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	<title>Arquivo para Editora Leya - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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	<description>Crônicas, fotografias e reflexões sobre vida e cultura.</description>
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	<title>Arquivo para Editora Leya - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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		<title>13 frases do livro O ano da leitura mágica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Dec 2015 14:44:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Leya]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os livros permitem que experiências sejam revividas e que lições sejam aprendidas.  (O ano da leitura mágica &#8211; Nina Sankovitch) Após perder sua irmã, Nina Sankovitch faz a promessa de ler um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p dir="ltr" style="text-align: center;">Os livros permitem que experiências sejam revividas e que lições sejam aprendidas.</p>
<p style="text-align: center;"><cite> (O ano da leitura mágica &#8211; Nina Sankovitch)</cite></p>
</blockquote>
<p><span id="more-2239"></span></p>
<div class="yj6qo">Após perder sua irmã, <strong>Nina Sankovitch</strong> faz a promessa de ler um livro por dia durante um ano. No livro <strong>O ano da Leitura mágica</strong>, publicado no Brasil pela <strong>Editora LeYa</strong>, nós acompanhamos esse ano literário, e todos os sentimentos e inquietações gerados pela leitura de títulos como A Elegância do Ouriço, de Muriel Barbery;  Do Que Eu Falo Quando Eu Falo de Corrida, de Haruki Murakami; e O Castelo de Vidro, de Jeannette Walls.</div>
<div class="yj6qo"></div>
<div class="yj6qo">O livro só reforçou a ideia que eu tenho de que <strong>ler é terapia</strong>. Separei 13 frases bem legais só para vocês entenderem um pouquinho do que foi o ano da leitura mágica da Nina.</div>
<p dir="ltr" style="text-align: left;">&#8220;<strong>E</strong>u usei os livros durante toda a minha vida para obter sabedoria, ajuda e como uma forma de fuga.&#8221;</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right;">&#8220;<strong>D</strong>urante anos, os livros abriram uma janela pela qual eu podia ver como as outras pessoas lidavam com a vida, suas tristezas, alegrias, monotonias e frustrações. Eu os usaria novamente para buscar empatia, orientação, amizade e experiência. Os livros me dariam tudo isso e mais.&#8221;</p>
<p dir="ltr">&#8220;<strong>A</strong>final, nem as pessoas nem a vida são previsíveis.&#8221;</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right;">&#8220;<strong>A</strong> elegância do ouriço me fazia lembrar de Anne-Marie o tempo todo, do começo ao fim. Era como se eu pudesse ouvi-la dizendo: “Sim, Nina, a vida é dura, injusta, dolorosa. Mas também tem toda a garantia – cem por cento, sem dúvida – de propiciar momentos inesperados de beleza, alegria, amor, aceitação e até euforia”. Coisas boas. Nossa capacidade de vê-las e nos apegarmos a esses momentos bons é que nos permite sobreviver e até prosperar. E quando conseguimos compartilhar a beleza, a esperança renasce.&#8221;</p>
<p dir="ltr">&#8220;<strong>A</strong> beleza está nos momentos que persistem, os momentos que nos dão vida vezes sem fim. Estamos em meio a pilhas de lembranças em desordem. E prosperamos com o alimento que nos é dado pelo passado.&#8221;</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right;">&#8220;<strong>P</strong>orque as palavras são testemunhas da vida: elas registram o que aconteceu e tornam tudo verdade. Palavras criam histórias que se transformam em histórias inesquecíveis. Mesmo a ficção retrata a verdade: boa ficção é a verdade.&#8221;</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left;">&#8220;<strong>O</strong> propósito da grande literatura é revelar o que está escondido e iluminar o que está na escuridão.&#8221;</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right;">&#8220;<strong>S</strong>omos aquilo que gostamos de ler e quando admitimos que adoramos um livro, admitimos que este livro representa verdadeiramente algum aspecto do nosso ser, seja o fato de sermos loucos por romance, ou por aventura, ou secretamente fascinados por crimes.&#8221;</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left;">&#8220;<strong>U</strong>m livro compartilhado era uma fuga na companhia de outrem.&#8221;</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right;">&#8220;<strong>M</strong>eu futuro não é infinito, hoje eu sei disso. Mas minha vida é cheia de possibilidades&#8230;&#8221;</p>
