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	<title>Arquivo para Companhia das Letras - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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	<description>Crônicas, fotografias e reflexões sobre vida e cultura.</description>
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	<title>Arquivo para Companhia das Letras - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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		<title>Ideias para adiar o fim do mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jan 2020 21:13:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas e Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia das Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A primeira leitura de 2020 foi bem pertinente. Após passar 6 dias na Chapada Diamantina, li Ideias para adiar o fim do mundo, de Ailton Krenak. O livro reúne duas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A primeira leitura de 2020 foi bem pertinente. Após passar 6 dias na Chapada Diamantina, li </span><strong>Ideias para adiar o fim do mundo</strong><span style="font-weight: 400;">, de </span><strong>Ailton Krenak</strong><span style="font-weight: 400;">.</span><span id="more-14516"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O livro reúne duas palestras e um texto adaptado de uma entrevista &#8211; </span><strong>Ideias para adiar o fim do mundo, Do sonho da terra e A humanidade que pensamos ser</strong><span style="font-weight: 400;">. Krenak é ativista do movimento socioambiental e de defesa dos direitos indígenas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os textos apresentados no livro nos chamam atenção para o respeito à terra e às diferenças. O autor nos faz questionar: que humanidade é essa que para viver dizima o diferente e o mundo em que vive?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez adiemos o fim do mundo quando aceitarmos que não estamos sozinhos e que devemos reconhecer as diferenças sem hierarquias.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">O fato de podermos compartilhar esse espaço, de estarmos juntos viajando não significa que somos iguais; significa exatamente que somos capazes de atrair uns aos outros pelas nossas diferenças, que deveriam guiar o nosso roteiro de vida. Ter diversidade, não isso de uma humanidade com o mesmo protocolo. Porque isso até agora foi só uma maneira de homogeneizar e tirar nossa alegria de estar vivos.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Os questionamentos e alertas de Krenak me fizeram lembrar de </span><strong>Judith Butler</strong><span style="font-weight: 400;"> em </span><strong>É possível viver uma vida boa em uma vida ruim?</strong><span style="font-weight: 400;"> &#8211; Se há possibilidade de viver uma vida boa, estaremos vivendo a custa de quê ou de quem? Essa vida dita boa vale para todos os seres viventes?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas questões. Seguimos buscando as respostas na teoria e na prática.</span></p>
<p>_</p>
<p><a href="https://amzn.to/2sDoisc" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Livro na Amazon</a></p>
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		<title>[Diário de leitura] Mulheres na luta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Apr 2019 15:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas e Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia das Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<category><![CDATA[Editora Seguinte]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A HQ Mulheres na Luta me fez lembrar de bell hooks quando ela diz, em seu livro O feminismo é para todo mundo, que a literatura feminista precisa chegar até [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/diario-de-leitura-mulheres-na-luta/">[Diário de leitura] Mulheres na luta</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A HQ <strong>Mulheres na Luta</strong> me fez lembrar de <strong>bell hooks</strong> quando ela diz, em seu livro <a href="http://jeniffergeraldine.com/autocritica-feminista-e-bell-hooks/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>O feminismo é para todo mundo</strong></a>, que a literatura feminista precisa chegar até várias pessoas e para isso deve ser escrita em vários estilos e formatos. bell fala também que <em>“precisamos de trabalhos principalmente direcionados à cultura jovem”</em>.</span><span id="more-7859"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho de <strong>Marta Breen</strong> e <strong>Jenny Jordahl</strong> é um exemplo prático desse discurso que tenta tirar o feminismo das discussões acadêmicas para levá-lo até outros públicos. Nós sabemos que no contexto brasileiro nem todos podem ter acesso a uma produção como essa. O ideal seria que estivesse disponível nas escolas e em bibliotecas. E sabemos também que atualmente encontramos ações políticas que querem acabar com uma educação baseada no pensamento crítico e continuar silenciando parte da nossa história. Mas como disse a professora <strong>Bárbara Castro</strong>, no posfácio da edição brasileira da HQ, <em>&#8220;se nós chegamos até aqui não há porque parar de avançar”</em>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vamos continuar recuperando e honrando a memória de várias mulheres que foram protagonistas na busca pela liberdade, igualdade e sororidade. Vamos espalhar, da maneira que estiver ao alcance de cada uma, as mudanças positivas que as lutas feministas trouxeram para a vida de todas as mulheres e da sociedade em geral.  </span></p>
