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	<title>Arquivo para Intrínseca - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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	<description>Crônicas, fotografias e reflexões sobre vida e cultura.</description>
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	<title>Arquivo para Intrínseca - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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		<title>A Filha Perdida &#8211; Elena Ferrante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Nov 2016 11:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Elena Ferrante]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Intrínseca]]></category>
		<category><![CDATA[Leia Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Filha Perdida é o terceiro romance da escritora italiana Elena Ferrante. Publicado em 2006, o livro chegou ao Brasil este ano através da editora Intrínseca. Ferrante ficou conhecida por causa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Filha Perdida</strong> é o terceiro romance da escritora italiana <strong>Elena Ferrante</strong>. Publicado em 2006, o livro chegou ao Brasil este ano através da <strong>editora Intrínseca</strong>. Ferrante ficou conhecida por causa da sua série <strong>Napolitana</strong> &#8211; <a href="http://jeniffergeraldine.com/clubes-de-leitura-e-a-amiga-genial/" target="_blank">A Amiga Genial</a>, História do Novo Sobrenome, História de quem foge e de quem fica e <i>Storia della bambina perduta </i>(ainda sem título no Brasil)<i>. </i><span id="more-3931"></span></p>
<p>O motivo do seu sucesso deve-se a sua escrita seca, dura, sem muitos rodeios e que nos leva a refletir sobre temas importantes como o papel da mulher, violência doméstica, sociedade patriarcal e feminismo. Mas também os holofotes literários viraram para autora porque ninguém sabe realmente quem ela é. Ferrante dá entrevistas apenas por e-mails e não há fotos em lugar algum da autora. O seu anonimato, em tempos em que tudo está a um clique, incomoda algumas pessoas. Levando até a uma investigação, ou melhor invasão de privacidade, da vida de pessoas que supostamente podem ser ou estão ligadas à autora (Leia depois: <a href="http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2016/10/elena-ferrante-suposta-revelacao-da-identidade-da-autora-causa-polemica.html" target="_blank">Suposta revelação da identidade da autora causa polêmica</a>).</p>
<p>Pouco me importa o rosto de Elena. O que me importa mesmo é a sua literatura tão necessária nos dias hoje. Porque seus livros, sejam eles autoficção ou não, trazem temas que precisam ser discutidos com certa urgência.</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2016/11/CAPA_AFilhaPerdida_G.jpg"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-3939 alignleft" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2016/11/CAPA_AFilhaPerdida_G.jpg?resize=243%2C365" alt="untitled" width="243" height="365" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2016/11/CAPA_AFilhaPerdida_G.jpg?w=243&amp;ssl=1 243w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2016/11/CAPA_AFilhaPerdida_G.jpg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w" sizes="(max-width: 243px) 100vw, 243px" /></a>Em <strong>A Filha Perdida </strong>o tema central é a maternidade não romantizada. Todos acham que a mulher nasceu para ser mãe e todas serão tocadas pelo instinto materno divino, em alguma momento da vida. E quando uma mulher não quer assumir esse papel ou não é o modelo ideal imposto pela sociedade vários dedos julgadores são apontados para ela.</p>
<p>Leda, a protagonista e narradora de <strong>A Filha Perdida</strong>, é professora universitária, tem 47 anos, é mãe de duas filhas jovens que decidem morar com o pai, no Canadá. Após essa decisão, Leda se sente livre e rejuvenescida e resolve tirar férias na praia, algo que ela não fazia há algum tempo.</p>
<p>Na praia, Leda começou a perceber a presença de uma jovem mãe, Nina, e sua filha, Elena, que faziam parte de uma família grande e barulhenta, mas que se sobressaíam por sempre estarem juntas, serenas, longe dos parentes, brincando de boneca na beira do mar. A professora começa a observar o comportamento da mãe e filha e fazer pré-julgamentos. Pensa até que é tudo uma encenação de Nina e, em alguns momentos, se incomoda com as brincadeiras e presença das duas, em outros, sente inveja.</p>
<p>Enquanto observa e analisa Nina e Elena, Leda vai nos contando fatos do seu passado. A família barulhenta de Napolitanos a irritava porque lembrava a sua própria família. E ao lembrar dos seus parentes, a figura ambígua, autoritária e triste da sua mãe aparecia nas suas lembranças, principalmente como alguém que ela nunca admirou na vida. Tudo que Leda sempre quis foi ser diferente da mãe que teve.</p>
