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	<title>Arquivo para Crônicas - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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	<description>Crônicas, fotografias e reflexões sobre vida e cultura.</description>
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	<title>Arquivo para Crônicas - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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		<title>Descansar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jan 2026 10:05:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Podcast Te enviei um áudio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Quem te ensinou a descansar?&#8221; &#8211; essa foi a pergunta que fizeram para Tricia&#160;Hersey, autora de&#160;Descansar é resistir: um manifesto&#160;(tradução&#160;de&#160;Steffany Dias,&#160;Editora&#160;Fontanar,&#160;2024). Tricia foi impactada por essa pergunta simples e reflete [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2026/01/descansar_foto_jeniffergeraldine.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" width="731" height="1024" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2026/01/descansar_foto_jeniffergeraldine.png?resize=731%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-19895" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2026/01/descansar_foto_jeniffergeraldine.png?resize=731%2C1024&amp;ssl=1 731w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2026/01/descansar_foto_jeniffergeraldine.png?resize=214%2C300&amp;ssl=1 214w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2026/01/descansar_foto_jeniffergeraldine.png?resize=768%2C1075&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2026/01/descansar_foto_jeniffergeraldine.png?resize=1097%2C1536&amp;ssl=1 1097w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2026/01/descansar_foto_jeniffergeraldine.png?w=1200&amp;ssl=1 1200w" sizes="(max-width: 731px) 100vw, 731px" /></a></figure>



<p>&#8220;Quem te ensinou a descansar?&#8221; &#8211; essa foi a pergunta que fizeram para Tricia&nbsp;Hersey, autora de&nbsp;<strong>Descansar é resistir: um manifesto</strong>&nbsp;(tradução&nbsp;de&nbsp;Steffany Dias,&nbsp;Editora&nbsp;Fontanar,&nbsp;2024). Tricia foi impactada por essa pergunta simples e reflete que ninguém passou dicas e orientações sobre o&nbsp;<strong>descanso intencional</strong>.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td>&#8220;As pessoas da minha vida encontraram espaços para descansar enquanto&nbsp;vivenciavam&nbsp;uma cultura&nbsp;racista&nbsp;e trabalhavam em um ciclo de esforço excessivo para sobreviver&#8221; (p. 43).&nbsp;</td></tr></tbody></table></figure>



<p>As inspirações de Tricia são a&nbsp;Avó e o&nbsp;Pai. A&nbsp;Avó que tinha o hábito de &#8220;descansar os olhos&#8221; e o pai que acordava&nbsp;duas&nbsp;horas antes do trabalho para ler jornais, estudar a&nbsp;bíblia&nbsp;e orar. Ele dizia para Tricia&nbsp;que queria ter uns momentos só para ele antes de iniciar o trabalho.&nbsp;Um momento&nbsp;que a autora definiu como &#8220;Um momento para ser humano e se acomodar em seu corpo, para se conectar com o criador. Um momento para existir antes de iniciar o trabalho de limpar vagões de trem&#8221; (p. 47).&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Tricia relata que o amor do pai pela comunidade e por Deus era um combustível, mas que havia um lado tóxico.&nbsp;Houve muita devoção, muito trabalho, muita exaustão, que&nbsp;o&nbsp;levaram&nbsp;a ter problemas de saúde.&nbsp;</p>



<p>A pergunta que fizeram para Tricia reverberou por aqui. Já ouvi&nbsp;a&nbsp;frase &#8220;descansando os olhos&#8221; de minha&nbsp;Avó. Mas ela usa como uma tentativa de não admitir&nbsp;que está tirando uma soneca da tarde.&nbsp;É como se no auge dos seus mais de 80 anos, ela&nbsp;ainda não tivesse permissão para descansar. Se ela não tem, imagine os mais jovens.&nbsp;</p>



<p>As reflexões de Tricia só me fizeram reafirmar que todos nós temos a cultura da produtividade excessiva internalizada.&nbsp;A grande característica da&nbsp;sociedade&nbsp;moderna, conforme Hartmut Rosa (2019),&nbsp;é a dinamização, o que requer&nbsp;crescimento,&nbsp;aceleração e inovações.&nbsp;Mas pesamos a mão ao lançar essa tríade em todas as esferas da vida de forma constante e sem pausas. Ganhamos tempo&nbsp;com a atualização, tecnologia e velocidade. Mas,&nbsp;ao invés de utilizá-lo para descanso, lazer&nbsp;e&nbsp;outras atividades vistas como não úteis,&nbsp;do ponto de vista capitalista neoliberal, nós colocamos mais trabalho&nbsp;e&nbsp;fizemos o motor do capital girar ainda mais rápido. Continuamos a valorizar um dos princípios da sociedade clássica, o trabalho como forma de simbolizar o valor humano.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A gente não descansa há muito tempo. E estou aqui falando junto com a Tricia do descanso intencional. Simplesmente descansar. E não descansar para trabalhar&nbsp;mais e&nbsp;melhor.&nbsp;Mas sim fazer o exercício de deixar de ecoar o pensamento vazio dos brancos de que &#8220;não consegue conviver com a ideia&nbsp;de viver à toa no mundo, acham que o trabalho é a razão da existência&#8221;, como defende Ailton Krenak no maravilhoso&nbsp;<strong>A vida não é útil&nbsp;</strong>(Companhia das Letras,&nbsp;2020).&nbsp;</p>



<p>Meu Deus, mas viver à toa no mundo é coisa de&nbsp;gente vagabunda, Ailton! Que é isso, mestre?!&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Se Ailton não for suficiente, deixa eu chamar o&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/reels/DG8CHbvo2zm/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Nêgo Bispo&nbsp;que dizia que gostava mesmo era de vadiar</a>. Temos que chamar esses outros para a conversa porque são resistência ao modo de vida capitalista. A gente tem a mania de ficar olhando para a grama do vizinho e achando que ela é mais verde que a nossa. Eu estou por aqui olhando para o quintal do Krenak e do Nêgo Bispo para ver se aprendo alguma outra coisa sobre viver neste&nbsp;&#8220;mundo de&nbsp;mercadoria&nbsp;e consumo&#8221; (Krenak,&nbsp;2020).&nbsp;&nbsp;</p>



