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	<title>Arquivo para Elena Ferrante - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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	<description>Crônicas, fotografias e reflexões sobre vida e cultura.</description>
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	<title>Arquivo para Elena Ferrante - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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		<title>A vida mentirosa dos adultos (Elena Ferrante)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Jan 2021 21:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Elena Ferrante]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Comecei 2021 lendo A vida mentirosa dos adultos, da Elena Ferrante. Foi um livro que estava me chamando há uns meses. E eu atendi o chamado. Às vezes me pego [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/a-vida-mentirosa-dos-adultos-elena-ferrante/">A vida mentirosa dos adultos (Elena Ferrante)</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2021/01/avidamentirosadosadultos_elenaferrante_blog_jeniffergeraldine.jpg"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2021/01/avidamentirosadosadultos_elenaferrante_blog_jeniffergeraldine-1024x768.jpg?resize=1024%2C768" alt="" class="wp-image-15835" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2021/01/avidamentirosadosadultos_elenaferrante_blog_jeniffergeraldine.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2021/01/avidamentirosadosadultos_elenaferrante_blog_jeniffergeraldine.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2021/01/avidamentirosadosadultos_elenaferrante_blog_jeniffergeraldine.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2021/01/avidamentirosadosadultos_elenaferrante_blog_jeniffergeraldine.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2021/01/avidamentirosadosadultos_elenaferrante_blog_jeniffergeraldine.jpg?w=2048&amp;ssl=1 2048w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a></figure>



<p>Comecei 2021 lendo <em>A vida mentirosa dos adultos</em>, da Elena Ferrante. Foi um livro que estava me chamando há uns meses. E eu atendi o chamado.</p>



<p>Às vezes me pego impressionada com a sensação de familiaridade que a literatura de Ferrante me passa. É uma familiaridade de coisas não ditas em voz alta muitas vezes, pelo menos por aqui.</p>



<span id="more-15834"></span>



<p>Leio um trecho e penso: nossa, é isso mesmo. Relembro histórias da infância e adolescência. Causa familiaridade e estranheza. Sigo lendo parecendo que vou encontrar ali também um pouco de mim.</p>



<p><em>A vida mentirosa dos adultos </em>foi publicado no Brasil, em 2020, pela <a href="https://www.intrinseca.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Editora Intrínseca</a> com tradução de Marcello Lino. A personagem principal é Giovanna e através de suas memórias de infância e adolescência encontramos alguns conflitos da época de transição para a vida adulta. Há a descoberta da sexualidade, a rebeldia adolescente, a desobediência de quem quer se dona de si, o primeiro amor, as relações ambíguas de amizade. Mas talvez o principal seja a busca por uma identidade que atravessa a construção de uma subjetividade mas ao mesmo tempo se entrelaça com as subjetividades dos pais, de familiares e amigos.</p>



<p>Arrisco dizer que Giovanna sabia quem queria ser ou quem deveria ser quando adulta. Uma menina amada pelos pais poderia tranquilamente seguir um caminho similar ao deles, uma vida de intelectual. Até que um dia uma comparação a pegou de surpresa. O pai Andrea a comparou com Vittoria, uma irmã que ele há muito tempo havia cortado relações. A imagem construída da tia Vittoria através das palavras ruins do pai fez com que Giovanna tivesse curiosidade em relação à tia e ao mesmo tempo estranheza em relação a si mesma.</p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td><em>Aliás, olhar-me no espelho tornou-se uma obsessão. Eu queria entender se minha tia estava de fato aflorando em meu corpo, mas, como não sabia qual era seu aspecto, acabei por procurá-la em cada detalhe meu que mostrasse uma mudança.</em></td></tr></tbody></table></figure>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td><em>Minha tia não dissera: você tem meu rosto ou pelo menos se parece um pouco comigo; minha tia dissera: você não é apenas do seu pai e da sua mãe, você também é minha, você é de toda a família da qual ele veio, e quem fica do nosso lado nunca fica sozinho, se recarrega de força.</em><br></td></tr></tbody></table></figure>



<p>A busca movida pela estranheza fez com que Giovanna se tornasse mais atenta à realidade que a rodeava. Quem era a sua tia Vittoria, quem era seu pai Andrea, sua mãe, os amigos deles? Com esse olhar atento ao redor e a si mesma, a menina descobriu segredos, descobriu a vida mentirosa dos adultos, descobriu o que queria ser e o que não queria.</p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td><em>Quanto ao rosto, bem, não tinha nenhuma harmonia, exatamente como o de Vittoria. Mas o erro foi ter feito daquilo uma tragédia. Era só olhar por um instante que fosse quem tinha o privilégio de ter um rosto bonito e elegante e descobrir que aquela pessoa escondia infernos semelhantes aos expressos por rostos feios e grosseiros. O esplendor de um rosto, enriquecido ainda por cima pela gentileza, ocultava e prometia ainda mais dor do que um rosto opaco.</em><br></td></tr></tbody></table></figure>



