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	<title>Arquivo para Literatura YA - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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	<description>Crônicas, fotografias e reflexões sobre vida e cultura.</description>
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	<title>Arquivo para Literatura YA - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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		<title>A lista Negra &#8211; Jennifer Brown</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2015 13:11:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Gutenberg]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura YA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lembro bem do meu tempo de escola. Foi uma época boa, mas um pouco complicada.  Recordo também dos grupos que existiam &#8211; os nerds, os atletas, as patricinhas, os riquinhos, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Lembro bem do meu tempo de escola. Foi uma época boa, mas um pouco complicada.  Recordo também dos grupos que existiam &#8211; os nerds, os atletas, as patricinhas, os riquinhos, os rockeiros, os pagodeiros, os bagunceiros, os nem aí, os sem turma, os deslocados e tantos outros. Essas divisões sempre existiram e é através delas que crescem as diferenças e a ideia de superioridade. E é aí que mora o perigo.<span id="more-2070"></span></p>
<p>Na minha época não se chamava <strong>bullying</strong>. Era brincadeira de mau gosto zombar do outro que não fazia parte da sua turma e que não via o mundo do mesmo jeito que você e sua galera. E hoje tem gente que quando ouve o termo bullying diz que no seu tempo não existia nada disso e tudo acabava bem. Mas, na verdade, a “brincadeira de mau gosto” sempre tinha consequências, brigas, confusões. E sabe Deus como cresceram os dois lados que brincavam de mau gosto.</p>
<p>Pensei nisso tudo ao ler <strong>A lista Negra</strong>, de <strong>Jennifer Brown</strong>, publicado no Brasil em 2012 pela <strong>Editora Gutenberg</strong>. O livro, pela capa e título, nos passa uma impressão errada (pelo menos aconteceu isso comigo). Não podemos imaginar que nas 269 páginas vamos acompanhar uma história angustiante sobre bullying e <strong>massacre nas escolas</strong>.</p>
<p>Valerie Leftman e seu namorado, Nick Levil, tinham o hábito de escrever o nome das pessoas e coisas que eles odiavam na <strong>Lista Negra</strong>. Estavam ali desde as pessoas mais populares do Colégio Garvin, onde eles estudavam, até o pai de Valerie. A lista era uma forma de desabafo. Todas as pessoas listadas tinham feito algo com Valerie e Nick, zoações, brincadeiras de mau gosto, etc. Valerie era conhecida como Irmã da Morte e Nick era sempre zoado por causa de suas roupas e aparência. Eles haviam encontrado conforto e segurança um no outro e na lista. Pelo menos era isso que Valerie pensava até que um dia tudo mudou.</p>
<p>Nick, fã de tragédias shakespearianas, entra na praça de alimentação do Colégio Garvin e abre fogo contra os alunos. O detalhe é que ele tinha alvos. Nick atirou apenas nas pessoas que estavam na Lista Negra. Valerie ficou bastante surpresa e tentou impedi-lo, com isso ela salva a vida de Jéssica, uma das garotas populares e que Valerie odiava porque sempre a tratou mal, mas leva um tiro na perna.</p>
<p>A partir desse momento, a vida de Val muda completamente e passa a viver o seu pior pesadelo: ela era acusada de ser cúmplice de Nick porque também escreveu a Lista Negra; Nick após o massacre cometeu suicídio; tinha perdido a confiança da família e de seus poucos ex-amigos; precisava enfrentar suas dores físicas e emocionais. E mesmo com tudo isso ela precisa voltar para o colégio e enfrentar todos os seus fantasmas.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">Às vezes, em um mundo onde os pais se odeiam e a escola é um campo de batalha, era ruim ser eu. O Nick tinha sido minha fuga. A única pessoa que me compreendia. Era bom fazer parte de um “nós”, com os mesmos pensamentos, os mesmos sentimentos, os mesmos problemas. Mas, agora, a outra metade desse “nós” tinha ido embora e, deitada no meu quarto escuro, percebi que não sabia como me tornar eu mesma de novo. (pag 29)</p>
</blockquote>
