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	<title>Arquivo para Crônicas - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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	<description>Crônicas, fotografias e reflexões sobre vida e cultura.</description>
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	<title>Arquivo para Crônicas - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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		<title>Outras janelas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2025 13:46:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas e Ensaios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se quiser me acompanhar em outras plataformas, também compartilhei a video-crônica no&#160;Instagram. Escolha como prefere experimentar essa pausa no seu cotidiano! A vida contemporânea acelerada nos coloca em um modo [&#8230;]</p>
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<p><em>Se quiser me acompanhar em outras plataformas, também compartilhei a video-crônica no&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/p/DMzup2ZMlZL/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instagram</a>. Escolha como prefere experimentar essa pausa no seu cotidiano!</em></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Spotify Embed: #6 Outras janelas" style="border-radius: 12px" width="624" height="351" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/episode/70ZpjTl5eojd1dsBRwrtJl/video?si=R4S0Jt03THea8vbD_62YoA&#038;utm_source=oembed"></iframe>
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/07/janela_igatu_jeniffergeraldine.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" width="683" height="1024" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/07/janela_igatu_jeniffergeraldine.jpg?resize=683%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-19631" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/07/janela_igatu_jeniffergeraldine.jpg?resize=683%2C1024&amp;ssl=1 683w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/07/janela_igatu_jeniffergeraldine.jpg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/07/janela_igatu_jeniffergeraldine.jpg?resize=768%2C1151&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/07/janela_igatu_jeniffergeraldine.jpg?resize=1025%2C1536&amp;ssl=1 1025w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2025/07/janela_igatu_jeniffergeraldine.jpg?w=1326&amp;ssl=1 1326w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></a></figure>



<p>A vida contemporânea acelerada nos coloca em um modo padrão que é o automático. A gente só diz sim e segue o bonde. Se não fizermos isso entramos em outro bonde, o dos perdedores, aqueles que estão perdendo alguma coisa – ótimas oportunidades de negócios, ótimas oportunidades de contatos, as super novidades do momento.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Um dia, numa tentativa criativa de fazer um perfil sobre mim, escrevi: a vida é uma janela aberta onde eu gosto de ver o tempo passar sem pressa. Eu leio essa frase e penso naquelas cidades do interior, que a gente encontra quando viaja de carro, e sempre há alguém na janela observando a vida passar (eu imagino). Numa dessas viagens, encontrei um cachorro fazendo isso. E outro dia assistindo o filme &#8220;Maudie: Sua vida e sua arte&#8221; sobre a artista Maud Lewis, há uma cena em que ela diz: “Eu amo uma janela. Um pássaro passando. Uma abelha. Sempre é diferente. A plenitude da vida já enquadrada. Bem ali”.&nbsp;</p>



<p>Hoje as janelas são telas coloridas e interativas. E sei também que muitas das nossas janelas em casa dão para prédios gigantes ou para a vida do vizinho. Quase nada supera uma janela à moda antiga. Exceto se começarmos a abrir outras janelas no nosso dia. Em vez de o celular em uma rede social com discursos de ódio, fofoca e discussões sem fim, um livro. Em vez de o noticiário que desespera, uma música de Caetano. Em vez de checar o e-mail a cada instante, tomar sol e se exercitar.&nbsp;</p>



<p>O ritmo acelerado só nos traz a sensação de que o tempo passa rápido demais e a gente nunca está fazendo o que deveríamos fazer. Assim como estamos mais preocupados com riscar itens de uma lista de tarefas do que experienciar. Experienciar é realizar com consciência do fazer. É mais intenso e vívido. É a tal da arte do viver.&nbsp;</p>



<p>Tente achar uma janela hoje e sente para ver a vida passar sem pressa.&nbsp;</p>
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		<title>Fotografia: Uma outra forma de respirar mais profundo </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Aug 2024 13:33:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas e Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[viver bem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Crônica sobre a fotografia como um hobby.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/jeniffergeraldine_por_jessicabrandao.jpg"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" width="372" height="468" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/jeniffergeraldine_por_jessicabrandao.jpg?resize=372%2C468" alt="" class="wp-image-19292" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/jeniffergeraldine_por_jessicabrandao.jpg?w=372&amp;ssl=1 372w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/jeniffergeraldine_por_jessicabrandao.jpg?resize=238%2C300&amp;ssl=1 238w" sizes="(max-width: 372px) 100vw, 372px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Jeniffer Geraldine por Jéssica Brandão (na faculdade de Comunicação)</figcaption></figure>
</div>


<p>Uma das grandes surpresas da faculdade de Comunicação foi a fotografia. Tive a oportunidade de estudar e praticar a fotografia analógica e digital. Eu já flertava um pouco com a Tekpix, o Paint, o Flogão e o Fotolog, como uma boa <em>millenials </em>(a gente já se chamava assim? Eu acho que não). Tekpix, Cyber shot, a primeira Canon Rebel Xti, e, então, o primeiro <em>smartphone</em>, depois o primeiro iPhone. O dispositivo foi mudando e a experiência de fotografar foi se adaptando a cada dispositivo.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Em maio, eu li uma entrevista com o fotógrafo <a href="http://jeniffergeraldine.com/o-sal-da-terra/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sebastião Salgado</a>, na <a href="https://vejasp.abril.com.br/cultura-lazer/sebastiao-salgado-amarelinhas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">VEJA SP</a>. Salgado foi um dos profissionais que eu estudei durante a graduação e que colaborou com o meu encantamento com a fotografia. Na entrevista, ele diz que a fotografia de celular é uma &#8220;nova linguagem de comunicação através da imagem que a gente captura nos nossos telefones. Mas fotografia é outra coisa (mais profunda)&#8221;.  </p>