<ul>
<li>A HQ &#8220;Mulheres na Luta&#8221; foi recebida em parceria com a <a href="https://www.editoraseguinte.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Companhia das Letras | Editora Seguinte </a></li>
<li>Compre <a href="https://amzn.to/2X7z3wo" target="_blank" rel="noopener noreferrer">&#8220;Mulheres na Luta&#8221; na Amazon </a></li>
</ul>
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		<title>Os convites de Chimamanda Ngozi Adichie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 May 2018 11:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia das Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Leia Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Africana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já faz um tempo que estabeleci uma relação de admiração com a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. Começou com seu discurso no TEDx Talks &#8220;Sejamos todos feministas&#8221;, em que na [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/os-convites-de-chimamanda-ngozi-adichie/">Os convites de Chimamanda Ngozi Adichie</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/05/ChimamandaNgoziAdichie_2012X-embed.jpg"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/05/ChimamandaNgoziAdichie_2012X-embed-1024x576.jpg?resize=1024%2C576" alt="" class="wp-image-7081" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/05/ChimamandaNgoziAdichie_2012X-embed.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/05/ChimamandaNgoziAdichie_2012X-embed.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/05/ChimamandaNgoziAdichie_2012X-embed.jpg?resize=710%2C399&amp;ssl=1 710w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/05/ChimamandaNgoziAdichie_2012X-embed.jpg?w=1200&amp;ssl=1 1200w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Já faz um tempo que estabeleci uma relação de admiração com a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. Começou com seu discurso no <em>TEDx Talks</em> &#8220;Sejamos todos feministas&#8221;, em que na época foi de fundamental importância para que eu me reconhecesse ainda mais como feminista. Em seguida, li outro livro de não ficção da autora,<a href="http://jeniffergeraldine.com/se-for-menino-nao-vai-usar-rosa-nao/" target="_blank" rel="noopener">&#8220;Para educar crianças feministas: Um manifesto&#8221;</a>, que acredito precisa ser lido por todos, afinal nos ajuda a desconstruir muitas questões sobre ser menino e ser menina.</p>



<span id="more-7075"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Após conhecer o lado de ativista feminista da autora, resolvi ler seus livros de ficção. Comecei pelo primeiro, <a href="http://jeniffergeraldine.com/hibisco-roxo-as-verdades-e-historias-unicas/" target="_blank" rel="noopener">&#8220;Hibisco Roxo&#8221;</a>, e a partir dele conheci outro discurso famoso da Chimamanda, &#8220;O perigo de uma única história&#8221;. Se a autora já tinha me feito um convite para refletir sobre o feminismo, o convite agora era para refletir sobre a colonização europeia e seus efeitos na vida dos povos africanos e todos os outros povos colonizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso de &#8220;Hibisco Roxo&#8221;, a colonização trouxe para a família da narradora-personagem Kambili a violência doméstica, a opressão machista, o autoritarismo e o fanatismo religioso.&nbsp;Quando a Nigéria sofreu a colonização europeia foi pregado qual modo de viver (e de crer) era o correto e o melhor. O pai de Kambili, Eugene, negava sua língua materna, as crenças e tradições do seu povo, e até seu pai. Isso não justifica as atitudes dele, mas nos faz querer criticar e rebater qualquer possibilidade de poder que dite verdades e histórias únicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mais recente livro da autora publicado no Brasil, pela Editora Companhia das Letras, é o &#8220;No seu pescoço&#8221;. Publicado pela primeira vez em inglês, em 2009, a obra reúne 12 contos. O convite é mais uma vez para refletir, através de mulheres e homens africanos, os efeitos da colonização e do imperialismo ocidentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos dos contos trazem a divisão cultural, social e política, &#8220;eles e nós&#8221;. Eles como sendo a potência ocidental, os americanos brancos, e nós, como os colonizados, o outro, o diferente, e o imigrante. Digo, &#8220;nós&#8221;, porque é nessa posição que a Chimamanda nos coloca principalmente no conto que dá título ao livro, quando escolhe usar o &#8220;você&#8221;, segunda pessoa do discurso, ao invés de &#8220;ela/ele&#8221;, terceira pessoa, mais comum na ficção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No conto que dá título ao livro, a personagem principal Akunna ganhou na &#8220;loteria do visto americano&#8221; e foi para os Estados Unidos viver com um tio. Ao chegar nos EUA, Akuna sofre do que chamamos choque cultural. Tudo é diferente do que ela vivia em Lagos e muito diferente do que ela e seus parentes imaginava como vida americana. O choque ficou ainda mais evidente quando ela começa a se relacionar com um rapaz norte-americano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já em &#8220;Os Casamenteiros&#8221;, temos o casamento de Chinaza Okafor com Ofodile, nigeriano que morava há onze anos em Nova York e estudava medicina. Ofodile vivia como os americanos e tentava ao máximo ser como eles, uma pequena prova disso é que só usava seu nome em inglês, Dave. Quando Chinaza foi morar com ele, a todo momento o seu novo marido ensinava-lhe como deveria se comportar, falar, o que deveria comer e cozinhar, conforme o modo de vida americano. Chinaza também teve que passar a usar seu nome em inglês, Agatha Bell.