<ul class="wp-block-list"><li>Se interessou pelo livro? Adquira através <a href="https://amzn.to/3c5UiJH" target="_blank" rel="noreferrer noopener">deste link</a> e colabore com o blog</li></ul>
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		<title>Diário de leitura: A vida mentirosa dos adultos (Elena Ferrante)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jan 2021 20:22:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Elena Ferrante]]></category>
		<category><![CDATA[Leia Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Comecei 2021 lendo A vida mentirosa dos adultos, da Elena Ferrante. Foi um livro que estava me chamando há uns meses. E eu atendi o chamado. Às vezes me pego [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2021/01/avidamentirosadosadultos_jeniffergeraldine.jpg"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2021/01/avidamentirosadosadultos_jeniffergeraldine-768x1024.jpg?resize=768%2C1024" alt="" class="wp-image-15756" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2021/01/avidamentirosadosadultos_jeniffergeraldine.jpg?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2021/01/avidamentirosadosadultos_jeniffergeraldine.jpg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2021/01/avidamentirosadosadultos_jeniffergeraldine.jpg?resize=1152%2C1536&amp;ssl=1 1152w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2021/01/avidamentirosadosadultos_jeniffergeraldine.jpg?w=1536&amp;ssl=1 1536w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></a></figure>



<p>Comecei 2021 lendo <a href="https://amzn.to/3bopaoz" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>A vida mentirosa dos adultos</strong></a>, da <strong>Elena Ferrante</strong>. Foi um livro que estava me chamando há uns meses. E eu atendi o chamado.</p>



<span id="more-15755"></span>



<p>Às vezes me pego impressionada com a sensação de familiaridade que a literatura de Ferrante me passa. É um familiaridade de coisas não ditas em voz alta muitas vezes, pelo menos por aqui.</p>



<p>Leio um trecho e penso: nossa, é isso mesmo. Relembro de histórias da infância e adolescência. Causa familiaridade e estranheza. Sigo lendo parecendo que vou encontrar ali também um pouco de mim.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p>“Aquela correspondência entre preocupação e feiura inesperadamente me consolou. Há uma feiura que depende das ansiedades — disseram Angela e Ida —, se as ansiedades passam, você volta a ser bonita.”</p></blockquote></figure>



<p></p>
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		<title>Série Napolitana &#8211; 5 motivos para ler</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Mar 2018 14:00:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Elena Ferrante]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nunca fui de ler séries de livros, mas desde 2016 fui arrebatada pela série Napolitana, da escritora Elena Ferrante. Em 2018, me despedi da tetralogia, mas sigo levantando a bandeira [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca fui de ler séries de livros, mas desde 2016 fui arrebatada pela série Napolitana, da escritora <a href="http://jeniffergeraldine.com/tag/elena-ferrante/" target="_blank" rel="noopener">Elena Ferrante</a>. Em 2018, <a href="http://jeniffergeraldine.com/memoria-o-desejo-de-permanecer/" target="_blank" rel="noopener">me despedi da tetralogia</a>, mas sigo levantando a bandeira &#8220;Ferrante Fever&#8221; (febre Ferrante) por onde vou.</p>
<p>Elena Ferrante se mantém no anonimato mesmo sendo considerada um fenômeno da literatura contemporânea. O seu desejo de se manter ausente dos holofotes já causou incômodo em muita gente e resultou até em uma investigação sobre a identidade da autora, foi um verdadeiro CSI literário em 2016.</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/serienapolitana_capasitalianas.jpg"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-large wp-image-6839 aligncenter" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/serienapolitana_capasitalianas-1024x399.jpg?resize=1024%2C399" alt="" width="1024" height="399" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/serienapolitana_capasitalianas.jpg?resize=1024%2C399&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/serienapolitana_capasitalianas.jpg?resize=300%2C117&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/serienapolitana_capasitalianas.jpg?resize=710%2C277&amp;ssl=1 710w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/serienapolitana_capasitalianas.jpg?w=1064&amp;ssl=1 1064w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a></p>
<p>A série Napolitana é considerada pela própria autora como um grande romance, mas que foi dividido em quatro partes. A tetralogia é também um grande romance de formação e posso dizer, para simplificar a sinopse, que trata da história da amizade entre duas mulheres, Elena Greco (Lenu), e Raffaela Cerullo (Lila). A narradora é a Lenu, que se tornará uma escritora de sucesso, e o seu desejo de escrever essa história de amizade partiu de dois fatos: a vontade de Lila de desaparecer do mundo sem deixar vestígios; e a vontade de Lenu de manter a sua amiga viva.</p>
<p>Costumo dizer que a amizade delas é um mar de rosas cheio de espinhos. E em alguns momentos não sabemos se são amigas ou inimigas. Acredito que uma motivava o melhor e o pior da outra. Os quatro livros foram publicados no Brasil pelo selo Biblioteca Azul, da editora Globo Livros, com tradução de Maurício Santana Dias. São eles:</p>
<ol>
