Oie! Hoje compartilho minhas notas de fevereiro: fragmentos dos cadernos, fotografias e descobertas culturais.
1. Comecei a ler Um defeito de cor

O Clube do Livro Alagoinhas escolheu Um defeito de cor, da Ana Maria Gonçalves, como o calhamaço de 2026. Esse livro é muito recomendado por várias pessoas, de especialistas aos leitores-comum, como uma obra-prima da literatura brasileira.
Eu realmente estou empolgada e empenhada com a leitura. Para fins de organização pessoal, marquei cada capítulo com uma flag. A minha ideia é ler um capítulo por final de semana. Não tenho cumprido com tanto rigor. Mas sempre que percebo que terei um tempo mais livre em um final de semana, me jogo na leitura de um capítulo com objetivo de concluí-lo entre o sábado e o domingo. Está funcionando! E a leitura é tão envolvente que mesmo que tome uma certa distância, a história segue viva em minha memória.
2. LIVRO: Luxúria (Raven Leilani)

Não sei exatamente o que esperava do livro, mas a curiosidade sobre o final foi me levando. Uma jovem negra e seus conflitos existenciais, sexuais e familiares. Não são tantos livros que lemos com essa perspectiva, principalmente com o recorte dos conflitos afetivo-sexuais. Ao final, temos algo difícil de admitir, mas que a personagem faz do jeitinho dela: endeusar homens medíocres pelo desejo de atenção.
Luxúria foi publicado no Brasil pelo grupo Companhia das Letras, em 2021, com tradução de Ana Guadalupe.
3. FILME: Livros restantes (PrimeVideo)


No final de um domingo, dei play em um filme brasileiro motivada apenas pelo título, Livros Restantes. E tive uma grata surpresa. A trama acompanha Ana Catarina (Denise Fraga), uma mulher de 50 anos que está prestes a iniciar um novo capítulo em sua vida com uma mudança para Portugal. Antes de partir, porém, ela decide devolver os livros que ganhou de diferentes pessoas ao longo dos anos.
Como todos os exemplares possuíam dedicatórias, essas mensagens tornam-se uma história à parte. Elas marcam momentos, desejos e quem éramos quando as redigimos. O filme foca, principalmente, na devolução de cinco dessas obras.
Nessa jornada, Ana Catarina reencontra não apenas pessoas do passado, mas também a versão de si mesma que existia em cada um daqueles momentos. Ao longo do caminho, ela faz um acerto de contas com os outros e consigo mesma, vivenciando acolhimentos, enfrentamentos e encerramentos necessários para, de fato, construir uma vida nova após os 50 anos.
| “Fechar essa porta para tentar encontrar a chave para abrir a próxima”. |
4. LIVRO: Viciado em ansiedade (Owen O’Kane)

Gosto bastante de leituras voltadas à psicologia e à psicanálise. E esses temas estão sempre na minha lista de leitura anti-scrolling. Por isso, não resisti quando recebi, em parceria com o grupo Companhia das Letras e o selo Fontanar (2026), o e-book Viciado em ansiedade, de Owen O’Kane, com tradução de Lígia Azevedo.
Convivo com a ansiedade há alguns bons anos, desde que tive um burnout entre 2015 e 2016. Hoje, consigo reconhecer quando estou saindo do que podemos chamar de uma “ansiedade normal” para um estado desestabilizador — algo que, graças a Deus, tem acontecido bem pouco, fruto de muito autocuidado, autoconhecimento, terapia e de uma boa rede de apoio. Ainda assim, sigo lendo sobre o assunto, pois ele me interessa não apenas no nível pessoal, mas também no âmbito social.
Para estas notas da vida, quero compartilhar os quatro passos do desapego que o autor descreve no capítulo 6, intitulado “Desapegando dos pensamentos ansiosos”:
- Reconhecer: Reconheça o pensamento em precisar interpretá-lo.
- Atentar-se aos velhos hábitos: Qual é a sua “postura padrão automática”? Reconheça, atente-se e não volte ao velho hábito.
- Testemunhar: O famoso “olhar de fora”. Acho que falar em voz alta é uma boa forma.
- Abrir mão: “Envolve saber que você não precisa se agarrar ao pensamento. Que não precisa complicá-lo pensando demais”.
| “Comece observando seus pensamentos ansiosos como ‘pensamentos ansiosos’. Não procure por propósito, valor, sentido ou orientação neles. Perceba como sua mente se tranquiliza quando você não se envolve”. |
| “Os pensamentos ansiosos têm quatro características principais que intensificam a experiência: drama, detalhes, distração e ganho”. |
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5. Registros do cotidiano






Esta publicação também foi publicada na minha Newsletter Notas da Vida.