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No último conto do livro &#8220;A historiadora obstinada&#8221;, Chimamanda narra de forma emocionante o processo de colonização realizado através das missões anglicanas e a luta de uma mãe para salvar sua terra e suas origens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os convites de Chimamanda, através da literatura, são irrecusáveis. São convites que nos tiram do lugar comum, do normalizado, da história única, e nos faz enxergar outros mundos, outros povos, que lutam há séculos para existir além da margem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceite os convites! Leia Chimamanda.&nbsp; <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Livros na Amazon:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://amzn.to/2KLsji6" target="_blank" rel="noopener">Sejamos todos feministas</a></li>



<li><a href="https://amzn.to/2I3DqS2" target="_blank" rel="noopener">Para educar crianças feministas: um manifesto</a></li>



<li><a href="https://amzn.to/2rrV9v9" target="_blank" rel="noopener">Hibisco Roxo</a></li>



<li><a href="https://amzn.to/2rvQOaC" target="_blank" rel="noopener">No seu pescoço</a></li>
</ul>
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		<title>O sol na cabeça &#124; Geovani Martins</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Apr 2018 15:39:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia das Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Leia Brasileiros]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No &#8220;Diário de leitura&#8221; de hoje, o papo é sobre o livro &#8220;O sol na cabeça&#8221;, do jovem escritor brasileiro Geovani Martins. &#160; Livro na Amazon Com O sol na [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No &#8220;Diário de leitura&#8221; de hoje, o papo é sobre o livro &#8220;O sol na cabeça&#8221;, do jovem escritor brasileiro Geovani Martins.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/JwYFTCLNsPo" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li><a href="https://amzn.to/2HryQRm" target="_blank" rel="noopener">Livro na Amazon</a></li>
<li><a href="http://bit.ly/2Kfqt9i" target="_blank" rel="noopener">Com O sol na cabeça, Geovani Martins se revela uma das vozes mais promissoras da literatura brasileira contemporânea</a></li>
<li><a href="https://youtu.be/AywIiXfKLFI" target="_blank" rel="noopener">Programa Conversa com Bial</a></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Cartas secretas jamais enviadas &#038; Últimas mensagens recebidas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Mar 2018 20:35:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia das Letras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante parte da adolescência, eu tinha o hábito de trocar cartas com amigas. E tinha também o hábito de escrever em diário, o que muitas vezes, lembro bem, resultava em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>Durante parte da adolescência, eu tinha o hábito de trocar cartas com amigas. E tinha também o hábito de escrever em diário, o que muitas vezes, lembro bem, resultava em cartas que escrevia para mim ou para outras pessoas. As que eram destinadas para mim se perderam e muitas das que eram destinadas para outras pessoas jamais foram enviadas e também se perderam.</div>
<p><div><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/03/CARTAS-SECRETAS-JAMAIS-ENVIADAS-.jpg"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-6949" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/03/CARTAS-SECRETAS-JAMAIS-ENVIADAS--222x300.jpg?resize=222%2C300" alt="" width="222" height="300" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/03/CARTAS-SECRETAS-JAMAIS-ENVIADAS-.jpg?resize=222%2C300&amp;ssl=1 222w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/03/CARTAS-SECRETAS-JAMAIS-ENVIADAS-.jpg?w=482&amp;ssl=1 482w" sizes="(max-width: 222px) 100vw, 222px" /></a>Emily Trunko, uma jovem de Ohio, também tinha a mania de escrever cartas para amigos e outras pessoas que fizeram parte da vida dela em algum momento, e resolveu começar um <em>Tumblr</em> para publicar essas cartas, o <a href="http://dearmyblank.tumblr.com/" target="_blank" rel="noopener">&#8220;Dear My Blank&#8221;</a>, em 2015. Esse espaço na internet acabou se tornando uma comunidade de apoio quando várias pessoas, assim como eu e Emily, haviam escritos cartas que nunca foram enviadas. </p>
<p>
O projeto ganhou destaque na mídia, se transformou em livro em 2016, e chegou ao Brasil pela <a href="http://www.editoraseguinte.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Editora Seguinte</a>, do Grupo Companhia das Letras.</div>
<p><div>O Tumblr que deu origem ao livro ainda está na ativa e na época que o livro foi lançado já tinha mais de 35 mil seguidores. Emily mantém o anonimato do destinatário e do remetente e qualquer pessoa pode submeter uma carta através da plataforma.</div>
<p><div>As pessoas encontraram ali apoio, um espaço para desabafar, ser ouvido, se comunicar, colocar para fora sentimentos, frustrações, se despedir de alguém, se declarar para alguém. O &#8220;Cartas secretas jamais enviadas” é dividido em Querido eu, Querido mundo, Amor, Amigos, Família, Coração partido, Traição e Perda.</div>