<li><a href="http://jeniffergeraldine.com/clubes-de-leitura-e-a-amiga-genial/" target="_blank" rel="noopener">A amiga genial</a> (2011): 1950, Nápoles (Itália). Parte da infância e adolescência;</li>
<li><a href="http://jeniffergeraldine.com/historia-do-novo-sobrenome-elena-ferrante/" target="_blank" rel="noopener">História do novo sobrenome</a> (2012): Juventude e início da vida adulta. Lila se casa e Lenu continua os estudos;</li>
<li>História de quem foge e de quem fica (2013): Década de 1970. Um dos temas principais é maternidade. O livro é mais político e social. Além de fazer pensar também o que é ser mulher em um mundo machista;</li>
<li>História da menina perdida (2014): Lenu já é uma escritora de sucesso e Lila conquistou pessoas e status onde vive. Elas estão distantes uma da outra mas acabam se reaproximando.</li>
</ol>
<p><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/serienapolitana_elenaferrante.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-6836 aligncenter" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/serienapolitana_elenaferrante-1024x392.jpg?resize=1024%2C392" alt="" width="1024" height="392" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/serienapolitana_elenaferrante.jpg?resize=1024%2C392&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/serienapolitana_elenaferrante.jpg?resize=300%2C115&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/serienapolitana_elenaferrante.jpg?resize=710%2C272&amp;ssl=1 710w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/serienapolitana_elenaferrante.jpg?resize=1200%2C459&amp;ssl=1 1200w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/serienapolitana_elenaferrante.jpg?w=1306&amp;ssl=1 1306w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a></p>
<h5>Listar cinco motivos para ler a Série Napolitana é apontar o que mais me atraiu nos livros e também as relações que fiz entre a ficção e a vida.</h5>
<ol>
<li><strong>Escrita sincera e honesta de Elena Ferrante</strong></li>
</ol>
<p>A autora não emociona com palavras bonitas e citações sublinháveis mas com situações tão reais que podemos encontrar na nossa família, bairro e cidade.</p>
<p><strong>     2. Questões feministas</strong></p>
<p>Através da vida de Lila e Lenu, podemos refletir sobre a condição feminina, sororidade, maternidade, violência doméstica, machismo, sexualidade feminina, casamento, família X vida profissional. E também sobre tudo o que as personagens fizeram para tentar sobreviver ao mundo machista.</p>
<p><strong>    3. Nápoles</strong></p>
<p>A cidade Nápoles é um pedaço da Itália do pós-guerra na série e se torna uma outra personagem importante. Assim nos faz pensar sobre bairrismo, referências e influências sociais, violência, máfia e política.</p>
<p><strong>   4. Importância do acesso à educação</strong></p>
<p>O acesso ao livro, leitura, educação fez diferença na vida de Lenu e Lila. A oportunidade de estudar desde a escola até a universidade afeta não só o futuro profissional, mas a autoestima de um ser humano.</p>
<p><strong>   5. Personagens complexas</strong></p>
<p>Além de Lenu e Lila, a série traz vários personagens e núcleos familiares complexos, passionais, ambíguos. Ou seja, humanos e reais demais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Se preferir, você pode conferir o conteúdo no formato vídeo! </strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/ifqOnJmSt2Q" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Espero ter te convencido a ler! <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f600.png" alt="😀" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<ul>
<li>Adquira os livros na Amazon e colabore com o blog: <span style="font-weight: 400;"><a href="http://amzn.to/2ohKWRd" target="_blank" rel="noopener">A amiga genial</a> |<a href="http://amzn.to/2ogeGya" target="_blank" rel="noopener"> História do novo sobrenome</a> | <a href="http://amzn.to/2CAUJpK" target="_blank" rel="noopener">História de quem foge e de quem fica </a> | <a href="http://amzn.to/2GzIDjj" target="_blank" rel="noopener">História da menina perdida</a></span></li>
<li>A série está em processo de adaptação para TV pela HBO com estreia prevista para 2018. Oremos para que chegue também no Brasil.</li>
<li>Elena Ferrante começou em janeiro uma coluna no jornal britânico <em>The Guardian</em>. Algumas pessoas estão traduzindo para o português, uma delas é a Fabiane Secches. Gostei muito da última que li, <a href="https://medium.com/@fabianesecches/elena-ferrante-a-fic%C3%A7%C3%A3o-inerente-%C3%A0-escrita-7685b871263a" target="_blank" rel="noopener">&#8220;Da ficção inerente à escrita&#8221;</a>. O texto original está no <a href="https://www.theguardian.com/lifeandstyle/2018/feb/17/elena-ferrante-im-tired-of-fiction-i-no-longer-see-a-reason-to-go-hunting-for-anecdotes" target="_blank" rel="noopener">site do jornal</a>.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Espalhe &#8220;Série Napolitana &#8211; 5 motivos para ler&#8221; por aí! <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong></p>
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		<title>Os livros lidos em fevereiro/2018</title>
