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	<title>Arquivo para Literatura Brasileira - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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	<description>Crônicas, fotografias e reflexões sobre vida e cultura.</description>
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	<title>Arquivo para Literatura Brasileira - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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		<title>Diário Cult de janeiro/2025: livros e filmes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Feb 2025 21:13:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Diário Cult é uma publicação mensal em que compartilho as produções culturais que mais gostei durante o último mês. Hoje, vou compartilhar os livros e o filme de janeiro de [&#8230;]</p>
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<p><strong>Diário Cult</strong> é uma publicação mensal em que compartilho as produções culturais que mais gostei durante o último mês. Hoje, vou compartilhar os livros e o filme de janeiro de 2025.</p>



<h1 class="wp-block-heading">LIVROS</h1>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/Fim_fernandatorres_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" width="702" height="1024" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/Fim_fernandatorres_blog_jeniffergeraldine.jpg?resize=702%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-19486" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/Fim_fernandatorres_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=702%2C1024&amp;ssl=1 702w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/Fim_fernandatorres_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=206%2C300&amp;ssl=1 206w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/Fim_fernandatorres_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=768%2C1120&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/Fim_fernandatorres_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=1054%2C1536&amp;ssl=1 1054w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/Fim_fernandatorres_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=1405%2C2048&amp;ssl=1 1405w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/Fim_fernandatorres_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?w=1756&amp;ssl=1 1756w" sizes="(max-width: 702px) 100vw, 702px" /></a></figure>
</div>


<p>Comecei as leituras de 2025 com uma releitura de <strong>Fim</strong>, da <strong>Fernanda Torres</strong> (Companhia das Letras, 2013), para o <a href="https://jeniffergeraldine.com/projeto-clube-do-livro-alagoinhas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Clube do Livro Alagoinhas</a>. </p>



<p>Através da história de 5 amigos (Álvaro, Silvio, Ribeiro, Neto e Ciro), <strong>Fim</strong> nos possibilita refletir e discutir sobre o envelhecer na perspectiva do masculino em uma sociedade patriarcal, machista e elitista. Tem uma frase que resume, para mim, a proposta do livro: &#8220;Eram homens maduros e desesperados. Viviam o apogeu do macho e o pressentimento da inevitável queda&#8221;. </p>



<p>Em seguida, fiz a leitura da obra de uma das autoras mais comentadas da internet nos últimos anos, <strong>A Prateleira do Amor: Sobre Mulheres, Homens e Relações</strong>, de <strong>Valeska Zanello</strong>, publicado pela Editora Appris, em 2023.</p>



<p>E foi impossível não fazer uma conexão com as duas leituras. <strong>Fim</strong> é uma obra de ficção que exemplifica  a &#8220;casa dos homens&#8221; &#8211; esse espaço-tempo-imaginário de permanência da supremacia masculina em que há superioridade em relação às mulheres, mas também sobre outros homens. Além disso, existe a manutenção do silêncio cúmplice e a necessidade prioritária de aprovação masculina. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/a_prateleira_doamor_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/a_prateleira_doamor_blog_jeniffergeraldine.jpg?resize=576%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-19487" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/a_prateleira_doamor_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=576%2C1024&amp;ssl=1 576w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/a_prateleira_doamor_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/a_prateleira_doamor_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=768%2C1365&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/a_prateleira_doamor_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=864%2C1536&amp;ssl=1 864w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/a_prateleira_doamor_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=1152%2C2048&amp;ssl=1 1152w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/a_prateleira_doamor_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?w=1440&amp;ssl=1 1440w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /></a></figure>
</div>


<figure class="wp-block-table"><table class="has-light-beige-background-color has-background has-fixed-layout"><tbody><tr><td>&#8220;[&#8230;] em nossa cultura, os homens aprendem a amar muitas coisas e as mulheres aprendem a amar os homens&#8221; (Valeska Zanello).</td></tr></tbody></table></figure>



<p>A terceira leitura do mês foi <strong>A morte e a morte de Quincas Berro D`Água</strong>, um clássico do <strong>Jorge Amado</strong>, publicado pela Companhia das Letras. Na verdade, também foi uma releitura para o Clube do Livro Alagoinhas. Mas, dessa vez, resolvi experimentar o formato de audiolivro. Gostei da experiência, porém confesso ser um desafio. Não tenho tanta atenção auditiva. Às vezes, eu lembrava que estava &#8220;lendo&#8221; e tentava retomar a atenção para a narrativa. O audiolivro também tinha uma música com letra tocando ao fundo da narração e isso não colaborou muito com o foco. No fim, acabei até achando uma boa ferramenta para treinar atenção em apenas uma atividade.  </p>



<p>Sobre a história de Quincas, eu ainda considero bem divertida e interessante. Quincas que morreu tanto em vida e ao mesmo tempo viveu muito! A primeira morte e que a continua a acontecer foi a morte moral de Joaquim, o homem sério, trabalhador, que há muito tempo foi enterrado por não cumprir as expectativas morais e sociais da família.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/leituras_janeiro2025_blog_jeniffergeraldine.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" width="828" height="509" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/leituras_janeiro2025_blog_jeniffergeraldine.jpg?resize=828%2C509&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-19488" style="width:828px;height:auto" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/leituras_janeiro2025_blog_jeniffergeraldine.jpg?w=828&amp;ssl=1 828w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/leituras_janeiro2025_blog_jeniffergeraldine.jpg?resize=300%2C184&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/leituras_janeiro2025_blog_jeniffergeraldine.jpg?resize=768%2C472&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 828px) 100vw, 828px" /></a></figure>
</div>