<p>Os problemas com sua mãe, marido e filhas vêm à tona e conhecemos uma mulher que durante quase toda vida questionou o que era ser mãe. <strong>A Filha Perdida</strong> é um livro que através de Leda questiona esse papel da mulher e fala também sobre como na vida a gente busca alguém para se espelhar, seja para ser igual ou totalmente diferente. <strong>Elena Ferrante</strong> escreveu um romance curto, mas carregado de significados, que vai fazer a gente repensar julgamentos e escolhas.</p>
<p><strong>Gosta de resenha em vídeo? No YouTube também falei sobre A Filha Perdida. Veja abaixo e <a href="https://www.youtube.com/channel/UCvqMGaXyqilAkuJHppE65Jg" target="_blank">clique aqui</a> para se inscrever no canal!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/7UIzfmo-Ifg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><strong>Gostou do livro e deseja adquirir? Comprando por esse <a href="http://amzn.to/2fOLMlG" target="_blank">link</a>, você colabora com meu blog.</strong> <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<ul>
<li>Outros livros que abordam a questão da maternidade e papel da mulher: <a href="http://jeniffergeraldine.com/precisamos-falar-sobre-o-kevin/" target="_blank">Precisamos falar sobre o Kevin, Lionel Shriver</a> | <a href="http://jeniffergeraldine.com/quarenta-dias-maria-valeria-rezende/" target="_blank">Quarenta Dias, Maria Valéria Rezende</a></li>
<li>Me acompanhe também no <a href="http://instagram.com/jeniffergeraldine" target="_blank">Instagram</a> l <a href="https://www.facebook.com/blogJenifferGeraldine/" target="_blank">Facebook </a>l <a href="http://twitter.com/jeniffersantos" target="_blank">Twitter</a> l <a href="https://www.youtube.com/c/jeniffersantos" target="_blank">YouTube</a> l <a href="http://tinyletter.com/jeniffergeraldine/" target="_blank">News</a></li>
</ul>
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		<title>Como eu era antes de você – Jojo Moyes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Convidado JG]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2015 18:38:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Intrínseca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ganhei o livro Como eu era antes de você (Intrínseca, 2013) tem uns dois anos e confesso, antes de explicar a minha indicação e falar um pouco da história, que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ganhei o livro <strong>Como eu era antes de você</strong> (Intrínseca, 2013) tem uns dois anos e confesso, antes de explicar a minha indicação e falar um pouco da história, que a capa é bem feinha e não me instigou a leitura. Mas aí fui dar uma chance para Louisa Clarck, a personagem principal, de 26 anos, que tem uma vida bem normal: garçonete, um namorado, não ganha muito e ainda tem que ajudar nas despesas da família&#8230; Até que um dia o café, no qual ela trabalha, fecha as portas e Louisa se vê obrigada a procurar outro emprego e é aí minha gente, nesse ponto chave de uma boa história, que o romance se desenvolve.<span id="more-2065"></span></p>
<p>OBS.: Sou fascinado por comédias românticas e romances, por isso a indicação desse livro. É de fazer chorar. OPS, desculpa o spoiler!</p>
<p>O emprego que ela arranja depois que o café fecha é como cuidadora de um tetraplégico, Will Traynor, de 35 anos, sem gosto nenhum mais pela vida e completamente mal-humorado. Claro que, como toda história, você já deve estar sentindo isso&#8230; Louisa vai mudar a vida de Will e vice-versa. Sim, isso irá acontecer, não vou mentir e isso não é spoiler, tá?! É apenas a sinopse do livro.</p>
<p>É uma história, como falei, pra chorar. Chorei horrores minha gente. Terminei o livro e continuava derramando lágrimas. Uma vergonha! Kkk</p>
<p>É um bom enredo, meio clichê em alguns momentos, mas uma boa leitura para você que gosta de romances assim, digamos, melodramáticos. Louisa tentará mostrar a Will que ainda existem motivos para viver e Will tentará arquitetar o seu plano que é dar um fim a sua vida. E<strong> Jojo Moyes</strong>, como uma boa autora, consegue te colocar bem pertinho de ambos os personagens. Você se sente ligado à história, a dor de Will e a tentativa de Louisa em dar um jeito na sua vida e na dele.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">(&#8230;) Se ele amar, sentirá que pode seguir em frente. Sem amor, eu já teria afundado várias vezes!. (pag 186)</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">Ninguém quer ouvir você falar que está com medo, ou com dor, ou apavorado com a possibilidade de morrer por causa de alguma infecção aleatória e estúpida. Ninguém quer ouvir sobre como é saber que você nunca mais fará sexo, nunca mais comerá algo que você mesmo preparou&#8230; Ninguém quer saber que às vezes me sinto tão claustrofóbico estando nessa cadeira que tenho vontade de gritar feito louco só de pensar em passar mais um dia assim. (pag 220)</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">Alguns erros&#8230; apenas têm consequências maiores que outros. Mas você não precisa deixar que aquela noite seja aquilo que define quem você é. (pag 221).</p>