<p>E aí eu lembro do tão esperado período&nbsp;de&nbsp;férias. Primeiro vou começar com as férias na época da adolescência em que eu e minhas primas&nbsp;contávamos&nbsp;os dias para passar pelo menos dois meses na praia, simplesmente à toa. Era um sonho não ter as obrigações escolares&nbsp;para cumprir. Mas,&nbsp;ao chegar&nbsp;lá,&nbsp;nos&nbsp;deparávamos&nbsp;com&nbsp;um&nbsp;<a href="https://jeniffergeraldine.com/sitio-do-conde-ba-28-de-dezembro-de-2025/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>oásis de desaceleração</strong></a>&nbsp;(Rosa, 2019)&nbsp;que ninguém estava acostumado. A cidade não tinha muitos atrativos, além da praia e da praça, que eram espaços mais movimentados nos finais de semana. Então nós&nbsp;passávamos&nbsp;parte dos dias de semana dentro de casa,&nbsp;quase sempre deitadas no quarto, mexendo em nossos celulares&nbsp;ainda tijolões com jogos de cobrinha e SMS, ouvindo algumas músicas nos nossos mp3 players, dividindo o fone de ouvido. E quando&nbsp;estávamos&nbsp;nesses cenários&nbsp;ouvíamos&nbsp;das nossas mais velhas para sair do quarto e procurar alguma coisa para fazer. Mas o quê? Se não tinha nada. Nós&nbsp;estávamos&nbsp;à&nbsp;toa. Lidando com o tédio. E não&nbsp;tínhamos&nbsp;permissão de fazer isso sem ouvir os gritos das nossas mais velhas.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Finge que tem uma máquina do tempo e vamos para final de 2025 e início de 2026. Nós todas de volta à mesma cidade, à mesma casa na praia, inventando o que fazer toda hora porque simplesmente não&nbsp;conseguimos&nbsp;mais ficar&nbsp;à toa no quarto. É um rolê na praia, na praça, algumas leituras, muito conteúdo consumido através do&nbsp;<em>smartphone</em>, a televisão ligada o dia inteiro, um churrasco inventado do nada.&nbsp;E,&nbsp;sim,&nbsp;alguns passeios, algumas conversas em família, muitas risadas e resenhas. Mas um conserto aqui e&nbsp;outro&nbsp;acolá na casa que estava&nbsp;precisando de muitos reparos. Entre outras atividades. Nós não conseguimos&nbsp;ficar&nbsp;à&nbsp;toa, mas tudo isso aí que relatei&nbsp;é descanso e férias, graças a Deus. A única diferença é que não estamos trabalhando fora de casa, numa empresa ou instituição.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Quando voltei para minha casa, ainda em recesso, estava cansada dos dias de descanso na praia. E&nbsp;eu&nbsp;me forcei a tentar descansar.&nbsp;Descobri que ainda tenho dificuldades em saber o que é isso. Assim como a Tricia ninguém me ensinou a descansar. Não tive dicas e orientações. Mas depois de um&nbsp;<em>burnout&nbsp;</em>você precisa encontrar meios de descobrir o que significa descanso para você, cá no seu&nbsp;íntimo, com os seus botões. No meu caso? Dormir, ficar em silêncio, ouvir minhas músicas preferidas das antigas e assistir uma série antiga que tenha umas três temporadas simplesmente para eu embarcar na história e esquecer da vida real&nbsp;com os&nbsp;compromissos e afazeres.&nbsp;Pelo menos nesse período de recesso, que tenho direito por trabalhar&nbsp;em algumas instituições. Sei lá se eu ia me permitir ter recesso se não trabalhasse. Não sei ficar à toa, Nêgo Bispo e Krenak!&nbsp;Quero aprender! Acho mesmo que é uma&nbsp;microrrevolução&nbsp;pessoal.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Hoje eu comecei a ler&nbsp;<strong>Meridiana</strong>, de Eliana Alves Cruz&nbsp;(Companhia das Letras,&nbsp;2025), e o personagem Ernesto falou algo que&nbsp;tocou aqui: &#8220;[&#8230;] queria a liberdade de dar atenção a coisas aparentemente sem utilidade, porque passei a vida achando que prazer não me ajudaria em nada com os meus boletos e o imposto de renda&#8221; (p. 45).&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Tenho uma&nbsp;Tia que, certa vez, no auge do Baile da Santinha (o ensaio de verão do&nbsp;gigante&nbsp;Léo Santana) cochilou em pé.&nbsp;Hoje isso&nbsp;é motivo de muita risada e resenha entre a&nbsp;gente. Mas a resposta dela nos marcou também: &#8220;Eu viro a noite no plantão.&nbsp;Então, vou virar a noite no Baile da Santinha, sim! Mesmo que para isso eu tenha que cochilar em pé em algum momento&#8221;.&nbsp;</p>



<p>Claro que aqui nós temos um episódio de negociação com a exaustão. Mas ao mesmo tempo era ela tentando se lembrar de que a vida poderia ser além dos plantões. Era ela exercitando um pouco a liberdade de dar atenção a coisas aparentemente sem utilidade – dançar, ouvir música&nbsp;e estar com amigos – nesta sociedade que trabalhar 100% sempre é o que ainda faz você ter valor.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Se ninguém nos ensinou a descansar,&nbsp;agora a gente está precisando aprender. Pode ser com outros mestres, como o Krenak, o Nêgo Bispo, olhando outros quintais por aí. Ou fazendo o exercício&nbsp;íntimo&nbsp;de nos perguntar:&nbsp;&#8220;O&nbsp;que é descanso&nbsp;para mim?&#8221;. Mas para além dessa busca por um significado, a gente precisa se permitir descansar. Sempre. Todo dia um pouco. E não apenas&nbsp;seguindo&nbsp;um calendário institucionalizado.&nbsp;&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<p><strong>Livros citados:</strong>&nbsp;</p>



<p><a href="https://amzn.to/49wzHvy" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Descansar é resistir: Um manifesto</a>&nbsp;</p>



<p><a href="https://amzn.to/4a2s7J2" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Aceleração: A transformação das estruturas temporais na modernidade (Hartmut Rosa, 2019)</a>&nbsp;</p>



<p><a href="https://amzn.to/3LRcE5q" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A vida não é útil</a>&nbsp;</p>



<p><a href="https://amzn.to/4jTsUj6" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Meridiana</a>&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<p><strong>Ouça esta crônica:</strong></p>



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</div></figure>



<p>Disponível no <strong>Podcast Te Enviei um áudio</strong> que você pode ouvir em: <strong><a href="https://open.spotify.com/show/4t61l3IKNIgJu0mTVVrMUc" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Spotify</a>, <a href="https://www.youtube.com/@jeniffergeraldine" target="_blank" rel="noreferrer noopener">YouTube</a>, <a href="https://podcasts.apple.com/us/podcast/te-enviei-um-%C3%A1udio/id1725394631" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Apple Podcast</a></strong>, <strong>newsletter</strong> <a href="https://jeniffergeraldine.substack.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Notas da Vida</strong></a>.</p>



