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	<title>Arquivo para Bertrand Brasil - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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	<description>Crônicas, fotografias e reflexões sobre vida e cultura.</description>
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	<title>Arquivo para Bertrand Brasil - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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		<title>Charlotte &#8211; a história da pintora morta em Auschwitz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Apr 2017 11:00:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[BEDA 2017]]></category>
		<category><![CDATA[Bertrand Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você já sentiu saudade de um livro? Da atmosfera de um romance? Você já sentiu saudade de uma personagem? Às vezes o livro é tão bom que não queremos desgrudar, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/charlotte-a-historia-da-pintora-morta-em-auschwitz/">Charlotte &#8211; a história da pintora morta em Auschwitz</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Você já sentiu saudade de um livro? Da atmosfera de um romance?</p>
<p>Você já sentiu saudade de uma personagem?</p>
<p>Às vezes o livro é tão bom que não queremos desgrudar, mas por motivos de força maior somos obrigados a não devorá-lo em uma sentada. E o que nos resta é a saudade. E a espera do momento de reencontro. Parece até história de casal apaixonado, mas é a minha história com <strong>Charlotte</strong>, de <strong>David Foenkinos</strong>.<span id="more-4810"></span></p>
<p>E é interessante sentir saudade desse livro porque tenho a impressão de que ele é só saudade. Saudade que o escritor sente de uma artista que nunca conheceu. E a saudade que Charlotte tinha da vida que tiraram dela.</p>
<p>Nunca tinha ouvido falar de <strong>Charlotte Salomon</strong>. Perdoe-me a ignorância.</p>
<p>Mas, infelizmente, já ouvir falar e muito em <a href="http://jeniffergeraldine.com/touched-by-auschwitz/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Auschwitz</strong></a>, campo de concentração e extermínio de judeus na época da Segunda Guerra Mundial. E foi lá que Charlotte morreu grávida aos 26 anos.</p>
<p><strong>David Foenkinos</strong> escreveu mais que uma biografia da pintora nascida em 16 de abril de 1917, em Berlim. O escritor transformou em prosa poética a vida trágica da menina judia, filha única de Albert e Franziska Salomon, que já nasceu marcada pela morte e tristeza. Charlotte ganhou o nome de sua tia materna que se suicidou no final da adolescência. Mas na verdade sua família toda era marcada pelo suicídio.</p>
<figure id="attachment_4814" aria-describedby="caption-attachment-4814" style="width: 400px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/04/53b1cad3b0b6b-charlotte-salomon-life-or-theater-review-prolific-and-impactful-images-11.jpg"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-4814" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/04/53b1cad3b0b6b-charlotte-salomon-life-or-theater-review-prolific-and-impactful-images-11.jpg?resize=400%2C542" alt="" width="400" height="542" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/04/53b1cad3b0b6b-charlotte-salomon-life-or-theater-review-prolific-and-impactful-images-11.jpg?w=400&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/04/53b1cad3b0b6b-charlotte-salomon-life-or-theater-review-prolific-and-impactful-images-11.jpg?resize=221%2C300&amp;ssl=1 221w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4814" class="wp-caption-text">Charlotte Salomon e seu pai Albert, 1927</figcaption></figure>
<figure id="attachment_4815" aria-describedby="caption-attachment-4815" style="width: 400px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/04/53b1cad3b0b6b-charlotte-salomon-life-or-theater-review-prolific-and-impactful-images-10.jpg"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-4815 size-full" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/04/53b1cad3b0b6b-charlotte-salomon-life-or-theater-review-prolific-and-impactful-images-10.jpg?resize=400%2C402" alt="" width="400" height="402" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/04/53b1cad3b0b6b-charlotte-salomon-life-or-theater-review-prolific-and-impactful-images-10.jpg?w=400&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/04/53b1cad3b0b6b-charlotte-salomon-life-or-theater-review-prolific-and-impactful-images-10.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/04/53b1cad3b0b6b-charlotte-salomon-life-or-theater-review-prolific-and-impactful-images-10.jpg?resize=254%2C254&amp;ssl=1 254w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /></a><figcaption id="caption-attachment-4815" class="wp-caption-text">Charlotte Salomon e seus avós em L&#8217;Ermitage, Villefranche-sur-Mer, França, 1939</figcaption></figure>
<p>Charlotte crescia na época em que a perseguição aos judeus alemães aumentava por todas as partes. Esse fato atingiu Lotte e sua família. E a menina quase perdeu a chance de entrar na Academia de Belas Artes de Berlim, mas conseguiu no ano de 1936.</p>
<p>Lotte também foi separada dos seus familiares e amigos e precisou sair da sua terra natal. A menina encontrava refúgio através das artes &#8211; música, pintura, literatura &#8211;  e sua grande obra-prima <strong>&#8220;Vida<em>? </em>Ou Teatro?”<i> </i></strong>é um relato autobiográfico corajoso de tudo que viveu nos seus 26 anos.</p>