<p dir="ltr">&#8220;<strong>A</strong> ordem é definida por como vivemos nossas vidas. A ordem é criada por como reagimos ao que a vida nos dá. A ordem é encontrada quando se aceita que nem todas as perguntas podem ser respondidas.&#8221;</p>
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<div id=":a3" class="a3s">
<p dir="ltr" style="text-align: right;">&#8220;<strong>O</strong> que fazemos uns para os outros é o que permanece.&#8221;</p>
<div class="yj6qo"></div>
<div class="yj6qo"></div>
</div>
</div>
<div class="hi"></div>
</div>
<ul>
<li class="ajx"><strong>Onde encontrar: </strong><a href="http://amzn.to/1mcmq09" target="_blank">Amazon</a> / <a href="http://oferta.vc/ozUI" target="_blank">Saraiva</a></li>
</ul>
</div>
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		<title>Cicatrizes &#8211; David Small</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Convidado JG]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2015 13:52:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Leya]]></category>
		<category><![CDATA[HQ]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sabe quando você termina um livro e sente a necessidade de compartilhar a história com todo mundo? Então, isso aconteceu comigo quando acabei de ler a HQ Cicatrizes, do escritor [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/cicatrizes-david-small/">Cicatrizes &#8211; David Small</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sabe quando você termina um livro e sente a necessidade de compartilhar a história com todo mundo? Então, isso aconteceu comigo quando acabei de ler a HQ <strong>Cicatrizes</strong>, do escritor e ilustrador norte-americano <strong>David Small</strong>, lançado aqui no Brasil pela <strong>Editora Leya</strong>, em 2010. Tinha pensando em “resenhar” outro quadrinho, mas nas primeiras páginas de leitura de Cicatrizes já sabia que iria escrever sobre ele. Trata-se de um quadrinho autobiográfico, no qual o autor retrata alguns momentos da sua infância e adolescência. A premissa parece simples e conhecemos outros quadrinhos autobiográficos, excelentes por sinal, mas a obra de David Small mexeu comigo. Me incomodou e deprimiu na medida certa. E ao chegar ao fim da história tive a certeza de que tinha lido uma p&amp;%$# obra, que com toda certeza entrou para a minha lista de favoritos.<span id="more-1441"></span></p>
<p>David Small começa a contar sua história a partir dos seis anos de idade. E de cara, ele faz questão de ressaltar que vive em uma família com muitos problemas de relacionamento. Percebemos que o casamento de seus pais está desgastado e que o relacionamento com os filhos está longe de ser o ideal. A mãe, sempre muito nervosa, vive batendo a porta dos armários, o pai desconta os problemas no saco de boxe, enquanto o irmão mais velho extravasa na bateria. A maneira que ele encontrou de chamar a atenção dos pais era ficando doente. Vivia tomando remédios, realizando procedimentos clínicos e se submetendo a sessões de raios-x ministradas pelo pai, que era radiologista, para tratar uma sinusite crônica.</p>
<p>Sua mãe não tinha paciência nem carinho para com o filho e tal relação é destacada ao longo de toda a história. Sempre que possível, referia-se à quantidade de dinheiro que gastava no tratamento de suas “doenças”.</p>
<p>Desde pequeno demonstrava grande imaginação e gosto pelos desenhos. Desenhar passava a ser uma fuga da realidade. Em diversos momentos o vemos “adentrar” nos desenhos que fazia e “encontrar” um mundo paralelo, assim como a <strong>Alice de Lewis Carroll</strong>, seu personagem favorito entre todas as histórias. Para se ter uma ideia, saia pela rua com uma toalha na cabeça fingindo ser a própria Alice. A analogia que o autor faz com Alice é perfeita e até difícil escrever sobre ela. Só lendo mesmo.</p>

<a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/07/Cicatrizes-de-David-Small-Entrando-nos-desenhos-foto-alan-nardi1.jpg?ssl=1"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/07/Cicatrizes-de-David-Small-Entrando-nos-desenhos-foto-alan-nardi1.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/07/Cicatrizes-de-David-Small-Entrando-nos-desenhos-foto-alan-nardi1.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/07/Cicatrizes-de-David-Small-Entrando-nos-desenhos-foto-alan-nardi1.jpg?resize=450%2C450&amp;ssl=1 450w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/07/Cicatrizes-de-David-Small-Entrando-nos-desenhos-foto-alan-nardi1.jpg?resize=80%2C80&amp;ssl=1 80w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/07/Cicatrizes-de-David-Small-Entrando-nos-desenhos-foto-alan-nardi1.jpg?zoom=2&amp;resize=150%2C150&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></a>