<p></p>
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		<title>O visitante Sereno</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Sep 2025 00:53:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um dos pontos positivos de morar em casa de bairro é que ainda temos algum tipo de contato com a natureza. Dia desses, presenciei duas lagartixas brincando no quintal. Costumo receber visitas de gatos.&nbsp;Sou sempre surpreendida com as borboletas. Tenho espaço para plantas e fico encantada com o florescer de quem eu menos esperava. Recebo visitas de passarinhos que se acostumaram a comer a ração dos gatos. E, em uma manhã de um dia de semana, recebi a visita de Sereno.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/09/passaro_senero_foto_jeniffergeraldine.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" width="731" height="1024" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/09/passaro_senero_foto_jeniffergeraldine.png?resize=731%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-19708" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/09/passaro_senero_foto_jeniffergeraldine.png?resize=731%2C1024&amp;ssl=1 731w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/09/passaro_senero_foto_jeniffergeraldine.png?resize=214%2C300&amp;ssl=1 214w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/09/passaro_senero_foto_jeniffergeraldine.png?resize=768%2C1076&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/09/passaro_senero_foto_jeniffergeraldine.png?resize=1097%2C1536&amp;ssl=1 1097w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/09/passaro_senero_foto_jeniffergeraldine.png?w=1462&amp;ssl=1 1462w" sizes="(max-width: 731px) 100vw, 731px" /></a></figure>



<p>Percebi uma agitação incomum no pátio de casa. Um&nbsp;<em>tec, tec</em>&nbsp;diferente. Não parecia o barulho dos gatos comendo ração, nem dos pássaros maiores que filam a boia dos gatos. Levantei-me da mesa de trabalho e fui conferir. Era um passarinho amarelo. Muito fofo e exibido! Ele passeava cantando pelo pátio. Pousava nas grades. Apoiava as patinhas no vaso para beber água. Beliscava o restinho de sachê dos gatos. E tentava mordiscar a ração seca. Cheguei pertinho dele. Quase o peguei. Percebi a delicadeza do seu bico cor-de-rosa alaranjado. Achei que ele estava bastante à vontade. Então decidi pegar o celular para fazer alguns registros. E foi aí que ele começou a se exibir mais ainda. Que danado!&nbsp;</p>



<p>Resolvi perguntar para a Peps (a IA) se ela conseguia me ajudar a reconhecer o pássaro da imagem. E ela prontamente me respondeu:&nbsp;</p>



<p><em>O pássaro da imagem é um canário doméstico, também conhecido como canário-do-reino ou canário-belga, de nome científico Serinus canaria domestica. Sua plumagem amarela, tamanho pequeno e formato são características típicas dessa espécie criada tradicionalmente como ave de companhia no Brasil e no mundo </em>(Fonte: Texto gerado pela IA com informações da Wikipédia e do site Alconpet)<em>.</em> </p>



<p><em>Serinus canaria domestica.</em> Vou chamá-lo de Sereno. Se você entende mais de animais e não alucina tanto quanto a IA, por favor, não me corrija. Às vezes, a beleza cabe nas meias verdades.&nbsp;</p>



<p>Fiquei feliz com essa visita diferente, inusitada, que trouxe uma beleza a mais para meu cotidiano. É tão raro, hoje em dia, a gente ouvir o canto dos pássaros. Sei que tem gente que acha irritante. Eu prefiro o canto dos pássaros ao som do paredão que toca a mesma música sem sentido desde as três horas da tarde deste dia em que resolvi lembrar da visita de Sereno.&nbsp;</p>



<p>Volta, Sereno!&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<p><strong>Crônica também disponível no formato de vídeo:</strong></p>



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</div></figure>



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<p><em>Publicado originalmente na&nbsp;<a href="https://jeniffergeraldine.substack.com/p/o-visitante-sereno" target="_blank" rel="noreferrer noopener">newsletter&nbsp;<strong>Notas da Vida</strong></a>&nbsp;de Jeniffer Geraldine.</em><br></p>
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		<title>Outras janelas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2025 13:46:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se quiser me acompanhar em outras plataformas, também compartilhei a video-crônica no&#160;Instagram. Escolha como prefere experimentar essa pausa no seu cotidiano! A vida contemporânea acelerada nos coloca em um modo [&#8230;]</p>
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<p><em>Se quiser me acompanhar em outras plataformas, também compartilhei a video-crônica no&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/p/DMzup2ZMlZL/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instagram</a>. Escolha como prefere experimentar essa pausa no seu cotidiano!</em></p>



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<p>A vida contemporânea acelerada nos coloca em um modo padrão que é o automático. A gente só diz sim e segue o bonde. Se não fizermos isso entramos em outro bonde, o dos perdedores, aqueles que estão perdendo alguma coisa – ótimas oportunidades de negócios, ótimas oportunidades de contatos, as super novidades do momento.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Um dia, numa tentativa criativa de fazer um perfil sobre mim, escrevi: a vida é uma janela aberta onde eu gosto de ver o tempo passar sem pressa. Eu leio essa frase e penso naquelas cidades do interior, que a gente encontra quando viaja de carro, e sempre há alguém na janela observando a vida passar (eu imagino). Numa dessas viagens, encontrei um cachorro fazendo isso. E outro dia assistindo o filme &#8220;Maudie: Sua vida e sua arte&#8221; sobre a artista Maud Lewis, há uma cena em que ela diz: “Eu amo uma janela. Um pássaro passando. Uma abelha. Sempre é diferente. A plenitude da vida já enquadrada. Bem ali”.&nbsp;</p>



<p>Hoje as janelas são telas coloridas e interativas. E sei também que muitas das nossas janelas em casa dão para prédios gigantes ou para a vida do vizinho. Quase nada supera uma janela à moda antiga. Exceto se começarmos a abrir outras janelas no nosso dia. Em vez de o celular em uma rede social com discursos de ódio, fofoca e discussões sem fim, um livro. Em vez de o noticiário que desespera, uma música de Caetano. Em vez de checar o e-mail a cada instante, tomar sol e se exercitar.&nbsp;</p>



<p>O ritmo acelerado só nos traz a sensação de que o tempo passa rápido demais e a gente nunca está fazendo o que deveríamos fazer. Assim como estamos mais preocupados com riscar itens de uma lista de tarefas do que experienciar. Experienciar é realizar com consciência do fazer. É mais intenso e vívido. É a tal da arte do viver.&nbsp;</p>



<p>Tente achar uma janela hoje e sente para ver a vida passar sem pressa.&nbsp;</p>
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		<title>Paixão pela possibilidade (especial com narração e fotografias)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jul 2025 11:55:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[slow life]]></category>
		<category><![CDATA[viver bem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Revisitei uma antiga crônica e dei nova voz a ela. Você pode ouvir no Spotify, ler e visualizar as fotografias que inspiraram a escrita do texto logo abaixo. E se [&#8230;]</p>
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<p><em>Revisitei uma antiga crônica e dei nova voz a ela. Você pode ouvir no Spotify, ler e visualizar as fotografias que inspiraram a escrita do texto logo abaixo. E se quiser me acompanhar em outras plataformas, também compartilhei o vídeo no <a href="https://www.instagram.com/reel/DL_OPLYtSWf/?igsh=MThsODhsMGh2cXkycA==" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instagram</a>, <a href="https://vm.tiktok.com/ZMHgX3MTV3M3x-s2REZ/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">TikTok</a> e <a href="https://youtu.be/DZaBNYSd-f0?si=TxPy3O1mqykQVfsF" target="_blank" rel="noreferrer noopener">YouTube</a>. Escolha como prefere experimentar essa pausa no seu cotidiano!</em></p>



