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	<title>Arquivo para Editora Gutenberg - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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	<description>Crônicas, fotografias e reflexões sobre vida e cultura.</description>
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		<title>A lista Negra &#8211; Jennifer Brown</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2015 13:11:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
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		<category><![CDATA[Literatura YA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lembro bem do meu tempo de escola. Foi uma época boa, mas um pouco complicada.  Recordo também dos grupos que existiam &#8211; os nerds, os atletas, as patricinhas, os riquinhos, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Lembro bem do meu tempo de escola. Foi uma época boa, mas um pouco complicada.  Recordo também dos grupos que existiam &#8211; os nerds, os atletas, as patricinhas, os riquinhos, os rockeiros, os pagodeiros, os bagunceiros, os nem aí, os sem turma, os deslocados e tantos outros. Essas divisões sempre existiram e é através delas que crescem as diferenças e a ideia de superioridade. E é aí que mora o perigo.<span id="more-2070"></span></p>
<p>Na minha época não se chamava <strong>bullying</strong>. Era brincadeira de mau gosto zombar do outro que não fazia parte da sua turma e que não via o mundo do mesmo jeito que você e sua galera. E hoje tem gente que quando ouve o termo bullying diz que no seu tempo não existia nada disso e tudo acabava bem. Mas, na verdade, a “brincadeira de mau gosto” sempre tinha consequências, brigas, confusões. E sabe Deus como cresceram os dois lados que brincavam de mau gosto.</p>
<p>Pensei nisso tudo ao ler <strong>A lista Negra</strong>, de <strong>Jennifer Brown</strong>, publicado no Brasil em 2012 pela <strong>Editora Gutenberg</strong>. O livro, pela capa e título, nos passa uma impressão errada (pelo menos aconteceu isso comigo). Não podemos imaginar que nas 269 páginas vamos acompanhar uma história angustiante sobre bullying e <strong>massacre nas escolas</strong>.</p>
<p>Valerie Leftman e seu namorado, Nick Levil, tinham o hábito de escrever o nome das pessoas e coisas que eles odiavam na <strong>Lista Negra</strong>. Estavam ali desde as pessoas mais populares do Colégio Garvin, onde eles estudavam, até o pai de Valerie. A lista era uma forma de desabafo. Todas as pessoas listadas tinham feito algo com Valerie e Nick, zoações, brincadeiras de mau gosto, etc. Valerie era conhecida como Irmã da Morte e Nick era sempre zoado por causa de suas roupas e aparência. Eles haviam encontrado conforto e segurança um no outro e na lista. Pelo menos era isso que Valerie pensava até que um dia tudo mudou.</p>
<p>Nick, fã de tragédias shakespearianas, entra na praça de alimentação do Colégio Garvin e abre fogo contra os alunos. O detalhe é que ele tinha alvos. Nick atirou apenas nas pessoas que estavam na Lista Negra. Valerie ficou bastante surpresa e tentou impedi-lo, com isso ela salva a vida de Jéssica, uma das garotas populares e que Valerie odiava porque sempre a tratou mal, mas leva um tiro na perna.</p>
<p>A partir desse momento, a vida de Val muda completamente e passa a viver o seu pior pesadelo: ela era acusada de ser cúmplice de Nick porque também escreveu a Lista Negra; Nick após o massacre cometeu suicídio; tinha perdido a confiança da família e de seus poucos ex-amigos; precisava enfrentar suas dores físicas e emocionais. E mesmo com tudo isso ela precisa voltar para o colégio e enfrentar todos os seus fantasmas.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">Às vezes, em um mundo onde os pais se odeiam e a escola é um campo de batalha, era ruim ser eu. O Nick tinha sido minha fuga. A única pessoa que me compreendia. Era bom fazer parte de um “nós”, com os mesmos pensamentos, os mesmos sentimentos, os mesmos problemas. Mas, agora, a outra metade desse “nós” tinha ido embora e, deitada no meu quarto escuro, percebi que não sabia como me tornar eu mesma de novo. (pag 29)</p>
</blockquote>