</blockquote>
<ul>
<li style="text-align: left;"><strong>Onde encontrar: </strong><a href="http://goo.gl/0hnsVt" target="_blank">Submarino</a> / <a href="http://goo.gl/40X6ZC" target="_blank">Americanas</a> / <a href="http://amzn.to/1MVdMO9" target="_blank">Amazon </a>/ <a href="http://oferta.vc/muRO" target="_blank">Saraiva</a> / <a href="http://oferta.vc/muRq" target="_blank">Livraria Cultura </a></li>
</ul>
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		<title>Perdão, Leonard Peacock – Matthew Quick</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Convidado JG]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Oct 2015 13:38:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Intrínseca]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura YA]]></category>
		<category><![CDATA[SNT #7]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando comprei esse livro, preciso confessar que foram por dois motivos: O título, que achei instigante. E pelo filme, O lado bom da Vida, baseado no livro de mesmo título. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando comprei esse livro, preciso confessar que foram por dois motivos: O título, que achei instigante. E pelo filme, <strong>O lado bom da Vida</strong>, baseado no livro de mesmo título. Adoro histórias com personagens centrais problemáticos e aí com esse título, <strong>Perdão, Leonard Peacok</strong>, tinha tudo para ser uma ótima leitura.</p>
<p>Devorei o livro em um dia. Em apenas algumas horinhas, eu mergulhei sem volta na história de Leornad Peacock que, no dia do seu aniversário, nos conta que irá assassinar o seu ex-melhor amigo e depois se matar. Louco, não?! Bem mórbido e muito, mas muito interessante.<strong> Matthew Quick</strong> tem o dom de te prender nesse livro que é uma coisa de louco e ao te dar, já no primeiro capítulo essa espécie de tiro que é Leornad contando que irá matar uma pessoa e se matar, você fica tipo: Que zorra é essa?! Que livro é esse? O que irá acontecer com essa história?!<span id="more-2045"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">É como se a resposta dele fosse sagrada, capaz de alterar a minha vida ou alguma outra coisa, e eu a estivesse guardando para mais tarde, como um antibiótico emocional, um barco salva-vidas da depressão. (pag 16)</p>
</blockquote>
<p><em> </em></p>
<p><strong>Perdão, Leonard Peacock</strong> (Intrínseca),  é um livro bem sincero e real sobre depressão, angústia e como acontecimentos do passado podem alterar quem somos e nossas vidas. É uma história instigante sobre como a vida às vezes pode parecer confusa e nos deixa sem ar, paralisados, sem saber como reagir ou viver.</p>
<p>Quem nunca se sentiu perdido em meio a sonhos que não deram certo ou trabalhos que não eram exatamente aquilo que imaginávamos?! Eu já me senti assim e talvez seja por isso que me identifiquei tanto com Leonard Peacock. Mas será que ele encontra o real significado da vida? Será que ele realmente mata o amigo e se mata? O que será que acontece com essa história? Leia que tenho certeza que, assim como eu, você se encantará com esse garoto problemático, com um coração machucado e perdido na vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">É como se todos os adultos que eu conhecesse odiassem completamente seus empregos e suas vidas. Eu acho que não conheço ninguém com mais de dezoito anos que não prefira estar morto, além de Walt e Herr Silverman, e saber disso faz com que eu me sinta confiante quanto ao que vou fazer mais tarde. (pag 41)</p>
<p style="text-align: center;">
</blockquote>
<p>P.S.: Devo relatar que soltei algumas lágrimas no final dessa história. Então, para os sensíveis de plantão, talvez seja um livro bom para chorar e se envolver! (rs).</p>
<ul>
<li> <strong>Onde encontrar:</strong> <a href="http://amzn.to/1RMmONi" target="_blank">Amazon</a> / <a href="http://goo.gl/8Mc07g" target="_blank">Submarino</a> / <a href="http://goo.gl/8zXrTa" target="_blank">Americanas</a> / <a href="http://oferta.vc/lQt6" target="_blank">Saraiva</a> / <a href="http://oferta.vc/lQtl" target="_blank">Livraria Cultura</a></li>