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<p>Tem uma frase do filósofo Kierkegaard que eu gosto muito e diz o seguinte: “Se eu pudesse desejar algo para mim, não desejaria riqueza nem poder, mas a paixão da possibilidade; desejaria apenas um olho, que eternamente jovem, ardesse de desejo de ver a possibilidade”.&nbsp;</p>



<p>Eu gosto sempre de reler essa frase, de tempos em tempos, para me lembrar de vencer alguns medos, de vencer a ansiedade, de vencer o medo do amanhã, de vencer o medo do desconhecido, de me apaixonar pelo caminho percorrido até um objetivo, de me apaixonar pelo processo&nbsp;e de me&nbsp;apaixonar pelas possibilidades da vida.&nbsp;</p>



<p>Uma vez, eu estava na praia e observei a cena de duas crianças brincando na beira do mar. Elas brincavam de bonecas. Em um determinado momento, elas resolveram dar banho nas bonecas utilizando uma bandeja. Elas começaram a tentar encher a bandeja de água no mar.&nbsp;Mas a bandeja era rasa, então na volta não restava água suficiente para dar banho nas bonecas.&nbsp;</p>



<p>Eles fizeram o percurso de ir até o mar&nbsp;encher a bandeja d’água umas cinco vezes. Cinco vezes. Sorrindo. Algumas vezes colocando um a culpa no outro. Tentando mudar a estratégia de encher a bandeja, de segurá-la, de voltar com mais calma. Mas o mar é imprevisível. Eles levavam tombos. E riam. Eles se divertiam.&nbsp;</p>



<p>Eu observava a cena, junto com meus amigos, rindo também. Que divertido era observar a perseverança dos destemidos.&nbsp;</p>



<p>Quando eles finalmente conseguiram encher a bandeja d’água, o banho nas bonecas durou uns dois minutos porque eles já estavam empolgados com outra aventura, com outra possibilidade.&nbsp;</p>



<p>Desejei a perseverança daqueles pequenos destemidos e desejei também aquela alegria ingênua dentro do mar para conseguir encher a bandeja d’água. E pensei, às vezes, é disso que a gente precisa para viver: perseverança, coragem, alegria.&nbsp;</p>



<p>Não sabemos o que vai acontecer amanhã. Não sabemos o final do caminho que estamos percorrendo para alcançar um objetivo. Mas a gente pode continuar lutando pelo que acredita, com vontade, alegria, aproveitando e aprendendo com o processo.&nbsp;</p>



<p>Devemos preservar a paixão pelas infinitas possibilidades de caminho, de existência, que a vida nos proporciona. Aquele friozinho bom que surge na barriga, não de medo, mas de alegria, empolgação, paixão, por algo que não sabemos exatamente o que é, mas que bom que pode ser algo.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/07/itaparicabahia_foto5_jeniffergeraldine-scaled.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/07/itaparicabahia_foto5_jeniffergeraldine.jpg?resize=819%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-19607" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/07/itaparicabahia_foto5_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=819%2C1024&amp;ssl=1 819w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/07/itaparicabahia_foto5_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/07/itaparicabahia_foto5_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/07/itaparicabahia_foto5_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=1229%2C1536&amp;ssl=1 1229w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/07/itaparicabahia_foto5_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=1639%2C2048&amp;ssl=1 1639w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/07/itaparicabahia_foto5_jeniffergeraldine-scaled.jpg?w=2048&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px" /></a></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/07/itaparicabahia_foto6_jeniffergeraldine-scaled.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/07/itaparicabahia_foto6_jeniffergeraldine.jpg?resize=819%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-19608" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/07/itaparicabahia_foto6_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=819%2C1024&amp;ssl=1 819w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/07/itaparicabahia_foto6_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/07/itaparicabahia_foto6_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/07/itaparicabahia_foto6_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=1229%2C1536&amp;ssl=1 1229w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/07/itaparicabahia_foto6_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=1639%2C2048&amp;ssl=1 1639w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/07/itaparicabahia_foto6_jeniffergeraldine-scaled.jpg?w=2048&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px" /></a></figure>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<p>Todo conteúdo deste espaço é de autoria de Jeniffer Geraldine. E se não for estará sinalizado com o devido crédito. Gostou de algo aqui e quer espalhar por aí? Por favor, dê os créditos! E é proibida a reprodução para fins comerciais. Qualquer dúvida, entre em <a href="mailto: jeniffergps@gmail.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">contato por e-mail</a>.<br></p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/paixao-pela-possibilidade-especial-com-narracao-e-fotografias/">Paixão pela possibilidade (especial com narração e fotografias)</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
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		<title>Fotografia: Uma outra forma de respirar mais profundo </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Aug 2024 13:33:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[viver bem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Crônica sobre a fotografia como um hobby.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/jeniffergeraldine_por_jessicabrandao.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="372" height="468" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/jeniffergeraldine_por_jessicabrandao.jpg?resize=372%2C468" alt="" class="wp-image-19292" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/jeniffergeraldine_por_jessicabrandao.jpg?w=372&amp;ssl=1 372w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/jeniffergeraldine_por_jessicabrandao.jpg?resize=238%2C300&amp;ssl=1 238w" sizes="auto, (max-width: 372px) 100vw, 372px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Jeniffer Geraldine por Jéssica Brandão (na faculdade de Comunicação)</figcaption></figure>
</div>


<p>Uma das grandes surpresas da faculdade de Comunicação foi a fotografia. Tive a oportunidade de estudar e praticar a fotografia analógica e digital. Eu já flertava um pouco com a Tekpix, o Paint, o Flogão e o Fotolog, como uma boa <em>millenials </em>(a gente já se chamava assim? Eu acho que não). Tekpix, Cyber shot, a primeira Canon Rebel Xti, e, então, o primeiro <em>smartphone</em>, depois o primeiro iPhone. O dispositivo foi mudando e a experiência de fotografar foi se adaptando a cada dispositivo.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Em maio, eu li uma entrevista com o fotógrafo <a href="http://jeniffergeraldine.com/o-sal-da-terra/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sebastião Salgado</a>, na <a href="https://vejasp.abril.com.br/cultura-lazer/sebastiao-salgado-amarelinhas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">VEJA SP</a>. Salgado foi um dos profissionais que eu estudei durante a graduação e que colaborou com o meu encantamento com a fotografia. Na entrevista, ele diz que a fotografia de celular é uma &#8220;nova linguagem de comunicação através da imagem que a gente captura nos nossos telefones. Mas fotografia é outra coisa (mais profunda)&#8221;.  </p>



