b><span style="font-weight: 400;">, da norte-americana </span><b>Angela Davis</b><span style="font-weight: 400;">, e </span><b>&#8220;Quarto de Despejo&#8221;</b><span style="font-weight: 400;">, da brasileira </span><b>Carolina Maria de Jesus</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>



<span id="more-7779"></span>



<p><strong>Ouça esse conteúdo:</strong></p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="http://jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/podcastmeindicaai2_escritorasnegras_naoficcao.m4a"></audio></figure>



<p><b>&#8220;Mulheres, raça e classe&#8221; </b><span style="font-weight: 400;">foi publicado pela primeira vez em 1981 e chegou ao Brasil, em 2016, pela </span><b>Editora Boitempo</b><span style="font-weight: 400;"> com tradução de </span><b>Heci Regina Candiani</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>



<p><span style="font-weight: 400;">Angela Davis faz uma análise crítica da história dos Estados Unidos a partir da perspectiva do povo negro, mais especificamente das mulheres negras. A autora escancara toda a construção de uma sociedade com base no racismo, sexismo, e elitismo a favor do capitalismo monopolista branco e masculino.</span></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/mulheresracaclasse_angeladavis.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="209" height="300" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/mulheresracaclasse_angeladavis-209x300.jpg?resize=209%2C300" alt="" class="wp-image-7782" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/mulheresracaclasse_angeladavis.jpg?resize=209%2C300&amp;ssl=1 209w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/mulheresracaclasse_angeladavis.jpg?w=348&amp;ssl=1 348w" sizes="auto, (max-width: 209px) 100vw, 209px" /></a></figure>
</div>


<p><span style="font-weight: 400;">Cada capítulo é uma aula. E em cada aula vamos descobrindo personalidades importantes que lutaram contra essas opressões múltiplas ao longo dos anos. Pessoas que sofreram diversos tipos de violência por defenderem o ideal de uma sociedade igualitária. Angela também expõe os lados racista e classicista que o movimento pela emancipação feminina tinha logo que começou nos Estados Unidos.</span></p>



<p><b>Um livro essencial para entender as dinâmicas opressoras do sistema capitalista</b><span style="font-weight: 400;"> ao longo dos anos e a importância de se pensar, </span><b>criticar e combater essas dinâmicas que até hoje se fazem presentes</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>



<p><span style="font-weight: 400;">Se Angela Davis, com linguagem mais acadêmica e embasamento teórico, fala sobre a </span><b>mulher e as opressões de gênero, raça e classe</b><span style="font-weight: 400;"> no contexto norte-americano, a brasileira Carolina Maria de Jesus, durante a década de 1950, escreveu em seu diário sobre </span><b>ser mulher, negra e favelada no Brasil.</b></p>



<p><b>&#8220;Quarto de despejo &#8211; Diário de uma favelada&#8221;</b><span style="font-weight: 400;"> foi publicado em 1960 e traz testemunhos da vida sofrida que a escritora levava na favela do Canindé, em São Paulo, com seus três filhos. Carolina era catadora de papel e todo dia era encarado como uma luta pela sobrevivência. </span></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/quartodedespejo_carolinamariadejesus.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="194" height="300" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/quartodedespejo_carolinamariadejesus-194x300.jpg?resize=194%2C300" alt="" class="wp-image-7783" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/quartodedespejo_carolinamariadejesus.jpg?resize=194%2C300&amp;ssl=1 194w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/quartodedespejo_carolinamariadejesus.jpg?resize=663%2C1024&amp;ssl=1 663w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/quartodedespejo_carolinamariadejesus.jpg?resize=1140%2C1761&amp;ssl=1 1140w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/quartodedespejo_carolinamariadejesus.jpg?w=1618&amp;ssl=1 1618w" sizes="auto, (max-width: 194px) 100vw, 194px" /></a></figure>
</div>


