Talvez seja uma necessidade de quem trabalha uma parte do tempo em home-office, mas senti vontade de mudar algumas coisas por aqui. E, para mim, algo super tranquilo de mudar, de tempos em tempos, é o sistema de cadernos.
Aliás, deixa eu falar um pouco mais sobre cadernos e itens de papelaria de modo geral.
Cadernos, canetas, post-its, marcadores de texto, adesivos, ilustrações são itens que trazem cor e alegria para horas de “bunda na cadeira” – como eu costumo chamar intimamente os blocos de tempo de trabalho como professora-pesquisadora-jornalista. Por isso mesmo, já há algum tempo, eu abandonei muitas ferramentas digitais para utilizar objetos físicos que eu pudesse manusear, rabiscar, recortar, colar. Sem falar que eu percebi um ganho muito maior em relação à atenção, memória e aprendizado. Eu AMO tudo isso! Amo olhar para minha mesa e ver várias canetas, lápis, marcadores, cadernos, livros, tudo junto & misturado. É uma cena de paz, alegria e aconchego.
Pronto! Agora, vou compartilhar os companheiros de escrita, aprendizados e criatividade. Os quatro primeiros são os novos ares por aqui e nasceram dessa vontade de reorganizar. Os outros já faziam parte da minha rotina, mas continuam firmes e fortes.
- Diário de pesquisa: um caderno espiral no tamanho B5 para me acompanhar na fase atual do doutorado em que o foco é a escrita da tese.
- Caderno de apoio à rotina: espaço para as listas de tarefas – do ano, do mês, da semana, dos dias.
- Commonplace Book, ou caderno de aprendizados e referências: anotações sobre leituras, filmes, séries, conteúdo da web, ideias de crônicas e publicações do blog.
- Risque e Rabisque: um caderno de desenho que adaptei para ser uma grande caixa de entrada. Ele sempre fica aberto na minha mesa de trabalho. Anoto coisas que chegam e ainda não sei o que fazer.
- Caderno de autoconhecimento: espaço para anotar as decisões e mudanças importantes que aconteceram na minha vida.
- Diário de 7 anos: já estou no 5º ano. E amo anotar algo que foi relevante em cada dia do ano e relembrar de situações, escolhas e acontecimentos passados. | Uma anotação por dia: 7 anos de memórias na Amazon
- Caderno de despejo mental: ferramenta terapêutica para aqueles dias de cabeça cheia e emoções confusas. Sempre me sinto bem melhor depois que escrevo.
- Caderno de terapia: espaço para anotar as questões que quero levar para terapia e o que reverberou por aqui depois da sessão.
Por agora, esses são meus companheiros que já estão recheados de notas, colagens, ideias. E isso me traz um conforto e uma paz que só quem é dessa turma pode entender! 🙂
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Agradeço a leitura e a companhia!



Bem interessante isso, além de extremamente organizado. Eu tenho um caderno só onde eu despejo tudo, já tentei fazer algo assim mas não tenho a disciplina. Recentemente comecei a fazer um registro do dia das minhas cachorras em outro caderno, específico pra isso, to conseguindo acompanhar certinho, mas vamos ver quanto tempo dura.
Já tentei fazer tudo em um só. Mas não consigo. Sinto realmente a necessidade de separar, ainda mais se for algo para consultar depois.
Agradeço a visita!
Gostei bastante de ver sua organização de cadernos, Jeniffer, já anotei alguma dicas aqui. Acho que já comentei em alguma de suas redes que também sou doutoranda e não sei se acontece com você, mas sinto falta de mais conteúdos sobre a vida de doutoranda com dicas de estudos, materiais, rotinas de pesquisa e de escrita nas redes sociais. Fica a dica! Bjs!
Oie, Naligia!
Eu tenho evitado consumir e produzir esse tipo de conteúdo. Tenho tentado seguir mais minha intuição hahaha e tem dado certo! Quanto menos estímulo melhor para mim. O doutorado e a tese já são complexos e estimulantes o suficiente.
Um abraço!
Eu compartilho da mesma sensação, é gostoso demais ver as coisinhas de papelaria na minha frente também, dá até ânimo de ficar com a bunda na cadeira, né kkk
Amei que quase todos são vermelhinhos! E gostei muito da sua organização!
Nossa, eu amo coisas vermelhas e marrons hahaha E adoro ver tudo espalhado!
Oi Jeniffer! Eu acabei me rendendo demais à praticidade da tecnologia, mas concordo muito com o que você disse sobre a retenção de informação ao usar cadernos para anotações e estudos. Aos poucos estou convertendo de volta para essa vida manual, principalmente para as coisas relacionadas ao mestrado. Amei conhecer seu método de organização!
Oie, Vaneza! Já fui muito digital. Hoje é tudo na base do equilíbrio – não vivo sem o onedrive/google drive (e o que vem junto), google agenda e outras ferramentas digitais. Um abraço!
Eu ainda tenho uma grande questão com cadernos pq fico nessa neura de querer deixar ele bonitinho, mas não iria rolar pq minha letra é feia e eu não tenho um senso estético apurado para decorar ele, então acabo nem começando um caderno desses, para não me frustrar.
Sei que estou precisando me desapegar de perfeição e só curtir, mas não é fácil.
Beijos!
Só precisa fazer mesmo. É uma ferramenta de estudo. Não é para ser um caderno artístico. 🙂 Esquece os “padrões da internet”. Faz bem em tentar! Um abraço!