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	<title>Arquivo para Mentiras no Divã - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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	<description>Crônicas, fotografias e reflexões sobre vida e cultura.</description>
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	<title>Arquivo para Mentiras no Divã - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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		<title>[Diário de leitura] “Mentiras no Divã” – Mentiras enquanto o reverso das verdades¹</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 May 2015 17:32:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Mentiras no Divã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O inimigo da verdade não é a mentira e sim, a convicção. Friedrich Nietzsche Mentiras no Divã me conduziu a um elevado estado de ebulição psíquica. Desde o início de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/diario-de-leitura-mentiras-no-diva-mentiras-enquanto-o-reverso-das-verdades%c2%b9/">[Diário de leitura] “Mentiras no Divã” – Mentiras enquanto o reverso das verdades¹</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: center;">O inimigo da verdade não é a mentira<br />
e sim, a convicção.</p>
<p style="text-align: center;"><cite>Friedrich Nietzsche</cite></p>
</blockquote>
<p><strong>Mentiras no Divã</strong> me conduziu a um elevado estado de ebulição psíquica. Desde o início de sua leitura muitas reflexões têm sido feitas, aprofundadas e muitas outras seguem em busca de um terreno para se assentar…</p>
<p>Sinceramente, não sei como descrever o quanto essa leitura mexeu em minhas estruturas… nesse exato momento a única que coisa que tenho por certo é a sensação da necessidade de viver a fase do “rezar”<a href="http://livroecafe.com/2014/12/03/diario-de-leitura-mentiras-no-diva-mentiras-enquanto-o-reverso-das-verdades%c2%b9/#_ftn1" name="_ftnref1">[²]</a>… estar em um canto isolado, quieto, para entrar em profundo contato com o meu “eu” e com o cósmico…<span id="more-630"></span></p>
<p>Nossa existência nesse plano é uma experiência ímpar. Por suas incógnitas e nuances. Por uma infinidade de adjetivos que  possa se atribuir. Mas, o aspecto dual que a envolve, creio eu, ser um dos pontos chaves de todo o mistério que a circunda. De uma forma ou de outra estamos sempre envolvidos e entrelaçados com essa dualidade cósmica. Dia e noite; céu e inferno; bem e mal; vida e morte; mentiras e verdades…</p>
<p>Jogado em meu divã, sou paciente e terapeuta. Minto para mim mesmo e em seguida busco trabalhar as razões pelas quais menti – sem que ao menos necessário fosse –, para então poder tentar iniciar um processo de laboração.</p>
<p>Estás a me achar um louco? Hora, pois, não vais dizer que nunca mentiste e, que, logo em seguida te deste conta de que fora desnecessário e, então, te puseste a ti perguntar por que mentiste?!?</p>
<p>Esta é apenas uma das nuances das infindáveis incógnitas desta vida. E, assim como a personagem Carolyne se deparou diante de verdades, desconhecidas ou ignoradas, acerca de si mesma – mesmo estando vestida de mentiras por meio de uma personagem (ou persona) que ela criou para proteger a sua identidade – alguns impulsos e desejos por detrás de algumas mentiras as quais conduzimos as nossas vidas podem vir a nos guiar por caminhos que nos façam nos encontrarmos com algumas verdades e até conosco mesmos.</p>
<p>Tal como figuras da mesma moeda, mentiras e verdades são elementos da nossa natureza humana. Assim como o bem e o mal está em nós. A existência de um está correlacionada e condicionada a (in)existência do outro.</p>
<p>É difícil aceitar e reconhecer que mentimos. Que enganamos e somos enganados. Que a mentira nem sempre está relacionada a desvio de caráter, má conduta ou má fé. Pode ser um mecanismo de defesa. Uma tentativa de fuga da realidade. Um mundo paralelo. Um grito por socorro…</p>
