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	<title>Arquivo para Gillian Flynn - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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	<description>Crônicas, fotografias e reflexões sobre vida e cultura.</description>
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		<title>Lugares Escuros &#8211; Gillian Flynn</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2015 14:01:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Gillian Flynn]]></category>
		<category><![CDATA[Intrínseca]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr">Em 3 de janeiro de 1985, aos 7 anos, Libby Day sobreviveu à tragédia que matou suas duas irmãs e sua mãe. O testemunho de Libby levou para prisão o seu irmão mais velho, Ben. Na época, o crime foi apontado pelos habitantes de Kinnakee (Kansas) como o “sacrifício satânico da fazenda”. É nesse clima macabro e dramático que a escritora <strong>Gillian Flynn</strong> nos apresenta <strong>Lugares Escuros</strong> (<a href="http://www.intrinseca.com.br/" target="_blank">Intrínseca</a>, 2015), mais um bom <em>thriller</em> psicológico.</p>
<p dir="ltr">A história da Família Day nos é contada a partir de três perspectivas: no presente, os relatos de Libby; no passado, os relatos da véspera e do dia do crime narrados pela mãe Patty Day e por Ben.<span id="more-1369"></span></p>
<p dir="ltr">Libby se tornou uma pessoa reclusa, desmotivada, deprimida e, como ela mesma se define, “triste há vinte e quatro anos”. A tristeza era tanta que Libby não conseguia ter bons pensamentos. As boas lembranças da época em que vivia feliz com a família sempre a levavam para algum lugar <span class="il">escuro</span>, algum momento daquela noite trágica.</p>
<blockquote>
<p dir="ltr" style="text-align: center;">Nunca posso alimentar esses pensamentos. Classifiquei essas lembranças como se fossem um lugar particularmente perigoso: um lugar <span class="il">escuro</span>. Bastava alimentar por tempo demais uma imagem da minha mãe tentando dar um jeito na cafeteira quebrada ou de Michelle dançando em sua camisola de jérsei, e minha mente mergulhava em um lugar <span class="il">escuro</span>. Manchas maníacas de um vermelho brilhante soam na noite. Aquele inevitável machado ritmado se movendo mecanicamente como se cortasse madeira. Disparos de espingarda em um pequeno corredor. Os gritos apavorados da minha mãe, ainda tentando salvar os filhos com metade da cabeça faltando.</p>
</blockquote>
<p dir="ltr">Durante anos ela conseguiu viver com a ajuda de pessoas que se interessaram e se emocionaram com a tragédia da Família Day. Certa vez, Libby foi procurada para escrever um livro de autoajuda sobre superação. Assim conseguiu passar os dias em casa, reclusa, sem precisar trabalhar.</p>
<p dir="ltr">Ao descobrir que suas economias estavam no fim e as pessoas não estavam mais tão interessadas na sua família, Libby se sente pressionada a buscar novas formas de ganhar dinheiro. Até que encontra uma carta de Lyle Wirth, membro de um <em>Kill Club</em>. O clube era um lugar que reunia fãs de crimes famosos dispostos a pagar qualquer coisa para ter informações e objetos pessoais das vítimas e criminosos.</p>
<p dir="ltr">No popular, juntou a fome com a vontade de comer. Libby precisava ganhar dinheiro e aquelas pessoas pagariam qualquer valor por um simples cartão escrito por uma das suas irmãs mortas. Mas nem tudo seria tão fácil quanto ela imaginava.  Membros do <em>Kill Club</em> acreditavam na inocência de Ben e queriam provar isso.  Existia até um grupo chamado <em>Free Day Society</em> que tinha o objetivo de tirar Ben da prisão. Para continuar a sobreviver, sem ter de trabalhar, Libby vai precisar retornar para os seus <span class="il">lugares</span> <span class="il">escuros</span>.</p>
<p dir="ltr">A partir daí, encontramos uma narrativa densa, investigativa, dramática e macabra. Libby vai precisar trilhar os caminhos <span class="il">escuros</span> da sua mente e dos acontecimentos que levaram ao fatídico dia 3 de janeiro. Até que ponto as suas lembranças são reais? Até onde Ben é culpado?</p>
<p dir="ltr">Gillian Flynn me envolveu com esse clima tenso e dramático. Me incomoda o fato de Libby se aproveitar da tragédia para tentar sobreviver. Chega até ser irônico. Por mais que tente fugir dos seus “<span class="il">lugares</span> <span class="il">escuros</span>” é por causa deles que ela se mantém no lugar que julga confortável.  Mas a partir do momento em que ela precisa enfrentar os seus fantasmas, eu passei a torcer pela paz que ela precisava encontrar e nem sabia que precisava.</p>
<p dir="ltr">Como temos três vozes presentes durante todo o livro, Libby, Ben e Patty, não é apenas Libby que vai ser tomada por tantas incertezas, nós também criamos teorias, começamos a investigar e juntar as peças do quebra-cabeça.  Em <span class="il">Lugares</span> <span class="il">Escuros</span>, Flynn mostra que todo mundo tem o seu dark place e cada um o enfrenta como julgar melhor.</p>
