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	<title>Arquivo para Editora Nova Fronteira - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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	<description>Crônicas, fotografias e reflexões sobre vida e cultura.</description>
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		<title>Orlando &#8211; Virgínia Woolf</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 May 2015 03:52:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Nova Fronteira]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Virginia Woolf nasceu em Londres em 1882. Além de romances, escreveu ensaios, contos e resenhas para jornais. Em 1928 publicou Orlando, seu sexto romance, com o subtítulo “uma biografia” e dedicatória à escritora Victoria Sackville-West, Vita, sua grande amiga e com quem Virginia teve um envolvimento amoroso.</p>
<p>Se for para falar do livro de forma superficial diremos apenas: Orlando conta a história de um homem que um dia acordou como mulher. Mas óbvio que não é só isso.<span id="more-737"></span></p>
<p>Orlando tem características de um romance histórico e a narrativa é como se Vírginia estivesse escrevendo naquele momento a biografia de Orlando. Encontramos questionamentos e considerações feitos pela escritora &#8211; como uma conversa com o leitor -, isso nos faz entender melhor o personagem principal e a sociedade retratada.</p>
<blockquote><p>&#8230;mas, embora a visão dessa obra lhe desse extremo prazer, nunca ousara mostrá-la nem mesmo para sua mãe, pois saiba que escrever, e principalmente publicar, era, para um nobre, uma desgraça imperdoável. &#8211; pag 57</p></blockquote>
<p>A narrativa começa com Orlando aos 16 anos, no final do século XVI, e termina em outubro de 1928.  De fato, Orlando no meio da sua longa vida, acorda como mulher, mas até lá muita coisa acontece e Virginia Woolf surpreende por abordar, naquele tempo, questões como sexualidade e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Androginia" target="_blank">androginia</a>.</p>
<blockquote><p>Para nós é suficiente constatar o simples fato: Orlando foi homem até os trinta anos; nessas ocasião tornou-se mulher e assim permaneceu daí por diante. &#8211; pag 100</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>É interessante acompanhar a transformação de Orlando, suas descobertas e aventuras, a transição do pensamento &#8211;  e da atitude &#8211; do masculino para o feminino, o seu amadurecimento. E principalmente a aceitação da possibilidade de viver a androginia.</p>
<blockquote><p>Parece que ela não tinha dificuldade em sustentar o duplo papel, pois mudava de sexo mais frequentemente do que podem imaginar aqueles que usaram apenas uma espécie de roupa; e não pode haver dúvida de que com este artifício colhia uma dupla colheita, os prazeres da vida eram aumentados, suas experiências multiplicadas. Trocava a probidade dos calções pela sedução das saias, e usufruía igualmente o amor de ambos os sexos. &#8211; pag 156</p></blockquote>
<p>A aparência de homem ou mulher, fica aqui a cargo das roupas utilizadas. “E frequentemente são apenas as roupas que mantêm a aparência masculina ou feminina, enquanto interiormente o sexo é aquele oposto ao que está à vista” (p. 134). Pois, nem de nome Orlando mudou. Achei estranho o fato de não mudar o nome, mas pensando bem isso é o mínimo e só me fez pensar que a sociedade ainda é presa aos gêneros. Deve-se nascer e morrer homem ou mulher. E os poucos que se atrevem a fazer diferente sofrem para sobreviver aos olhos estranhos que os rodeiam.</p>
<p>Realmente, Virginia escreveu uma obra-prima à frente do seu tempo e do nosso.</p>
<p>&nbsp;</p>
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