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<p>Os avós, na maioria das vezes, são acusados de estragar os netos, o que no caso de David seria uma salvação, mas infelizmente ele também enfrentaria problemas, especialmente com sua avó materna. Em uma viagem de férias, ele e sua mãe foram até a casa dos avós maternos enquanto o pai e o irmão visitaram os avós paternos. Sua avó era autoritária e, assim como a mãe, não fazia questão de demonstrar carinho por David. Os castigos e a as ofensas da avó fizeram com que ele nunca mais voltasse a sua casa.</p>
<p>Pulamos alguns anos de sua vida e o vemos no início da adolescência. Sua mãe continuava a trata-lo mal e mantinha sua obsessão por dinheiro. Em uma festa oferecida por ela aos amigos da família uma convidada percebe um caroço estranho no seu pescoço e recomenda que o levem ao médico. Mais gasto, menos dinheiro. Na consulta ele é diagnosticado com um cisto sebáceo que deve ser retirado. Seus pais, mesmo com uma boa condição financeira, adiam sempre que possível a cirurgia, e somente aos 14 anos ele vai retirar o cisto que tanto o incomodava. Era um câncer &#8230;</p>
<p>E a partir deste momento a história torna-se ainda mais dramática, mas não no sentido de exploração da doença para nos fazer chorar e ter pena, e sim do desenvolvimento psicológico de David. Diversas situações de conflito são retratadas de maneira brilhante e a arte tem um papel fundamental nisso tudo. Em preto e branco, os desenhos, muitas vezes sem qualquer balão com texto, fazem com que nos coloquemos no lugar de David e adentremos na história. Suas lembranças são brilhantemente retratadas. Já disse que é espetacular? Tá bom vai &#8230; é espetacular. Se tiver oportunidade leia e comente para trocarmos uma ideia. E a conversa vai render!!!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abraços e até a próxima. <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f600.png" alt="😀" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/subindonotelhado.com.br/wp-content/uploads/2015/06/carrinho-de-compras.png"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="  wp-image-875 alignleft" src="https://i0.wp.com/subindonotelhado.com.br/wp-content/uploads/2015/06/carrinho-de-compras.png?resize=30%2C30" alt="carrinho-de-compras" width="30" height="30" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/carrinho-de-compras.png?w=128&amp;ssl=1 128w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/carrinho-de-compras.png?resize=80%2C80&amp;ssl=1 80w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/06/carrinho-de-compras.png?resize=50%2C50&amp;ssl=1 50w" sizes="auto, (max-width: 30px) 100vw, 30px" /></a><a href="http://oferta.vc/ekZj" target="_blank">Livraria da Folha</a></p>
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		<title>Frases do livro “Meus desacontecimentos”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 May 2015 15:42:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Leya]]></category>
		<category><![CDATA[Eliane Brum]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Às vezes me perguntam o que aconteceria comigo se não existisse a palavra escrita. Eu respondo: teria me assassinado, consciente ou não de que estava me matando. É uma resposta [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: center;">Às vezes me perguntam o que aconteceria comigo se não existisse a palavra escrita. Eu respondo: teria me assassinado, consciente ou não de que estava me matando. É uma resposta dramática, e eu sou dramática. O que tento dizer é que, se não pudesse rasgar o papel com a caneta, ainda que numa tela digital, eu possivelmente rasgaria o meu corpo. E, em algum momento, o rasgaria demais.</p>
<p style="text-align: center;"><cite>Eliane Brum</cite></p>
</blockquote>
<p>Eliane Brum nasceu em 1966, é escritora, jornalista e documentarista. Escreveu por onze anos para o jornal Zero Hora, e dez para revista Época. Atualmente se dedica aos livros de reportagem e ficção, além de ser jornalista free-lance e escrever para o site do jornal El País.</p>