</ul>
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		<title>Lugares Escuros &#8211; Gillian Flynn</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2015 14:01:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Gillian Flynn]]></category>
		<category><![CDATA[Intrínseca]]></category>
		<category><![CDATA[SNT #6]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 3 de janeiro de 1985, aos 7 anos, Libby Day sobreviveu à tragédia que matou suas duas irmãs e sua mãe. O testemunho de Libby levou para prisão o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr">Em 3 de janeiro de 1985, aos 7 anos, Libby Day sobreviveu à tragédia que matou suas duas irmãs e sua mãe. O testemunho de Libby levou para prisão o seu irmão mais velho, Ben. Na época, o crime foi apontado pelos habitantes de Kinnakee (Kansas) como o “sacrifício satânico da fazenda”. É nesse clima macabro e dramático que a escritora <strong>Gillian Flynn</strong> nos apresenta <strong>Lugares Escuros</strong> (<a href="http://www.intrinseca.com.br/" target="_blank">Intrínseca</a>, 2015), mais um bom <em>thriller</em> psicológico.</p>
<p dir="ltr">A história da Família Day nos é contada a partir de três perspectivas: no presente, os relatos de Libby; no passado, os relatos da véspera e do dia do crime narrados pela mãe Patty Day e por Ben.<span id="more-1369"></span></p>
<p dir="ltr">Libby se tornou uma pessoa reclusa, desmotivada, deprimida e, como ela mesma se define, “triste há vinte e quatro anos”. A tristeza era tanta que Libby não conseguia ter bons pensamentos. As boas lembranças da época em que vivia feliz com a família sempre a levavam para algum lugar <span class="il">escuro</span>, algum momento daquela noite trágica.</p>
<blockquote>
<p dir="ltr" style="text-align: center;">Nunca posso alimentar esses pensamentos. Classifiquei essas lembranças como se fossem um lugar particularmente perigoso: um lugar <span class="il">escuro</span>. Bastava alimentar por tempo demais uma imagem da minha mãe tentando dar um jeito na cafeteira quebrada ou de Michelle dançando em sua camisola de jérsei, e minha mente mergulhava em um lugar <span class="il">escuro</span>. Manchas maníacas de um vermelho brilhante soam na noite. Aquele inevitável machado ritmado se movendo mecanicamente como se cortasse madeira. Disparos de espingarda em um pequeno corredor. Os gritos apavorados da minha mãe, ainda tentando salvar os filhos com metade da cabeça faltando.</p>
</blockquote>
<p dir="ltr">Durante anos ela conseguiu viver com a ajuda de pessoas que se interessaram e se emocionaram com a tragédia da Família Day. Certa vez, Libby foi procurada para escrever um livro de autoajuda sobre superação. Assim conseguiu passar os dias em casa, reclusa, sem precisar trabalhar.</p>
<p dir="ltr">Ao descobrir que suas economias estavam no fim e as pessoas não estavam mais tão interessadas na sua família, Libby se sente pressionada a buscar novas formas de ganhar dinheiro. Até que encontra uma carta de Lyle Wirth, membro de um <em>Kill Club</em>. O clube era um lugar que reunia fãs de crimes famosos dispostos a pagar qualquer coisa para ter informações e objetos pessoais das vítimas e criminosos.</p>
<p dir="ltr">No popular, juntou a fome com a vontade de comer. Libby precisava ganhar dinheiro e aquelas pessoas pagariam qualquer valor por um simples cartão escrito por uma das suas irmãs mortas. Mas nem tudo seria tão fácil quanto ela imaginava.  Membros do <em>Kill Club</em> acreditavam na inocência de Ben e queriam provar isso.  Existia até um grupo chamado <em>Free Day Society</em> que tinha o objetivo de tirar Ben da prisão. Para continuar a sobreviver, sem ter de trabalhar, Libby vai precisar retornar para os seus <span class="il">lugares</span> <span class="il">escuros</span>.</p>
<p dir="ltr">A partir daí, encontramos uma narrativa densa, investigativa, dramática e macabra. Libby vai precisar trilhar os caminhos <span class="il">escuros</span> da sua mente e dos acontecimentos que levaram ao fatídico dia 3 de janeiro. Até que ponto as suas lembranças são reais? Até onde Ben é culpado?</p>
<p dir="ltr">Gillian Flynn me envolveu com esse clima tenso e dramático. Me incomoda o fato de Libby se aproveitar da tragédia para tentar sobreviver. Chega até ser irônico. Por mais que tente fugir dos seus “<span class="il">lugares</span> <span class="il">escuros</span>” é por causa deles que ela se mantém no lugar que julga confortável.  Mas a partir do momento em que ela precisa enfrentar os seus fantasmas, eu passei a torcer pela paz que ela precisava encontrar e nem sabia que precisava.</p>
