São 10h05. Estava fazendo sol, mas começou a chover. Ainda é inverno? Sempre foi verão? Cadê a primavera?
Ao som de: Barulho da chuva.
Aroma de agora: Cheirinho de terra molhada.
Notícias do lado de cá. Notas dos dias por aqui. Algumas atualizações.
1. Lendo um dos livros mais comentados do momento: Bons tempos: Yesteryear

Exercendo o meu “direito de ler qualquer coisa” (Daniel Pennac, 1993), estou lendo Bons tempos, um dos livros mais comentados do momento. Tá todo mundo falando. Todo mundo querendo saber. Todo mundo lendo. No final de semana, fui surpreendida com uma publicidade sobre o livro nos anúncios da PrimeVideo. Em parte, o hype é por conta da adaptação para o cinema com a atriz Anne Hathaway. Outra parte é por conta da temática: a vida de uma esposa tradicional ou, usando o termo em inglês que viralizou, de uma tradwife. A ideia do livro é muito boa! A personagem principal é uma mulher, dona de casa, mãe, esposa dedicada, que em vídeos curtos mostra os encantos de uma vida tradicional, inspirada nos bons e velhos tempos – aqueles em que era possível produzir o próprio pão e sabão, tirar leite direto da vaca, criar as próprias galinhas. Bem, essa é uma mulher do nosso tempo, mas que tenta viver o cotidiano atual conforme um tempo que ela não viveu. Até que, um dia, ela acorda em 1855. Estou em quase 50% do livro e tem sido um pouco exaustivo e ao mesmo tempo interessante acompanhar a perspectiva dessa personagem. Estou muito curiosa para saber como tudo isso vai terminar.
2. Assistindo uma série antiga, The Closer – Divisão Criminal, na PrimeVideo
Procurando uma série antiga com muitas temporadas para ver e ser meu lazer de descanso, reencontrei uma das antigas e preferidas. Apesar de ser um drama criminal, The Closer tem um pouco de humor e leveza porque a personagem principal e chefe do departamento é uma figura peculiar e carismática. Brenda Leigh Johnson é muito competente e tem o trabalho de investigadora como uma das prioridades da vida. A especialidade de Brenda é interrogatório. Ela sabe fazer o culpado confessar. Para além de tudo isso, ao contrário daquele clichê dos(as) detetives problemáticos(as), chefe Johnson usa vestidos e roupas coloridas, tem uma vida amorosa bem resolvida e uma família acolhedora e amorosa. Seu único vício: doces! Dou boas risadas e os casos não são tão pesados (sempre comparo os casos com Criminal Minds e Lei e Ordem – SVU).
3. Pensando em como os(as) alunos(as) não conseguem mais pensar e produzir sem usar uma ferramenta de IA generativa. É… o tal do sendentarismo cognitivo está mesmo no ápice!
Li recente o ensaio Sedentarismo cognitivo, do professor John Karley (2026), e ao observar o comportamento dos estudantes universitários, percebo que estamos no auge desse sendentarismo. Há cada vez mais o processo de delegar as habilidades de pensar e criar para as máquinas e isso nos leva a uma preguiça, uma inatividade. E claro que há consequências como a dependência tecnológica, a falta de inovação, o “inferno do igual” (todo mundo escrevendo/ criando da mesma forma e com o mesmo referencial) e a decadência da memória e do pensamento. O que fazer? Há algumas soluções: letramento em IA, letramento crítico e educação midiática. Mas apenas a escola/universidade, na figura de poucos(as) educadores(as), não vai fazer a mágica acontecer. Nós ainda vivemos em um sistema que prioriza o quantitativo – seja uma nota boa para o primeiro lugar, seja na ideia de que produzir mais é o que gera valor. Enquanto priorizarmos esses aspectos (e há outros), seguiremos abrindo espaço para o sedentarismo cognitivo porque vamos produzir muito mais se delegarmos o nosso trabalho para uma máquina. 🙂
4. Revisando um dos capítulos da minha dissertação sobre “mulher leitora”, leitura tutelada, movimentos feministas e o Leia Mulheres no Brasil para publicar em um livro
É sempre interessante voltar para a minha versão pesquisadora de 2021. Dá para ver o quanto amadureci durante os anos. E tenho que fazer o esforço de acreditar que fiz o melhor que podia com as condições que tinha na época (Olá, pandemia!). Nem sempre é fácil. Algo que me pega na vida de pesquisadora formal é que somos constantemente avaliados. Todo mundo acha que é fácil – “ah, você só estuda. Ah, você recebe dinheiro para pesquisar o que gosta”. Não é fácil e nem simples! Tive/Tenho sorte de encontrar boas pessoas no meu caminho (Gratidão, Deus!). Então até o momento passei poucos perrengues. Mas passei! E a gente precisa lidar também com a autocrítica e trabalhar sempre uma autoestima intelectual positiva (Alô, terapia e rede de apoio!). É babado, minha gente! É uma escolha, sim! Uma escolha para melhorar a posição em seleções, uma escolha para melhorar o salário no emprego atual. Não é só por amor. E há alguma coisa hoje que é só por amor? 🙂 hahaha Desabafos!
5. Pensando sobre o motivo de ontem do apagão geral na minha cidade. Sempre acho que o fim do mundo vai começar com um apagão.
Quando tudo apaga, silêncio. Quando vem a luz, gritaria! Sempre acho que faltar energia é um acontecimento. Ontem rolou por aqui e durou uns 30 min. Um calor danado. Sem tv, sem ventilador, sem luz, sem internet. É O FIM DO MUNDO! Sorte que tinha carregado o celular, o tablet e o Kindle. Li um pouco de Bons tempos. Que ironia! 🙂
6. Da fototeca


7. Registro do cotidiano

Acho que finalmente minhas rosas do deserto estão se recuperando dos 4 meses da reforma aqui de casa.
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Agradeço a leitura e a companhia! 🌻

Salvei aqui para depois esse ensaio Sedentarismo cognitivo. As vezes me pergunto o quanto eu mesmo posso estar emburrecendo, sem perceber, mesmo com letramentos etc… que fase essa que vivemos
Vale a leitura! Confesso que fico me monitorando. Que fase mesmo!
não sabia que vai rolar uma adaptação de bons tempos, que loucura. tá todo mundo lendo e comentando sobre esse livro, tô super curiosa tb! amei o meme da foto de IA ali, haha
o meme foi minha participação nessa trend. eu não aguentava mais kkkkk
Eu tô curiosíssima pra ler esse livro também! Preciso adicionar ele na minha fila pra não perder ele do meu radar! Ri demais do meme sobre as fotos dos anos 80. Meu instagram foi inundaaado com isso, inclusive com pessoas que viveram bem nos anos 80 fazendo (sendo que, segundo meu marido: “não era só pegar a foto da própria época e postar? xD).
E seu marido tem razão! Kkkkkkk