<p><div>Seguindo o mesmo modelo do &#8220;Cartas secretas jamais enviadas” e do projeto online &#8220;Dear My Blank”, a Emily criou o “The Last Message Received” que também deu origem a um livro o <a href="http://thelastmessagereceived.tumblr.com/" target="_blank" rel="noopener">“Últimas mensagens recebidas”</a>, dessa vez as pessoas foram estimuladas por Emily a enviar as últimas mensagens que receberam de alguém que era importante na vida delas.</div>
<p><div><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/03/U%CC%81LTIMAS-MENSAGENS-RECEBIDAS-.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-6950" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/03/U%CC%81LTIMAS-MENSAGENS-RECEBIDAS--222x300.jpg?resize=222%2C300" alt="" width="222" height="300" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/03/U%CC%81LTIMAS-MENSAGENS-RECEBIDAS-.jpg?resize=222%2C300&amp;ssl=1 222w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/03/U%CC%81LTIMAS-MENSAGENS-RECEBIDAS-.jpg?w=482&amp;ssl=1 482w" sizes="auto, (max-width: 222px) 100vw, 222px" /></a>Apesar de ser um livro bonito, com ilustrações da <a href="https://www.instagram.com/alekalko/" target="_blank" rel="noopener">Ale Kalko</a> (o Cartas secretas também é ilustrado pela Ale), há mensagens bem pesadas e chocantes. O que impressiona é que com poucas palavras uma pessoa pode acabar com o sonho de alguém, destruir ainda mais a autoestima de uma ex-namorada, reforçar esteriótipos, violentar. </p>
<p>
Nessa compilação também há algumas mensagens de suicidas, tanto que nas páginas finais dos dois livros encontramos contato de instituições como o Centro de Valorização da vida e da ABRATA.</p></div>
<p><div>As últimas mensagens recebidas vêm acompanhadas também de um rodapé para contextualiza-las, e a gente fica meio chocado com o que lê.</div>
<p><div>Resolvi compartilhar esses dois livros no blog porque são projetos que fazem refletir sobre a importância da comunicação, do diálogo, de conversar e ouvir o outro, de perceber o outro. De tirar um tempo na correria do dia a dia para dar atenção aos nossos amigos, amores, família.</div>
<p><div><strong>Conteúdo em vídeo (tem imagens dos livros por dentro):</strong></div>
<p><iframe loading="lazy" width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/s3di8ztHYvA" frameborder="0" allow="autoplay; encrypted-media" allowfullscreen></iframe></p>
<ul>
<li><a href="http://amzn.to/2FMZfYT" target="_blank" rel="noopener">Últimas mensagens recebidas na Amazon</a></li>
<li><a href="http://amzn.to/2HJ3qS3" target="_blank" rel="noopener">Cartas secretas jamais enviadas na Amazon</a></li>
</ul>
<div></div>
<div></div>
<div></div>
<div></div>
<div></div>
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		<title>Extraordinárias &#8211; Mulheres que revolucionaram o Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Mar 2018 15:14:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia das Letras]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Leia Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Extraordinárias — Mulheres que revolucionaram o Brasil&#8221;, de Aryane Cararo e Duda Porto, traz vários perfis de mulheres brasileiras e abrasileiradas que fizeram história no nosso país. Assim que recebi [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;Extraordinárias — Mulheres que revolucionaram o Brasil&#8221;</strong>, de Aryane Cararo e Duda Porto, traz vários perfis de mulheres brasileiras e abrasileiradas que fizeram história no nosso país.</p>
<p>Assim que recebi o livro em parceria com a Companhia das Letras, me perguntei: será que tem alguma baiana? E tem sim!</p>
<p><strong>No vídeo comento sobre 3 baianas extraordinárias. Confira!</strong></p>
<p>&nbsp;<br />
<iframe loading="lazy" width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/2IQ-g3KzrR8" frameborder="0" allow="autoplay; encrypted-media" allowfullscreen></iframe><br />
<span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></p>
<ul>
<li><a href="http://amzn.to/2D79SPS" target="_blank" rel="noopener">&#8220;Extraordinárias &#8211; Mulheres que revolucionaram o Brasil&#8221; na Amazon</a></li>
</ul>
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		<title>Hibisco Roxo &#8211; As verdades e histórias únicas</title>
		<link>https://jeniffergeraldine.com/hibisco-roxo-as-verdades-e-historias-unicas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Mar 2018 14:00:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia das Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Leia Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em janeiro, li o primeiro livro publicado pela nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, &#8220;Hibisco Roxo&#8221;. Considerado um romance de formação, a obra foi publicada em 2003 e recebeu o Prêmio&#160;Commonwealth Writers&#160;como [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/hibisco_roxo.png"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="801" height="1024" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/hibisco_roxo-801x1024.png?resize=801%2C1024" alt="" class="wp-image-6824" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/hibisco_roxo.png?resize=801%2C1024&amp;ssl=1 801w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/hibisco_roxo.png?resize=235%2C300&amp;ssl=1 235w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/hibisco_roxo.png?resize=710%2C907&amp;ssl=1 710w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/hibisco_roxo.png?w=1000&amp;ssl=1 1000w" sizes="auto, (max-width: 801px) 100vw, 801px" /></a></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Em janeiro, li o primeiro livro publicado pela nigeriana <a href="http://jeniffergeraldine.com/?s=chimamanda" target="_blank" rel="noopener">Chimamanda Ngozi Adichie</a>, &#8220;Hibisco Roxo&#8221;. Considerado um romance de formação, a obra foi publicada em 2003 e recebeu o Prêmio&nbsp;<i>Commonwealth Writers</i>&nbsp;como “Melhor Primeiro Livro” em 2005.</p>