<p dir="ltr">Como temos três vozes presentes durante todo o livro, Libby, Ben e Patty, não é apenas Libby que vai ser tomada por tantas incertezas, nós também criamos teorias, começamos a investigar e juntar as peças do quebra-cabeça.  Em <span class="il">Lugares</span> <span class="il">Escuros</span>, Flynn mostra que todo mundo tem o seu dark place e cada um o enfrenta como julgar melhor.</p>
<p dir="ltr">&gt;&gt; O clima do interior dos Estados Unidos e o tom macabro marcado pela ideia do “sacrifício satânico da fazenda” me fez lembrar, um pouco, da primeira temporada da série policial criada por <strong>Nic Pizzolatto</strong> e exibida pelo canal <strong>HBO</strong>, <strong><em>True Detective</em></strong>. E isso só aumentou minha vontade de ver a adaptação de<a href="https://www.youtube.com/watch?v=2Gjsd0qhgII" target="_blank"> <span class="il">Lugares</span> <span class="il">Escuros</span></a> para o cinema lançada este ano.</p>
<p><strong>Confira o vídeo que fiz sobre o livro:</strong><br />
<iframe src="https://www.youtube.com/embed/_ZwVhLNy5k4" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="https://i0.wp.com/subindonotelhado.com.br/wp-content/uploads/2015/06/carrinho-de-compras.png"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-875 alignleft" src="https://i0.wp.com/subindonotelhado.com.br/wp-content/uploads/2015/06/carrinho-de-compras.png?resize=39%2C39" alt="carrinho-de-compras" width="39" height="39" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/carrinho-de-compras.png?w=128&amp;ssl=1 128w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/carrinho-de-compras.png?resize=80%2C80&amp;ssl=1 80w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/carrinho-de-compras.png?resize=50%2C50&amp;ssl=1 50w" sizes="auto, (max-width: 39px) 100vw, 39px" /></a><a href="http://amzn.to/1LHxzil" target="_blank">Amazon</a> / <a href="http://oferta.vc/e3p1" target="_blank">Saraiva</a> / <a href="http://oferta.vc/e3pc" target="_blank">Submarino</a> / <a href="http://oferta.vc/e3pi" target="_blank">Americanas</a> / <a href="http://oferta.vc/e3pp" target="_blank">Livraria Cultura </a></p>
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		<title>Precisamos falar sobre o Kevin &#8211; Lionel Shriver</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 May 2015 04:19:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Intrínseca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lionel Shriver é escritora e colunista do jornal britânico The Guardian. Seus livros são publicados no Brasil  pela editora Intrínseca, dentre eles “Precisamos falar sobre o Kevin” (2003), seu sétimo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Lionel Shriver é escritora e colunista do jornal britânico <i>The Guardian</i>. Seus livros são publicados no Brasil  pela <a href="http://www.intrinseca.com.br/site/autores_ficha.php?autorid=24" target="_blank">editora Intrínseca</a>, dentre eles “Precisamos falar sobre o Kevin” (2003), seu sétimo romance, vencedor do Prêmio Orange de 2005, considerado um best-seller mundial e adaptado para o cinema em 2011.</p>
<p>Em “Precisamos fala sobre o Kevin” lemos as cartas que Eva Khatchadourian escreveu para seu marido, Franklin, após o filho do casal, Kevin, assassinar sete colegas, uma professora e um funcionário no ginásio do colégio em que estudava em Nova York.</p>
<p>As cartas são cheias de lembranças do início da vida do casal, dos sonhos planejados, das dúvidas de uma mulher e empresária bem-sucedida sobre que rumo dar para sua vida: ser mãe, mulher, dona de uma empresa de guias de turismo ou ser tudo isso?<span id="more-748"></span></p>
<blockquote><p>Mas se houve uma lição a ser tirada do meu décimo aniversário, foi a de que as expectativas são perigosas quando são ao mesmo tempo grandes e amorfas. &#8211;  pag 101</p></blockquote>
<p><a href="https://i0.wp.com/subindonotelhado.com.br/wp-content/uploads/2015/05/foto-1.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-750" src="https://i0.wp.com/subindonotelhado.com.br/wp-content/uploads/2015/05/foto-1-e1431836368403-768x1024.jpg?resize=600%2C800" alt="precisamos falar sobre o kevin - foto jeniffer santos" width="600" height="800" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/05/foto-1-e1431836368403.jpg?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/05/foto-1-e1431836368403.jpg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/05/foto-1-e1431836368403.jpg?resize=700%2C933&amp;ssl=1 700w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/05/foto-1-e1431836368403.jpg?resize=260%2C347&amp;ssl=1 260w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/05/foto-1-e1431836368403.jpg?resize=38%2C50&amp;ssl=1 38w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/05/foto-1-e1431836368403.jpg?w=1224&amp;ssl=1 1224w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p>Através das palavras sinceras e agridoces de Eva questionamos assuntos como carreira x família, criação de filhos em uma sociedade permissiva e consumista, o fracasso de casamentos nos dias atuais. E mais do que tudo isso, acompanhamos a busca de Eva por um porquê para o acontecido &#8211; seria ela a culpada? &#8211;  e a morte não só das vítimas de Kevin, mas daquilo que seria considerado uma família perfeita, já que eles tinham casa, emprego, saúde, educação de qualidade e vida social.</p>