<ul class="wp-block-list">
<li>Livros na Amazon: <a href="https://amzn.to/4aRZM7m">Fim</a>, <a href="https://amzn.to/3Q8390g" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A Prateleira do Amor</a>, <a href="https://amzn.to/3Q53j8L" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A morte e a morte de Quincas Berro D`Água</a></li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://youtu.be/ZABrem11rns?si=u0B_20_BOjzkMLoF" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Audiolivro de Quincas Berro no YouTube</a></li>
</ul>



<h1 class="wp-block-heading">FILME</h1>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/divertida-mente-2-ganha-data-de-estreia-no-disney.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/divertida-mente-2-ganha-data-de-estreia-no-disney.jpg?resize=1024%2C576&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-19485" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/divertida-mente-2-ganha-data-de-estreia-no-disney.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/divertida-mente-2-ganha-data-de-estreia-no-disney.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/divertida-mente-2-ganha-data-de-estreia-no-disney.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/divertida-mente-2-ganha-data-de-estreia-no-disney.jpg?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/02/divertida-mente-2-ganha-data-de-estreia-no-disney.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a></figure>



<p>Eu sigo o projeto <strong>Um filme por semana</strong>, mas comecei 2025 bem enrolada. Em janeiro, vi apenas a animação <strong>Divertida Mente 2</strong>, disponível na Disney+. </p>



<p>Gostei bastante do filme. Agora, a personagem Riley entrou na puberdade e assim novas emoções apareceram. Uma delas é a ansiedade. Acredito que o destaque para ansiedade foi bem pertinente para a nossa sociedade contemporânea acelerada e ansiosa. </p>



<p>Para regular a ansiedade e todo o caos criado, Riley vai precisar recuperar o senso de si que é formado pelos princípios, valores, rede de afeto, experiências e aprendizados da vida. Uma mensagem sensível e importante para os dias atuais: Lembrar de quem somos, do que importa de verdade, além da ansiedade, do caos, da produtividade, da correria, da validação social. </p>



<p>Obrigada pela companhia e até +!</p>
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		<title>O avesso da pele (Jeferson Tenório)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Mar 2022 15:38:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O avesso da pele, de Jeferson Tenório, foi a leitura do&#160;@clubedolivro_alagoinhasba&#160;para o mês de fevereiro/2022. O livro venceu o Jabuti 2021, na categoria Romance Literário. Gostei bastante da leitura. Aqui [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/03/oavessodapele_blog_jeniffergeraldine.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/03/oavessodapele_blog_jeniffergeraldine-1024x768.jpg?resize=1024%2C768" alt="" class="wp-image-17275" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/03/oavessodapele_blog_jeniffergeraldine.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/03/oavessodapele_blog_jeniffergeraldine.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/03/oavessodapele_blog_jeniffergeraldine.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/03/oavessodapele_blog_jeniffergeraldine.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/03/oavessodapele_blog_jeniffergeraldine.jpg?w=2048&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a></figure>



<p><strong>O avesso da pele</strong>, de Jeferson Tenório, foi a leitura do&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/clubedolivro_alagoinhasba/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@clubedolivro_alagoinhasba</a>&nbsp;para o mês de fevereiro/2022. O livro venceu o Jabuti 2021, na categoria Romance Literário.</p>



<span id="more-17273"></span>



<p>Gostei bastante da leitura. Aqui nós temos Pedro que conta sua história e ao mesmo tempo a história da sua família, principalmente a do pai dele, um professor que foi assassinado.</p>



<p>É um livro com tom confessional, de memórias, que aborda a complexidade que é a experiência de ser um homem negro ou mulher negra em uma sociedade racista. Através das memórias dessa família podemos pensar temas como identidade, construção de consciência crítica negra, relacionamentos interraciais, violência doméstica, representatividade, educação, racismo e preconceito.</p>



<p>Em 05/02/22 colei um post-it na página 182 do livro: A sensação é de pequenas cartas. Pequenos fragmentos de história de vida que a gente vai contando e lembrando por isso não segue uma lógica de fatos. Narrar a vida ou aquilo que inventamos sobre ela. Como o autor diz, &#8220;uma verdade inventada, capaz de me pôr de pé.&#8221;</p>



<p>Indico para todo mundo e, principalmente, para educadores. É um bom livro para levar para sala de aula.</p>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity"/>



<p>O avesso da pele (Jeferson Tenório) &#8211; 5<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2b50.png" alt="⭐" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> (ótimo)<br>Editora: Companhia das Letras</p>



<p><a href="https://amzn.to/3tczvfE" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Livro na Amazon</a></p>
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		<title>Livros favoritos 2020 &#8211; Ficção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2020 12:06:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No início do ano 2020, pensei em cultivar o hábito de ler 15 minutos de ficção antes de iniciar os estudos. Seria uma medida adotada para compensar a falta de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>No início do ano 2020, pensei em cultivar o hábito de ler 15 minutos de ficção antes de iniciar os estudos. Seria uma medida adotada para compensar a falta de leitura de ficção em 2019. Mas não deu certo. E por que não deu certo? Simplesmente porque, apesar de amar ler livros de ficção, o gênero não era a minha prioridade no ano. </p>



<span id="more-15663"></span>



<p>Com um mestrado em andamento mais formação pedagógica e cursos livres sobre produtividade, escrita e comunicação ficou impossível me dedicar a esse tipo de leitura da maneira que gostaria. E como diz a internet: <em>tá tudo bem</em>. Não me cobrei por isso. Logo no início da pandemia, admiti que não daria certo e vida que segue.</p>