		<link>https://jeniffergeraldine.com/os-livros-lidos-em-fevereiro-2018/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Mar 2018 15:30:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Elena Ferrante]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fevereiro foi o mês que tomei a decisão de pausar o Projeto Uns e Outros. Não estava curtindo a leitura e preferi utilizar meu tempo para outro livro que sabia [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/os-livros-lidos-em-fevereiro-2018/">Os livros lidos em fevereiro/2018</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Fevereiro foi o mês que tomei a decisão de pausar o Projeto Uns e Outros. Não estava curtindo a leitura e preferi utilizar meu tempo para outro livro que sabia que ia gostar mais. E deu super certo!</p>
<p>E ainda foi o mês que me despedi da série Napolitana, da italiana Elena Ferrante. A história de Lenu e Lila entrou para minha lista de &#8220;histórias preferidas da vida&#8221;.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/0TCvuCfjztk" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<h4>LINKS CITADOS</h4>
<p><a href="http://amzn.to/2GzIDjj" target="_blank" rel="noopener">História da menina perdida</a></p>
<p><a href="http://amzn.to/2GUHxyV" target="_blank" rel="noopener">O livro dos abraços</a></p>
<p><a href="http://amzn.to/2oAvGz3" target="_blank" rel="noopener">Os homens explicam tudo para mim</a></p>
<p><a href="http://amzn.to/2FJtFYV" target="_blank" rel="noopener">Frida. A Biografia</a></p>
<p><a href="http://amzn.to/2GVrSzk" target="_blank" rel="noopener">Dia bonito pra chover</a></p>
<p><a href="http://amzn.to/2F5DPpF" target="_blank" rel="noopener">Todo Dia</a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>E você o que leu de bom em fevereiro? <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f600.png" alt="😀" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong></p>
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		<title>Memória: o desejo de permanecer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Feb 2018 21:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas e Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Elena Ferrante]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Leia Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2018]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos últimos dias, alguns acontecimentos me fizeram pensar sobre esquecimento e memória afetiva. Na quarta-feira de cinzas recebi logo cedo a notícia de que alguém muito importante na minha vida [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos dias, alguns acontecimentos me fizeram pensar sobre esquecimento e memória afetiva. Na quarta-feira de cinzas recebi logo cedo a notícia de que alguém muito importante na minha vida e da minha família havia falecido. Na mesma hora, me veio um filme na cabeça com todos os bons momentos que essa pessoa havia proporcionado para nós. Lembrei das visitas a fazenda, da água de coco, do bolo, de sentar na varanda no final de tarde.</p>
<p>Minha Mãe me deu a notícia seguida de um pedido: &#8220;Ela sempre me pediu pra rezar por ela quando se fosse desse mundo. Ela não tinha filhos&#8230; Rezarei. Reze também.&#8221; Eu rezei. Ela queria ser lembrada por nós em um momento de oração, um momento íntimo com Deus, esse era o seu pedido mais importante. E apesar de ter rezado e continuar rezando, o que ficou pra mim foram nossos momentos sentadas na varanda da fazenda. Talvez essa memória afetiva também seja uma espécie de oração.</p>
<p>Nesse mesmo dia, resolvi continuar minha maratona do <a href="http://jeniffergeraldine.com/tag/oscar-2018/" target="_blank" rel="noopener">Oscar 2018</a> e escolhi ver a animação &#8220;Viva &#8211; A vida é uma festa&#8221;. Um filme que trata sobre o Dia dos Mortos, tradição na cultura mexicana. E ao invés de ser um dia de tristeza, é um momento de alegria, que comemora com muita cor, música e dança, a visita das almas à terra.</p>
<p>Miguel é um menino apaixonado por música, mas na sua casa é proibido ouvir qualquer tipo de canção devido a um trauma familiar, seu tataravô abandonou a família para correr atrás do sonho de ser um grande músico. No Dia dos Mortos, Miguel resolve enfrentar a família e ir em busca também de sua paixão. E acaba vivendo uma aventura no mundo dos mortos. É uma animação belíssima e emocionante que através dessa família nos apresenta uma cultura diferente e muito bonita.</p>
<p>No Dia dos Mortos, enquanto do lado dos vivos a família decora a casa e prepara um altar com fotos dos seus entes queridos, do lado dos mortos, eles esperam ansiosos para saber se foram lembrados e que assim vão poder visitar a terra. Há um desejo em comum: não ser esquecido. Eles desejam manter-se vivos na memória de quem ficou.</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/viva_a_vida_e_uma_festa.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-6804 aligncenter" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/viva_a_vida_e_uma_festa-1024x428.jpg?resize=1024%2C428" alt="" width="1024" height="428" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/viva_a_vida_e_uma_festa.jpg?resize=1024%2C428&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/viva_a_vida_e_uma_festa.jpg?resize=300%2C126&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/viva_a_vida_e_uma_festa.jpg?resize=710%2C297&amp;ssl=1 710w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/viva_a_vida_e_uma_festa.jpg?w=1200&amp;ssl=1 1200w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a></p>
<p>O título original da animação é &#8220;Coco&#8221;, o nome da bisavó de Miguel. Ela já está velhinha e sua memória está indo embora. Coco é a única que ainda lembra do seu pai, o músico que abandonou a família. E aqui o filme coloca a música como memória afetiva. Enquanto a família Rivera negava a música, fazia o mesmo com parte importante da sua história e, principalmente, com um dos seus entes queridos. Para Coco a música era o que pra mim é hoje o sentar na varanda da fazenda, a nossa maneira de manter vivo quem se foi.</p>