<p>O que são devaneios senão mentiras que amaríamos viver?! Quem de fato faz de sua vida um livro aberto sem nenhuma artimanha na escrita; ou páginas omissas; ou capítulos não contados? Quem não tem seus segredos, mentiras, omissões, camuflagens?…</p>
<p>Queiramos ou não, a mentira faz parte do inconsciente coletivo das nossas sociedades. Se isso é bom ou ruim; certo ou errado; ético, estético ou antiético; moral, imoral ou amoral; pecado ou não, isso é o seu superego quem vai determinar…</p>
<p>O que de fato importa – e faz toda a diferença – é a forma como lidamos com a mentira. Quais sentimentos e emoções nós desfrutamos ao vermos as mentiras reverberadas em nosso ‘eu’ todas as vezes que nos lançamos em nossos divãs particulares. Quanto há de verdade nas convicções que defendemos com unhas e ferro?</p>
<p>Não faço aqui uma apologia à mentira. Ao contrário, proponho uma discussão e reflexão sobre ela. Mais que isso, um olhar sobre o sujeito. Mas não em tons de julgamento ou descriminação. Proponho um olhar que busque compreender esse indivíduo, ou a si próprio, em sua subjetividade; em seus contextos; em suas particularidades. Um olhar humano para com o humano – que está diante de ti, ou que está em ti.</p>
<p>Convictos das nossas verdades, nós tendemos a menosprezar as verdades alheias. Ignoramos o outro. Desmerecemos o seu ‘eu’. Rejeitamos a(s) sua(s) identidade(s). Tratamos como inumano aquele que nos é semelhante. Usamos, para julgar, medidas com as quais não gostaríamos de sermos julgados.</p>
<p>Quando me perguntam: – Como vai? Frequentemente respondo, com um lindo sorriso amarelo no rosto, – tudo bem. Minto! Tornei-me o abominável monstro da sociedade?! Por mentir ou por confessar ter mentido (dito a ‘verdade’)?</p>
<p>E você? Ah! Não fazes isto. Sei…</p>
<p>As verdades além de relativas são abertas e infinitas… assim como as mentiras.</p>
<p style="text-align: center;"> <strong>Live, lie or let it die. Lie, live or let it die…</strong></p>
<p><a href="http://livroecafe.com/2014/12/03/diario-de-leitura-mentiras-no-diva-mentiras-enquanto-o-reverso-das-verdades%c2%b9/#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Título sugerido por um amigo em uma conversa sobre o livro “Mentiras no Divã” e o impacto de sua leitura em nossas vidas.</p>
<p><a href="http://livroecafe.com/2014/12/03/diario-de-leitura-mentiras-no-diva-mentiras-enquanto-o-reverso-das-verdades%c2%b9/#_ftnref1" name="_ftn1">[2]</a> Uma alusão ao livro Comer, Rezar, Amar  – Elizabeth Gilbert.</p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/diario-de-leitura-mentiras-no-diva-mentiras-enquanto-o-reverso-das-verdades%c2%b9/">[Diário de leitura] “Mentiras no Divã” – Mentiras enquanto o reverso das verdades¹</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
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		<title>[Diário de Leitura] Mentiras no Divã – Os sujeitos por trás dos profissionais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Convidado JG]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 May 2015 15:33:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Mentiras no Divã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>[…] Rick, de pé junto à porta, disse: – Então a implicação de Nietzsche para você é bem simples. Se esta organização real e sinceramente acredita que um terrível mal [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/diario-de-leitura-mentiras-no-diva-os-sujeitos-por-tras-dos-profissionais/">[Diário de Leitura] Mentiras no Divã – Os sujeitos por trás dos profissionais</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>[…] Rick, de pé junto à porta, disse: – Então a implicação de Nietzsche para você é bem simples. Se esta organização real e sinceramente acredita que um terrível mal foi feito aos pacientes de Seth e se restou alguma integridade a esta organização, então existe um único curso aberto a você – isto é, se você quiser agir de maneira moral e legalmente responsável.</p>
<p>– E o que é? – Perguntou Weldon.</p>
<p>– Recall!</p>
<p>[…] Mas recall – disse Morris Fender –, por causa de interpretação errada?</p>