<p>Através dos relatos de Val e da cobertura jornalística feita pela repórter Angela Dash para o Tribuna de Garvin, conhecemos todos os personagens dessa história &#8211; os adolescentes, seus familiares, o corpo docente do Colégio &#8211; e, principalmente, os possíveis motivos da existência da Lista Negra. Jennifer Brown nos alerta para o que pode motivar o bullying e quais as suas consequências. Tenta nos mostrar também como os veículos de comunicação se aproveitam de tragédias para aumentar a audiência. E ainda nos faz questionar: afinal, quando um jovem tira a vida de outro por causa do bullying, quem são os culpados e as vítimas?</p>
<p><strong>A Lista Negra</strong> sem dúvidas vai te incomodar e emocionar. É uma leitura que deve ser feita por todo mundo para que fiquemos sempre atentos. O bullying nunca foi e jamais será uma brincadeira de mau gosto.</p>
<h4><strong>Vídeo sobre o livro:</strong></h4>
<h4><iframe src="https://www.youtube.com/embed/tXLZOeqyd6s" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></h4>
<ul>
<li><strong>Onde encontrar:</strong> <a href="http://amzn.to/1jVL18d" target="_blank">Amazon</a> / <a href="http://goo.gl/kquNKp" target="_blank">Submarino</a> / <a href="http://goo.gl/8PvZha" target="_blank">Americanas </a>/ <a href="http://oferta.vc/muFv" target="_blank">Livraria Saraiva</a> / <a href="http://oferta.vc/muFy" target="_blank">Livraria Cultura</a></li>
</ul>
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		<title>Perdão, Leonard Peacock – Matthew Quick</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Convidado JG]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Oct 2015 13:38:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Intrínseca]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura YA]]></category>
		<category><![CDATA[SNT #7]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando comprei esse livro, preciso confessar que foram por dois motivos: O título, que achei instigante. E pelo filme, O lado bom da Vida, baseado no livro de mesmo título. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando comprei esse livro, preciso confessar que foram por dois motivos: O título, que achei instigante. E pelo filme, <strong>O lado bom da Vida</strong>, baseado no livro de mesmo título. Adoro histórias com personagens centrais problemáticos e aí com esse título, <strong>Perdão, Leonard Peacok</strong>, tinha tudo para ser uma ótima leitura.</p>
<p>Devorei o livro em um dia. Em apenas algumas horinhas, eu mergulhei sem volta na história de Leornad Peacock que, no dia do seu aniversário, nos conta que irá assassinar o seu ex-melhor amigo e depois se matar. Louco, não?! Bem mórbido e muito, mas muito interessante.<strong> Matthew Quick</strong> tem o dom de te prender nesse livro que é uma coisa de louco e ao te dar, já no primeiro capítulo essa espécie de tiro que é Leornad contando que irá matar uma pessoa e se matar, você fica tipo: Que zorra é essa?! Que livro é esse? O que irá acontecer com essa história?!<span id="more-2045"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">É como se a resposta dele fosse sagrada, capaz de alterar a minha vida ou alguma outra coisa, e eu a estivesse guardando para mais tarde, como um antibiótico emocional, um barco salva-vidas da depressão. (pag 16)</p>
</blockquote>
<p><em> </em></p>
<p><strong>Perdão, Leonard Peacock</strong> (Intrínseca),  é um livro bem sincero e real sobre depressão, angústia e como acontecimentos do passado podem alterar quem somos e nossas vidas. É uma história instigante sobre como a vida às vezes pode parecer confusa e nos deixa sem ar, paralisados, sem saber como reagir ou viver.</p>
<p>Quem nunca se sentiu perdido em meio a sonhos que não deram certo ou trabalhos que não eram exatamente aquilo que imaginávamos?! Eu já me senti assim e talvez seja por isso que me identifiquei tanto com Leonard Peacock. Mas será que ele encontra o real significado da vida? Será que ele realmente mata o amigo e se mata? O que será que acontece com essa história? Leia que tenho certeza que, assim como eu, você se encantará com esse garoto problemático, com um coração machucado e perdido na vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">É como se todos os adultos que eu conhecesse odiassem completamente seus empregos e suas vidas. Eu acho que não conheço ninguém com mais de dezoito anos que não prefira estar morto, além de Walt e Herr Silverman, e saber disso faz com que eu me sinta confiante quanto ao que vou fazer mais tarde. (pag 41)</p>
<p style="text-align: center;">
</blockquote>