<p>O livro do <strong>David Foenkinos</strong>, que chegou ao Brasil através da <a href="http://www.record.com.br/default.asp" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Bertrand Brasil</a>, mistura a biografia da pintora mais os passos que o autor precisou dar para tentar conhecer Charlotte Salomon e sua obra. No final a gente fica um pouco triste por lembrar o quanto a intolerância e o preconceito podem nos tirar a beleza da arte e da vida. Mas também serve como reforço da importância de valorizar o bem e respeitar as escolhas dos outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/04/charlotte_salomon.jpg"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="alignleft wp-image-4813" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/04/charlotte_salomon.jpg?resize=400%2C436" alt="" width="400" height="436" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/04/charlotte_salomon.jpg?w=917&amp;ssl=1 917w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/04/charlotte_salomon.jpg?resize=275%2C300&amp;ssl=1 275w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /></a>Como uma boneca, Charlotte ficava ereta no meio da sala.</p>
<p>Recebia os convidados com seu mais belo sorriso.</p>
<p>Aquele que havia aperfeiçoado com a mãe, a ponto de cansar o maxilar.</p>
<p>Qual era a lógica?</p>
<p>A mãe se fechava durante semanas.</p>
<p>Depois, subitamente, era tomada pelo demônio social.</p>
<p>Charlotte se divertia com essas mudanças.</p>
<p>Preferia qualquer coisa à apatia.</p>
<p>A superabundância ao vazio.</p>
<p>Vazio esse que agora voltava.</p>
<p>Tão rapidamente quanto havia ido embora.</p>
<p>E, novamente, Franziska se deitava, esgotada por nada.</p>
<p>Perdida na contemplação de um lugar no fundo do quarto.</p>
<p>Diante das incoerências maternas, Charlotte era dócil.</p>
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<p>Domava sua melancolia.</p>
<p>É assim que nos tornamos artistas?</p>
<p>Acostumando-nos à loucura dos outros?</p>
<p>(pags 20 e 21)</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/04/salomon.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-4821 aligncenter" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/04/salomon.jpg?resize=469%2C600" alt="" width="469" height="600" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/04/salomon.jpg?w=469&amp;ssl=1 469w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/04/salomon.jpg?resize=235%2C300&amp;ssl=1 235w" sizes="auto, (max-width: 469px) 100vw, 469px" /></a></p>
<p style="text-align: center;">&#8220;Ela devia viver para criar.</p>
<p style="text-align: center;">Pintar para não enlouquecer.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;">(pag 184)</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p><a href="http://amzn.to/2nXXmeQ" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-4830" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/04/compre-livro-1.png?resize=721%2C78" alt="" width="721" height="78" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/04/compre-livro-1.png?w=721&amp;ssl=1 721w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/04/compre-livro-1.png?resize=300%2C32&amp;ssl=1 300w" sizes="auto, (max-width: 721px) 100vw, 721px" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Espalhe <strong>&#8220;Charlotte &#8211; a história da pintora morta em Auschwitz&#8221;</strong> por aí! <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
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		<title>Para onde vai o amor? &#8211; Fabrício Carpinejar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Convidado JG]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2015 13:20:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Bertrand Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para onde vai o amor? é o mais novo trabalho de Fabrício Carpinejar publicado pela Bertrand Brasil, e logo na terceira página lemos: Para onde vai o amor – crônicas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Para onde vai o amor?</strong> é o mais novo trabalho de <strong>Fabrício Carpinejar</strong> publicado pela <strong>Bertrand Brasil</strong>, e logo na terceira página lemos: <em>Para onde vai o amor – crônicas de fossa</em>, só por isso já conseguimos adivinhar o que vem por aí.</p>
<p>Eu já conhecia a escrita de Carpinejar e já tinha uma verdadeira paixão por ela, mas este livro reúne uma temática que eu amo muito. São 58 crônicas que falam sobre o amor em todas as suas facetas, ou seja, o início, durante e o final, e encontramos também até aquela coisa do sentimento de vingança, quando somos rejeitados. E todos estes textos são compostos de muita poesia, já que a escrita do autor já tem esse tom poético – pelo menos é o que ele me passou durante os outros livros que li.<span id="more-1973"></span></p>
<p>É impossível não se identificar com algum texto, pois todos eles falam de situações que vivenciamos, podemos até não termos vivenciado tudo o que é descrito por ele, mas sabemos de alguém que se encaixa em alguma situação. O livro é todo recheado de sentimento, e vai tocando em lugares que não sabíamos que tínhamos dentro de nós, ou lugares que havíamos trancado faz tempo.</p>
<p>A escrita é bem simples, o complicado para mim era me conter para não ler todas as crônicas de uma vez, já que adoro textos que falam sobre o amor e principalmente quando se trata de crônicas.</p>
<p>Recomendo a todos os que estão amando, sofrendo de amor, ou apenas desejoso de viver o amor, pois é um livro que exala este sentimento.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">Ter alguém que faça tudo por você não se repete.</p>
<p style="text-align: center;">Alguém que não desiste quando muitos já teriam desistido, alguém que lhe espera quando muitos já teriam acenado com a ironia e trancado a porta. (pág. 30)</p>
</blockquote>
<ul>
<li style="text-align: left;"><strong>Onde encontrar: </strong><a href="http://amzn.to/1Q7suQT" target="_blank">Amazon</a> / <a href="http://goo.gl/BOhwOh" target="_blank">Submarino</a> / <a href="http://goo.gl/PHpnXD" target="_blank">Americanas</a> / <a href="http://oferta.vc/lDIX" target="_blank">Livraria Cultura</a> / <a href="http://oferta.vc/lDI_" target="_blank">Saraiva</a></li>
</ul>
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