<p>Em 2014, através da Editora Leya, lançou uma autobiografia com o título <a href="http://jeniffergeraldine.com/meus-desacontecimentos/" target="_blank" rel="noopener">Meus desacontecimentos – a história da minha vida com as palavras </a>(144 páginas). Confira algumas frases do livro.<span id="more-574"></span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #808080;">Há mal-entendidos demais numa vida humana. (pag 23)</span></p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #808080;">Há realidades que só a ficção suporta. Precisam ser inventadas para ser contadas. (pag 78)</span></p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #808080;">A palavra é o outro corpo que habito. Não sei se existe vida após a morte. Desconfio que não. Sei que para mim não existe vida fora da palavra escrita. Só sei ser – por escrito. (pag 83)</span></p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #808080;">O passado só existe a partir de um narrador no presente que é tanto um decifrador quanto um criador de sentidos. (pag 89)</span></p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p><span style="color: #808080;">Aprendi nesse território por desbravar que o princípio não é o verbo, mas o cheiro. Meu primeiro ato era inspirar aquelas folhas virgens, as quais eu seria a primeira a decifrar. Depois eu passava a ponta dos dedos na capa, sentindo a pele e a forma, acariciava as páginas com reverência. Só então lia a primeira palavra, toda arrepiada. Até hoje repito esse ato nas livrarias, causando algum estranhamento. Para mim, os livros sempre foram sagrados, mas apenas para que pudessem ser profanados. Mais tarde eu faria sexo da mesma maneira, ligando os corpos e as letras para sempre na minha apreensão do mundo. (pag 102)</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #808080;">Aprendi ali que ninguém é substituível. Alguns se tornam substituíveis ao se deixar reduzir a apertador de parafusos da máquina do mundo. Alienam-se do seu mistério, esquecem-se de que cada um é arranjo único e irrepetível na vastidão do universo. Quando a alma estala fingem não saber de onde vem a dor. Então engolem a última droga da indústria farmacêutica para silenciar suas porções ainda vivas. Teriam mais chance se ousassem se apropriar de sua singularidade. E se tornassem o que são. Para se perder logo adiante e se buscar mais uma uma vez, já que ser é também a experiência de não ser. (pag 104)</span></p>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #808080;">Acredito que só alcançamos o extraordinário do que somos ao sermos capazes de alcançar o extraordinário que é o outro. (pag 106)</span></p>
</blockquote>
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		<title>Universo Game of Thrones – Livros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 May 2015 15:26:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Leya]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Séries]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>George R. R. Martin começou a escrever As crônicas de gelo e fogo em 1991 e somente em 1996 teve o  primeiro volume publicado. Era para ser uma trilogia, mas  já [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>George R. R. Martin</strong> começou a escrever <strong>As crônicas de gelo e fogo</strong> em 1991 e somente em 1996 teve o  primeiro volume publicado. Era para ser uma trilogia, mas  já tem cinco livros lançados, mais dois em produção, além de três contos e novelas – isso tudo usando um <a href="http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/george-r-r-martin-escreve-livros-em-um-computador-com-dos" target="_blank">computador de 1980</a>. Em 2009, os quatro primeiros volumes da série estiveram na lista dos mais vendidos do <strong>New York Times</strong>. Após o lançamento do seriado, em 2011, a venda de livros aumentou, assim como o número de fãs e a produção de tudo que podemos imaginar sobre Westero e seus habitantes.</p>
<p>No Brasil, a editora que possui o direito de publicação e tradução das <strong>Crônicas de Gelo e Fogo</strong> é a LeYa. O primeiro volume foi publicado em setembro de 2010 e em 2011 foi apontado pelo  jornal<strong> O Estado de São Paulo</strong> como o quarto livro mais vendido no país.<span id="more-565"></span></p>
<p>Nesta primeira parte  separei algumas das produções impressas, em português, sobre o universo épico criado por Martin.</p>
<p>– <strong>Os cinco livros em tamanho normal </strong>(tenho aqui 2. São enormes e pesados! A leitura é uma verdadeira tormenta, mas vale a pena):</p>
<p>Volume 1: <a href="http://geral.leya.com.br/catalogo/detalhes_produto.php?id=43975" target="_blank">A guerra dos tronos</a> (592 páginas)</p>