<p>P.S.: Devo relatar que soltei algumas lágrimas no final dessa história. Então, para os sensíveis de plantão, talvez seja um livro bom para chorar e se envolver! (rs).</p>
<ul>
<li> <strong>Onde encontrar:</strong> <a href="http://amzn.to/1RMmONi" target="_blank">Amazon</a> / <a href="http://goo.gl/8Mc07g" target="_blank">Submarino</a> / <a href="http://goo.gl/8zXrTa" target="_blank">Americanas</a> / <a href="http://oferta.vc/lQt6" target="_blank">Saraiva</a> / <a href="http://oferta.vc/lQtl" target="_blank">Livraria Cultura</a></li>
</ul>
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		<title>Três livros fofos para o dia dos namorados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Convidado JG]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2015 11:00:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura YA]]></category>
		<category><![CDATA[SNT #2]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Aquele livro é tão fofo. Dá vontade de sair abraçando os personagens!”. Você já ouviu isso de alguém que terminou de ler algum livro? Eu já e é exatamente com [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><i>“Aquele livro é tão fofo. Dá vontade de sair abraçando os personagens!”.</i></p>
<p>Você já ouviu isso de alguém que terminou de ler algum livro? Eu já e é exatamente com essa frase que começo a publicação de hoje, para o SNT #2 &#8220;O amor está no ar!&#8221;, sobre três livros fofos para você ler, se apaixonar e ter essa vontade louca, ao terminar a leitura, de abraçar os personagens.</p>
<p>Mas antes de começar, preciso dizer que os livros são infantojuvenil, ou seja, são livros para adolescentes. Mas antes de qualquer julgamento, preciso ressaltar que são livros ótimos. A leitura de John Green e David Levithan é tão leve, fácil e atrativa, que não tem como você não se envolver com a história. E para quem nunca leu nenhum livro desses dois autores, leia um desses três da lista. Tenho certeza que vai adorar!<span id="more-940"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h5><strong><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-945  alignleft" src="https://i0.wp.com/subindonotelhado.com.br/wp-content/uploads/2015/06/will-will-foto-mauricio-pascoal-259x300.jpg?resize=224%2C259" alt="will will foto mauricio pascoal" width="224" height="259" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/will-will-foto-mauricio-pascoal.jpg?resize=259%2C300&amp;ssl=1 259w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/will-will-foto-mauricio-pascoal.jpg?resize=300%2C348&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/will-will-foto-mauricio-pascoal.jpg?resize=260%2C301&amp;ssl=1 260w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/will-will-foto-mauricio-pascoal.jpg?resize=43%2C50&amp;ssl=1 43w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/will-will-foto-mauricio-pascoal.jpg?w=684&amp;ssl=1 684w" sizes="(max-width: 224px) 100vw, 224px" /></strong></h5>
<h5></h5>
<h5><strong>Will &amp; Will &#8211; John Green e David Levithan</strong></h5>
<p>Will &amp; Will (<a href="http://www.galerarecord.com.br/galera_livro.php?id=136" target="_blank">Galera Record</a>, 2013) é um livro sobre amizade, primeiro amor e sobre esses encontros ao acaso que a vida nos proporciona. A história é sobre dois personagens com o mesmo nome e sobrenome que um dia se cruzam, por acidente, e a partir desse encontro tudo muda.</p>
<p>É uma história bem leve e divertida. Dei boas risadas no decorrer do livro!</p>
<p>Se liga só nesse trecho que grifei:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">“A verdade, porem? Todo mundo tem uma. Essa é a nossa maldição e nossa benção. Essa é nossa tentativa e nosso erro e nossa coisa certa.” (pag. 348)</p>
</blockquote>
<h5><strong><a href="https://i0.wp.com/subindonotelhado.com.br/wp-content/uploads/2015/06/garoto-encontra-garoto-foto-mauricio-pascoal.jpg"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="alignleft wp-image-949" src="https://i0.wp.com/subindonotelhado.com.br/wp-content/uploads/2015/06/garoto-encontra-garoto-foto-mauricio-pascoal-259x300.jpg?resize=224%2C260" alt="garoto encontra garoto - foto mauricio pascoal" width="224" height="260" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/garoto-encontra-garoto-foto-mauricio-pascoal.jpg?resize=259%2C300&amp;ssl=1 259w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/garoto-encontra-garoto-foto-mauricio-pascoal.jpg?resize=300%2C348&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/garoto-encontra-garoto-foto-mauricio-pascoal.jpg?resize=260%2C301&amp;ssl=1 260w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/garoto-encontra-garoto-foto-mauricio-pascoal.jpg?resize=43%2C50&amp;ssl=1 43w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/garoto-encontra-garoto-foto-mauricio-pascoal.jpg?w=684&amp;ssl=1 684w" sizes="(max-width: 224px) 100vw, 224px" /></a></strong></h5>