<p>O ciclo que me fez pensar sobre esquecimento e memória afetiva só teve fim na última segunda-feira quando me despedi da série Napolitana, da escritora italiana <a href="http://jeniffergeraldine.com/tag/elena-ferrante/" target="_blank" rel="noopener">Elena Ferrante</a>. Foi impossível não fazer ligação com tudo que estava acontecendo porque essa tetralogia fala também sobre o desejo de permanecer. O diferencial é que esse desejo não parte de quem já foi, mas de quem ficou e deseja manter vivo alguém que foi importante em sua vida.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-6803" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/historiadameninaperdida-200x300.jpeg?resize=200%2C300" alt="" width="200" height="300" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/historiadameninaperdida.jpeg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/02/historiadameninaperdida.jpeg?w=430&amp;ssl=1 430w" sizes="auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px" /></p>
<p>Os quatro livros da Séria Napolitana &#8211; <a href="http://jeniffergeraldine.com/clubes-de-leitura-e-a-amiga-genial/" target="_blank" rel="noopener">A amiga genial</a>, <a href="http://jeniffergeraldine.com/historia-do-novo-sobrenome-elena-ferrante/" target="_blank" rel="noopener">História do novo sobrenome</a>, História de quem foge e de quem fica, História da Menina Perdida &#8211; são narrados por  Elena Greco e conta a história da amizade dela e de Raffaela Cerullo, a Lila. O primeiro livro começa quando Greco recebe uma ligação do filho de Lila informando que a mãe havia desaparecido. Como maneira de não fazer com que a amiga caísse no esquecimento e também com raiva, Lenu (apelido de Greco) começa a escrever a história delas, tudo o que ficou na memória. A sua maneira de manter Lila viva era através da escrita.</p>
<p>E no último livro, A história da Menina Perdida, nossa narradora deixa claro que o desejo de manter Lila viva era algo dela, algo tão forte, que ela acreditava que também era um desejo de sua amiga: <em>Eu amava Lila. Queria que ela durasse. Mas queria que fosse eu a fazê-la durar. Achava que era minha missão. Estava convicta de que ela mesma, desde menina, me atribuíra essa tarefa.</em></p>
<p>A história das amigas não é um mar de rosas, ou talvez seja mas com muitos espinhos. Apesar de termos acesso apenas a tudo o que ficou na memória de Lenu, não duvidei da sua narrativa. E mesmo com tantos conflitos, ela sempre preferiu relevar o seu passado e todos que fizeram parte dele.</p>
<p>Nossa memória tem a capacidade de reter tudo que acontece a nossa volta. E também é o desejo que temos de permanecer vivo em alguém ou no mundo. É um bom lugar para voltar e ter boas sensações, ou até enfrentar medos e seguir em frente de uma nova maneira.</p>
<p>Como a própria Lenu disse sobre sua vida com Lila, &#8220;<em>seria desperdício estragar uma história dando espaço excessivo aos maus sentimentos: os maus sentimentos são inevitáveis, mas o essencial é represá-los&#8221;. </em>E ainda  complemento, <strong>viva, a vida é uma festa</strong>!</p>
<h4>Caso prefira, você pode acessar o conteúdo no formato vídeo:</h4>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/X6leYOlbfRU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Espalhe &#8220;Memória: o desejo de permanecer&#8221; por aí! <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong></p>
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		<title>História do novo sobrenome &#8211; Elena Ferrante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Dec 2016 11:00:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Elena Ferrante]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Globo Livros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>História do novo sobrenome é o segundo livro da tetralogia Napolitana, da escritora italiana Elena Ferrante. No Brasil, os livros são lançados pela editora Globo livros, sendo o primeiro A [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>História do novo sobrenome</strong> é o segundo livro da <strong>tetralogia Napolitana</strong>, da escritora italiana <a href="http://jeniffergeraldine.com/tag/elena-ferrante/" target="_blank"><strong>Elena Ferrante</strong></a>. No Brasil, os livros são lançados pela <strong>editora Globo livros</strong>, sendo o primeiro <strong><a href="http://jeniffergeraldine.com/clubes-de-leitura-e-a-amiga-genial/" target="_blank">A amiga Genial</a></strong>, o terceiro <strong>História de quem foge e de quem fica</strong> e o último, <i><strong>Storia della bambina perduta</strong> </i>(ainda sem título em português)<i>. </i><span id="more-4083"></span></p>
<p><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2016/12/HISTORIA_DO_NOVO_SOBRENOME_1458704494573598SK1458704494B.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-4086 alignleft" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2016/12/HISTORIA_DO_NOVO_SOBRENOME_1458704494573598SK1458704494B.jpg?resize=200%2C301" alt="" width="200" height="301" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2016/12/HISTORIA_DO_NOVO_SOBRENOME_1458704494573598SK1458704494B.jpg?w=200&amp;ssl=1 200w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2016/12/HISTORIA_DO_NOVO_SOBRENOME_1458704494573598SK1458704494B.jpg?resize=199%2C300&amp;ssl=1 199w" sizes="auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px" /></a>Em <strong>História do novo sobrenome </strong>nossas amigas/rivais Elena Greco e Raffaela Cerullo, a Lila, vão passar da infância para a fase jovem-adulta mas cada uma de maneira diferente. Elena vai conseguir realizar o desejo de sair de Nápoles e continuar os estudos, enquanto Lila vai viver a vida de uma mulher casada.</p>