<span id="more-6815"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Além de um romance de formação, considero &#8220;Hibisco Roxo&#8221; como um romance de despertar. A protagonista e narradora da história é a adolescente nigeriana Kambili e é o despertar, o amadurecimento, dessa garota que vamos acompanhar. Não é uma história bonita, é bem triste e cruel, apesar da sutileza que Chimamanda escolheu para retratar alguns acontecimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A família de Kambili é vítima da colonização europeia e toda a sua imposição de costumes e crenças que fizeram milhares de pessoas renegarem as suas origens e tradições. Além disso, a menina, seu irmão Jaja, sua mãe Beatrice são vítimas também do fanatismo religioso e da violência doméstica, através da figura de Eugene. Um homem que tinha o título de &#8220;Omelora &#8211; aquele que faz pela comunidade&#8221;, era exemplo para todos de sucesso, bom pai e marido, mas em casa era um ser violento e opressor.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/hibisco_roxo.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="201" height="300" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/hibisco_roxo-201x300.jpg?resize=201%2C300" alt="" class="wp-image-6822" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/hibisco_roxo.jpg?resize=201%2C300&amp;ssl=1 201w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/hibisco_roxo.jpg?w=334&amp;ssl=1 334w" sizes="auto, (max-width: 201px) 100vw, 201px" /></a></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Durante anos Kambili e Jaja viveram debaixo do teto desse homem, com suas regras e normas, quase todas amparadas na fé. A mãe era totalmente submissa e silenciosa, um exemplo claro do que a cultura machista faz com uma mulher.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O despertar de Kambili começa quando ela e seu irmão vão passar alguns dias na casa da Tia Ifeoma, irmã do pai Eugene, viúva, mãe de três filhos e professora universitária. Na casa de Ifeoma, eles encontram um mundo totalmente diferente do deles. Mais humilde, simples, econômico e feliz. Jaja tem olhos e atitudes curiosas diante do novo. E Kambili tem olhos comparativos, até de reprovação, e muitas vezes incrédulos, mas mantém sempre a discrição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atitude da adolescente me fez pensar no quanto a mulher pode ter mais dificuldade em quebrar tradições e verdades ditas como únicas. Como são/podem ser submissas ao machismo, autoritarismo e fanatismo. E tudo isso é fruto do que foi dito para mulher durante séculos, das subjetividades fabricadas sobre o que é o ser mulher. E Kambili ainda tinha em casa um exemplo de mulher silenciosa e submissa, e seu comportamento era sempre moldado pela opressão e religiosidade excessiva do pai.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O contato com a casa da Tia e com seus filhos, em especial a prima Amaka, transformou os adolescentes. Eles tiveram a oportunidade de conhecer outros modos de viver e de crer, quando saíram da fortaleza criada pelo pai. Eles conheciam apenas um modo de vida, uma verdade única, aquela ditada por Eugene. É fácil compreendê-los, eram vítimas dessa opressão violenta. Eram vítimas da <strong>história única</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em conferência no&nbsp;TED (Technology, Entertainment, Design), Chimamanda nos alerta sobre <a href="https://www.youtube.com/watch?v=D9Ihs241zeg" target="_blank" rel="noopener">o perigo da história única</a>, aquela contada sobre qualquer povo ou coisa no mundo e reforçada por todos os cantos como verdade incontestável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Kambili e Jaja são vítimas da história única, mas antes deles, Eugene. Quando a Nigéria sofreu a colonização europeia foi pregado qual modo de viver (e de crer) era o correto e o melhor. Eugene negava sua língua materna, as crenças e tradições do seu povo, e até seu pai. Isso não justifica as atitudes dele, mas nos faz querer criticar e rebater qualquer possibilidade de poder que dite verdades e histórias únicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Hibisco Roxo foi publicado no Brasil pela Companhia das Letras. <a href="http://amzn.to/2EMbVKU" target="_blank" rel="noopener">Adquira na Amazon</a> e colabore com o blog.</li>
</ul>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><strong>Espalhe &#8220;Hibisco Roxo &#8211; As verdades e histórias únicas&#8221; por aí! <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong></p>
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		<title>As Perguntas &#8211; Antônio Xerxenesky</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Dec 2017 22:42:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia das Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Leia Brasileiros]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Descrição do áudio do vídeo: Antônio Xerxenesky nasceu em Porto Alegre, em 1984. É escritor e tradutor. Um livro bem famoso dele é o F, que foi finalista do Prêmio [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/QYquQ3vm3Yg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<div><strong>Descrição do áudio do vídeo:</strong></div>