<p>Mas eu li ficção. Principalmente motivada pelo <a href="http://jeniffergeraldine.com/projeto-clube-do-livro-alagoinhas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Clube do Livro Alagoinhas</a>, os amigos do Pacto Literário e as pessoas dos livros que sigo na internet. </p>



<p>Até 15 de dezembro de 2020, li 33 livros no total. E já vou adiantar quais foram os livros favoritos de 2020 na categoria ficção porque no final de ano a área leitura fica bem dispersa por aqui. Foco mais em organizar a vida para 2021 e ver o que posso finalizar antes do ano acabar com relação aos projetos que são prioridades.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Então vamos aos 3 livros favoritos 2020 &#8211; ficção:</strong></h3>



<p><strong>TORTO ARADO &#8211; ITAMAR VIEIRA</strong>&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/12/tortoarado_itamarvieira.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="674" height="1024" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/12/tortoarado_itamarvieira-674x1024.jpg?resize=674%2C1024" alt="" class="wp-image-15665" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/12/tortoarado_itamarvieira.jpg?resize=674%2C1024&amp;ssl=1 674w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/12/tortoarado_itamarvieira.jpg?resize=197%2C300&amp;ssl=1 197w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/12/tortoarado_itamarvieira.jpg?resize=768%2C1168&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/12/tortoarado_itamarvieira.jpg?w=809&amp;ssl=1 809w" sizes="auto, (max-width: 674px) 100vw, 674px" /></a></figure>



<p>Vencedor do prêmio&nbsp;Jabuti&nbsp;de Romance Literário <strong>Torto Arado </strong>está na minha lista, sem dúvidas. Livro único com uma história que está viva em mim até hoje. Uma leitura para pensar sobre: subalternidade, silenciamento, ancestralidade, sobrevivência &#8211; através de uma prosa riquíssima que se passa nos ares da Chapada Diamantina (BA).</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Crônica: <a href="http://jeniffergeraldine.com/sobre-quando-uma-leitura-te-chama-torto-arado/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Quando a leitura te chama &#8211; Torto Arado</a></li><li>Livro <a href="https://amzn.to/2X6LRGm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Torto Arado</a> na Amazon</li></ul>



<p><br><strong>OS SETE MARIDOS DE EVELYN HUGO &#8211; TAYLOR JENKINS REID</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/12/setemaridosdeevelynhugo-1.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="712" height="1024" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/12/setemaridosdeevelynhugo-1-712x1024.jpg?resize=712%2C1024" alt="" class="wp-image-15666" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/12/setemaridosdeevelynhugo-1.jpg?resize=712%2C1024&amp;ssl=1 712w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/12/setemaridosdeevelynhugo-1.jpg?resize=209%2C300&amp;ssl=1 209w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/12/setemaridosdeevelynhugo-1.jpg?resize=768%2C1104&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/12/setemaridosdeevelynhugo-1.jpg?resize=1069%2C1536&amp;ssl=1 1069w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/12/setemaridosdeevelynhugo-1.jpg?resize=1425%2C2048&amp;ssl=1 1425w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/12/setemaridosdeevelynhugo-1.jpg?w=1781&amp;ssl=1 1781w" sizes="auto, (max-width: 712px) 100vw, 712px" /></a></figure>



<p>O tipo de livro que a gente não quer parar de ler. <strong>Evelyn</strong> era uma mulher famosa e rica que se casou sete vezes. Mas todos os casamentos foram arranjos de sobrevivência ou negócios da fama. Uma personagem que nos desperta todos os tipos de sentimento, às vezes vamos criticá-la, em outras vamos&nbsp;compreendê-la, mas no final nós vamos saber quem devemos realmente criticar: a sociedade preconceituosa. </p>



<ul class="wp-block-list"><li>Confira: <a href="http://jeniffergeraldine.com/leituras-da-quarentena-1/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Leituras da Quarentena</a></li><li>Livro <a href="https://amzn.to/2AAeoeg" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Os sete maridos de Evelyn Hugo na Amazon</a></li></ul>



<p><br><strong>REDEMOINHO EM DIA QUENTE &#8211; JARID ARRAES</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/12/redemoinho_emdiaquente_jarid_arraes.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="646" height="1024" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/12/redemoinho_emdiaquente_jarid_arraes-646x1024.jpg?resize=646%2C1024" alt="" class="wp-image-15667" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/12/redemoinho_emdiaquente_jarid_arraes.jpg?resize=646%2C1024&amp;ssl=1 646w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/12/redemoinho_emdiaquente_jarid_arraes.jpg?resize=189%2C300&amp;ssl=1 189w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/12/redemoinho_emdiaquente_jarid_arraes.jpg?resize=768%2C1218&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/12/redemoinho_emdiaquente_jarid_arraes.jpg?resize=969%2C1536&amp;ssl=1 969w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/12/redemoinho_emdiaquente_jarid_arraes.jpg?resize=1292%2C2048&amp;ssl=1 1292w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/12/redemoinho_emdiaquente_jarid_arraes.jpg?w=1442&amp;ssl=1 1442w" sizes="auto, (max-width: 646px) 100vw, 646px" /></a></figure>