<p><span style="font-weight: 400;">Os livros e a escrita eram as companhias de Carolina. Encontramos nos registros da autora reflexões sobre temas como desigualdades sociais, racismo, política, relacionamentos, violências e educação. </span><span style="font-weight: 400;">O mundo era cruel e ela respondia criticamente com educação e sensibilidade. Escrever era uma fuga da fome e da miséria da vida na favela. </span></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Quando eu não tinha nada o que comer, em vez de xingar eu escrevia. Tem pessoas que, quando estão nervosas, xingam ou pensam na morte como solução. Eu escrevia o meu diário.&#8221;</span></p></blockquote>



<p><b>&#8220;Quarto de despejo&#8221; &nbsp;é uma ruptura na cultura e na narrativa hegemônica branca elitista que ditam o que é literatura.</b><span style="font-weight: 400;"> Uma obra escrita com base na oralidade e que coloca a mulher negra catadora de papel não como personagem de um livro sobre a favela, mas como narradora-protagonista. Dessa forma, Carolina afirma a sua existência e potência de simbolização do mundo.</span></p>



<p></p>



<ul class="wp-block-list"><li><a href="https://amzn.to/2BHrvrW" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">&#8220;Quarto de despejo&#8221; na Amazon</span></a></li><li><a href="https://amzn.to/2BLoNSi" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">&#8220;Mulheres, raça e classe&#8221; na Amazon</span></a></li></ul>
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		<title>autocrítica feminista e bell hooks</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Feb 2019 21:00:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas e Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Podcast Jeniffer Geraldine]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gloria Jean Watkins, mais conhecida como bell hooks, é uma importante teórica feminista e autora afro-americana. O pseudônimo é uma homenagem à avó materna e para justificar a grafia em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><b>Gloria Jean Watkins</b><span style="font-weight: 400;">, mais conhecida como </span><b>bell hooks</b><span style="font-weight: 400;">, é uma importante teórica feminista e autora afro-americana. O pseudônimo é uma homenagem à avó materna e para justificar a grafia em minúsculo a escritora diz que </span><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">o mais importante em meus livros é a substância e não quem sou eu</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>



<span id="more-7769"></span>



<p><strong>Ouça esse conteúdo:</strong></p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="http://jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/podcast_cronica_autocriticafeminista_bellhooks.m4a"></audio></figure>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/bell_hooks_ofeminismoeparatodomundo.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="197" height="300" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/bell_hooks_ofeminismoeparatodomundo-197x300.jpg?resize=197%2C300" alt="" class="wp-image-7772" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/bell_hooks_ofeminismoeparatodomundo.jpg?resize=197%2C300&amp;ssl=1 197w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/bell_hooks_ofeminismoeparatodomundo.jpg?resize=674%2C1024&amp;ssl=1 674w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/bell_hooks_ofeminismoeparatodomundo.jpg?resize=1140%2C1732&amp;ssl=1 1140w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/bell_hooks_ofeminismoeparatodomundo.jpg?w=1632&amp;ssl=1 1632w" sizes="auto, (max-width: 197px) 100vw, 197px" /></a></figure>
</div>


<p><span style="font-weight: 400;">Um dos livros mais populares de bell (</span><i><span style="font-weight: 400;">Feminism is for Everybody</span></i><span style="font-weight: 400;">) foi publicado no Brasil, em 2018, pela Editora Rosa dos Tempos, com tradução de Ana Luiza Libânio e título </span><b>“O feminismo é para todo mundo: políticas arrebatadoras”.</b></p>



<p><span style="font-weight: 400;">A motivação da autora para escrever a obra veio do seu desejo de ver as discussões e práticas feministas saírem da academia e alcançarem o grande público. É uma leitura bastante acessível que passa por pontos importantes do feminismo e deixa claro a todo momento que o feminismo é um movimento para acabar com o sexismo (exploração sexista e opressão), racismo, elitismo e imperialismo. Não é um movimento anti-homem. É um movimento que inclusive, na visão da autora, depende também dos homens para alcançar seus objetivos. </span></p>