<p>Volume 2: <a href="http://geral.leya.com.br/catalogo/detalhes_produto.php?id=50638" target="_blank">A fúria dos reis</a> (656 páginas)</p>
<p>Volume 3: <a href="http://geral.leya.com.br/catalogo/detalhes_produto.php?id=53975" target="_blank">A tormenta das espadas</a> (884 páginas)</p>
<p>Volume 4: <a href="http://geral.leya.com.br/catalogo/detalhes_produto.php?id=54792" target="_blank">O festim dos corvos</a> (644 páginas)</p>
<p>Volume 5: <a href="http://geral.leya.com.br/catalogo/detalhes_produto.php?id=56342" target="_blank">A dança dos dragões</a> (854 páginas)</p>
<p>&#8211;<strong> Box As crônicas de gelo e fogo – Edição pocket</strong>: Muito fofo. Bem produzido, mas as letras são pequenas e a página é fina e um pouco transparente, porém se você é daqueles que costuma ler mais no ônibus ou gosta de ter um livro sempre por perto, é um bom investimento.</p>
<p>– <strong>O cavaleiro dos Sete Reinos</strong>: três contos sobre Westero 90 anos antes da Guerra dos Tronos.</p>
<p>“As aventuras de Dunk e Egg trazem para os fãs de ‘As Crônicas de Gelo e Fogo’ a oportunidade única de vivenciar outro momento da história de Westeros, de conhecer e analisar fatos que teriam desdobramentos noventa anos depois, na guerra dos tronos.”</p>
<p>&gt;&gt;<a href="http://geral.leya.com.br/pt/literatura-fantastica/o-cavaleiro-dos-sete-reinos/" target="_blank"> Leia um trecho do livro</a></p>
<p>– <strong>A Filosofia de Tyrion Lannister</strong>: edição ilustrada e em capa dura reúne as melhores frases do anão Tyrion Lannister, personagem muito famoso e adorado do universo Guerra dos Tronos.</p>
<p>– <strong>Por dentro da série da HBO Game of Thrones</strong>: guia produzido por Bryan Cogman, produtor executivo da série. Tem prefácio de George Martin e prólogo com sete perguntas para David Benioff e D. B. Weiss, os criadores do seriado. Só posso falar uma coisa sobre esse guia: é um dos livros mais lindos da minha estante! Quem é fã de GOT, precisa ter um. O guia traz curiosidades sobre todo o processo de produção e tem muitas fotos dos cenários, personagens e bastidores.</p>
<figure id="attachment_566" aria-describedby="caption-attachment-566" style="width: 640px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/subindonotelhado.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Foto-de-A-Muralha-no-livro-Por-dentro-da-s%C3%A9rie-da-HBO-Game-of-Thrones.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-566" src="https://i0.wp.com/subindonotelhado.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Foto-de-A-Muralha-no-livro-Por-dentro-da-s%C3%A9rie-da-HBO-Game-of-Thrones.jpg?resize=640%2C640" alt="Foto de A Muralha no livro Por dentro da série da HBO - Game of Thrones" width="640" height="640" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/05/Foto-de-A-Muralha-no-livro-Por-dentro-da-s%C3%A9rie-da-HBO-Game-of-Thrones.jpg?w=640&amp;ssl=1 640w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/05/Foto-de-A-Muralha-no-livro-Por-dentro-da-s%C3%A9rie-da-HBO-Game-of-Thrones.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/05/Foto-de-A-Muralha-no-livro-Por-dentro-da-s%C3%A9rie-da-HBO-Game-of-Thrones.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/05/Foto-de-A-Muralha-no-livro-Por-dentro-da-s%C3%A9rie-da-HBO-Game-of-Thrones.jpg?resize=450%2C450&amp;ssl=1 450w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/05/Foto-de-A-Muralha-no-livro-Por-dentro-da-s%C3%A9rie-da-HBO-Game-of-Thrones.jpg?resize=80%2C80&amp;ssl=1 80w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/05/Foto-de-A-Muralha-no-livro-Por-dentro-da-s%C3%A9rie-da-HBO-Game-of-Thrones.jpg?resize=260%2C260&amp;ssl=1 260w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2015/05/Foto-de-A-Muralha-no-livro-Por-dentro-da-s%C3%A9rie-da-HBO-Game-of-Thrones.jpg?resize=50%2C50&amp;ssl=1 50w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><figcaption id="caption-attachment-566" class="wp-caption-text">Foto de A Muralha no livro Por dentro da série da HBO &#8211; Game of Thrones</figcaption></figure>
<p>– <strong>Graphic Novel A Guerra dos tronos Volume 1 e 2</strong>: adaptada por Daniel Abraham e ilustrada por Tommy Patterson. A <a href="http://www.fantasycasadapalavra.com.br/" target="_blank">editora Fantasy</a> traz nesses dois volumes as HQs publicadas originalmente nos EUA.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Meus Desacontecimentos &#8211; Eliane Brum</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 May 2015 15:14:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Leya]]></category>