<p>Livro de contos vencedor do prêmio APCA &#8211; Associação Paulista de Críticos de Arte. Os contos trazem uma <strong>Jarid</strong> observadora do cotidiano, do comum, do normal. Mas alguém também que vê algo além do normal e transforma o cotidiano em literatura, em fantasia, em tragédia, dá mais vida à vida.</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Livro<a href="https://amzn.to/38b9SA0" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Redemoinho em dia quente na Amazon</a></li></ul>



<p><br>Uma observação interessante é que todos os livros favoritos foram lidos no <strong>Kindle</strong>. Na verdade, percebi que li bastante no Kindle em 2020. É algo que vou começar a observar melhor em 2021 porque talvez seja um sinal para destralhar a estante de livro físico. Veremos&#8230;</p>



<p>Outro fato interessante é que eu <strong>comecei e não terminei muitas leituras.</strong> Mas isso eu sei bem o porquê &#8211; tive dificuldade em me concentrar. E acredito que foi por causa de cansaço devido as leituras obrigatórias mais o clima tenso que rondou o ano. De qualquer forma, consegui fazer excelentes leituras e indico muito para todes os três citados nesta publicação. </p>



<p><strong>E você o que leu de bom em 2020?</strong></p>
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		<title>Inspiração para semana 49 de 2020: Ailton Krenak</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Nov 2020 12:00:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Inspiração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A inspiração para semana 49 de 2020 é uma citação do livro A vida não é útil, do ativista do movimento socioambiental e de defesa dos direitos indígenas, Ailton Krenak. [&#8230;]</p>
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<p>A <strong>inspiração para semana</strong> 49 de 2020 é uma citação do liv<em>ro </em><strong>A vida não é útil</strong>, do ativista do movimento socioambiental e de defesa dos direitos indígenas, <strong>Ailton Krenak</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="811" height="991" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/ailton_krenak_blog_jeniffergeraldine-co%CC%81pia.png?resize=811%2C991" alt="" class="wp-image-15594" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/ailton_krenak_blog_jeniffergeraldine-co%CC%81pia.png?w=811&amp;ssl=1 811w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/ailton_krenak_blog_jeniffergeraldine-co%CC%81pia.png?resize=246%2C300&amp;ssl=1 246w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/ailton_krenak_blog_jeniffergeraldine-co%CC%81pia.png?resize=768%2C938&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 811px) 100vw, 811px" /></figure>



<span id="more-15591"></span>



<p>Publicado pela <strong>Companhia das Letras</strong>, o livro reúne textos elaborados a partir de <em>lives</em> e entrevistas realizadas no ano de 2020 com Krenak. Escolhi a citação porque, para mim, resume bem a obra publicada do autor &#8211; <a href="https://amzn.to/3et9PRr" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O amanhã não está à venda</a>, <a href="https://amzn.to/39pPzRV" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ideias para adiar o fim do mundo</a> e o já citado <a href="https://amzn.to/3fsgH3y" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A vida não é útil</a>.</p>



<p>Boa semana!</p>



<p></p>
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		<title>Pra ler e ver no fim de semana: 20/11/2020</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Nov 2020 12:00:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#x2728; As dicas para seu fim de semana chegaram!Hoje tem blog com foco em literatura, o Impressões de Maria; livro que já indiquei por aqui mas vou continuar indicando (rs) [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2728.png" alt="✨" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> As dicas para seu fim de semana chegaram!<br>Hoje tem blog com foco em literatura, o<a href="https://impressoesdemaria.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong> Impressões de Maria</strong></a>; livro que já indiquei por aqui mas vou continuar indicando (rs) &#8211; <a href="http://jeniffergeraldine.com/guardei-no-armario-o-livro-manifesto-de-samuel-gomes/"><strong>Guardei no armário</strong></a> de Samuel Gomes; e uma série que considero uma das melhores de 2020 &#8211; <strong>Lovecraft Country</strong>, disponível na HBO.</p>



<span id="more-15546"></span>



<figure class="wp-block-image size-large"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="806" height="1014" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/capa_lerever20_blogjeniffergeraldine.png?resize=806%2C1014" alt="" class="wp-image-15547" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/capa_lerever20_blogjeniffergeraldine.png?w=806&amp;ssl=1 806w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/capa_lerever20_blogjeniffergeraldine.png?resize=238%2C300&amp;ssl=1 238w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/capa_lerever20_blogjeniffergeraldine.png?resize=768%2C966&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 806px) 100vw, 806px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="806" height="1014" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/ler_blog_impressoesdemaria_jeniffergeraldine.png?resize=806%2C1014" alt="" class="wp-image-15548" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/ler_blog_impressoesdemaria_jeniffergeraldine.png?w=806&amp;ssl=1 806w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/ler_blog_impressoesdemaria_jeniffergeraldine.png?resize=238%2C300&amp;ssl=1 238w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/ler_blog_impressoesdemaria_jeniffergeraldine.png?resize=768%2C966&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 806px) 100vw, 806px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="806" height="1014" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/ler_livro_guardeinoarmario_jeniffergeraldine.png?resize=806%2C1014" alt="" class="wp-image-15549" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/ler_livro_guardeinoarmario_jeniffergeraldine.png?w=806&amp;ssl=1 806w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/ler_livro_guardeinoarmario_jeniffergeraldine.png?resize=238%2C300&amp;ssl=1 238w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/ler_livro_guardeinoarmario_jeniffergeraldine.png?resize=768%2C966&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 806px) 100vw, 806px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="806" height="1014" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/ver_serie_lovecraftcountry_jeniffergeraldine.png?resize=806%2C1014" alt="" class="wp-image-15550" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/ver_serie_lovecraftcountry_jeniffergeraldine.png?w=806&amp;ssl=1 806w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/ver_serie_lovecraftcountry_jeniffergeraldine.png?resize=238%2C300&amp;ssl=1 238w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/ver_serie_lovecraftcountry_jeniffergeraldine.png?resize=768%2C966&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 806px) 100vw, 806px" /></figure>