<p><span style="font-weight: 400;">hooks acredita que a luta feminista só terá sucesso se todas as pessoas se aproximarem do feminismo. Afinal todos nós fomos criados na cultura sexista e socializados para acreditar que há coisas de menino e coisas de menina. Assim como também vivemos numa sociedade em que ter poder sobre o outro é a base de todas as relações. </span></p>



<p><span style="font-weight: 400;">No capítulo </span><b>“Conscientização: uma constante mudança de opinião”</b><span style="font-weight: 400;">, bell hooks diz que a mulher não nasce feminista, ela se torna feminista. E traz uma frase muito marcante: </span><i><span style="font-weight: 400;">“É necessário transformar o inimigo interno antes que possamos confrontar o inimigo externo.” </span></i></p>



<p><span style="font-weight: 400;">A citação me fez pensar em uma</span> <span style="font-weight: 400;">premissa básica de sobrevivência: antes de querer mudar o mundo, temos que mudar a nós mesmos. Na perspectiva feminista, antes de querer acabar com o patriarcado, é necessário mudar a nós mesmas. </span></p>



<p><span style="font-weight: 400;">Esse é um processo de autocrítica. Um processo que cada dia tento dar um passo para desconstruir pensamentos e atitudes na minha vida. Fazer uma autocrítica política feminista é pensar a vida a partir do que me marca socialmente &#8211; gênero, raça e classe. Pensar até onde eu posso ir por causa desses marcadores sociais e questionar se eles me impedem de ir além. E, claro, não aceitar o que foi naturalizado para mim por causa de gênero, raça e classe.</span></p>



<p><span style="font-weight: 400;">Autocrítica também é ter consciência dos padrões sexistas e racistas que eu dissemino no meu dia a dia. É reconhecê-los e mudá-los para uma visão feminista. Fazer essa autoavaliação é libertador. Nos livramos de preconceitos, olhamos o outro com mais afeto e amor, e também olhamos a nós mesmos com mais liberdade. </span></p>



<p><b>Mas como fazer essa autocrítica?</b></p>



<p><span style="font-weight: 400;">Outras premissas básicas de sobrevivência: se tem dúvida, pergunte. Se não sabe, procure saber.</span></p>



<p><span style="font-weight: 400;">Na dúvida, estude, leia, veja um documentário, assista uma palestra, converse com gente que vive em condição diferente da sua e escute essas pessoas. Saia um pouco também da superfície das redes sociais, vá além das notícias que circulam nas mensagens encaminhadas por WhatsApp. </span></p>



<p><b>Saia do seu mundo e olhe o mundo lá fora. Se informe e se conscientize. &nbsp;</b></p>