<h5></h5>
<h5><strong>Garoto encontra Garoto &#8211; David Levithan</strong></h5>
<p>Tem coisa melhor do que aquele primeiro amor arrebatador? Garoto encontra Garoto (<a href="http://www.galerarecord.com.br/galera_livro.php?id=734" target="_blank">Galera Record</a>, 2014) é exatamente sobre isso, uma história de um primeiro amor de um garoto por outro garoto. Livro delicado e simples, sobre dois meninos que se apaixonam e vivem essa paixão.</p>
<p>Confesso que fiquei maravilhado com a história e com o autor por ter sido tão delicado e ter passado tanta verdade, de uma forma realista, sem clichês, sobre o amor entre duas pessoas do mesmo sexo.</p>
<p>E para quebrar todos os tabus, o autor nos presenteia com uma personagem maravilhosa, Infinite Darlene, rainha do baile e também o quarterback da escola. (Melhor personagem de todos os tempos e dos livros que li ano passado!).</p>
<blockquote><p>“A sensação de uma pequena vitória é assim: parece uma pequena surpresa e um monte de alívio. Faz o passado parecer mais leve e o futuro parecer mais leve ainda, mesmo que por um momento. Parece a leveza vencendo. Parece uma possibilidade.”</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h5><strong><a href="https://i0.wp.com/subindonotelhado.com.br/wp-content/uploads/2015/06/a-culpa-%C3%A9-das-estrelas-foto-mauricio-pascoal.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-952" src="https://i0.wp.com/subindonotelhado.com.br/wp-content/uploads/2015/06/a-culpa-%C3%A9-das-estrelas-foto-mauricio-pascoal-259x300.jpg?resize=224%2C260" alt="a culpa é das estrelas - foto mauricio pascoal" width="224" height="260" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/a-culpa-%C3%A9-das-estrelas-foto-mauricio-pascoal.jpg?resize=259%2C300&amp;ssl=1 259w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/a-culpa-%C3%A9-das-estrelas-foto-mauricio-pascoal.jpg?resize=300%2C348&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/a-culpa-%C3%A9-das-estrelas-foto-mauricio-pascoal.jpg?resize=260%2C301&amp;ssl=1 260w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/a-culpa-%C3%A9-das-estrelas-foto-mauricio-pascoal.jpg?resize=43%2C50&amp;ssl=1 43w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/a-culpa-%C3%A9-das-estrelas-foto-mauricio-pascoal.jpg?w=684&amp;ssl=1 684w" sizes="auto, (max-width: 224px) 100vw, 224px" /></a></strong></h5>
<h5></h5>
<h5><strong>A culpa é das Estrelas &#8211; John Green</strong></h5>
<p>Acho que você já deve ter ouvido falar muito desse livro que virou filme e fez o maior sucesso. Talvez você tenha até lido ou visto o filme. Mas para você que nunca leu, por favor, leia agora mesmo A culpa é das Estrelas (<a href="http://www.intrinseca.com.br/livro/237/" target="_blank">Intrínseca</a>, 2012).</p>
<p>Sabe aquele livro que você lê sem expectativas e no decorrer da história você está tão envolvido, tão envolvido, que é inevitável não derramar algumas lágrimas? Com <strong>A culpa é das estrelas</strong> foi exatamente assim, chorei muito e me emocionei bastante.</p>
<p>Mas por que estou indicando um livro para chorar no dia dos namorados? Calma. É um livro lindo e merece ser lido. A história é um pouco triste, pois é o romance entre dois adolescente com câncer. Mas se você conseguir ver além, perceberá que é um livro sobre vitórias, esperança e como pequenas coisas, pequenos sentimentos e gestos, são as coisas mais importantes na vida.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">“Você precisa escolher as causas pelas quais vai lutar nesse mundo, Hazel.” (pag. 129)</p>
</blockquote>
<p style="text-align: left;"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-875" src="https://i0.wp.com/subindonotelhado.com.br/wp-content/uploads/2015/06/carrinho-de-compras.png?resize=37%2C37" alt="carrinho-de-compras" width="37" height="37" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/carrinho-de-compras.png?w=128&amp;ssl=1 128w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/carrinho-de-compras.png?resize=80%2C80&amp;ssl=1 80w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/carrinho-de-compras.png?resize=50%2C50&amp;ssl=1 50w" sizes="auto, (max-width: 37px) 100vw, 37px" /> Onde comprar:</p>