<p>Gostou? Comente e espalhe por aí!</p>



<p>Bom fim de semana! <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f33b.png" alt="🌻" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
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		<title>&#8220;Guardei no armário&#8221; &#8211; o livro manifesto de Samuel Gomes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Nov 2020 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Comentário sobre o livro Guardei no armário, de Samuel Gomes.</p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/guardei-no-armario-o-livro-manifesto-de-samuel-gomes/">&#8220;Guardei no armário&#8221; &#8211; o livro manifesto de Samuel Gomes</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/guardeinoarmario_samuelgomes_blogjeniffergeraldine-1.png"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/guardeinoarmario_samuelgomes_blogjeniffergeraldine-1-1024x768.png?resize=1024%2C768" alt="" class="wp-image-15362" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/guardeinoarmario_samuelgomes_blogjeniffergeraldine-1.png?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/guardeinoarmario_samuelgomes_blogjeniffergeraldine-1.png?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/guardeinoarmario_samuelgomes_blogjeniffergeraldine-1.png?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/guardeinoarmario_samuelgomes_blogjeniffergeraldine-1.png?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/guardeinoarmario_samuelgomes_blogjeniffergeraldine-1.png?w=1800&amp;ssl=1 1800w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a></figure></div>



<p><strong>Guardei no armário </strong>foi publicado em 2020 pela <a href="https://www.companhiadasletras.com.br/titulos.php?selo=Paralela" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Editora Paralela</strong> </a>e traz o<strong> relato autobiográfico</strong> de <strong>Samuel Gomes</strong>, jovem negro, gay, periférico e ex-evangélico. Com uma linguagem simples e cativante, o autor compartilha sobre seu processo de autoaceitação e os desafios de enfrentar uma sociedade racista e homofóbica. </p>



<span id="more-15305"></span>



<p>Além de escritor, Samuel é criador de conteúdo e mantém desde 2015 o canal <strong><a href="https://www.youtube.com/channel/UCIGrPifACeuKmskaDKxJ6mQ" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Guardei no armário no YouTube</a></strong> com a proposta de ouvir outras pessoas LGBTQIA+ sobre seus processos de aceitação da sexualidade. Em 2019, o autor foi eleito Top Voices 2019 pelo Linkedin. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="595" height="568" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/samuel_gomes_instagrampessoal.png?resize=595%2C568" alt="" class="wp-image-15306" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/samuel_gomes_instagrampessoal.png?w=595&amp;ssl=1 595w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/samuel_gomes_instagrampessoal.png?resize=300%2C286&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/samuel_gomes_instagrampessoal.png?resize=550%2C525&amp;ssl=1 550w" sizes="auto, (max-width: 595px) 100vw, 595px" /><figcaption> Fonte: Instagram do autor Samuel Gomes&#8217;</figcaption></figure></div>



<p>A leitura de <strong>Guardei no armário</strong> se assemelha a leitura do diário íntimo de um garoto que desde muito jovem queria entender quem era e qual era o seu lugar no mundo. Cercado por uma criação evangélica severa, Samuel constantemente entrava em conflito sobre o que sentia, o que ouvia dos pais e da igreja e o que deveria ser para a sociedade. </p>



<p>No livro, Samuel faz um mapeamento dos momentos mais marcantes da sua trajetória e aborda algumas questões como: criação no lar evangélico; a descoberta do primeiro amor; heteronormatividade; a igreja como um espaço social opressor; o encontro com a internet &#8211; um espaço para ser quem realmente gostaria de ser e encontrar semelhantes; a descoberta e acolhimento da negritude. Uma trajetória que como ele mesmo define &#8220;marcada pela busca do pertencimento&#8221;. </p>



<p>Quando descobriu e acolheu a sua negritude, por exemplo, o rapaz encontrou resistência em casa e se questionou &#8220;como a roupa ou o cabelo de alguém poderiam determinar o amor de Deus por um ser humano?&#8221;. Tanta resistência, angústia e conflitos pessoais contribuíram para que Samuel tivesse a saúde do corpo e da mente abaladas o que culminou na doença de Crohn. </p>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes"><table><tbody><tr><td>&#8220;Durante anos eu havia procurado seguir regras, principalmente vindas da Igreja, para tentar me enquadrar no perfil de bom cristão e bom filho, e quem sabe um dia conquistar um lugarzinho no céu. Mas àquela altura eu estava com 23 anos, já aceitava a minha orientação sexual e não achava que Deus me amaria menos por causa disso. Quando parei de pedir perdão a Deus por aquilo que Ele mesmo havia feito e comecei a aceitar o que acredito ser a Sua vontade na minha vida, todo o peso, toda a preocupação com o inferno e os julgamentos desapareceram.&#8221;</td></tr></tbody></table></figure>



<p>As autobiografias mostram que o íntimo é universal, o pessoal é político. E elas abrem oportunidades para descobrirmos novas e diferentes narrativas que contribuem para olharmos para a diversidade e complexidade dos sujeitos. Samuel, por exemplo, sabe que sua história não é a única e por isso também abriu espaço no livro para entrevistas com outros brasileiros LGBTQIA+, entre eles estão: Spartakus Santiago, Jonas Maria, Nátaly Neri, Jup do Bairro e Rodrigo França.</p>