<p><span style="font-weight: 400;">Tem funcionado por aqui!</span></p>



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<li><a href="https://amzn.to/2EiKRFl" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Livro na Amazon</a></li>
</ul>
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		<title>Me Indica Aí #1 &#8211; livro e filme do nordeste</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Feb 2019 19:38:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
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		<category><![CDATA[Podcast Jeniffer Geraldine]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Resolvi tirar da gaveta de ideias mais uma seção de conteúdo para meus canais, principalmente o Youtube e o Podcast. “Me indica aí” é um quadro com indicações curtinhas mas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Resolvi tirar da gaveta de ideias mais uma seção de conteúdo para meus canais, principalmente o Youtube e o Podcast.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Me indica aí” é um quadro com indicações curtinhas mas bem boas de livros, filmes, séries, música, revistas e o que rolar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lembrando que tudo que eu indicar aqui, eu já vi, ouvi, ou li. E que meu olhar, minha análise, minha leitura, está mais relacionado com a mensagem que cada produção tem para nos passar do que com os detalhes técnicos.</span></p>
<p><span id="more-7632"></span></p>
<div>
<p>Ouça esse conteúdo:</p>
<p><audio class="wp-audio-shortcode" id="audio-7632-6" preload="none" style="width: 100%;" controls="controls"><source type="audio/mpeg" src="http://jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/podcast_indicaai1.mp3?_=6" /><a href="http://jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/podcast_indicaai1.mp3">http://jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/podcast_indicaai1.mp3</a></audio></p>
<div></div>
<h2>LIVRO</h2>
<div><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/oquinze_foto_jeniffergeraldine.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-7633 aligncenter" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/oquinze_foto_jeniffergeraldine.jpg?resize=600%2C600" alt="" width="600" height="600" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/oquinze_foto_jeniffergeraldine.jpg?w=960&amp;ssl=1 960w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/oquinze_foto_jeniffergeraldine.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/oquinze_foto_jeniffergeraldine.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></div>
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<div></div>
</div>
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<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;O Quinze&#8221; é um livro importante na literatura brasileira. Escrito por Rachel de Queiroz, aos 19 anos, sobre uma das mais terríveis seca ocorrida no Ceará, em 1915. Rachel fez história!  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitos vão achar parecido com &#8220;Vidas Secas&#8221;, mas é super importante lembrar que &#8220;O Quinze&#8221; é de 1930 e o livro escrito por Graciliano Ramos é de 1938.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A autora retratou a seca sem romantismo e criou uma personagem feminina, a Conceição, independente para o aceitável naquele tempo, interessada na leitura, nos estudos, e em ajudar o próximo. Uma mulher que encontrou a maternidade através da &#8220;adoção&#8221; e soube colocar seus desejos acima da subjetividade social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da seca, divisão de classe e da situação da mulher, o livro também faz pensar sobre o racismo na época.</span></p>
</div>
<div>
<ul>
<li><a href="https://amzn.to/2UUTifA" target="_blank" rel="noopener">Livro &#8220;O Quinze&#8221;, na Amazon</a></li>
</ul>
<h2>FILME</h2>
<p><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/cafecomcanelaposter.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-7634" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/cafecomcanelaposter-725x1024.jpg?resize=600%2C847" alt="" width="600" height="847" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/cafecomcanelaposter.jpg?resize=725%2C1024&amp;ssl=1 725w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/cafecomcanelaposter.jpg?resize=213%2C300&amp;ssl=1 213w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/cafecomcanelaposter.jpg?w=765&amp;ssl=1 765w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Preciosidade &#8211; essa foi a palavra que surgiu na minha cabeça enquanto assistia os minutos finais de &#8220;Café com canela&#8221;, com algumas lágrimas caindo dos olhos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme celebra a cultura negra em suas formas mais sutis de manifestação e presença no cotidiano. Mostra a vida do interior do recôncavo baiano, simples, dura, mas boa em diversos aspectos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é caricato, nem piegas. Fala de perda, solidão, luto, mas ao mesmo tempo traz uma mensagem de esperança. E em tempos como esses, precisamos tanto de uma mensagem dessa. É um aviso: não estamos sozinhos. Não precisamos estar sozinhos.  Há ainda generosidade e afeto, e talvez a gente encontre tudo isso na porta ao lado, se nos permitimos sair um pouco do individual e partir pro coletivo, pro social, para a comunidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para mim &#8220;Café com canela&#8221; diz para juntarmos as nossas dores e pensarmos em como deixá-las para trás. E assim seguir com a vida que como diz Violeta, uma das personagens principais, mesmo toda &#8220;desencontrada e cheia de loucura oferece pra gente os mais lindos encontros e inacreditáveis reencontros&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assista &#8220;Café com Canela&#8221;, uma preciosidade do cinema do recôncavo baiano!</span></p>
</div>
<ul>
<li><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KyyRBllw4vM" target="_blank" rel="noopener">Trailer filme &#8220;Café com canela&#8221;</a></li>
</ul>
<div></div>
<div><strong>Conteúdo em vídeo:</strong></div>
<div></div>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/50w8uUXuAFE" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/me-indica-ai-1-livro-e-filme-do-nordeste/">Me Indica Aí #1 &#8211; livro e filme do nordeste</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
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