<p>– Não minimize uma questão séria, Morris – disse Marshal. – Existe alguma ferramenta analítica mais poderosa que a interpretação? E não estamos de acordo de que a formulação de Seth é, ao mesmo tempo, errada e perigosa?¹</p></blockquote>
<p>De início quero pedir desculpas pela transcrição um pouco prolongada; mas esta se faz necessária para dar o tom à discussão que quero propor – fruto das reflexões que as mesmas provocaram em mim.</p>
<p>No decurso do capítulo sete, mais que um julgamento dos atos de um profissional da área de saúde mental, um emaranhado de questões éticas, concepções ideológicas e jogos de interesses são lançados à roda de discussões – o que provocou em mim as reflexões sobre o perfil, o caráter e a formação de algumas profissões, a saber: médicos, psicólogo/psicanalistas e professores.<span id="more-572"></span></p>
<p>Três categorias extremamente importantes e à mesma medida perigosas. Um médico pode tanto contribuir à preservação da dádiva da vida quanto tirá-la. De igual modo o psicólogo/psicanalista. A mente do ser humano é o que nos faz singular em todos os aspectos. E trabalhar com esse cristal fino requer não só técnica como destreza. Praticamente um dom. Assim como o ser professor. Ser que tem a árdua missão de contribuir no lapidar das “pedras brutas” para que estas se descubram preciosas e explorem o seu potencial.</p>
<p>Mas assim como há médicos negligentes que tiram, literalmente, a vida daqueles que de alguma forma lhes confiaram a sua essência, e psicólogo/psicanalistas que desvirtuam o eixo psíquico daqueles que lhes recorreram em busca de ajuda, há professores que agem da mesma forma. Quando não atrofiam os seus potenciais, matam os seus sonhos e os tornam em meros robôs – seguidores dos velhos rastros orbitais que foram deixados pelos seus antepassados (sem a menor condição de desbravar o resto do universo e outras galáxias).</p>
<p>Isso me fez pensar nas pessoas e profissionais que estão à minha volta. Quantas pessoas, que por “conhecer”, eu jamais as procurariam como profissional na área em que atuam? E quantos profissionais, que faço uso dos seus serviços, outras pessoas (por as “conhecerem”) jamais as procurariam como profissionais na área em que atuam? Conhecer ou não conhecer. Eis o “x” da questão?</p>
<p>Numa sociedade que valoriza e incentiva cada vez mais o individual – para não dizer o egoísmo – e as pessoas praticamente não se relacionam mais com profundidade, “conhecer” o outro se constitui missão quase que impossível. E conhecer é elemento básico no processo de confiança e, consequentemente, de entrega. Sim! De entrega. Afinal das contas, não vamos, ou não deveríamos ir, a qualquer médico para tratar de alguma doença – principalmente se for algo delicado ou que envolva procedimento cirúrgico. Como não compartilhamos nossos segredos, medos e conflitos a qualquer pessoa (ou profissional de saúde mental). Tudo é uma questão de confiança; de entrega.</p>
<p>Infelizmente isso raramente acontece na educação. Entregamos nossas crianças e adolescentes à mercê de meros desconhecidos. E na grande maioria das vezes nem nos damos o trabalho de buscar conhecer esse profissional. Quem é? Como pensa? Como exerce as suas técnicas? Como vê esse ser “objeto/pedra” que tem diante de si para ajudar no processo de lapidação?</p>
<p>Submergidos em nossas redomas particulares não buscamos realmente conhecer o outro e, muito menos, nos permitimos deixar nos conhecer. E, assim, seguimos na superfície da vida. Sem aprofundamento. Sem relacionamentos. Sem conhecer a nós mesmos. Doentes. Contaminados. Infectados…</p>
<p>Os interesses socioeconômicos, o status quo, sobrepondo à essência humana. Transformando em banal o que outrora já fora preciosidade… Fabricando sujeitos vazios; humanos, desumanos; profissionais medíocres.</p>
<p>É lamentável como negligenciamos a dádiva da vida, que nos fora presenteada, em muitíssimos aspectos e níveis. Como sujeitos ou profissionais.</p>
<p>Quem sou eu e que profissional sou? Façamos todos essa reflexão!</p>