<p><strong>Guardei no armário</strong> é um livro manifesto em que Samuel junta sua voz a de outros LGBTQIA+ para pedir respeito e reconhecimento às diferenças. </p>



<p></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Gostou do livro? Tem ele <a rel="noreferrer noopener" href="https://amzn.to/3eqqlDe" target="_blank">aqui</a>!</li><li>Confira <a href="http://jeniffergeraldine.com/5-citacoes-de-guardei-no-armario-samuel-gomes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">5 citações do livro Guardei no armário, de Samuel Gomes</a></li></ul>
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		<title>Inspiração para a semana 44 de 2020</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Oct 2020 15:23:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um poema de Manoel de Barros para inspirar a semana. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="800" height="1000" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/10/manoel_barros_poesia_blog_jeniffergeraldine.png?resize=800%2C1000" alt="" class="wp-image-15276" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/10/manoel_barros_poesia_blog_jeniffergeraldine.png?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/10/manoel_barros_poesia_blog_jeniffergeraldine.png?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/10/manoel_barros_poesia_blog_jeniffergeraldine.png?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/10/manoel_barros_poesia_blog_jeniffergeraldine.png?resize=550%2C688&amp;ssl=1 550w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/10/manoel_barros_poesia_blog_jeniffergeraldine.png?resize=480%2C600&amp;ssl=1 480w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>



<p>Nascido em Mato Grosso, Manoel de Barros morreu aos 97 anos, em 2014, e ao longo da sua carreira literária&nbsp;publicou 28&nbsp;livros e ganhou 13 prêmios.</p>



<span id="more-15274"></span>



<p>Meu encontro com o poeta Manoel aconteceu no Tumblr (pois é!). Passei alguns anos da minha vida digital no&nbsp;microblog. Adorava aquele espaço onde tudo era poético, bonito, inspirador. E foi lá que encontrei uma frase que mudou minha vida (sem exagero) e me tornou fã do poeta. O trecho era do poema&nbsp;As lições de R. Q.<strong>&nbsp;</strong>que diz assim: &#8220;o olho vê, a lembrança revê, e a imaginação transvê. É preciso transver o mundo.&#8221; </p>



<p>Quando li o poema completo, aceitei o convite de Manoel para ver mais poesia no mundo e para buscar sair das dicotomias, do óbvio, do naturalizado, das verdades e regras prontas.</p>



<p><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f4dd.png" alt="📝" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> AS LIÇÕES DE R.Q.</p>



<p>&#8220;Aprendi com Rômulo Quiroga (um pintor boliviano):<br>A expressão reta não sonha.<br>Não use o traço acostumado.<br>A força de um artista vem das suas derrotas.<br>Só a alma atormentada pode trazer para a voz um<br>formato de pássaro.<br>Arte não tem pensa:<br>O olho vê, a lembrança revê, e a imaginação transvê.<br>É preciso transver o mundo.<br>Isto seja:<br>Deus deu a forma. Os artistas desformam.<br>É preciso desformar o mundo:<br>Tirar da natureza as naturalidades.<br>Fazer cavalo verde, por exemplo.<br>Fazer noiva camponesa voar – como em Chagall.</p>



<p>Agora é só puxar o alarme do silêncio que eu saio por<br>aí a desformar.</p>



<p>Até já inventei mulher de 7 peitos para fazer vaginação<br>comigo.&#8221;</p>



<p>Se quiser conhecer mais um pouco de Manoel, veja o documentário <strong>Só dez por cento é mentira</strong> disponível no <strong>Telecine</strong>. </p>



<p>Boa semana!</p>



<p></p>
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		<title>Me indica aí #2 &#8211; Escritoras negras (não ficção)</title>
		<link>https://jeniffergeraldine.com/me-indica-ai-2-escritoras-negras-nao-ficcao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Mar 2019 15:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas e Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
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		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Duas das minhas últimas leituras foram livros de não ficção escritos por mulheres negras: &#8220;Mulheres, raça e classe&#8221;, da norte-americana Angela Davis, e &#8220;Quarto de Despejo&#8221;, da brasileira Carolina Maria [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><span style="font-weight: 400;">Duas das minhas últimas leituras foram livros de não ficção escritos por mulheres negras: </span><b>&#8220;Mulheres, raça e classe&#8221;</b><span style="font-weight: 400;">, da norte-americana </span><b>Angela Davis</b><span style="font-weight: 400;">, e </span><b>&#8220;Quarto de Despejo&#8221;</b><span style="font-weight: 400;">, da brasileira </span><b>Carolina Maria de Jesus</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>



<span id="more-7779"></span>



<p><strong>Ouça esse conteúdo:</strong></p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="http://jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/podcastmeindicaai2_escritorasnegras_naoficcao.m4a"></audio></figure>



<p><b>&#8220;Mulheres, raça e classe&#8221; </b><span style="font-weight: 400;">foi publicado pela primeira vez em 1981 e chegou ao Brasil, em 2016, pela </span><b>Editora Boitempo</b><span style="font-weight: 400;"> com tradução de </span><b>Heci Regina Candiani</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>