<p style="text-align: left;">Will &amp; Will &#8211; <a href="http://www.submarino.com.br/produto/113769844/livro-will-e-will-um-nome-um-destino" target="_blank">Submarino</a> / <a href="http://goo.gl/RboElz" target="_blank">Americanas</a> / <a href="http://amzn.to/1BT8RnZ" target="_blank">Amazon</a> / <a href="http://oferta.vc/7ZsZ" target="_blank">Livraria Cultura</a> / <a href="http://oferta.vc/7Zt2" target="_blank">Saraiva</a></p>
<p style="text-align: left;">Garoto encontra Garoto &#8211; <a href="http://goo.gl/6z2j8R" target="_blank">Submarino</a> / <a href="http://goo.gl/phJa4m" target="_blank">Americanas</a> / <a href="http://amzn.to/1JB6w7n" target="_blank">Amazon</a> / <a href="http://oferta.vc/7Zs@" target="_blank">Livraria Cultura</a> / <a href="http://oferta.vc/7Zt4" target="_blank">Saraiva</a></p>
<p style="text-align: left;">A culpa é das estrelas &#8211; <a href="http://www.submarino.com.br/produto/111434071/livro-a-culpa-e-das-estrelas?ranking=1&amp;p=a%20culpa%20%C3%A9%20da%20&amp;typeclick=3&amp;ac_pos=header&amp;origem=ac" target="_blank">Submarino</a> / <a href="http://www.americanas.com.br/produto/111434071/livro-a-culpa-e-das-estrelas" target="_blank">Americanas</a> / <a href="http://amzn.to/1Iw6PBS" target="_blank">Amazon</a> / <a href="http://oferta.vc/7Zt0" target="_blank">Livraria Cultura</a> / <a href="http://oferta.vc/7Zt5" target="_blank">Saraiva</a></p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/tres-livros-fofos-para-o-dia-dos-namorados/">Três livros fofos para o dia dos namorados</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
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		<title>A probabilidade estatística do amor à primeira vista &#8211; Jennifer E. Smith</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2015 16:58:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Galera Record]]></category>
		<category><![CDATA[Jennifer E. Smith]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura YA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de ler Eleanor &#38; Park resolvi ler mais um livro YA. O escolhido foi “A probabilidade estatística do amor à primeira vista”, da escritora americana Jennifer E. Smith, lançado no Brasil [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de ler <a href="http://subindonotelhado.com.br/eleanor-park/" target="_blank">Eleanor &amp; Park</a> resolvi ler mais um livro YA. O escolhido foi “A probabilidade estatística do amor à primeira vista”, da escritora americana Jennifer E. Smith, lançado no Brasil pela<a href="http://www.galerarecord.com.br/galera_livro.php?id=124"> Galera Record</a>. O motivo da escolha é bem óbvio (risos), o título. Já faz um tempo que vi, achei bem interessante e logo imaginei que viria por aí uma história bem fofa e leve &#8211; a capa também ajuda a passar essa impressão.</p>
<p>Em “A probabilidade…” vamos conhecer Hadley, uma adolescente de 17 anos, que precisa ir para Londres ao casamento do pai com uma mulher que ela nem conhece direito mas já não suporta. O fato é que Hadley ainda não se acostumou com a ideia de que o pai tem uma nova vida longe dela e de sua mãe.</p>
<p>Na manhã que precisa pegar o voo tudo parece diferente e lento para Hadley e com isso, ela acaba se atrasando e perdendo o avião. Mas como dizem, há males que vem para o bem. Por conta desse atraso, ela conhece o britânico Oliver, um rapaz “alto e elegante, com os cabelos desarrumados, olhos verdes”, que vai sentar próximo a ela no voo. A viagem é longa e eles têm um bom tempo para conversar.<span id="more-291"></span></p>
<p>Durante a viagem a curiosidade sobre a vida um do outro aumenta e o papo acontece numa boa. Há momentos fofos para ler com um sorriso no canto da boca. Só que a autora adiciona alguns elementos a mais na narrativa que leva o livro para além de um romance fofo adolescente, esses elementos giram em torno do relacionamento entre pais e filhos.</p>
<p>É fato que, muitas vezes, a influência maior na vida de um adolescente parte do grupo de amigos em que ele está inserido. No caso de Hadley, que precisava entender e respeitar a decisão do pai de constituir uma nova família, a influência veio de um rapaz que ela acabara de conhecer no avião. E Oliver precisava de uma válvula de escape para o momento que estava passando na vida e a encontrou em Hadley.</p>