<p>¹YALOM, Irvin D. Mentiras no divã. Rio de Janeiro: Ediouro, 2006, p. 156 – 157</p>
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		<title>[Diário de leitura] “Mentiras no Divã” – L’chaim!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Convidado JG]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2015 03:14:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Mentiras no Divã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>– Conte-me sobre isso, Justin. – Péssima técnica! Percebeu instantaneamente. Colocou de volta os óculos e anotou no seu bloco: “Erro – pedir informações – contratransferência?”¹ Cada vez mais ouvimos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: center;">– Conte-me sobre isso, Justin. – Péssima técnica! Percebeu instantaneamente. Colocou de volta os óculos e anotou no seu bloco: “Erro – pedir informações – contratransferência?”¹</p>
</blockquote>
<p>Cada vez mais ouvimos falar das doenças ou distúrbios psicoemocionais. Algumas delas, é bem verdade, são dignas de uma investigação, acompanhamento e tratamento por profissionais especialistas na área. Outras se constituem no que costumo chamar de<strong> mazelas da alma</strong>.<em><br />
</em><strong><em><br />
</em></strong></p>
<p>Stress e depressão tornam-se adjetivos corriqueiros nos status quo do individuo contemporâneo. Ao passo em que há uma desvalorização dos sentidos das palavras, há uma mercantilização das pseudo curas. Poderíamos dizer que vivemos a era da banalização do sentir.<span id="more-453"></span></p>
<p>Vivemos numa busca incessante por liberdade. Mais do que nunca ansiamos ser livres e independentes – em todos os aspectos. Desejamos com tanto afinco essa tal freedom que nos desprendemos por demais da nossa própria alma. Deixamos de sentir as emoções que os vínculos nos propiciam. Passamos tão somente a viver na camada da superfície do “sentimiento”. Aqui abro um breve parêntese: (A raiz da palavra sentimento fica bem mais evidente quando a analisamos no español. Senti-miento – mentir sobre o que se sente).</p>
<p>Eis a chave das mazelas da alma. Mentimos o tempo todo e todo tempo para nós mesmo sobre aquilo que sentimos. Projetamos no outro tanto as nossas angústias, medos e decepções quanto a nossa alegria e felicidade. Mentimos para nós mesmo quando dizemos querer ser livre e atribuímos o nosso êxito ou fracasso a outro alguém. Mentimos para nós mesmos quanto superlotamos os nossos números de amigos nas redes sociais só para não nos sentirmos sozinhos. Ou quando em uma roda de amigos detemos toda nossa atenção às redes sociais só para não assumirmos que precisamos criar vínculos físicos e afetivos (que precisamos daquela pessoa que está ao nosso lado)…</p>
<p>Simplesmente mentimos. Na busca dessa tal liberdade criamos um campo de força ao nosso redor e fabricamos um mundo paralelo. Mas não uma <strong>“terra do nunca”</strong>. Ao revés. Fabricamos um mundo em tons de cinza. Teatro mudo, sem expressão corporal. Meros robôs. Um mundo que neutraliza os encantos do real. Ofusca a beleza das gargalhadas entre amigos. Vulgariza a delicadeza do toque daqueles que estão enamorados… Passamos a acreditar mais na existência do lado de lá.</p>
<p>Marionetes nas mãos do capital, nós abrimos mãos do nosso prazer de sentir. E para não sermos julgados por isso saímos dizendo levianamente “te amo” a todos. Por que amamos ou por que precisamos nos sentir amados? E, assim, mais uma vez, mentimos. Mentimos a nós mesmo, ao outro e para os outros. Um jogo de poder no mundo que camufladamente vangloria o individualismo e o egoísmo. Uma enorme fábrica moderna de<strong> mazelas da alma</strong>.</p>
<p>Toda essa reflexão torna ainda mais viva em minha mente um trecho de uma canção de Maria Gadú que diz “quando mentir for preciso, poder falar a verdade”². E, assim, comparto com vocês uma das minhas recorrentes perguntas sem respostas: – Para que mentir?</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://comunidadeshemaisrael.blogspot.com.br/2005/12/expresso-le-chaim.html" target="_blank"><em><strong>&#8211; L’chaim!</strong></em></a></p>