<p>São duas direções diferentes e que vai nos fazer pensar sobre as oportunidades da vida. Lila precisou casar por causa da família e Elena, mesmo com toda dificuldade, sempre teve pessoas que acreditavam em seu potencial e a estimulava a não largar os estudos, e uma das principais estimuladoras era sua amiga Lila.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">Sim, é Lila que torna a escrita difícil. Minha vida me leva a imaginar como teria sido a dela se por acaso lhe houvesse cabido aquilo que me coube, que uso ela teria feito de minha sorte.</p>
</blockquote>
<p>Enquanto acompanhamos algumas histórias de Lenu descobrindo novos mundos e pessoas, se desabrochando pra vida, somos atraídos muito mais para Nápoles e os dias de Lila. Afinal, ela continuou no mesmo lugar, vivendo numa sociedade extremamente machista, viu seus sonhos serem interrompidos e precisou assumir o papel de mulher/dona de casa/ esposa/ mãe quando era apenas uma menina.</p>
<p>Mas Lenu no seu novo mundo também sofria algumas dificuldades. Ela precisava encontrar o seu papel naquele novo lugar e carregava o peso de ter que ser alguém diferente e melhor do que todos do seu bairro. Ou seja, ela não poderia falhar.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">Mas o que mais me feriu foi notar por trás do seu orgulho de mãe o temor de que, de um momento para outro, tudo mudasse e eu de novo perdesse pontos, não lhe dando mais a ocasião de se vangloriar. Confiava pouco na estabilidade do mundo. Por isso me alimentou à força, enxugou meu suor, me obrigou a checar a febre não sei quantas vezes. Tinha medo de que eu morresse e a privasse de minha existência-troféu.</p>
</blockquote>
<p>Elena Ferrante aborda ainda de forma mais enfática o papel da mulher na sociedade. E nesse segundo livro, a violência doméstica é um tema gritante que vai te incomodar durante a leitura, assim como a traição no contexto conjugal e na amizade. A literatura de Ferrante tem uma magia que minhas palavras não conseguem explicar. Os temas são urgentes, as palavras e as cenas são duras, mas a gente se apega ao livro como se estivesse lendo uma leitura leve e tranquila. Acredito que a proximidade com o real é que faz essa magia acontecer. Afinal, no dia a dia, a gente leva uns sustos mas continua vivendo.</p>
<blockquote><p>Cada coisa do mundo estava em suspenso, puro risco, e quem não aceitava arriscar murchava num canto, sem intimidade com a vida.</p></blockquote>
<p style="text-align: left;"><strong>Gostou do livro e deseja adquirir? Comprando por esse <a href="http://amzn.to/2hytS3x" target="_blank">link</a>, você colabora com meu blog.</strong> <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<ul>
<li style="text-align: left;">Me acompanhe também no <a href="http://instagram.com/jeniffergeraldine" target="_blank">Instagram</a> l <a href="https://www.facebook.com/blogJenifferGeraldine/" target="_blank">Facebook </a>l <a href="http://twitter.com/jeniffersantos" target="_blank">Twitter</a> l <a href="https://www.youtube.com/c/jeniffersantos" target="_blank">YouTube</a> l <a href="http://tinyletter.com/jeniffergeraldine/" target="_blank">News</a></li>
</ul>
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		<title>A Filha Perdida &#8211; Elena Ferrante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Nov 2016 11:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Elena Ferrante]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Intrínseca]]></category>
		<category><![CDATA[Leia Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Filha Perdida é o terceiro romance da escritora italiana Elena Ferrante. Publicado em 2006, o livro chegou ao Brasil este ano através da editora Intrínseca. Ferrante ficou conhecida por causa [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/filha-perdida-elena-ferrante/">A Filha Perdida &#8211; Elena Ferrante</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Filha Perdida</strong> é o terceiro romance da escritora italiana <strong>Elena Ferrante</strong>. Publicado em 2006, o livro chegou ao Brasil este ano através da <strong>editora Intrínseca</strong>. Ferrante ficou conhecida por causa da sua série <strong>Napolitana</strong> &#8211; <a href="http://jeniffergeraldine.com/clubes-de-leitura-e-a-amiga-genial/" target="_blank">A Amiga Genial</a>, História do Novo Sobrenome, História de quem foge e de quem fica e <i>Storia della bambina perduta </i>(ainda sem título no Brasil)<i>. </i><span id="more-3931"></span></p>
<p>O motivo do seu sucesso deve-se a sua escrita seca, dura, sem muitos rodeios e que nos leva a refletir sobre temas importantes como o papel da mulher, violência doméstica, sociedade patriarcal e feminismo. Mas também os holofotes literários viraram para autora porque ninguém sabe realmente quem ela é. Ferrante dá entrevistas apenas por e-mails e não há fotos em lugar algum da autora. O seu anonimato, em tempos em que tudo está a um clique, incomoda algumas pessoas. Levando até a uma investigação, ou melhor invasão de privacidade, da vida de pessoas que supostamente podem ser ou estão ligadas à autora (Leia depois: <a href="http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2016/10/elena-ferrante-suposta-revelacao-da-identidade-da-autora-causa-polemica.html" target="_blank">Suposta revelação da identidade da autora causa polêmica</a>).</p>