<p>Através dos relatos de Val e da cobertura jornalística feita pela repórter Angela Dash para o Tribuna de Garvin, conhecemos todos os personagens dessa história &#8211; os adolescentes, seus familiares, o corpo docente do Colégio &#8211; e, principalmente, os possíveis motivos da existência da Lista Negra. Jennifer Brown nos alerta para o que pode motivar o bullying e quais as suas consequências. Tenta nos mostrar também como os veículos de comunicação se aproveitam de tragédias para aumentar a audiência. E ainda nos faz questionar: afinal, quando um jovem tira a vida de outro por causa do bullying, quem são os culpados e as vítimas?</p>
<p><strong>A Lista Negra</strong> sem dúvidas vai te incomodar e emocionar. É uma leitura que deve ser feita por todo mundo para que fiquemos sempre atentos. O bullying nunca foi e jamais será uma brincadeira de mau gosto.</p>
<h4><strong>Vídeo sobre o livro:</strong></h4>
<h4><iframe src="https://www.youtube.com/embed/tXLZOeqyd6s" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></h4>
<ul>
<li><strong>Onde encontrar:</strong> <a href="http://amzn.to/1jVL18d" target="_blank">Amazon</a> / <a href="http://goo.gl/kquNKp" target="_blank">Submarino</a> / <a href="http://goo.gl/8PvZha" target="_blank">Americanas </a>/ <a href="http://oferta.vc/muFv" target="_blank">Livraria Saraiva</a> / <a href="http://oferta.vc/muFy" target="_blank">Livraria Cultura</a></li>
</ul>
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		<title>Exorcismos, amores e uma dose de blues &#8211; Eric Novello</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 May 2015 01:08:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Gutenberg]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura fantástica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eric Novello é um dos atuais entusiastas da literatura fantástica brasileira. Desde 2004, escreve contos e romances que misturam fantasia e realidade, além de organizar coleções sobre os temas. Exorcismos, amores [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Eric Novello é um dos atuais entusiastas da literatura fantástica brasileira. Desde 2004, escreve contos e romances que misturam fantasia e realidade, além de organizar coleções sobre os temas. Exorcismos, amores e uma dose de blues (Editora Gutenberg, 2014), seu mais recente lançamento, é uma mistura de literatura noir, música, romance e, principalmente, um convite para descobrir e apreciar a literatura contemporânea do Brasil.<span id="more-670"></span></p>
<p>Em EADB, conhecemos Tiago Boanerges, um mago exorcista, fã de blues, ex-membro do Conselho de Hórus (polícia especializada em seres mágicos) que vive em Libertà – uma cidade ficcional habitada por seres humanos e seres mágicos – e sobrevive de fazer bicos no Entremundos ( um mundo entre os mundos, lugar mágico, cheio de seres fantásticos).</p>
<p>Quando fazia parte do Conselho de Hórus, Tiago recebeu a missão de exorcizar uma musa que possuía a cantora Elisa Goldin, mas o que era para ser mais um trabalho, transformou-se na vida e quase morte do Boanerges. Ele se apaixonou por Elisa (ou seria pela musa?) e fracassou na missão. O preço foi perder o coração, a amada, o emprego e a dignidade.</p>
<p>Após passar um tempo, Tiago recebe a visita de seu antigo supervisor, Marcos Sardenha, e o passado volta para assombra-lo, pois tudo indica que a musa estava de volta.</p>
<blockquote><p>Tiago ouviu ao fundo os acordes da música que começava a soar na casa e percebeu que Ed havia subido. Odiava a sintonia que tinha com o bar, a capacidade de Edgar tocar o blues correto para cada uma de suas desilusões. Ou talvez ele é quem tivesse um estoque interminável delas, pronto para qualquer repertório.</p>
<p>Levado pela melodia, dedilhou uma guitarra imaginária. Demorou a reconhecer a introdução, tinha o nome na ponta da língua. A dúvida se desfez quando a voz de Freddie King alcançou os seus ouvidos.</p>
<p>Have you ever loved a woman so much you tremble in pain? – pag 20</p></blockquote>
<p>Foi fácil se deixar levar pelo mundo criado pelo Eric Novello. A atmosfera é mágica, excitante e faz com que a gente acredite em Libertà, no Entremundos e torça por Tiago Boanerges. O leitor é instigado a virar as páginas e acompanhar a saga do mago e tentar entender afinal, o que tinha acontecido com ele, o que era a musa e qual a real ligação entre ela, a cantora e Boanerges.</p>