<p>Sebastião defende a fotografia como um &#8220;espelho da sociedade&#8221;, &#8220;um recorte representativo da nossa sociedade&#8221;, uma prática que tem como papel ser a memória do corpo social.&nbsp; Entendo a diferenciação que o Salgado faz entre a fotografia de celular e a Fotografia (com a primeira letra maiúscula para mostrar a autoridade/superioridade proposta pelo fotógrafo). E vou pegar carona nessa diferenciação para dizer que a fotografia de celular é também o &#8220;espelho da sociedade&#8221;, &#8220;um recorte representativo da nossa sociedade&#8221;, da nossa sociedade hiper conectada, acelerada, imediatista, a sociedade do espetáculo, aquela que tem uma memória efêmera, a que captura para todo mundo vê, porque ser visto é o que mais importa.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Pagamos caro para visitar pontos turísticos e tirar a mesma foto que vimos no Instagram. Colecionamos momentos iguais a vários desconhecidos, uma espécie de inveja turística digital coletiva. Inclusive aceleramos a experiência para não perder a oportunidade e dar logo a vez para o próximo da fila.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Bem, eu sou <a href="http://jeniffergeraldine.com/autocritica-feminista-e-bell-hooks/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">bellhooksniana</a>, e aprendi com ela a fazer a autocrítica. Vou criticar o inimigo externo, mas antes vou confrontar o inimigo interno porque vamos preservar também a honestidade e a coerência (risos).  </p>



<p>Quando comecei a me aproximar da fotografia de celular, deixei a Fotografia de lado. Entrei na onda do clicar e publicar instantaneamente. Eu clicava para publicar. E não mais para exercer a minha criatividade ou para fazer algo que eu gostava tanto: andar por aí prestando atenção e registrando coisas que eu não sei o nome. As câmeras ficaram enfileiradas na estante de livros enquanto eu saía com o celular e o Kindle na bolsa. Clicar e publicar. Registro instantâneo. O meu pequeno <em>reality show</em> de imagens. Os likes. Os comentários. A bateria em 10%. É preciso parar porque tem que chamar o Uber também.&nbsp;</p>



<p>Mas eu comecei a querer desacelerar vários âmbitos da minha vida porque percebi que estava acelerada demais e isso não estava me fazendo bem de modo geral. <em>Slow down, you crazy child. </em>Aproveito para dizer que desacelerar não é necessariamente andar devagar, mas sim entender e respeitar o seu ritmo dentro de uma sociedade que tem como valores a velocidade e o produtivismo. É se perguntar: Até onde eu posso ir, até onde eu aguento ir, nesta sociedade do desempenho e da produção, para viver bem sem me esgotar, sem adoecer?&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Resgatei a velha ideia de ter um <em>hobby</em>, um passatempo, uma atividade que a gente faz porque gosta, nos dá satisfação, nos relaxa e, principalmente, a gente não precisa ser uma profissional super capacitada. O <em>hobby</em> não precisa ser mais um grande estudo, mais uma grande meta a ser atingida no final do ano. Foi assim que eu tirei a poeira das minhas câmeras fotográficas. Coloquei para carregar. Limpei alguns cartões de memória, o que me fez rever algumas fotografias esquecidas neles. E fiz um acordo afetuoso comigo: a partir de agora, qualquer viagem, qualquer passeio, qualquer evento, vou levar uma das câmeras.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Melhor acordo afetuoso do ano. Me fez lembrar porque me apaixonei pela fotografia e amava as saídas fotográficas na faculdade. É sempre terapêutico. É sempre valioso. Fotografia me faz andar mais devagar, aqui também no sentido de diminuir o ritmo do passo para olhar os detalhes, para experienciar, apreciar, ser paciente e esperar o melhor momento do clique. Amo e me faz bem. É uma outra forma que encontrei de respirar mais profundo.  </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/pelourinho_flipelo_agosto_2024_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="680" height="1024" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/pelourinho_flipelo_agosto_2024_blog_jeniffergeraldine-680x1024.jpg?resize=680%2C1024" alt="" class="wp-image-19289" style="width:680px;height:auto" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/pelourinho_flipelo_agosto_2024_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=680%2C1024&amp;ssl=1 680w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/pelourinho_flipelo_agosto_2024_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=199%2C300&amp;ssl=1 199w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/pelourinho_flipelo_agosto_2024_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=768%2C1156&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/pelourinho_flipelo_agosto_2024_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=1021%2C1536&amp;ssl=1 1021w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/pelourinho_flipelo_agosto_2024_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=1361%2C2048&amp;ssl=1 1361w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/pelourinho_flipelo_agosto_2024_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?w=1701&amp;ssl=1 1701w" sizes="auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">O Pelourinho em tempo de FLIPELÔ | 10 de agosto de 2024</figcaption></figure>
</div>


<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/lencois_julho_2024_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="680" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/lencois_julho_2024_blog_jeniffergeraldine-1024x680.jpg?resize=1024%2C680" alt="" class="wp-image-19290" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/lencois_julho_2024_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=1024%2C680&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/lencois_julho_2024_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/lencois_julho_2024_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=768%2C510&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/lencois_julho_2024_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=1536%2C1021&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/lencois_julho_2024_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=2048%2C1361&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">As cores de Lençóis (Chapada Diamantina/BA) em uma manhã pós São João | 29 de junho de 2024</figcaption></figure>
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		<title>Memórias de quintais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jul 2024 14:14:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[podcast]]></category>
		<category><![CDATA[memórias]]></category>
		<category><![CDATA[viver bem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>[Você também pode ouvir a crônica no Spotify] Acredito que as memórias mais significativas da vida são criadas no cotidiano. Claro que os momentos excepcionais marcam. Mas eles são excepcionais. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/07/flores_quintal_blog_jeniffergeraldine.png"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/07/flores_quintal_blog_jeniffergeraldine-768x1024.png?resize=768%2C1024" alt="" class="wp-image-19277" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/07/flores_quintal_blog_jeniffergeraldine.png?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/07/flores_quintal_blog_jeniffergeraldine.png?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/07/flores_quintal_blog_jeniffergeraldine.png?resize=1152%2C1536&amp;ssl=1 1152w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/07/flores_quintal_blog_jeniffergeraldine.png?resize=1536%2C2048&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/07/flores_quintal_blog_jeniffergeraldine.png?w=2000&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/07/flores_quintal_blog_jeniffergeraldine.png?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /></a></figure>
</div>


<p>[Você também pode <a href="https://podcasters.spotify.com/pod/show/jeniffergeraldinepodcast/episodes/03-Memrias-de-quintais-e2mafi6" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ouvir a crônica no Spotify</a>]</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Spotify Embed: #03 Memórias de quintais" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/2kohTz5Kh2JWyUxUWpK5sQ?si=Qa0vFe8TR5miuGiYYOOODQ&#038;utm_source=oembed"></iframe>
</div></figure>