<div><strong>Antônio Xerxenesky</strong> nasceu em Porto Alegre, em 1984. É escritor e tradutor. Um livro bem famoso dele é o <strong>F</strong>, que foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura. Conheci a literatura do Antônio através do livro <strong>As Perguntas</strong>, seu lançamento recente pela <strong>Companhia das Letras</strong>.</div>
<div></div>
<div>Em As perguntas, nós temos Alina, que é uma doutoranda em histórias das religiões e especialista em tradições ocultistas. Mas não vamos pensar que Alina é uma pessoa envolvia com o ocultismo porque ela não é, ao contrário ela é bem cética em relação a esses temas e sua pesquisa é quase uma negação a essas religiões.</div>
<div>Alina é uma pessoa muito racional, ela pesquisa algo que não acredita. Achei interessante e curioso isso. Se meter em algo desconhecido e ainda que não se acredita. Só que a vida de Alina não está muito fácil. Ela trabalha como editora de vídeos numa empresa, ou seja, não tem muito a ver com suas pesquisas, mas os boletos chegam e ela precisa de dinheiro pra pagar.</div>
<div>Um belo dia, Alina recebe ligação de uma delegacia, a delegada queria que ela fosse uma espécie de consultora em um caso que estava intrigando a policia, havia indícios de que uma seita estava acontecendo em São Paulo e deixando vítimas. Mas Alina não foi muito útil, não sabia de muita coisa, não soube como ajudar a delegada, estava nervosa e acabou não obtendo detalhes sobre o caso e nem ajudando a polícia como era esperada.</div>
<div>Mas aí o que aconteceu… Alina estava lá na sua vida monótona e resolve investigar por conta própria esses casos, essa tal seita, e então começa o babado do livro e na vida de Alina.</div>
<div>O livro começa em terceira pessoa. Um narrador que na minha cabeça sempre foi o próprio autor. É quase uma conversa, um monólogo talvez, sobre o terror, o terror no cinema, a pesquisa acadêmica de Alina. A narrativa traz uma espécie de contexto histórico do gênero horror.</div>
<div>No meio do livro, muda a perspectiva para primeira pessoa e Alina narra sua própria história. A leitura é rápida, eu fiz em uma noite porque fiquei contando os minutos para o possível embate de Alina com sua pesquisa. Fiquei curiosa com a possibilidade dela encarar e vivenciar o que ela pesquisava apenas na teoria e que ainda por cima desacreditava.</div>
<div>Vale a pena conhecer a literatura do Antônio e seu novo livro As perguntas.</div>
<div></div>
<div>
<ul>
<li><a href="http://amzn.to/2iatTwY" target="_blank" rel="noopener">As Perguntas na Amazon</a></li>
<li><a href="https://goo.gl/J4CsJT" target="_blank" rel="noopener">Playlist Leia Brasileiros</a></li>
<li><a href="https://goo.gl/RPLEyJ" target="_blank" rel="noopener">Leia Brasileiros no blog</a></li>
</ul>
<div id="crestashareiconincontent" class="cresta-share-icon second_style"></div>
</div>
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		<title>A noite da espera &#8211; Milton Hatoum</title>
		<link>https://jeniffergeraldine.com/noite-da-espera-milton-hatoum/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Nov 2017 15:49:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia das Letras]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Leia Brasileiros]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vamos ler brasileiros contemporâneos? Confira a dica de autor e livro! Descrição do áudio do vídeo Milton Hatoum nasceu em Manaus em 1952. É escritor, tradutor e professor. Já ganhou [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos ler brasileiros contemporâneos? Confira a dica de autor e livro!</p>
<p><span id="more-6163"></span><br />
<iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/CIoef24UCIM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<div><strong>Descrição do áudio do vídeo</p>
<p>
Milton Hatoum</strong> nasceu em Manaus em 1952. É escritor, tradutor e professor. Já ganhou três vezes o prêmio Jabuti, e uma delas foi com o <a href="https://goo.gl/BZunfb" target="_blank" rel="noopener">livro Dois Irmãos</a>, obra que já foi adaptada para televisão pela Rede Globo em 2017, e também para o teatro e quadrinhos. Foi com Dois Irmãos que eu conheci a obra do Hatoum e me apaixonei.</div>
<div></div>
<p><div>Em 2017, pela <strong>Companhia das Letras</strong>, Milton lançou o primeiro volume da trilogia <strong>O lugar mais sombrio</strong>, o <strong>A noite da Espera</strong>, um romance de formação ambientado na época da ditadura. Em <strong>A noite da Espera</strong> nós temos nosso personagem e narrador Martin que vai intercalando os seus relatos entre o ano de 1968, em Brasília, e 1978, em Paris.</p>
<p><div>Martin é paulista, mas foi morar em Brasília com seu pai após a separação de Rodolfo e Lina. Rodolfo era engenheiro civil e Lina, professora de francês. Essa separação vai interferir muito na vida de Martin. Ele tinha uma relação boa com sua mãe e de repente se viu longe dela e morando com um pai amargurado que não aceitava a separação. Lina havia se apaixonado por um pintor e resolveu viver essa paixão, Martin foi morar com o pai por questões financeiras. Essa vida em Brasília vai ser bem difícil, primeiro por morar em um lugar muito diferente do que ele estava acostumado, segundo porque a vida com seu pai ia ser um verdadeiro inferno.</div>
<p><div></div>
<div>A parte boa vai ser encontrar um grupo de estudantes envolvidos com cultura, arte, teatro e literatura. Eles vão movimentar e muito a vida do Martin, principalmente, porque nesse ano de 1968 começava no Brasil, os chamados <strong>Anos de Chumbo</strong>, um período de extrema repressão militar, com muitos protestos e prisões de estudantes. Então já dá pra imaginar um pouco do que o Martin se meteu, porém ele estava ali no meio daqueles estudantes, no meio da ditadura, mas ele não tinha uma postura política e nem de ativista. Ele só estava ali. Meio apático e indiferente. Foi essa a sensação que eu tive.</div>