<blockquote><p>A fila continua se movendo ao lado deles e o agente da alfândega desiste e solta um suspiro frustrado, mas Hadley nem percebe; ela segura a camiseta dele com força, com medo de ser arrastada para longe, e ele a segura pelas costas enquanto a beija. A verdade é que nunca se sentiu tão segura na vida. Os lábios dele são macios e têm o gosto salgado do pretzel que comeram juntos mais cedo. Por um segundo, fecha os olhos e o mundo a redor desaparece. (pag. 62)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em entrevista ao <a href="http://www.saraivaconteudo.com.br/Entrevistas/Post/50643" target="_blank">Saraiva Conteúdo</a>, Jennifer E. Smith ao ser questionada sobre a possibilidade de uma conexão real com alguém que acabou de conhecer, responde: “Não sei se todas às vezes é amor à primeira vista, mas eu realmente acredito numa conexão à primeira vista!”. Eu também acredito nessa conexão e por isso acreditei na possibilidade dessa história acontecer e em 24 horas!</p>
<p>Eu tento acreditar que é preciso dar uma chance ao universo de vez em quando. Do tipo, sorrir mais, estar mais aberto para as possibilidades, olhar melhor o mundo ao redor. Não ficar muito preso a leitura de um livro em uma fila e desgrudar, por alguns minutos, os olhos da tela do celular.</p>
<p>Mas voltando ao tema pais e filhos, ao longo do livro vamos descobrir que não é só Hadley que está passando por problema com o pai. Oliver  acredita que o seu é um ser desprezível. Mas como também dizem por aí, a grama do vizinho parece ser sempre mais verde. Cada um olhava de uma maneira diferente e até, positiva,  para o que estava acontecendo com o outro. Hadley achava que o pai de Oliver não era tão ruim assim e que era preciso mais tempo para eles se resolverem. E Oliver acreditava que o pai dela era um homem sincero e estava fazendo o melhor para todos.</p>
<blockquote><p>Difícil imaginar como seria a vida deles se tivesse voltado para casa no Natal e deixado Charlotte. Será que seria melhor assim? Ou seriam como a família de Oliver, em que a infelicidade pesava como um cobertor sobre cada um deles, sufocante e opressor e tão silencioso? Hadley sabia melhor que ninguém que até mesmo o silêncio podia virar uma coisa maior que as próprias palavras, como aconteceu entre ela e o pai, como aconteceria entre seus pais se as coisas tivessem se dado de outra maneira. Foi melhor que tivessem se separado mesmo? Impossível saber.</p>
<p>Uma coisa é certa: ele está feliz. (pag. 116)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Além dos momentos fofos entre Hadley e Oliver, há os momentos entre ela e o pai. As lembranças da infância e a ligação bonita que ainda existia mesmo com a distância. Certa vez, o pai a presentou com o livro “Our mutual friend” do Charles Dickens. Ela nunca se interessou pela leitura, ainda mais depois que o pai saiu de casa. Mas Oliver conhecia o livro, fez comentários e Hadley acabou se interessando um pouco pela leitura. Assim, “A probabilidade…” tem algumas citações legais de “Our mutual friend”. Passagens pertinentes e relacionadas aos momentos em que estavam passando. Achei perfeita a escolha dos trechos e do livro, principalmente por conta do título. O livro seria mais um elo,mais algo em comum entre pai e filha.</p>
<blockquote><p>Ela se senta, pega o livro e fica passando as páginas. Uma página com a orelha virada aparece, e Hadley percebe que a ponta da orelha está mostrando o começo de um diálogo, como uma seta:</p>
<p>“É de muita utilidade neste mundo”, diz a citação, “aquele que torna mais leve os sofrimentos do outro.”</p>
<p>(pag.105)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>“A probabilidade…” tem uma linguagem leve e serve para entreter. É um daqueles livros para adoçar o final de um dia cansativo e ler acompanhado de uma boa caneca de chocolate quente ou um chá (como foi o meu caso).</p>
<p>&gt;&gt; O livro vai para as telonas!  <a href="http://www.galerarecord.com.br/novidade.php?id=616" target="_blank">O roteiro será de Dustin Lance Black, que assinou J. Edgar, com Leonardo DiCaprio.</a> Acho que vai ser uma fofura só! #ansiosa</p>
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		<title>Eleanor &#038; Park &#8211; Rainbow Rowell</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 May 2015 22:35:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Eleanor e Park]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura YA]]></category>