<p>Acredito que as memórias mais significativas da vida são criadas no cotidiano. Claro que os momentos excepcionais marcam. Mas eles são excepcionais. De certa forma, possuem o intuito de deixar lembranças boas e inesquecíveis. Inclusive é pensando em sair da rotina que planejamos viagens, passeios e buscamos criar novas experiências. Há expectativa da possibilidade do excepcional.</p>



<p>Mas o cotidiano… Ele está sempre aí. Para muita gente é mais do mesmo. E é no mais do mesmo que a memória se cria.</p>



<p>Atualmente, estou morando em uma casa com quintal. Considero isso um sonho para quem viveu os últimos dez anos em apartamento. Cresci em casa com quintal. Minhas vizinhas, na infância, sempre tiveram casas com quintais. Lembro de brincarmos muito e de subir nas árvores. Em especial, no pé de acerola para comer a fruta ainda um pouco verde com sal. Teve a vez que pintei meu rosto com pasta de dente e batom vermelho para me caracterizar de palhaço pois tínhamos montado um circo no fundo do quintal da casa de Vó. Também me recordo de fazer cera caseira para depilação e de me depilar no quintal de Mainha, na adolescência, com as amigas. Uma depilava as pernas e as axilas da outra. Memórias de quintais. Nada disso era excepcional. Era o nosso cotidiano tecido com um pouco de criatividade e de liberdade. O excepcional para gente era sair disso tudo e ir para a praia, algo que fazíamos durante as férias e esperávamos com muita empolgação.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Durante a pandemia, nos anos de 2020 e 2021, fiquei um período na casa dos meus pais que tem um pequeno quintal. Algo mais para área externa, mas ainda assim um espaço ao ar livre. E foi para esse espaço que recorri quando o isolamento social apertou. Arrumei uma cadeira de praia com minha Vó (não faço ideia porque ela tinha uma mas que bom) e todo dia pela manhã sentava no quintal para ler algum livro. No final de tarde, quando o calor apertava era para lá que corria. Observava as plantas, ouvia o som da rotina da vizinhança, fiz amizades com as lagartixas e respirava. Ter esse espaço fez muita diferença durante o período pandêmico.&nbsp;</p>



<p>Tenho uma outra memória cotidiana do tempo da pandemia. Toda semana observava o desenrolar do episódio &#8220;Mainha, a chuva e as roupas no varal&#8221;. Era até engraçado. Fazia sol, ela colocava as roupas no varal. Chovia, ela corria para tirar as roupas do varal. Às vezes isso acontecia umas três vezes no dia. Roupas para lá e para cá, conforme a vontade do tempo da Bahia. E eu ria demais da insistência de minha Mãe ao colocar as roupas para fora quando o sol aparecia escondido por trás das nuvens. Mas era fato: as roupas estavam sempre limpas e secas.</p>



<p>Muito recente, já no meu quintal, lembrei do episódio das roupas no varal quando eu fui vítima da vontade do tempo da Bahia. Muito alegremente estendi as roupas pois o sol estava radiante depois de um dia de chuva. Mas isso durou muito pouco. Lá veio a chuva. Corre para tirar como Mainha fazia ou deixa molhar? Pensei rapidamente: Ah, deixa molhar, vai ser rapidinho, não&nbsp;<em>tá</em>&nbsp;com cara de que vai chover muito. Deixei. E aí molhou demais! As roupas ficaram estendidas no varal o dia inteiro tomando chuva. Eu dei risada ao lembrar de Mainha e ri também de mim que não corri para tirar as roupas do varal. E teria que lavar tudo de novo.&nbsp;</p>



<p>É o cotidiano… Ele está sempre aí. Quase sempre é mais do mesmo. E é no mais do mesmo que a memória se cria e os aprendizados se concretizam ou não.</p>
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		<title>Sobre janelas e desacelerar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Jun 2024 17:58:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da aceleração]]></category>
		<category><![CDATA[viver bem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cultura da aceleração nos coloca no modo padrão que é o automático. A gente só diz sim e segue o bonde. Se não fizermos isso entramos em outro bonde, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
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</div>


<p>A cultura da aceleração nos coloca no modo padrão que é o automático. A gente só diz sim e segue o bonde. Se não fizermos isso entramos em outro bonde, o dos perdedores, aqueles que estão perdendo alguma coisa – ótimas oportunidades de negócios, ótimas oportunidades de contatos, as super novidades do momento.&nbsp;</p>



<p>Um dia, numa tentativa criativa de fazer um perfil sobre mim, escrevi: a vida é uma janela aberta onde eu gosto de ver o tempo passar sem pressa. Eu leio essa frase e penso naquelas cidades do interior, que a gente encontra quando viaja de carro, e sempre há alguém na janela observando a vida passar (eu imagino). Numa dessas viagens, encontrei um cachorro fazendo isso. E outro dia assistindo um filme sobre a vida e obra da artista Maudie Lewis, havia uma cena em que ela dizia: “Eu amo uma janela. Um pássaro passando. Uma abelha. Sempre é diferente. A plenitude da vida já enquadrada. Bem ali”.</p>



<p>Hoje as janelas são telas coloridas e interativas. E sei também que muitas das nossas janelas em casa dão para prédios gigantes ou para a vida do vizinho. Quase nada supera uma janela à moda antiga. Exceto se começarmos a abrir outras janelas no nosso dia. Em vez de o celular em uma rede social com discursos de ódio, fofoca e discussões sem fim, um livro. Em vez de o noticiário que desespera, uma música de Caetano. Em vez de checar o e-mail a cada instante, tomar sol e se exercitar.</p>



<p>O ritmo acelerado só nos traz a sensação de que o tempo passa rápido demais e a gente nunca está fazendo o que deveríamos fazer. Assim como a gente apenas realiza coisas, mas não experiencia. É diferente. Realizar é apenas fazer o que tem que ser feito para atingir uma meta e riscar um item na lista de afazeres. Experienciar é realizar com consciência do fazer. É mais intenso e vívido. É a tal da arte do viver.</p>



<p>Tente achar uma janela hoje e sente para ver a vida passar sem pressa.</p>



<p></p>



<p></p>
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		<title>Um lema para o ano novo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jan 2024 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<category><![CDATA[autocuidado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O lema do ano é uma ferramenta de orientação para o novo ciclo que inicia quando viramos a folhinha do calendário. Pode ser uma frase motivadora ou um verbo. Algo [&#8230;]</p>
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</div>


<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Spotify Embed: #02 Um lema para o ano novo" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/7mVhda85yOYFZXHK7ftm0B?si=OZMkdIEQRk-YL57Ac959zQ&#038;utm_source=oembed"></iframe>
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<p>O <strong>lema do ano</strong> é uma ferramenta de orientação para o novo ciclo que inicia quando viramos a folhinha do calendário. Pode ser <strong>uma frase motivadora ou um verbo</strong>. Algo que nos coloque em movimento, nos motive, em busca de realizar o que desejamos para o novo ano.&nbsp;</p>