<p><div>Existia um conflito, uma turbulência lá fora, no Brasil, em Brasília, mas Martin tinha o seu próprio conflito, a sua turbulência, que era a ausência da mãe e o relacionamento inexistente e ruim com o pai, mas principalmente a ausência da mãe era constante na vida de Martin. Ele estava ali no meio de tudo, mas o seu pensamento estava sempre longe, na lembrança da sua mãe, tentando entender a sua ausência, a sua distância. E isso o tornou um pouco apático, mas não menos complexo e interessante de acompanhar. Eu ficava a todo momento: mas como ele foi parar aí? Toma uma atitude rapaz! Se posiciona! O que vai acontecer agora com esse menino?</div>
<p><div>E a história deixa inúmeras pontas soltas que só reafirmou pra mim que a vida que o Martin levava era cheia de buracos que ele não sabia como preencher. E eu tenho minhas dúvidas se ele conseguiu um dia saber como preenche-los. E aí só aguardando o próximos volumes pra saber.</div>
<p><div>É uma obra que foi escrita em 2008, mas nós podemos perceber, infelizmente, algumas pequenas semelhanças com o estado atual do Brasil. O que é muito chocante e triste. Só tem a mostrar o quanto nosso país está regredindo em diversas questões.</div>
<p><div>Fica dica, então, conheça a obra do Milton Hatoum. E se você gosta de romance de formação, drama familiar, e do tema ditadura, vale ler A noite da espera.</div>
<div></div>
<ul>
<li><a href="http://amzn.to/2hW7Iuo" target="_blank" rel="noopener">&#8220;A noite da espera&#8221; na Amazon</a></li>
<li><a href="https://goo.gl/J4CsJT" target="_blank" rel="noopener">Playlist Leia Brasileiros</a></li>
<li><a href="https://goo.gl/RPLEyJ" target="_blank" rel="noopener">Leia Brasileiros no blog</a></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/noite-da-espera-milton-hatoum/">A noite da espera &#8211; Milton Hatoum</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
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		<title>&#8220;Se for menino não vai usar rosa não&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Oct 2017 14:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas e Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia das Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ano era 2017.&#160;E a frase que ouvi de um futuro pai foi &#8220;se for menino não vai usar rosa não&#8221;. A gente até perdoa quando olha pro contexto social [&#8230;]</p>
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]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O ano era 2017.&nbsp;E a frase que ouvi de um futuro pai foi &#8220;se for menino não vai usar rosa não&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gente até perdoa quando olha pro contexto social e familiar da pessoa e lembra que vivemos em um país muito machista. Mas ao mesmo tempo eu fico pensando: até quando vamos achar que usar determinada cor vai influenciar na orientação sexual de alguém? Até quando vamos dizer que <a href="https://mundoestranho.abril.com.br/cultura/por-que-rosa-e-cor-de-menina-e-azul-de-menino/" target="_blank" rel="noopener">rosa é coisa de menina e azul é coisa de menino</a>?</p>



<span id="more-5956"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Às vezes me parece que a discussão feminista é feita apenas numa bolha. Na verdade, eu tenho quase certeza de que vivemos todos numa bolha. E são várias bolhas. É seguro ficar ali entre os que pensam e agem iguais a nós. Até porque quando resolvemos sair dela, haja saúde mental para aturar. E viver numa bolha, não é viver na superfície? A gente nunca sai de onde podemos ver tudo que é nosso semelhante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E é preciso sair da superfície. É preciso sair da bolha, das notícias espalhadas nas redes sociais e das correntes do <em>Whatsapp</em>. É preciso buscar informações, contextualizar, sair do básico, questionar. Por que menino não pode usar rosa? Quem disse isso? Em que ano? Já reparou como moldamos nossas crianças desde cedo e como deixamos de nos questionar porque ficamos presos às tradições? A gente não sabe o motivo, mas sabe que rosa é coisa de menina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No livro <strong>Para educar crianças feministas</strong>, a autora <strong>Chimamanda Ngozi Adichie</strong> dá uma dica valiosa para sua amiga&nbsp;IJeawele: questione a linguagem &#8211; &#8220;A linguagem é o repositório de nossos preconceitos, de nossas crenças, de nossos pressupostos&#8221;. Já parou para pensar que mesmo chamando uma menina de princesa não estamos necessariamente colocando-a em um cargo de poder, como fazemos ao chamar os meninos de príncipes?