<p><span style="font-weight: 400;">Angela Davis faz uma análise crítica da história dos Estados Unidos a partir da perspectiva do povo negro, mais especificamente das mulheres negras. A autora escancara toda a construção de uma sociedade com base no racismo, sexismo, e elitismo a favor do capitalismo monopolista branco e masculino.</span></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/mulheresracaclasse_angeladavis.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="209" height="300" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/mulheresracaclasse_angeladavis-209x300.jpg?resize=209%2C300" alt="" class="wp-image-7782" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/mulheresracaclasse_angeladavis.jpg?resize=209%2C300&amp;ssl=1 209w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/mulheresracaclasse_angeladavis.jpg?w=348&amp;ssl=1 348w" sizes="auto, (max-width: 209px) 100vw, 209px" /></a></figure>
</div>


<p><span style="font-weight: 400;">Cada capítulo é uma aula. E em cada aula vamos descobrindo personalidades importantes que lutaram contra essas opressões múltiplas ao longo dos anos. Pessoas que sofreram diversos tipos de violência por defenderem o ideal de uma sociedade igualitária. Angela também expõe os lados racista e classicista que o movimento pela emancipação feminina tinha logo que começou nos Estados Unidos.</span></p>



<p><b>Um livro essencial para entender as dinâmicas opressoras do sistema capitalista</b><span style="font-weight: 400;"> ao longo dos anos e a importância de se pensar, </span><b>criticar e combater essas dinâmicas que até hoje se fazem presentes</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>



<p><span style="font-weight: 400;">Se Angela Davis, com linguagem mais acadêmica e embasamento teórico, fala sobre a </span><b>mulher e as opressões de gênero, raça e classe</b><span style="font-weight: 400;"> no contexto norte-americano, a brasileira Carolina Maria de Jesus, durante a década de 1950, escreveu em seu diário sobre </span><b>ser mulher, negra e favelada no Brasil.</b></p>



<p><b>&#8220;Quarto de despejo &#8211; Diário de uma favelada&#8221;</b><span style="font-weight: 400;"> foi publicado em 1960 e traz testemunhos da vida sofrida que a escritora levava na favela do Canindé, em São Paulo, com seus três filhos. Carolina era catadora de papel e todo dia era encarado como uma luta pela sobrevivência. </span></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/quartodedespejo_carolinamariadejesus.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="194" height="300" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/quartodedespejo_carolinamariadejesus-194x300.jpg?resize=194%2C300" alt="" class="wp-image-7783" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/quartodedespejo_carolinamariadejesus.jpg?resize=194%2C300&amp;ssl=1 194w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/quartodedespejo_carolinamariadejesus.jpg?resize=663%2C1024&amp;ssl=1 663w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/quartodedespejo_carolinamariadejesus.jpg?resize=1140%2C1761&amp;ssl=1 1140w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/quartodedespejo_carolinamariadejesus.jpg?w=1618&amp;ssl=1 1618w" sizes="auto, (max-width: 194px) 100vw, 194px" /></a></figure>
</div>


<p><span style="font-weight: 400;">Os livros e a escrita eram as companhias de Carolina. Encontramos nos registros da autora reflexões sobre temas como desigualdades sociais, racismo, política, relacionamentos, violências e educação. </span><span style="font-weight: 400;">O mundo era cruel e ela respondia criticamente com educação e sensibilidade. Escrever era uma fuga da fome e da miséria da vida na favela. </span></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Quando eu não tinha nada o que comer, em vez de xingar eu escrevia. Tem pessoas que, quando estão nervosas, xingam ou pensam na morte como solução. Eu escrevia o meu diário.&#8221;</span></p></blockquote>



<p><b>&#8220;Quarto de despejo&#8221; &nbsp;é uma ruptura na cultura e na narrativa hegemônica branca elitista que ditam o que é literatura.</b><span style="font-weight: 400;"> Uma obra escrita com base na oralidade e que coloca a mulher negra catadora de papel não como personagem de um livro sobre a favela, mas como narradora-protagonista. Dessa forma, Carolina afirma a sua existência e potência de simbolização do mundo.</span></p>



<p></p>



<ul class="wp-block-list"><li><a href="https://amzn.to/2BHrvrW" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">&#8220;Quarto de despejo&#8221; na Amazon</span></a></li><li><a href="https://amzn.to/2BLoNSi" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">&#8220;Mulheres, raça e classe&#8221; na Amazon</span></a></li></ul>
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		<title>Mulheres no Cangaço</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Feb 2019 18:54:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas e Ensaios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem era Maria, sem ser a Bonita, sem ser a personagem do imaginário popular? Maria Bonita era/é um produto da indústria do entretenimento. Maria de Déa era uma mulher comum, [&#8230;]</p>
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<div>Quem era Maria, sem ser a Bonita, sem ser a personagem do imaginário popular?</div>



<div>Maria Bonita era/é um produto da indústria do entretenimento. Maria de Déa era uma mulher comum, nos anos 1920, que não seguiu o destino esperado por sua família e a sociedade do interior da Bahia. Ainda casada, se apaixonou por Virgulino Pereira, o Lampião, e foi viver com ele pelo sertão nordestino. Foi a primeira e única mulher que escolheu viver entre os cangaceiros. Todas as outras não tiveram a opção de escolha.</div>



<p><br>
Ouça esse conteúdo:<br>
</p>



<span id="more-7616"></span>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="http://jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2019/02/podcast_livro_mariabonita_cangaco.mp3"></audio></figure>



<div>Para além dos mitos e causos heróicos, a jornalista Adriana Negreiros traz a história do cangaço a partir da perspectiva das mulheres no livro “Maria Bonita: sexo, violência e mulheres no Cangaço”.</div>



<div>A autora fez um trabalho de quebra-cabeças, já que naquele tempo o que se registrava eram os relatos masculinos sobre o cangaço. A mulher sempre foi excluída da história. Não tinha direito a vida pública e nem a expor opinião. E quando falavam eram sempre questionadas. E ainda são.</div>