<blockquote><p>(&#8230;) Além do mais, não me parecia prudente confidenciar que, até o momento, eu encontrara minha única “ajuda” ao escrever a você, Franklin. Porque de algum modo eu tenho certeza de que estas cartas não constam da lista das terapias prescritas, uma vez que você está no próprio cerne do que eu preciso “superar” para que possa ter meu “encerramento”. E que perspectiva mais terrível, essa.  &#8211; pag 106</p></blockquote>
<p>Lionel construiu um thriller psicológico perfeito. Não só deparamos com os mais profundos e intensos pensamentos de Eva, como a própria disseca para o leitor todos os personagens &#8211; e toda sua família &#8211; de uma forma bastante humana.  Em uma página somos tomados pela empatia e ao passar de mais algumas podemos ser tomados pela apatia.  Conhecemos, principalmente, um Kevin cínico, frio e manipulador. Um Franklin permissivo, protetor e alheio ao verdadeiro Kevin percebido e sentido por Eva.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Ele não é uma pessoa vingativa, mas um fabricante de ferramentas para maquinário eletrônico aposentado (é perfeito demais, o fato dele ter produzido máquinas que faziam máquinas) que leva as questões de responsabilidade corporativa e boas práticas de negócios muito a sério. Kevin apresentara defeito e eu era a fabricante. &#8211;  pag 168 sobre o pai de Franklin</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Foi essa fome de Kevin que seus professores &#8211; à exceção de Dana Rocco &#8211; nunca perceberam, preferindo diagnosticar a atuação medíocre do nosso filho como resultado de algo bem mais na moda: transtorno de <i>deficit </i>de atenção. Eles estavam decididos a encontrar alguma falha mecânica nele, porque máquinas com defeito podem ser consertadas. Era mais fácil atender às necessidades da incapacidade passiva do que enfrentar a questão bem mais espinhosa de um desinteresse feroz e zombeteiro. &#8211;  pag 303</p></blockquote>
<p>A ficção aqui tratada é, infelizmente, recorrente nos dias de hoje. Quantos casos temos encontrado nas mídias e nas esquinas parecidos com o de Kevin? A autora toca em algumas  feridas atuais da sociedade como a violência nas escolas e a formação de jovens.</p>
<p>E nós temos tanto para falar sobre os Kevins, as Evas e os Franklins. E neste caso de “Precisamos falar sobre o Kevin” a conversa deve ser entre você, leitor, e Eva. Acredito que cada pessoa será tocada de forma diferente pela sinceridade de Eva e por esta obra inquietante e sensacional da Lionel.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O Oceano no fim do caminho &#8211; Neil Gaiman</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 May 2015 17:21:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Intrínseca]]></category>
		<category><![CDATA[Neil Gaiman]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É fato todo mundo tem seus monstros de infância. Às vezes são ilusões, sombras ou um adulto. Eu lembro que o meu era uma sombra e um sapo-boi. No quintal [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É fato todo mundo tem seus monstros de infância. Às vezes são ilusões, sombras ou um adulto. Eu lembro que o meu era uma sombra e um sapo-boi. No quintal da minha Vó, as sombras das roupas no varal formavam na parede o rosto de um homem narigudo. Eu juro! Era tenso e eu morria de medo. E um dia, no muro do quintal, apareceu um sapo enorme e disseram que era um sapo-boi, daqueles que correm atrás da gente. Tenso! Esses eram meus monstros, me mantinham longe do quintal nas horas impróprias e me faziam ir para cama cedo. Até hoje odeio sapo e tenho pavor de sombras.</p>
<p>Essas lembranças da infância voltaram por conta da leitura de “O oceano no fim do caminho” do Neil Gaiman (Intrínseca, 2013). Muito do que vivemos quando criança é esquecido, mas se surgir algo ou alguém daquele tempo, as lembranças vão voltando e o que parecia esquecido, enche o coração e os pensamentos de saudosismo.<span id="more-618"></span></p>