</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Uma amiga minha diz que nunca chamará a filha de “Princesa”. Quando as pessoas dizem isso, a intenção é boa, mas “princesa” vem carregado de pressupostos sobre sua fragilidade, sobre o príncipe que virá salvá-la etc. Essa amiga prefere “anjo” e “estrela”. -Chimamanda Ngozi Adichie</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O documentário&nbsp;<strong>A máscara em que você vive </strong>(2015) nos faz refletir sobre como estamos criando nossos meninos. E dois temas que a produção chama atenção: <strong>hiper-feminização</strong> – tudo para as meninas precisa ser rosa, delicado e até, em alguns casos, sensuais&nbsp;–, e a <strong>hiper-masculinização</strong> – programas e brinquedos violentos, os arquétipos de homens do entretenimento (calados, sérios, fechados) e os exemplos que são passados de masculinidade (polícia, forças armadas, esportes e os grandes astros do cinema, tv e música). É o caso do &#8220;se for menino não vai usar rosa não&#8221;. Não vai usar rosa porque isso diminuirá a masculinidade do garoto? É o caso também da tentativa de moldar a criança e pior com pensamentos limitantes e machistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Chimamanda também deu um conselho que vai contra a hiper-feminização e a hiper-masculinização:</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Ensinamos as meninas a serem agradáveis, boazinhas, fingidas. E não ensinamos a mesma coisa aos meninos. É perigoso. Muitos predadores sexuais se aproveitam disso. Muitas meninas ficam quietas quando são abusadas, porque querem ser boazinhas. Muitas meninas passam tempo demais tentando ser “boazinhas” com pessoas que lhes fazem mal. Muitas meninas pensam nos “sentimentos” de seus agressores. Esta é a consequência catastrófica de querer agradar. Temos um mundo cheio de mulheres que não conseguem respirar livremente porque estão condicionadas demais a assumir formas que agradem aos outros.</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Ao invés de ensinar a ser &#8220;como uma menina&#8221; e &#8220;ser como um menino&#8221;, a preocupação maior deveria ser em &#8220;como ser humano&#8221;, no sentido de respeitar o outro, ser honesto, e ser o melhor que se pode ser. Um ser completo, que pode vivenciar toda e qualquer experiência sem qualquer tipo de censura.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Para ler: Para educar crianças feministas &#8211; Um Manifesto</h4>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/10/para_educar_criancas_feministas.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="207" height="300" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/10/para_educar_criancas_feministas-207x300.jpg?resize=207%2C300" alt="" class="wp-image-5957" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/10/para_educar_criancas_feministas.jpg?resize=207%2C300&amp;ssl=1 207w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/10/para_educar_criancas_feministas.jpg?w=449&amp;ssl=1 449w" sizes="auto, (max-width: 207px) 100vw, 207px" /></a></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Após o enorme sucesso de Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie retoma o tema da igualdade de gêneros neste manifesto com quinze sugestões de como criar filhos dentro de uma perspectiva feminista. Escrito no formato de uma carta da autora a uma amiga que acaba de se tornar mãe de uma menina, Para educar crianças feministas traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, o que se inicia pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães. E é por isso que este breve manifesto pode ser lido igualmente por homens e mulheres, pais de meninas e meninos. Partindo de sua experiência pessoal para mostrar o longo caminho que ainda temos a percorrer, Adichie oferece uma leitura essencial para quem deseja preparar seus filhos para o mundo contemporâneo e contribuir para uma sociedade mais justa. (Sinopse da Amazon) | Adquira o livro na <a href="http://amzn.to/2zecdam" target="_blank" rel="noopener">Amazon</a></p>



<h4 class="wp-block-heading">Para ver: Documentário <em>The Mask You Live In&nbsp;</em>(A máscara em que você vive)</h4>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/10/themaskyoulivein2.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="208" height="300" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/10/themaskyoulivein2-208x300.jpg?resize=208%2C300" alt="" class="wp-image-5958" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/10/themaskyoulivein2.jpg?resize=208%2C300&amp;ssl=1 208w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/10/themaskyoulivein2.jpg?resize=709%2C1024&amp;ssl=1 709w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/10/themaskyoulivein2.jpg?w=780&amp;ssl=1 780w" sizes="auto, (max-width: 208px) 100vw, 208px" /></a></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Produzido pelo&nbsp;<em>The Representation Project</em>, movimento que tem como missão utilizar documentários e outras mídias para expor injustiças criadas por esteriótipos de gênero e assim conscientizar pessoas e prepará-las para mudanças,&nbsp;<em>The Mask You Live</em>&nbsp;In foi lançado em 2015 e traz depoimentos de meninos e homens, e entrevistas com sociólogos, psicólogos, educadores e psiquiatras, para debater sobre a cultura machista que existe na sociedade dos EUA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estamos vivendo um momento de explosão do movimento feminista mas não podemos falar em ser feminista, sem falar do machismo. Afinal, muito do que defendemos e lutamos no feminismo existe por causa da cultura machista. Uma das perguntas do documentário é: o que estamos ensinando aos nossos garotos sobre ser mulher? | <a href="http://jeniffergeraldine.com/the-mask-you-live-in/" target="_blank" rel="noopener">Confira minha opinião completa</a></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Imagem de capa: The Pink &amp; Blue Project, de <a href="http://www.jeongmeeyoon.com/aw_pinkblue.htm" target="_blank" rel="noopener">JeongMee Yoon</a> | <a href="http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/11/141111_galeria_azul_rosa_rb" target="_blank" rel="noopener">Saiba mais sobre o projeto</a></li><li></li></ul>
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