<blockquote><p>Eu estava lá, Tiago. Era a minha vontade na hora do sexo, minha tristeza na hora da saudade. Possuída por uma etéra maluca que me dava orgasmos múltiplos e uma personalidade esquizofrênica, mas era eu, mesmo que ninguém entenda isso. – pag 121</p></blockquote>
<p>O livro tem um pouco de tudo que está no título, encontramos exorcismos, amores e blues. Tiago Boanerges é isso tudo. Essa mistura do real e do fantástico, essa imperfeição, o inesperado.</p>
<p>Novello criou um mundo e personagens que nos marcam. Na metade do livro, embriagada por tudo que estava lendo, só conseguia pensar: Que mente esse cara tem! Que loucura! Que fantástico!</p>
<p>Por não ser uma leitora assídua de literatura fantástica noir, em alguns momentos me perdia com o vocabulário, mas em nenhum momento isso me afastou da leitura e o autor disponibilizou no final do livro o Arquivo de Hórus (ou um breve dicionário) com definições de alguns dos termos encontrados ao longo da narrativa.</p>
<p>Você pode encarar EADB como uma história de amor ou uma aventura noir fantástica. Seja qual for o caminho que deseje seguir, abra a mente, <a href="https://play.spotify.com/user/eric_novello/playlist/496UB8fvvb7OJheQ60JTAQ" target="_blank">dê o play</a> e  boa estadia em Libertà!</p>
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		<title>Revivente &#8211; Ken Grimwood</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 May 2015 23:47:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Gutenberg]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Às vezes tomamos decisões consideradas erradas na vida que nos fazem querer voltar no tempo e ter a oportunidade de fazer tudo diferente. Reviver determinado dia bom para fazê-lo ainda [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr">Às vezes tomamos decisões consideradas erradas na vida que nos fazem querer voltar no tempo e ter a oportunidade de fazer tudo diferente. Reviver determinado dia bom para fazê-lo ainda melhor, ou algum dia ruim para torná-lo bom. É a tal segunda chance sonhada por tantos. Mas para voltar no tempo e fazer diferente seria preciso ter a consciência de que antes as coisas não saíram como o esperado. E o “voltar no tempo” seria algo consciente? E, outra, reviver a vida seria uma benção ou um fardo?</p>
<p>Jeff Winston, jornalista de rádio, 43 anos, é um <strong>revivente</strong> no livro do <strong>Ken Grimwood</strong>, lançando no Brasil pela editora Gutenberg em março de 2014.  Vivendo um dos piores momentos da sua vida, casamento em crise, insatisfeito com a profissão, Jeff tem um infarto e volta aos seus 18 anos, em 1963, no seu quarto da época da faculdade. Ele voltou no tempo e estava consciente sobre isso. Tinha a oportunidade de viver uma nova vida, mas com a bagagem daquela vivida antes.</p>
<p dir="ltr">Jeff tinha lembranças não só dos seus dias, mas dos acontecimentos mais marcantes da humanidade para as próximas duas décadas. O ambiente era igual, as pessoas eram familiares, mas parecia que ele tinha a chance de fazer as coisas diferentes dessa vez.<span id="more-218"></span></p>
<blockquote>
<p dir="ltr">Em certo sentido, tudo indicava que ele estava revivendo sua vida, como se estivesse revendo um vídeo; mas não parecia que estivesse limitado pelo que de fato acontecera antes, pelo menos não inteiramente. Até onde podia afirmar, ele havia retornado àquele ponto de sua vida repetindo as mesmas circunstâncias de outrora – matriculado na Emory, dividindo o quarto com Martin, cursando as mesmas matérias de um quarto de século atrás. Entretanto, nas vinte e quatro horas desde que tinha acordado ali outra vez, ele já tinha começado sutilmente a se desviar dos caminhos que percorrera originalmente. (p. 27)</p>
</blockquote>
<p>A partir do seu primeiro replay – como o fenômeno é chamado no livro e é, também, título original em inglês – nós vamos acompanhar as escolhas de Jeff em fazer sua vida diferente e, como ele queria considerar, melhor. Como sabia de tudo que ia ocorrer nos próximos anos, ele tentou usar tudo a seu favor, principalmente formas de como ganhar dinheiro facilmente e ter uma vida mais cômoda e despreocupada em relação a última que viveu. Apostou em corridas de cavalos, investiu em ações e projetos, afinal sabendo o resultado, ficava fácil demais.</p>