<div>Há muitos relatos de estupro e violência e de como os cangaceiros eram cruéis com todos &#8211; independente de sexo, raça, classe, idade. Muitas mulheres foram sequestradas ainda crianças/adolescentes para viver ao lado dos cangaceiros. A maternidade também não era uma opção. Elas engravidavam mas os seus filhos eram assassinados ou enviados para alguma família ou padre.</div>



<div>Adriana Negreiros desmistifica a personagem Maria Bonita. Não era heroína. Não era solidária com as outras mulheres do cangaço. Foi uma mulher transgressora que escolheu viver uma vida diferente daquela que estava destinada.</div>



<div>Ao desmistificar uma personagem, a autora coloca em cena um capítulo importante sobre o que a opressão patriarcal masculina fez ao longo da história com as mulheres no Brasil.</div>



<p>
<strong>Conteúdo em vídeo:</strong><br>
<iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/cTn_bvTXL5U" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>



<ul class="wp-block-list"><li><a href="https://amzn.to/2D5hrsx" target="_blank" rel="noopener">Livro “Maria Bonita: sexo, violência e mulheres no Cangaço” na Amazon</a></li></ul>
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		<title>&#8220;Não existe isso no Brasil&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Nov 2018 15:30:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas e Ensaios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em plena segunda-feira, após quatro horas de chá de espera, chamaram meu nome e entrei no consultório do cardiologista. Já estava meio tensa e curiosa para saber como andava o [&#8230;]</p>
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<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/11/arte_rodrigobranco_dragaodomar_blog_jeniffergeraldine.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/11/arte_rodrigobranco_dragaodomar_blog_jeniffergeraldine-1024x576.jpg?resize=1024%2C576" alt="" class="wp-image-7471" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/11/arte_rodrigobranco_dragaodomar_blog_jeniffergeraldine.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/11/arte_rodrigobranco_dragaodomar_blog_jeniffergeraldine.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/11/arte_rodrigobranco_dragaodomar_blog_jeniffergeraldine.jpg?w=2000&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/11/arte_rodrigobranco_dragaodomar_blog_jeniffergeraldine.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a></figure></div>



<div>Em plena segunda-feira, após quatro horas de chá de espera, chamaram meu nome e entrei no consultório do cardiologista. Já estava meio tensa e curiosa para saber como andava o meu coração, que não é tão velho de guerra assim, mas já está um pouco cansado.</div>



<div>&#8211; Está tudo bem, dona Jeniffer. Não vejo nada demais aqui. Vamos cuidar da alimentação, tomar sol, tentar relaxar mais. Vou passar algumas vitaminas.</div>



<div>&#8211; Ah, que bom!</div>



<div>&#8211; E, como vai a crítica cultural? O que é mesmo que está pesquisando?</div>



<span id="more-7460"></span>



<div>Respirei fundo e pensei comigo mesma: vamos lá, Jeniffer!</div>



<p>Eu pesquiso <a href="http://jeniffergeraldine.com/minha-estante-era-patriarcal-demais/" target="_blank" rel="noopener">leitura e feminismo</a>, com foco em mulheres não-brancas. Falei, paciente e tranquila, sobre as desigualdades do Brasil, evidenciando as desigualdades que existem no mercado literário, um campo masculino, branco, heterossexual. Até que ouvi o tão fatídico: não existe isso no Brasil. Seguido do “cor não importa quando se trata de escrever ou ler um livro. Se é negro, se é mulher, não importa. O que importa é se escreve bem. E escrever não é fácil”.</p>



<div>Meu coração ficou um pouco mais cansado.</div>



<p>Olhei em volta e fiz uma leitura daquele senhor que estava na minha frente, que se definiu como pardo/negro (meio em dúvida, com cara de questionamento), do seu consultório de médico respeitado na cidade do interior, e pensei: quando a opressão não chega até nós, nós acreditamos que ela não existe.</p>



<div>Esse diálogo foi um exemplo perfeito do chamado mito da democracia racial. Seria muito bom que a cor, o gênero, a classe, a orientação sexual, não importassem, mas importam. Somos seres marcados socialmente e nosso <a href="http://jeniffergeraldine.com/o-que-e-lugar-de-fala-djamila-ribeiro/" target="_blank" rel="noopener">lugar social</a> diz até onde podemos ir.</div>



<div>A filósofa Sueli Carneiro, em seu livro <a href="https://amzn.to/2QbcDuc" target="_blank" rel="noopener">&#8220;Racismo, Sexismo e desigualdade no Brasil”</a>, diz que o Brasil é um país &#8220;apartado racialmente pela exclusão racial”. Gosto do título do livro da Sueli. É objetivo, dá &nbsp;nome às coisas sem medo. O título traz três problemas existentes no Brasil &#8211; racismo, sexismo e desigualdade. Problemas que o doutor não soube nomear. O médico nomeou esses problemas apenas com o “isso”. É difícil falar porque nomear algo o torna real.</div>



<div>No final, ele disse: &#8211; Mas quem sou eu, né?! Apenas um médico de consultório, no interior.</div>



<div>E eu só pensei: está na hora do senhor sair do consultório.</div>



<div><strong>Conteúdo em áudio:</strong></div>



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<p><strong>Conteúdo em vídeo:</strong><br><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/AY6LG1seOW4" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>



<p>Foto: Arte de Rodrigo Branco no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza/CE.</p>
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