<p>Para escolher o lema do ano, você precisa pensar: &#8220;O que eu mais desejo para este ano novo?&#8221; ou até &#8220;Que pessoa quero ser neste novo ano?&#8221;.&nbsp;</p>



<p>Talvez você queira manter uma disposição para realizar objetivos, então seu lema poderia ser &#8220;Me coloco em movimento para realizar meus objetivos&#8221;. Dessa maneira, sempre que você perceber que sua vida está daquele jeito &#8220;mais do mesmo, tudo parado, meio sem graça&#8221;, pega seu lema do ano e faz a leitura em voz alta. O lema vai trazer de volta aquela pessoa empolgada e esperançosa para os novos 365 dias.</p>



<p>Talvez você queira se manter mais no presente, ser uma pessoa mais consciente dos seus atos, deixar o passado para trás e o futuro no lugar que ainda está para chegar. Seguindo esse desejo, você pode ter como lema &#8220;Manter a mente onde meus pés estão agora&#8221;. Essa foi uma frase que escutei recentemente e trouxe para minha vida.&nbsp;</p>



<p>Em <strong>2023</strong>, meu lema foi <strong>Palavras se tornam ações</strong> com o sentido de me impulsionar para ações de cuidado, principalmente de <strong>autocuidado</strong>. Foi uma frase que me ajudou a mudar padrões de comportamento que me puxavam para um modo de vida que não desejava, o acelerado e reativo. Nos últimos anos, senti que estava correndo uma maratona sem fim atrás de reorganizar minha vida profissional, mudar de cidade, incluir hábitos mais saudáveis na rotina em busca de qualidade de vida. E em 2023 foi o ano que consegui realizar mudanças significativas. </p>



<p>Para <strong>2024</strong>, eu escolhi como lema os verbos <strong>Acalmar/Aproveitar</strong>. Agora, eu quero acalmar e aproveitar tudo o que conquistei nos últimos tempos. Sigo em movimento, em busca de melhoria, aperfeiçoamento, vou olhar para algumas outras áreas da vida que não foram prioridades nos últimos anos. Mas também quero cultivar um <strong>estado de contentamento com a vida que conquistei e tenho hoje</strong>. Quando eu perceber que estou reclamando demais, que estou um pouco descontente ou chateada, me deixando influenciar por outras realidades, vou voltar para mim e lembrar o meu lema, acalmar/aproveitar.&nbsp;</p>



<p>O <strong>lema do ano</strong> é uma mensagem que nos recorda de quem queremos nos tornar ou para onde queremos ir e de que forma queremos ir. É para escrever em um lugar visível &#8211; espelho, <em>post-it</em> no computador, agenda, <em>planner</em>, lembrete na geladeira &#8211; para não perdermos de vista o nosso guia.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<p>Fica o convite para você fazer esse exercício de criar um lema, uma frase/verbo guia para o seu 2024. <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>



<p></p>
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		<title>Palavras se tornam ações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Sep 2023 11:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2023/09/cronica_jeniffergeraldine.png"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2023/09/cronica_jeniffergeraldine-819x1024.png?resize=819%2C1024" alt="" class="wp-image-18869" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2023/09/cronica_jeniffergeraldine.png?resize=819%2C1024&amp;ssl=1 819w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2023/09/cronica_jeniffergeraldine.png?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2023/09/cronica_jeniffergeraldine.png?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2023/09/cronica_jeniffergeraldine.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px" /></a></figure>



<p>Desde 2019, eu escolho um lema para ser meu guia no ano. O&nbsp;<strong>lema do ano</strong>&nbsp;é uma mensagem que nos lembra sempre para onde queremos ir e de que forma queremos ir. É algo para escrever até mesmo de maneira física e colar o papel no espelho ou no computador, em um lugar visível para não perdermos de vista o nosso guia.&nbsp;</p>



<p>Para este ano escolhi usar uma adaptação de uma frase do filósofo estoico&nbsp;<strong>Sêneca</strong>. A frase&nbsp;<em>words become works</em>&nbsp;que em tradução livre fica “palavras se tornam obras” por aqui ficou&nbsp;<strong>palavras se tornam ações</strong>. Esse também foi o meu lema de 2021, ano em que precisava concluir dois grandes objetivos profissionais, um deles o mestrado, e precisei de muito incentivo para me manter no modo ação pois confesso que estava desanimada com o mundo de modo geral por conta da pandemia e tantas outras questões.</p>



<p>Para 2023, a frase tem o sentido de me impulsionar para&nbsp;<strong>ações de cuidado</strong>, principalmente de&nbsp;<strong>autocuidado</strong>. Acredito que é um pouco mais fácil nos manter em movimento quando há prazos externos a cumprir. A minha motivação em 2021 era finalizar dois objetivos profissionais com prazos que eu não podia negociar tanto. Além do compromisso comigo, havia o comprometimento com outras pessoas. E não cumprir acordos com o outro gera sentimentos de culpa, de incômodo e na etiqueta social é falta de educação. Dessa maneira, a gente se desdobra em mil, mas executa o cronograma. Passa por cima de outras necessidades, inclusive de ordem emocional, e vida que segue para fazer o que tem que ser feito.</p>



<p>Agora o que quero materializar são as palavras, os projetos, que foram ficando no caminho por conta de acordos externos. Quero dar mais espaço para os acordos internos, ouvir o que meu corpo fala há anos, e que apenas escuto e ignoro. Mudar padrões de comportamento que me puxam para um modo de vida que não desejo realmente, como aquele modo de vida acelerado ou reativo.</p>



<p>As práticas de&nbsp;<strong>autocuidado</strong>&nbsp;hoje estão muito relacionadas com fazer limpeza de pele, passar um dia no<em>&nbsp;spa</em>, fazer uma massagem. Há espaço para isso, mas são apenas momentos. O autocuidado que busco é o diário. Tentar preencher meu cotidiano com ações que me mantenham mais próxima de uma vida tranquila e saudável. Tentar adotar práticas conscientes que me ajudem a desacelerar mesmo que o mundo esteja acelerado demais. Aprender a atender às minhas&nbsp;<strong>necessidades</strong>, aqui entendidas a partir dos ensinamentos de&nbsp;<strong>Marshall Rosenberg</strong>, como “recursos exigidos pela vida para que esta possa se sustentar”. Mas não qualquer vida, a minha vida.&nbsp;</p>



<p>Pensar em si e agir para si podem ser consideradas atitudes egoístas, mas eu lembro de uma das lições de&nbsp;<strong>Audre Lorde</strong>, “Cuidar de mim mesma não é autoindulgência, é uma autopreservação e isso é um ato de guerra política”. O sistema neoliberal nos impõe um modo de vida competitivo, nos auto exploramos, estamos correndo em uma maratona que não sabemos onde vai dar, e, às vezes, nem sabemos como foi e nem quando foi que nos inscrevemos nessa maratona. Ao tentar colocar em prática ações de autocuidado temos autonomia.</p>