<p>No início me incomodou o fato dele apenas querer levar uma vida boa, se aproveitando do que já conhecia daquele mundo, da vida, das pessoas que o rodeavam. Fiquei pensando: será que ele vai ser tão sacana assim? Apenas buscar ostentação e nada mais? Não vai nem procurar saber o motivo de ser um revivente? Juro, fiquei com raiva.</p>
<p dir="ltr">E como o processo se repetia sempre quando ele ia chegando aos 43 anos, o livro ficou um pouco cansativo para mim. Jeff vivia sempre de uma maneira muito boa, óbvio que nem tudo era igual, principalmente relacionado às mulheres. Em relação a vida amorosa, ele variou e aproveitou cada uma das mulheres que apareceram em sua “revidas”. Aliás, as escolhas que ele tomava em cada “revida” eram baseadas na companheira escolhida para aqueles próximos anos. Ele tinha novas oportunidades, mas ainda era muito influenciado pelo ambiente e pelas pessoas.</p>
<p>A primeira “revida” dele foi uma das mais interessantes para mim. Fiquei motivada para saber até onde ele iria usar seus conhecimentos para se dar bem e juro que fiquei esperando que alguma coisa fugisse do script já conhecido pelo protagonista.</p>
<p>Em certo ponto do livro, eu comecei a perceber que não era a única cansada daqueles replays, mas Jeff também. E isso é o mais interessante na narrativa de Ken, ele nos leva a se cansar de tudo, assim como o personagem principal, só para nos dar um motivo a mais. Para nós, leitores, um motivo para continuar a leitura e para Jeff, o motivo para suportar mais um replay.</p>
<p>Juro que estou em dúvida se coloco ou não aqui o motivo. Mas em nome do bom senso e só para lançar a curiosidade na vida de vocês, não vou contar. Só quero deixar claro, que valeu a pena se sentir cansada.</p>
<p dir="ltr">Ao invés disso, vou falar o que me motivou a ler “Revivente”. Eu busco na literatura explicações para vida. Ler para mim é um alento. Me desligo do mundo quando estou lendo, mas aí é que eu me ligo ainda mais. Por isso a frase que explica o meu gosto pela leitura é uma de Miguel Sanches Neto: “Leio para provar que o tempo é muito mais que o presente, leio porque não me bastam os prazeres de agora.”</p>
<p dir="ltr">Revivente me chamou atenção pela ideia de poder reviver a vida e, claro, fazer tudo diferente. Porque, como disse no início do texto, pelo menos uma vez nós já falamos “ se eu pudesse, faria tudo diferente”.  Eu queria saber, mesmo que fosse na ficção, como seria a experiência de ser um revivente. A mágica da literatura é essa, experimentar outras vidas, enquanto vivemos a nossa.</p>
<p>E como todo livro que leio, eu tirei uma mensagem. Não adianta pensar no que poderia ter sido ou no que pode ser. O que vale é tentar viver o agora, afinal ainda é impossível ser um revivente.</p>
<blockquote><p>Cada vida daquelas tinha sido diferente, assim como cada escolha sempre cria diferenças, com resultados ou efeitos imprevisíveis. E, ainda assim, essas escolhas precisam ser feitas, Jeff pensou. Ele tinha aprendido a aceitar as potenciais perdas, na esperança de que estas fossem sobrepujadas pelos eventuais ganhos. O único fracasso certo, pelo que ele sabia, e o mais grave, seria nunca tentar nada. (p. 314)</p></blockquote>
<p>&gt;&gt; O livro tem um epílogo que indica uma continuação, mas o Ken Grimwood faleceu de ataque cardíaco em 2003, aos 59 anos, quando escrevia a segunda parte do livro. Algumas histórias circulam sobre a vida do autor e a relação com o livro. Ken tinha muitas semelhanças com o Jeff. Ambos trabalharam durante anos como jornalistas de rádio e a causa da morte do Ken era a causa dos replays do Jeff #tenso (isso também me fez querer ler o livro).</p>
<p>&gt;&gt; O livro inspirou o filme <a href="http://www.adorocinema.com/filmes/filme-8066/" target="_blank">“O Feitiço do Tempo” </a>com Bill Murray lançado em 1993.</p>
<p>&gt;&gt; De acordo com o site da Editora Gutenberg, <a href="http://grupoautentica.com.br/fique_por_dentro/releases/editora-gutenberg-traz-para-o-portugues-um-dos-melhores-romances-de-ficcao-norte-americana/159" target="_blank">os direitos do livro foram vendidos ao cinema, para a Warner, em 2011, e aguarda-se um filme para breve</a>.</p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/revivente/">Revivente &#8211; Ken Grimwood</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
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