<p>É bem assim que começa o livro. Um homem, não sabemos o seu nome, apenas que é de meia-idade, precisa voltar para cidade que morava quando criança para um velório. Lá, encontra lembranças de acontecimentos esquecidos e muitas delas ele não sabia ao certo se era real ou imaginação. As lembranças o levam de volta para uma fazenda que tinha um lago no fundo do quintal. Era a fazenda onde há anos atrás ele conheceu uma menina chamada Lettie Hempstock e para ela, o lago era um oceano.</p>
<blockquote><p>As memórias de infância às vezes são encobertas e obscurecidas pelo que vem depois, como brinquedos antigos esquecidos no fundo do armário abarrotado de um adulto, mas nunca se perdem por completo. Parei na saleta da entrada da casa e falei.</p>
<p>&#8211; Olá? Tem alguém aí? &#8211; pag 14</p></blockquote>
<p>O personagem principal sem nome, que pode ser eu, você ou até o Gaiman &#8211; como muitos acreditam ser -, era um garoto solitário que confiava mais nos livros do que nas pessoas. Certa vez ele precisou sair do seu quarto para que os pais pudessem alugar o cômodo e obter alguma grana extra. Dentre os vários inquilinos, um acaba se suicidando próximo à Fazenda Hempstock e foi assim que o menino conheceu as mulheres Hempstock, Lettie, a avó e a mãe. Entre as duas crianças nasceu uma amizade repleta de mistério e imaginação a beira de um lago-oceano.</p>
<blockquote><p>Desde pequeno eu sempre pegava várias ideias emprestadas dos livros. Eles me ensinaram quase tudo o que eu sabia sobre o que as pessoas faziam, sobre como me comportar. Eram meus professores e meus conselheiros. &#8211; pag 92</p></blockquote>
<p>Após o suicídio do inquilino, surge uma nova moradora, uma sujeita simpática demais para o gosto do garoto, Ursula Monkton. Ela acaba conquistando toda a família menos o menino, e sua intuição estava certa. Ela não era quem realmente dizia ser e até Lettie sabia disso.</p>
<blockquote><p>&#8211; Ninguém realmente se parece por fora com o que de fato é por dentro. Nem você. Nem eu. As pessoas são muito mais complicadas que isso. É assim com todo mundo. &#8211; pag 129</p></blockquote>
<p>&#8220;Oceano&#8230;&#8221; é o tipo de livro em que é necessário acreditar que o mundo ao redor é muito além daquilo que se vê. A fábula contada por Gaiman é magnífica ao ponto de ter me feito sonhar com Lettie e seu amigo. Sonhei que de alguma forma era parte daquela aventura e podia sentir os medos e questionamentos dos dois personagens. Me peguei relembrando as aventuras da infância, as tantas coisas que acreditava existir e que tornava a vida mais mágica e interessante.</p>
<blockquote><p>Adultos seguem caminhos. Crianças exploram. Os adultos ficam satisfeitos por seguir o mesmo trajeto, centenas de vezes, ou milhares; talvez nunca lhes ocorra pisar fora desses caminhos, rastejar por baixo das rododendros, encontrar os vãos entre as cercas. &#8211; pag 70</p></blockquote>
<p>Ao ler esse livro, me deixei explorar novos e velhos caminhos. Faça o mesmo, segure nas mãos dos garotos e embarque nessa fábula maravilhosa. E uma dica, é bom não soltar as mãos de jeito nenhum.</p>
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		<title>Garota Exemplar &#8211; Gillian Flynn</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 May 2015 23:01:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Gillian Flynn]]></category>
		<category><![CDATA[Intrínseca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando me deparei com o título Garota Exemplar, de Gillian Flynn,  até cogitei a hipótese de ser um romance cheio de amores ideais ou a história de uma garota certinha. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando me deparei com o título <a href="http://www.garotaexemplar.com.br/" target="_blank">Garota Exemplar</a>, de Gillian Flynn,  até cogitei a hipótese de ser um romance cheio de amores ideais ou a história de uma garota certinha. Mas, fui pesquisar um pouco e logo encontrei a frase “O casamento mata”. Bem, aí eu já comecei a me interessar. E vi que era um suspense/drama daqueles que podiam me tirar o fôlego.</p>
<p dir="ltr">Confesso que as primeiras páginas foram bem maçantes, mas alguma coisa me dizia que aquela lentidão logo iria se transformar em algo mais animador ou assustador, como queiram.</p>
<p dir="ltr">Garota Exemplar conta a história de Nick e Amy, duas pessoas aparentemente normais, um casal feliz. Mas até que no aniversário de cinco anos de casados, Amy desaparece.</p>
<p dir="ltr">No início, Nick acreditou ser apenas mais um dos “caça ao tesouro” que a Amy preparava para comemorar o aniversário de casamento, mas não foi. E o que parecia uma suposta brincadeira, virou o pesadelo da vida de Nick, afinal ele foi apontado como principal suspeito do desaparecimento de sua esposa. E virou, também, o pesadelo da vida de Amy.<span id="more-124"></span><span id="more-8110"></span></p>