<p>Pouco me importa o rosto de Elena. O que me importa mesmo é a sua literatura tão necessária nos dias hoje. Porque seus livros, sejam eles autoficção ou não, trazem temas que precisam ser discutidos com certa urgência.</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2016/11/CAPA_AFilhaPerdida_G.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-3939 alignleft" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2016/11/CAPA_AFilhaPerdida_G.jpg?resize=243%2C365" alt="untitled" width="243" height="365" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2016/11/CAPA_AFilhaPerdida_G.jpg?w=243&amp;ssl=1 243w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2016/11/CAPA_AFilhaPerdida_G.jpg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w" sizes="auto, (max-width: 243px) 100vw, 243px" /></a>Em <strong>A Filha Perdida </strong>o tema central é a maternidade não romantizada. Todos acham que a mulher nasceu para ser mãe e todas serão tocadas pelo instinto materno divino, em alguma momento da vida. E quando uma mulher não quer assumir esse papel ou não é o modelo ideal imposto pela sociedade vários dedos julgadores são apontados para ela.</p>
<p>Leda, a protagonista e narradora de <strong>A Filha Perdida</strong>, é professora universitária, tem 47 anos, é mãe de duas filhas jovens que decidem morar com o pai, no Canadá. Após essa decisão, Leda se sente livre e rejuvenescida e resolve tirar férias na praia, algo que ela não fazia há algum tempo.</p>
<p>Na praia, Leda começou a perceber a presença de uma jovem mãe, Nina, e sua filha, Elena, que faziam parte de uma família grande e barulhenta, mas que se sobressaíam por sempre estarem juntas, serenas, longe dos parentes, brincando de boneca na beira do mar. A professora começa a observar o comportamento da mãe e filha e fazer pré-julgamentos. Pensa até que é tudo uma encenação de Nina e, em alguns momentos, se incomoda com as brincadeiras e presença das duas, em outros, sente inveja.</p>
<p>Enquanto observa e analisa Nina e Elena, Leda vai nos contando fatos do seu passado. A família barulhenta de Napolitanos a irritava porque lembrava a sua própria família. E ao lembrar dos seus parentes, a figura ambígua, autoritária e triste da sua mãe aparecia nas suas lembranças, principalmente como alguém que ela nunca admirou na vida. Tudo que Leda sempre quis foi ser diferente da mãe que teve.</p>
<p>Os problemas com sua mãe, marido e filhas vêm à tona e conhecemos uma mulher que durante quase toda vida questionou o que era ser mãe. <strong>A Filha Perdida</strong> é um livro que através de Leda questiona esse papel da mulher e fala também sobre como na vida a gente busca alguém para se espelhar, seja para ser igual ou totalmente diferente. <strong>Elena Ferrante</strong> escreveu um romance curto, mas carregado de significados, que vai fazer a gente repensar julgamentos e escolhas.</p>
<p><strong>Gosta de resenha em vídeo? No YouTube também falei sobre A Filha Perdida. Veja abaixo e <a href="https://www.youtube.com/channel/UCvqMGaXyqilAkuJHppE65Jg" target="_blank">clique aqui</a> para se inscrever no canal!</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/7UIzfmo-Ifg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><strong>Gostou do livro e deseja adquirir? Comprando por esse <a href="http://amzn.to/2fOLMlG" target="_blank">link</a>, você colabora com meu blog.</strong> <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<ul>
<li>Outros livros que abordam a questão da maternidade e papel da mulher: <a href="http://jeniffergeraldine.com/precisamos-falar-sobre-o-kevin/" target="_blank">Precisamos falar sobre o Kevin, Lionel Shriver</a> | <a href="http://jeniffergeraldine.com/quarenta-dias-maria-valeria-rezende/" target="_blank">Quarenta Dias, Maria Valéria Rezende</a></li>
<li>Me acompanhe também no <a href="http://instagram.com/jeniffergeraldine" target="_blank">Instagram</a> l <a href="https://www.facebook.com/blogJenifferGeraldine/" target="_blank">Facebook </a>l <a href="http://twitter.com/jeniffersantos" target="_blank">Twitter</a> l <a href="https://www.youtube.com/c/jeniffersantos" target="_blank">YouTube</a> l <a href="http://tinyletter.com/jeniffergeraldine/" target="_blank">News</a></li>
</ul>
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		<title>Clubes de leitura e A Amiga Genial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Mar 2016 14:57:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Elena Ferrante]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Globo Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Leia Mulheres]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No dia 27 de fevereiro realizamos a 2ª edição do Leia Mulheres Salvador. O livro discutido foi A Amiga Genial, da italiana Elena Ferrante. Fui para encontro com apenas 52% [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 27 de fevereiro realizamos a <strong>2ª edição do Leia Mulheres Salvador</strong>. O livro discutido foi <strong>A Amiga Genial</strong>, da italiana <strong>Elena Ferrante</strong>. Fui para encontro com apenas 52% da leitura feita. Fevereiro foi mais um mês agitado e não consegui ler muito. Fora que o início de A Amiga Genial não me empolgou tanto. Mas, mesmo assim, resolvi ir ao clube para conhecer o pessoal e ouvir o que tinham para falar. Apesar de ter sido inundada por <em>spoilers</em> sobre a leitura, eu fiquei muito contente por ter ido.<span id="more-2617"></span></p>