<p>No livro&nbsp;<strong>Um sopro de vida</strong>, da&nbsp;<strong>Clarice Lispector</strong>, há um fala da personagem Ângela que gosto bastante. Ela diz:</p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-light-beige-background-color has-background"><tbody><tr><td>“tenho profundo prazer em rezar – e entrar em contato íntimo com a vida misteriosa de deus. não há nada no mundo que substitua a alegria de rezar. hoje varri o terraço das plantas. como é bom mexer nas coisas deste mundo: nas folhas secas, no pólen das coisas (a poeira é filha das coisas). meu cotidiano é muito enfeitado. estou sendo profundamente feliz.” (p. 36)</td></tr></tbody></table></figure>



<p>A frase “meu cotidiano é muito enfeitado” me propõe a&nbsp;<strong>construção de um cotidiano afetivo</strong>&nbsp;como parte do cuidado de si. Incluir no nosso dia coisas, momentos, que nos tragam alegria. Um café da manhã degustado com calma. Aquela música para cantarolar junto. O perfume que vem das almofadas do sofá. As flores colhidas em um jardim próximo. Folhear os livros da estante. Arte e fotografias na parede. O momento de molhar e cuidar das plantas na varanda. E o que mais couber no cotidiano para fazer da vida um pouco mais. Descobri já faz um tempo que essas são algumas das minhas necessidades, alguns dos “recursos exigidos pela vida para que esta possa se sustentar”.&nbsp;</p>



<p>Para muita gente isso é romântico demais, totalmente fora da realidade, porque o cotidiano está cheio de demandas, acelerado, ofegante. Durante um período alimentei esse modo de vida também. E adoeci. Ou seja, não é para mim. E acompanhando algumas notícias, conversando com alguns conhecidos, escutando conversas por aí, percebo que esse não é o modo de vida desejado por muitas outras pessoas também.&nbsp;</p>



<p>Então no início de 2023, eu me sentei com um caderno e escrevi as palavras que quero tornar ações. Elas estão agora na minha agenda do ano, a ferramenta que vai me ajudar a não esquecer das demandas importantes, e entre as demandas importantes está “eu saudável”. E ao virar a página tem uma frase adaptada do&nbsp;<strong>Caio Fernando Abreu</strong>: Tentar da maneira mais bonita que eu souber.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots"/>



<p class="has-text-align-center">[Texto publicado em 13 de março de 2023 na minha antiga <em>newsletter</em>.]</p>
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		<title>Uma pessoa sentada folheando o caderno</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2023 14:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar digital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tem uma cena no meu imaginário de leitora que é uma pessoa sentada folheando um caderno. Um caderno com rabiscos, notas pessoais, anotações sobre livros e coisas interessantes sobre a [&#8230;]</p>
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<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2023/02/caderno_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2023/02/caderno_blog_jeniffergeraldine-1024x768.jpg?resize=1024%2C768" alt="" class="wp-image-18504" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2023/02/caderno_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2023/02/caderno_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2023/02/caderno_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2023/02/caderno_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2023/02/caderno_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a></figure>
</div>


<p>Tem uma cena no meu imaginário de leitora que é uma pessoa sentada folheando um caderno. Um caderno com rabiscos, notas pessoais, anotações sobre livros e coisas interessantes sobre a vida. Pode ser um diário ou mais que isso. É uma cena romântica de folhear páginas do caderno e relembrar de momentos com um sorriso leve no rosto.</p>



<span id="more-18503"></span>



<p>Eu gosto dessa cena. De ver e de me imaginar fazendo parte desse quadro. Mas hoje em dia com tantas ferramentas digitais ver algo assim é quase como ir a um museu visitar uma obra de arte.&nbsp;</p>



<p>Nos últimos anos, pensando no quanto essa cena romântica e meio nostálgica me traz uma alegria genuína, resolvi equilibrar um pouco a praticidade do digital com o romântico do papel. Escolhi utilizar uma ferramenta digital com possibilidade de escrita à mão no <em>tablet </em>e um caderno argolado com folhas amareladas para fazer qualquer tipo de anotação. Preciso dizer também que no<em> tablet</em> escolho sempre a folha em tom amarelado para ficar o mais próximo possível da experiência física.&nbsp;</p>



<p>Acredito que o tipo de dilema digital x analógico ocorre mais com pessoas da minha geração, na faixa dos 30 anos. A geração que cresceu customizando cadernos, brincando nas ruas, mas também frequentando aulas de informática para aprender digitação e a usar editor de texto. Sem falar nos diários virtuais, os blogs. Havia o diário com cadeado escondido embaixo da cama dentro de uma caixa de sapato. E o blog com qualquer nome estranho que nos dava a confiança do anonimato.&nbsp;</p>



<p>Pula para 2023, após uma pandemia, que nos confinou em casa com estudo, trabalho e lazer <em>on-line</em>. Quem era de alguma maneira resistente aos encantos do digital, foi obrigado a perceber que há muitas vantagens na modalidade virtual, uma delas é a praticidade. Tudo, de qualquer lugar, acessível, rapidinho com um clique.&nbsp;</p>



<p>Ontem li no <em>Twitter</em> um relato de uma professora de 52 anos de idade dizendo que aprendeu e tomou gosto por estudar <em>on-line</em>. Inclusive eu fui aluna dela em um curso ministrado durante a pandemia, algo que seria mais complicado de acontecer no presencial já que moramos em estados diferentes.&nbsp;</p>



<p>Há inúmeros benefícios. Só que não podemos negar que existem muitas questões para debatermos como o uso excessivo de telas, a demanda 24/7 (24 horas por dia, 7 dias por semana), o FOMO (<em>Fear of missing out </em>&#8211; o medo de ficar de fora<em>)</em>, a NOMOFOBIA (<em>No-mobile phobia</em> &#8211; pavor irracional de ficar sem o celular), as distrações digitais (notificações) que contribuem com a ansiedade e o estresse. E atenta a tudo isso é que eu fico voltando para a cena da pessoa sentada folheando um caderno. </p>



<p>A cena romântica e nostálgica é quase como uma suspensão do tempo acelerado que vivemos. A pessoa sentada folheando o caderno nos traz atenção ao momento presente, desconexão das redes sociais digitais, um descanso da exposição à iluminação artificial, reflexão sobre o que escrevemos e o que lemos.&nbsp;</p>



<p>Por aqui eu vou continuar tentando recriar momentos em que ativo meu modo romântico e nostálgico para ser aquela pessoa sentada folheando o caderno porque como disse me traz uma alegria genuína além dos benefícios relacionados a suspensão do tempo acelerado.&nbsp;</p>



<p>Vale para cadernos, livros e conversas.</p>
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