<p dir="ltr">Nick e Amy são os narradores da história. Acompanhamos o dia a dia das investigações através de Nick e “conhecemos” os últimos sete anos do casal através de anotações feitas em diários escritos por Amy. Assim a narrativa mostra os dois lados, o que faz com que o leitor passe a odiar e amar as personagens ao ler cada capítulo. Essa troca de narradores nos apresenta  a rica construção do perfil psicológico de cada um feita por Gillian Flynn.</p>
<p dir="ltr">Vi o casal normal e feliz do início do livro se transformar em seres com frustrações e famílias problemáticas. O cara legal, Nick, se transformou em um sacana inseguro e confuso e a  garota mais doce, gentil, forte, a “Amy Exemplar”, da série de livros de sucesso escritos por seus pais, em uma louca disciplinada.</p>
<p dir="ltr">O livro nos leva a questionar se a pessoa ao nosso lado é realmente quem demonstra ser ou é apenas aquilo que deseja mostrar. São nas crises que você passa a conhecer quem dorme ao teu lado e é quando a rotina sufoca que você conhece a pessoa com quem casou.</p>
<p dir="ltr">E acredito que só depois de cinco anos Amy e Nick se conheceram e se entenderam de verdade.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">A verdade é flexível; você só precisa escolher o especialista certo.</p>
<p style="text-align: center;"><cite>pag 212</cite></p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">… Ele me deixou ver suas deficiências, e me odeia por eu conhecê-las.</p>
<p style="text-align: center;"><cite>pag 215</cite></p>
</blockquote>
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		<title>A visita cruel do tempo &#8211; Jennifer Egan</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 May 2015 22:21:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Intrínseca]]></category>
		<category><![CDATA[Jennifer Egan]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando o tempo bate na sua porta. Não tem escapatória. Basta olhar-se no espelho, tentar lembrar-se de um acontecimento do passado, dançar mais de duas horas seguidas. Que lá estarão [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/a-visita-cruel-do-tempo/">A visita cruel do tempo &#8211; Jennifer Egan</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando o tempo bate na sua porta. Não tem escapatória. Basta olhar-se no espelho, tentar lembrar-se de um acontecimento do passado, dançar mais de duas horas seguidas. Que lá estarão as marcas dessa visita.</p>
<p>Ele chega e detalhe, ele avisa. Os segundos, minutos, os dias, meses, anos vão passando. E vamos percebendo. E somente nós podemos fazer com que essa visita não seja muito cruel.</p>
<p>Em <strong>A visita cruel do tempo</strong>, livro vencedor do<a href="http://www.pulitzer.org/node/8501" target="_blank"> Prêmio Pulitzer</a> em 2011, <strong>Jennifer Egan</strong> trata da passagem do tempo em nossas vidas sobre a perspectiva de quatro personagens: Bennie, produtor musical; Jules Jones, jornalista e cunhado de Bennie; Stephanie, esposa de Bennie; e Sasha, assistente cleptomaníaca de Bennie.<span id="more-10621"></span></p>
<p>A partir da vida desses personagens vemos como sonhos e desejos começam, acabam e se renovam com o passar do tempo. E isso tudo baseado nas escolhas que fazemos e com a ajuda das pessoas que convivemos.<span id="more-109"></span></p>
<p>No livro encontramos uma mistura do tempo presente, futuro e passado. Não há uma ordem cronológica. Assim como existe uma mistura de narradores e cenários. Além de encontrarmos um capítulo especial feito em formato de slides. Jennifer Egan faz com que toda essa desordem ao final torne-se uma perfeita narrativa, um livro muito bem escrito. E é isso! A história dos personagens não me emocionou. Mas a ideia do livro e a forma deste são encantadores. A forma de escrever da Egan é excelente, mas não os personagens que ela criou.</p>
<p>Quando vi as primeiras notícias sobre o livro, o que me chamou muito atenção foi o título: A visita cruel do tempo. Forte e com impacto. Tinha acabado de ler a Obscena Senhora D, da Hilda Hilst, e o título foi meio que uma resposta para tudo que tinha lido no livro da Hilda (depois conto mais sobre). Comecei a ler buscando emoção, mas só encontrei a perfeição da narrativa da Egan. E que por isso, valeu a leitura!</p>
<p>E a visita é cruel mesmo? Sim. Mas ao final, a crueldade vai ser de acordo com as nossas escolhas e de quem a gente permitiu que passasse por nossos caminhos.</p>
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