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	<title>Arquivo para sociedade - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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	<description>Crônicas, fotografias e reflexões sobre vida e cultura.</description>
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		<title>5 propostas do Pequeno manual antirracista (Djamila Ribeiro)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Feb 2020 14:33:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2019, a filósofa brasileira Djamila Ribeiro lançou o Pequeno Manual Antirracista, pela editora Companhia das Letras.  Em dez capítulos, o livro apresenta propostas de enfrentamento ao racismo estrutural na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Em 2019, a filósofa brasileira Djamila Ribeiro lançou o </span><i><span style="font-weight: 400;">Pequeno Manual Antirracista</span></i><span style="font-weight: 400;">, pela editora Companhia das Letras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em dez capítulos, o livro apresenta propostas de enfrentamento ao racismo estrutural na sociedade brasileira. É um convite para refletirmos sobre nossas atitudes, a história do Brasil, e descolonizar as subjetividades, a mente, a teoria e o cotidiano.</span><span id="more-14669"></span></p>
<p><strong>Conteúdo em áudio:</strong></p>
<p><iframe src="https://anchor.fm/jeniffer-geraldine/embed/episodes/5-propostas-do-Pequeno-manual-antirracista-Djamila-Ribeiro-eas7pp" width="400px" height="102px" frameborder="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Djamila não escreve sozinha, a autora traz nomes como Sueli Carneiro, Grada Kilomba, bell hooks, Silvio Almeida e Joice Berth. E com isso considero o livro como uma referência teórica importante para quem quer iniciar os estudos sobre racismo, feminismos e descolonização.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na obra, Djamila também faz uma pequena revisão teórica sobre o conceito</span><i><span style="font-weight: 400;"> lugar de fala</span></i><span style="font-weight: 400;">. Uma revisão de extrema importância porque o conceito foi muito popularizado nos últimos tempos, mas, infelizmente, também foi bastante mal interpretado. E falar de práticas antirracistas é conhecer, questionar e entender o seu lugar de fala na sociedade, o seu lugar social, de onde você fala e quais os privilégios que esse lugar te dá.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indico a leitura completa do livro mas hoje quero compartilhar 5 propostas do </span><i><span style="font-weight: 400;">Manual antirracista</span></i><span style="font-weight: 400;"> para refletirmos juntos e plantar a sementinha da descolonização por aqui. </span></p>
<p><strong>1. INFORME-SE SOBRE O RACISMO</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira proposta é a busca por informação. Saber como o racismo foi a base para construção da sociedade em que vivemos hoje. Lembrar de dar nomes às coisas, às opressões. Conhecer a nossa história, o que demanda ir além do que está posto, do que foi e é naturalizado. E também nos pede um olhar crítico e questionador. Lembrei muito de quando eu comecei a ler as feministas negras, como Angela Davis e bell hooks. Sem dúvidas, ler as obras dessas autoras me trouxeram conhecimento e informações que nenhuma aula de história do meu tempo de colégio trouxe.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>2. ENXERGUE A NEGRITUDE</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando li esse capítulo lembrei de Audre Lorde nos falando para reconhecer as diferenças. Somos diferentes sim, nas cores, nas formas, nos cabelos, no pensamento, e precisamos reconhecer as diferenças. Djamila fala desse processo de enxergar a negritude para tirar uma realidade, um grupo de pessoas, da invisibilidade. Frases como &#8220;eu não vejo cor&#8221; e &#8220;eu não vejo gênero&#8221; não ajudam em nada. A partir do momento que a gente diz que não enxerga determinada realidade, ela ganha invisibilidade, deixa de ser reconhecida e aceita, e passa a ser oprimida. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>3. RECONHEÇA OS PRIVILÉGIOS DA BRANQUITUDE</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É nesse capítulo que ela revisa o conceito</span><i><span style="font-weight: 400;"> lugar de fala </span></i><span style="font-weight: 400;">para nos lembrar que a branquitude também tem o seu lugar social e que é um lugar de privilégios em uma sociedade que foi estruturada com base no racismo. Djamila traz Grada Kilomba para falar que o racismo foi inventado pela branquitude. E isso me faz lembrar da filósofa e feminista descolonial María Lugones que diz que raça e gênero são duas ficções poderosas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui também Djamila fala sobre não ter culpa por ser branco mas de ter responsabilidade, de questionar o privilégio, e ter atitudes antirracistas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>4. PERCEBA O RACISMO INTERNALIZADO EM VOCÊ</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se perceber racista pode ser bem difícil. bell hooks já comentou sobre a autocrítica feminista. Antes de querer acabar com o machismo na sociedade, mate o monstro em você. Essa também é a proposta de Djamila. A nossa sociedade foi construída com base no racismo e no sexismo, então nós fomos criados assim. A nossa linguagem é racista e opressora. Falamos termos diariamente que denotam algum racismo. E precisamos perceber para nos corrigir. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>5. LEIA AUTORES NEGROS</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu já até comentei o quanto foi e é importante para mim ler autoras como bell hooks e Angela Davis. Na lista incluo Carolina Maria de Jesus, Sueli Carneiro, Lázaro Ramos, Silvio Almeida. E tem muitos outros. Ler autores negros não é apenas essencialismo, mas é lembrar que a maior parte da nossa população é negra e também produz saber. Há o que Sueli Carneiro e Boaventura de Sousa Santos chamam de epistemicídio &#8211; a aniquilação, o apagamento, da memória, cultura, saberes e conhecimento de um povo. Djamila nos convida a descolonizar nosso conhecimento e ir além do que já conhecemos e naturalizamos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Leia o Pequeno Manual Antirracista, de Djamila Ribeiro, assim como também </span><i><span style="font-weight: 400;">Lugar de fala </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Quem tem medo do feminismo negro?</span></i><span style="font-weight: 400;">. São três livros que nos ajudam a desconstruir o naturalizado e descolonizar teorias e práticas.</span></p>
<p><strong>Conteúdo em vídeo:</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/YmTq2RzomjI" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><strong>Livros na Amazon:</strong></p>
<p><a href="https://amzn.to/2GZu9v8" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">Lugar de fala </span></a></p>
<p><a href="https://amzn.to/3bgO1Ij" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">Pequeno manual antirracista </span></a></p>
<p><a href="https://amzn.to/2SnbgaR" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">Quem tem medo do feminismo negro? </span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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