<p>&gt;&gt; <a title="Permanent Link to [Diário de leitura] “Mentiras no Divã” e as reflexões do meu “eu”" href="http://subindonotelhado.com.br/diario-de-leitura-mentiras-no-diva-e-as-reflexoes-do-meu-eu/" target="_blank" rel="bookmark">[Diário de leitura 1] “Mentiras no Divã” e as reflexões do meu “eu”</a></p>
<p>¹YALOM, Irvin D. Mentiras no divã. Rio de Janeiro: Ediouro, 2006, p. 47 / ²Shimbalaiê. Maria Gadú. Som Livre, 2009.</p>
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		<title>[Diário de leitura] “Mentiras no Divã” e as reflexões do meu “eu”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Convidado JG]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 May 2015 00:05:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Ediouro]]></category>
		<category><![CDATA[Mentiras no Divã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já pensou sobre o fato de ser mais fácil fazer um diagnóstico na primeira vez que examinamos um paciente [um ser qualquer] e que fica mais difícil quando melhor o [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/diario-de-leitura-mentiras-no-diva-e-as-reflexoes-do-meu-eu/">[Diário de leitura] “Mentiras no Divã” e as reflexões do meu “eu”</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Já pensou sobre o fato de ser mais fácil fazer um diagnóstico na primeira vez que examinamos um paciente [um ser qualquer] e que fica mais difícil quando melhor o conhecemos?</p></blockquote>
<p>A cada nova leitura, seja científica ou literária, que faço sobre a temática sinto-me estranhamente ainda mais atraído. Fascinado. Apaixonado. Aprisionado… Fisgado!</p>
<p><a href="http://www.skoob.com.br/livro/647-mentiras_no_diva" target="_blank">Mentiras no divã</a>. Que presente maravilhoso. Não teria outro tempo que fosse melhor oportuno para sua leitura. Fascinante e envolvente desde suas primeiras linhas. Provocativo!</p>
<p>Já em suas primeiras páginas uma avalanche de anseios e reflexões se fizeram em paralelo a cada linha; a cada cenário; e a cada provocativa que a narrativa nos instiga. Fez-me pensar acerca do psicoterapeuta que há em mim. Do que pretendo ser. De como esse “eu” terapeuta se entrelaça com o educador que sou; as concepções que tenho; as verdades que defendo…</p>
<p>Assim, em meu divã particular, leio, devaneio e realizo minhas próprias autoanálises. Reflito sobre a vida, minha e de outrem. Lamento os meus prantos. Sofro as minhas dores. Saboreio do néctar das alegrias. Perambulo em minha errante vida; relembrando… revivendo… sonhando sonhos; amargurando o destino…<span id="more-225"></span></p>
<p>Quando trilharmos por caminhos para além das técnicas; da formalidade; do individualismo e do ego aflorado; quando a compreensão de “unicidade” nos conduzir à necessidade de olhar para além do diagnóstico (rótulos) para descobrirmos pessoas; quando o cenário a nossa volta nos fizer perceber que “é a terapia que não está pronta para o paciente”¹ e que é “mais mais fácil fazer um diagnóstico na primeira vez que examinamos um paciente e que fica mais difícil quando melhor o conhecemos”², é, nesse momento, que poderemos dizer que o divã da vida surtiu efeito.</p>
<p>Confesso que não tem sido tarefa fácil navegar nesse infinito oceano. E que o entrelaçar entre o educador e o terapeuta traz embaraços. Mas no meu divã particular, divirto-me com as verdades. As que me confrontam; as que desconheço; as que defendo; as que sigo buscando…</p>
<p>Em cada pessoa, personas. E com elas vivo, convivo e me reconheço. Assim, sigo em busca da licença terapêutica em cada experiência do compartilhar vivências e subjetividades.</p>
<p><strong>Eu disse a verdade!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>¹YALOM, Irvin D. Mentiras no divã. Rio de Janeiro: Ediouro, 2006, p. 15   ² YALOM, Irvin D. Mentiras no divã. Rio de Janeiro: Ediouro, 2006, p. 16</p>
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