		<category><![CDATA[Novo Século]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na minha infância/ juventude, eu era alta, magra, tinha um cabelão cacheado e alguns cravos no rosto. Tinha uma turma de amigos no bairro onde morava e entre os amigos, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na minha infância/ juventude, eu era alta, magra, tinha um cabelão cacheado e alguns cravos no rosto. Tinha uma turma de amigos no bairro onde morava e entre os amigos, estava lá o chamado primeiro amor. A graça naquela época era trocar olhares, cartinhas e ser o par na quadrilha de São João. O menino que eu “amei” em toda minha infância, não foi o que me deu o primeiro beijo. Aliás, lembro que o primeiro beijo no amor de infância foi quando a infância já tinha passado.</p>
<p>A inocência era tão grande naquela época – ok, não sou tão velha. Estou chegando aos 26 anos, mas o que essa garotada anda fazendo entre os seus 10 e 15 anos está me assustando demais – que as coisas costumavam a demorar para acontecer. Mas quem se importava? Eu não me importei e vivi a inocência daquele amor que hoje me traz lembranças de deixar o sorriso no canto da boca aparecer quase sempre. E foi com esse mesmo sorriso que li <strong>Eleanor &amp; Park</strong>.</p>
<p>Eleanor &amp; Park é o segundo livro YA (jovens-adultos) da escritora americana <a href="http://rainbowrowell.com/blog/" target="_blank"><strong>Rainbow Rowell</strong></a>. Em 2013, o romance foi escolhido pelo The New York Times, Amazon e Goodreads como o melhor no gênero YA e em 2014 foi lançado no Brasil pela Editora Novo Século.<span id="more-210"></span></p>
<p>Rainbow nos leva para o ano de 1986. Sem computadores, sem as redes sociais digitais, sem smartphones. Fugindo do padrão de vários livros para adolescentes, pelo menos os que consigo lembrar agora, os personagens principais não são ricos, lindos e populares. Ao contrário, são super desajustados. Fora do padrão beleza e popularidade tão cultuado em várias produções para o público jovem. E, talvez, por isso faz tanto sucesso e agrade não só o público-alvo como outros públicos. Eleanor &amp; Park são reais. Poderia ter sido eu, ou você.</p>
<p>O livro alterna os capítulos entre os dois personagens principais. Para mim isso funcionou muito bem. Eu lia um capítulo e já esperava o outro só para saber de que forma algum acontecimento tinha impactado Park, por exemplo.</p>
<blockquote><p>A menina tinha a aparência exata do tipo de pessoa com a qual isso costuma acontecer. Não só por ser uma pessoa nova ali, mas por ser grande e esquisita. Com cabelo bagunçado, bem ruivo, além de cacheado. E se vestia como se… como se quisesse que as pessoas ficassem olhando. Como se não sacasse que estava um desastre completo. Usava camisa xadrez, meia dúzia de colares estranho pendurados em volta do pescoço e lenços amarrados nos pulsos. Fez Park pensar num espantalho ou nas bonequinhas das preocupações que ficavam na cômoda da mãe. Enfim, do tipo que não conseguiria sobreviver no colegial. (p. 12)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/subindonotelhado.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Eleanor-Parl-Raibown-Rowell.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-212 alignleft" src="https://i0.wp.com/subindonotelhado.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Eleanor-Parl-Raibown-Rowell.jpg?resize=318%2C470" alt="Eleanor-Parl-Raibown-Rowell" width="318" height="470" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/05/Eleanor-Parl-Raibown-Rowell.jpg?w=500&amp;ssl=1 500w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/05/Eleanor-Parl-Raibown-Rowell.jpg?resize=203%2C300&amp;ssl=1 203w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/05/Eleanor-Parl-Raibown-Rowell.jpg?resize=260%2C384&amp;ssl=1 260w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/05/Eleanor-Parl-Raibown-Rowell.jpg?resize=34%2C50&amp;ssl=1 34w" sizes="auto, (max-width: 318px) 100vw, 318px" /></a>Então, Eleanor era grande, ruiva, tinha sardas e se vestia esquisito. Park era descendente de coreano, lutava taekwondo e era apaixonado por música e quadrinhos. Eles se conhecem no ônibus a caminho da escola e a aproximação começou quando Park percebeu que Eleanor ficava de olho nos quadrinhos que ele lia durante o percurso.</p>
<p>A história de amor dos dois jovens é embalada por música, principalmente as dos The Cure e Smiths. O livro tem algumas boas referências musicais e do universo dos quadrinhos de X-Men e Watchmen, os preferidos de Park.</p>