		<category><![CDATA[Eliane Brum]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu sou uma pessoa de poucas palavras ditas, gosto das escritas. Isso me faz ser uma boa ouvinte e eu gosto de ouvir/ler o que as pessoas têm a dizer, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sou uma pessoa de poucas palavras ditas, gosto das escritas. Isso me faz ser uma boa ouvinte e eu gosto de ouvir/ler o que as pessoas têm a dizer, principalmente sobre os acontecimentos das suas vidas. Em especial aqueles que me deixam mais ainda sem palavras. Aquele papo que ao final eu vou soltar algo do tipo: nossa, nem sei o que dizer! Eu li o novo livro da jornalista <strong>Eliane Brum</strong>, “<strong>Meus desacontecimentos – a história da minha vida com palavras</strong>” (Editora Leya, 144 páginas), e foi exatamente esse o meu pensamento ao terminá-lo.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">Às vezes me perguntam o que aconteceria comigo se não existisse a palavra escrita. Eu respondo: teria me assassinado, consciente ou não de que estava me matando. É uma resposta dramática, e eu sou dramática. O que tento dizer é que, se não pudesse rasgar o papel com a caneta, ainda que numa tela digital, eu possivelmente rasgaria o meu corpo. E, em algum momento, o rasgaria demais. &#8211; pag 17</p>
</blockquote>
<p><span id="more-556"></span></p>
<p style="text-align: left;">Não há dúvidas que a relação da Eliane com as palavras é uma relação íntima, de entrega necessária, um caso até de sobrevivência e poder conhecer essa história foi um prazer. Eliane nos deixou entrar na sua “vida com as palavras” também de forma íntima, não nos poupou dos detalhes, das feridas, dos dramas e nos inundou de poesia. Transformar o cotidiano, o banal, a sua vida, diante dos olhos dos outros, em poesia não é para muitos. É um dom.<br />
A jornalista que já narrou várias vidas, agora narra a sua própria. Nos apresenta sua avó com “as histórias urdidas com retalhos pinçados do território sem fronteiras do ontem” e que sabia “que, para algumas vidas, é mais fácil mudar o passado que o futuro”; o seu primeiro ato revolucionário de queimar a parede da prefeitura com um fósforo; sua irmã para sempre viva e seus irmãos; o início da sua paixão pela leitura e pelos livros e muitos outros desacontecimentos.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">Aprendi nesse território por desbravar que o princípio não é o verbo, mas o cheiro. Meu primeiro ato era inspirar aquelas folhas virgens, as quais eu seria a primeira a decifrar. Depois eu passava a ponta dos dedos na capa, sentindo a pele e a forma, acariciava as páginas com reverência. Só então lia a primeira palavra, toda arrepiada. Até hoje repito esse ato nas livrarias, causando algum estranhamento. Para mim, os livros sempre foram sagrados, mas apenas para que pudessem ser profanados. Mais tarde eu faria sexo da mesma maneira, ligando os corpos e as letras para sempre na minha apreensão do mundo. &#8211; pag 102</p>
</blockquote>
<p style="text-align: left;">Um dos meus hábitos de leitura é marcar com post-it as partes que mais me chamaram atenção em um livro e algumas frases destaco com marcador de texto, mas depois que termino de ler retiro os post-it sem pena. Só que resolvi não retirar os post-it desta vez. Poucas páginas, grandes significados.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">Aprendi ali que ninguém é substituível. Alguns se tornam substituíveis ao se deixar reduzir a apertador de parafusos da máquina do mundo. Alienam-se do seu mistério, esquecem-se de que cada um é arranjo único e irrepetível na vastidão do universo. Quando a alma estala fingem não saber de onde vem a dor. Então engolem a última droga da indústria farmacêutica para silenciar suas porções ainda vivas. Teriam mais chance se ousassem se apropriar de sua singularidade. E se tornassem o que são. Para se perder logo adiante e se buscar mais uma uma vez, já que ser é também a experiência de não ser. &#8211; pag 104</p>
</blockquote>
<p style="text-align: left;">&gt;&gt; <a href="http://jeniffergeraldine.com/frases-do-livro-meus-desacontecimentos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Frases do livro</a></p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/meus-desacontecimentos/">Meus Desacontecimentos &#8211; Eliane Brum</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
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