<p dir="ltr">&gt;&gt; O clima do interior dos Estados Unidos e o tom macabro marcado pela ideia do “sacrifício satânico da fazenda” me fez lembrar, um pouco, da primeira temporada da série policial criada por <strong>Nic Pizzolatto</strong> e exibida pelo canal <strong>HBO</strong>, <strong><em>True Detective</em></strong>. E isso só aumentou minha vontade de ver a adaptação de<a href="https://www.youtube.com/watch?v=2Gjsd0qhgII" target="_blank"> <span class="il">Lugares</span> <span class="il">Escuros</span></a> para o cinema lançada este ano.</p>
<p><strong>Confira o vídeo que fiz sobre o livro:</strong><br />
<iframe src="https://www.youtube.com/embed/_ZwVhLNy5k4" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><a href="https://i0.wp.com/subindonotelhado.com.br/wp-content/uploads/2015/06/carrinho-de-compras.png"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class=" wp-image-875 alignleft" src="https://i0.wp.com/subindonotelhado.com.br/wp-content/uploads/2015/06/carrinho-de-compras.png?resize=39%2C39" alt="carrinho-de-compras" width="39" height="39" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/carrinho-de-compras.png?w=128&amp;ssl=1 128w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/carrinho-de-compras.png?resize=80%2C80&amp;ssl=1 80w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/carrinho-de-compras.png?resize=50%2C50&amp;ssl=1 50w" sizes="(max-width: 39px) 100vw, 39px" /></a><a href="http://amzn.to/1LHxzil" target="_blank">Amazon</a> / <a href="http://oferta.vc/e3p1" target="_blank">Saraiva</a> / <a href="http://oferta.vc/e3pc" target="_blank">Submarino</a> / <a href="http://oferta.vc/e3pi" target="_blank">Americanas</a> / <a href="http://oferta.vc/e3pp" target="_blank">Livraria Cultura </a></p>
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		<title>Garota Exemplar &#8211; Gillian Flynn</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 May 2015 23:01:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Gillian Flynn]]></category>
		<category><![CDATA[Intrínseca]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando me deparei com o título <a href="http://www.garotaexemplar.com.br/" target="_blank">Garota Exemplar</a>, de Gillian Flynn,  até cogitei a hipótese de ser um romance cheio de amores ideais ou a história de uma garota certinha. Mas, fui pesquisar um pouco e logo encontrei a frase “O casamento mata”. Bem, aí eu já comecei a me interessar. E vi que era um suspense/drama daqueles que podiam me tirar o fôlego.</p>
<p dir="ltr">Confesso que as primeiras páginas foram bem maçantes, mas alguma coisa me dizia que aquela lentidão logo iria se transformar em algo mais animador ou assustador, como queiram.</p>
<p dir="ltr">Garota Exemplar conta a história de Nick e Amy, duas pessoas aparentemente normais, um casal feliz. Mas até que no aniversário de cinco anos de casados, Amy desaparece.</p>
<p dir="ltr">No início, Nick acreditou ser apenas mais um dos “caça ao tesouro” que a Amy preparava para comemorar o aniversário de casamento, mas não foi. E o que parecia uma suposta brincadeira, virou o pesadelo da vida de Nick, afinal ele foi apontado como principal suspeito do desaparecimento de sua esposa. E virou, também, o pesadelo da vida de Amy.<span id="more-124"></span><span id="more-8110"></span></p>
<p dir="ltr">Nick e Amy são os narradores da história. Acompanhamos o dia a dia das investigações através de Nick e “conhecemos” os últimos sete anos do casal através de anotações feitas em diários escritos por Amy. Assim a narrativa mostra os dois lados, o que faz com que o leitor passe a odiar e amar as personagens ao ler cada capítulo. Essa troca de narradores nos apresenta  a rica construção do perfil psicológico de cada um feita por Gillian Flynn.</p>
<p dir="ltr">Vi o casal normal e feliz do início do livro se transformar em seres com frustrações e famílias problemáticas. O cara legal, Nick, se transformou em um sacana inseguro e confuso e a  garota mais doce, gentil, forte, a “Amy Exemplar”, da série de livros de sucesso escritos por seus pais, em uma louca disciplinada.</p>
<p dir="ltr">O livro nos leva a questionar se a pessoa ao nosso lado é realmente quem demonstra ser ou é apenas aquilo que deseja mostrar. São nas crises que você passa a conhecer quem dorme ao teu lado e é quando a rotina sufoca que você conhece a pessoa com quem casou.</p>
<p dir="ltr">E acredito que só depois de cinco anos Amy e Nick se conheceram e se entenderam de verdade.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">A verdade é flexível; você só precisa escolher o especialista certo.</p>
<p style="text-align: center;"><cite>pag 212</cite></p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">… Ele me deixou ver suas deficiências, e me odeia por eu conhecê-las.</p>
<p style="text-align: center;"><cite>pag 215</cite></p>
</blockquote>
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