<p>Eleanor era a filha mais velha de uma família grande e tinha pouca condição financeira. Já Park tinha apenas um irmão e dois pais apaixonados e esforçados. Levava uma vida melhor do que a da garota. Muitas diferenças que não foram suficientes para impedir que nascesse um amor inocente e bonito. A ruiva desconfiava do mundo, vivia cheia de segredos principalmente sobre sua família e Park queria entendê-la, protegê-la e fazê-la feliz.</p>
<p>Rainbow vai além do romance e toca em dois assuntos que afeta nossa sociedade: o bullying e a violência doméstica. Lembrando que em 1986, o bullying não era chamado assim e às vezes passava despercebido como brincadeiras de criança. Eleanor e Park eram até certo ponto inocentes, mas o mundo em volta deles, infelizmente, não era. Eleanor tinha que suportar os abusos dos colegas e um padrasto insuportável que já a tinha expulsado de casa.</p>
<blockquote><p>&#8211; Cuidado aí, “Cabeçorvente”.<br />
Tina passou por Eleanor, empurrando-a, e subiu no ônibus.<br />
Ela vinha fazendo todo mundo na Educação Física chamar Eleanor de Bozo, mas já passara para Cabeçorvente e Bloody Mary.<br />
– Porque parece que a sua cabeça tá naqueles dias – explicou a menina, no vestiário. (p. 30)</p></blockquote>
<p>No meio de tantos problemas, Park era o alento de Eleanor. E o garoto coreano que também tinha seus problemas, principalmente com o pai, também se refugiava na garota e no amor dos dois.</p>
<blockquote><p>&#8211; Você não liga para o que as pessoas pensam de você.<br />
– Tá louco? – ela perguntou. – Eu ligo pro que todo mundo pensa de mim.<br />
– Não dá pra perceber – ele disse. – Você parece tão segura, não importa o que aconteça ao redor. Minha avó diria que você é bem resolvida.<br />
– Por que ela diria isso?<br />
– Porque é assim que ela fala.<br />
– Eu sou é bem confundida – ela disse. – E por que estamos falando de mim? A gente tava falando de você. (p. 133)</p></blockquote>
<p>Mas não fiquem achando que o livro é puro água com açúcar, porque não é. Ou, digamos, que não é quase todo água com açúcar. Eu não li até o final com o sorriso no canto da boca, como havia dito no início. O que para mim não teve problema algum. Afinal, quem consegue controlar a própria vida aos 16 anos? Há interferências por todo lado, professores, pais, amigos.</p>
<p>Mas para que vocês sejam contaminados pela doçura do amor de Eleanor &amp; Park, termino a resenha com uma das partes, que para mim é uma das mais fofas e inocentes do livro e deixo uma pergunta: o seu amor de infância sobreviveu até hoje?</p>
<blockquote><p>Ela lhe pedira que explicasse algo que ele mal podia explicar a si mesmo.<br />
– Não gosto de você – ele disse. – Preciso de você. (p. 139)<br />
(…)<br />
– Não gosto de você, Park – ela confirmou, num tom que, por um segundo, pareceu indicar que era sério mesmo. – Eu… – a voz dela quase desapareceu. – Eu acho que vivo por você. – Ele fechou os olhos e meteu o rosto no travesseiro. – Acho que nem respiro quando estamos juntos – ela sussurrou. – O que significa que, quando não te vejo na segunda de manhã, foram umas sessenta horas sem respirar. Deve ser por isso que sou tão ranzinza e desconto em você. Só o que faço quando estamos juntos é entrar em pânico. Porque cada segundo parece ser tão importante. E porque sou tão maluca, não me controlo. Não sou mais minha, sou sua; e se você resolver que não quer mais me ver? Como pode me querer como eu quero você?<br />
Ele ficou quieto. Queria que todas aquelas palavras fossem a última coisa que ouviria na vida. Queria adormecer com “eu quero você” nos ouvidos.<br />
(p. 142)</p></blockquote>
<p><strong>&gt;&gt; </strong>A autora fez um post especial <a href="http://rainbowrowell.com/blog/2013/03/eleanor-park-all-the-playlists-all-the-music/" target="_blank">no seu blog </a>com todas as músicas citadas no livro</p>
<p>&gt;&gt; Eleanor &amp; Park vai ganhar uma <a href="http://insidemovies.ew.com/2014/04/02/eleanor-park-dreamworks-picks-up-film-rights-to-rainbow-rowell-novel-exclusive/" target="_blank">adaptação para o cinema</a>!</p>
<p>&gt;&gt; O livro ganhou vários fãs e muitos fizeram ilustrações legais com os personagens (como as que escolhi para ilustrar o texto)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/eleanor-park/">Eleanor &#038; Park &#8211; Rainbow Rowell</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
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