<p>O <strong>poder do clube de leitura</strong> é unir no mesmo espaço pessoas tão diferentes, com bagagens de vida tão distintas, mas que estão ali por causa de um livro. E cada pessoa leva pro momento de encontro o que conseguiu captar da leitura, as inspirações, inquietações. É preciso até ter coragem de sentar em uma roda e deixar ali, no meio de rostos poucos conhecidos, tudo que a leitura da obra nos causou. Digo isso porque minhas leituras não são apenas técnicas. Elas são, principalmente, uma experiência pessoal. A cada leitura que faço, me encontro mais.</p>
<p><strong>Leio como terapia. Leio para preencher vazios, para conhecer outros mundos, outras pessoas. Para ser mais flexível, para ter mais empatia.</strong> Então, acredito que a partir do momento que paramos em grupo para conversar sobre um livro, estamos deixando ali, nas entrelinhas, um pouco de nós, do que pensamos sobre a vida no geral. É uma troca intensa e rica. Você entra com uma ideia e, se deixar sua mente flexível, pode sair com outra totalmente diferente. E isso é tão bom e necessário nos dias de hoje.</p>
<h4>A Amiga Genial</h4>
<p>Eu entrei na roda com apenas 52% da leitura concluída mas sai de lá com 100% de ideias novas na cabeça. E uma vontade imensa de finalizar <strong>A Amiga Genial</strong> para ler com calma cada momento da vida de Greco e Lila, personagens principais do livro, que havia motivado discussões sobre amizade, amor, o papel da mulher, violência doméstica, sociedade patriarcal, feminismo e a falta de sororidade.</p>
<p>E foi o que fiz. Cheguei em casa, tomei banho, preparei um café e finalizei a leitura. O primeiro livro da <strong>tetralogia Napolitana</strong> é narrado por Elena Greco e conta a vida dela e de sua amiga, Raffaela Cerullo, a Lila, da infância até os 16 anos, na cidade de Nápoles, na década de 1950. Logo no início, sabemos que Lila desapareceu sem deixar vestígio e, a partir disso, Greco começou a escrever tudo que ficou na memória sobre a história da amizade de quase sessenta anos.</p>
<p>A amizade entre elas nem sempre foi flores. Ao contrário, em alguns momentos não sabemos se são amigas ou &#8220;inimigas&#8221;. A verdade era que uma motivava o melhor e o pior da outra. Os 16 anos contados por Greco são anos difíceis sobre o crescimento de duas jovens em um bairro pobre, machista e violento. E a escrita de Elena Ferrante para tudo isso é seca, dura, sem muito rodeio mas que te prende.</p>
<p>A autora não emociona com palavras bonitas e citações sublinháveis, mas sim com situações tão reais, que podemos encontrar até mesmo na nossa família. Elena realmente nos coloca para pensar sobre os privilégios da vida. Às vezes o mundo dá oportunidades, mas quando não, a gente precisa fazê-las, se quisermos seguir adiante. Na verdade, são tantos os assuntos que Elena nos faz pensar, que pelo título não temos noção da riqueza existente numa história sobre amizade. E o livro termina deixando todo mundo na expectativa do próximo. Afinal, aos 16 anos, como dizem por aí, a vida está só começando.</p>
<h4>Citações</h4>
<blockquote><p>&#8220;E você? Estudou?&#8221;</p>
<p>&#8220;Não.&#8221;</p>
<p>&#8220;Então por que sua irmã, que é mulher, precisa estudar?&#8221;</p></blockquote>
<blockquote><p>Logo precisei admitir que as coisas que eu fazia sozinha não eram capazes de disparar meu coração, só aquilo que Lila tocava se tornava importante. Se ela se distanciava, se sua voz se afastava das coisas, estas se cobriam de manchas, de poeira.</p></blockquote>
<blockquote>
<p data-reactid=".1.1.0.0.2.1.0.0"><span data-reactid=".1.1.0.0.2.1.0.0.1"><span data-reactid=".1.1.0.0.2.1.0.0.1.0">Havia algo de insustentável nas coisas, nas pessoas, nos prédios, nas ruas, que somente reinventando tudo, como num jogo, se tornava aceitável. Mas o essencial era saber jogar, e eu e ela, eu e ela apenas, sabíamos fazê-lo.</span></span></p>
</blockquote>
<blockquote>
<p data-reactid=".1.1.0.0.2.1.0.0">Se não há amor, não só a vida das pessoas se torna árida, mas também a das cidades.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p data-reactid=".1.1.0.0.2.1.0.0">&#8220;Não quis lhe dizer uma coisa ruim. Queria apenas dizer que você é ótima em atrair o amor das pessoas. A diferença entre mim e você, desde sempre, é que de mim as pessoas têm medo, de você, não.&#8221;</p>
</blockquote>
<h4 data-reactid=".1.1.0.0.2.1.0.0">Comentários no canal do YouTube</h4>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/50v_hU3RJtk" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<ul>
<li data-reactid=".1.1.0.0.2.1.0.0">Onde encontrar o livro: <a href="http://amzn.to/1UIMu0C" target="_blank">Amazon</a> | <a href="http://oferta.vc/quQa" target="_blank">Saraiva</a> | <a href="http://oferta.vc/quQc" target="_blank">Cultura</a></li>
<li>Leia também: <a href="http://oglobo.globo.com/cultura/livros/elena-ferrante-que-esconde-sua-identidade-ha-mais-de-20-anos-tem-livro-lancado-no-brasil-16277809" target="_blank">Elena Ferrante, que esconde sua identidade há mais de 20 anos, tem livro lançado no Brasil</a>;</li>
<li>O Leia Mulheres está espalhado por quase todo Brasil. Visite o <a href="http://leiamulheres.com.br/" target="_blank">site</a> para saber se já tem na sua cidade. E se for de Salvador, entre no nosso <a href="https://www.facebook.com/groups/1714357038798032/" target="_blank">grupo do Facebook</a>;</li>
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