<p>Sebastião defende a fotografia como um &#8220;espelho da sociedade&#8221;, &#8220;um recorte representativo da nossa sociedade&#8221;, uma prática que tem como papel ser a memória do corpo social.&nbsp; Entendo a diferenciação que o Salgado faz entre a fotografia de celular e a Fotografia (com a primeira letra maiúscula para mostrar a autoridade/superioridade proposta pelo fotógrafo). E vou pegar carona nessa diferenciação para dizer que a fotografia de celular é também o &#8220;espelho da sociedade&#8221;, &#8220;um recorte representativo da nossa sociedade&#8221;, da nossa sociedade hiper conectada, acelerada, imediatista, a sociedade do espetáculo, aquela que tem uma memória efêmera, a que captura para todo mundo vê, porque ser visto é o que mais importa.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Pagamos caro para visitar pontos turísticos e tirar a mesma foto que vimos no Instagram. Colecionamos momentos iguais a vários desconhecidos, uma espécie de inveja turística digital coletiva. Inclusive aceleramos a experiência para não perder a oportunidade e dar logo a vez para o próximo da fila.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Bem, eu sou <a href="http://jeniffergeraldine.com/autocritica-feminista-e-bell-hooks/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">bellhooksniana</a>, e aprendi com ela a fazer a autocrítica. Vou criticar o inimigo externo, mas antes vou confrontar o inimigo interno porque vamos preservar também a honestidade e a coerência (risos).  </p>



<p>Quando comecei a me aproximar da fotografia de celular, deixei a Fotografia de lado. Entrei na onda do clicar e publicar instantaneamente. Eu clicava para publicar. E não mais para exercer a minha criatividade ou para fazer algo que eu gostava tanto: andar por aí prestando atenção e registrando coisas que eu não sei o nome. As câmeras ficaram enfileiradas na estante de livros enquanto eu saía com o celular e o Kindle na bolsa. Clicar e publicar. Registro instantâneo. O meu pequeno <em>reality show</em> de imagens. Os likes. Os comentários. A bateria em 10%. É preciso parar porque tem que chamar o Uber também.&nbsp;</p>



<p>Mas eu comecei a querer desacelerar vários âmbitos da minha vida porque percebi que estava acelerada demais e isso não estava me fazendo bem de modo geral. <em>Slow down, you crazy child. </em>Aproveito para dizer que desacelerar não é necessariamente andar devagar, mas sim entender e respeitar o seu ritmo dentro de uma sociedade que tem como valores a velocidade e o produtivismo. É se perguntar: Até onde eu posso ir, até onde eu aguento ir, nesta sociedade do desempenho e da produção, para viver bem sem me esgotar, sem adoecer?&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Resgatei a velha ideia de ter um <em>hobby</em>, um passatempo, uma atividade que a gente faz porque gosta, nos dá satisfação, nos relaxa e, principalmente, a gente não precisa ser uma profissional super capacitada. O <em>hobby</em> não precisa ser mais um grande estudo, mais uma grande meta a ser atingida no final do ano. Foi assim que eu tirei a poeira das minhas câmeras fotográficas. Coloquei para carregar. Limpei alguns cartões de memória, o que me fez rever algumas fotografias esquecidas neles. E fiz um acordo afetuoso comigo: a partir de agora, qualquer viagem, qualquer passeio, qualquer evento, vou levar uma das câmeras.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Melhor acordo afetuoso do ano. Me fez lembrar porque me apaixonei pela fotografia e amava as saídas fotográficas na faculdade. É sempre terapêutico. É sempre valioso. Fotografia me faz andar mais devagar, aqui também no sentido de diminuir o ritmo do passo para olhar os detalhes, para experienciar, apreciar, ser paciente e esperar o melhor momento do clique. Amo e me faz bem. É uma outra forma que encontrei de respirar mais profundo.  </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/pelourinho_flipelo_agosto_2024_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" width="680" height="1024" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/pelourinho_flipelo_agosto_2024_blog_jeniffergeraldine-680x1024.jpg?resize=680%2C1024" alt="" class="wp-image-19289" style="width:680px;height:auto" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/pelourinho_flipelo_agosto_2024_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=680%2C1024&amp;ssl=1 680w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/pelourinho_flipelo_agosto_2024_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=199%2C300&amp;ssl=1 199w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/pelourinho_flipelo_agosto_2024_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=768%2C1156&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/pelourinho_flipelo_agosto_2024_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=1021%2C1536&amp;ssl=1 1021w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/pelourinho_flipelo_agosto_2024_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=1361%2C2048&amp;ssl=1 1361w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/pelourinho_flipelo_agosto_2024_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?w=1701&amp;ssl=1 1701w" sizes="(max-width: 680px) 100vw, 680px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">O Pelourinho em tempo de FLIPELÔ | 10 de agosto de 2024</figcaption></figure>
</div>


<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/lencois_julho_2024_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="680" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/lencois_julho_2024_blog_jeniffergeraldine-1024x680.jpg?resize=1024%2C680" alt="" class="wp-image-19290" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/lencois_julho_2024_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=1024%2C680&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/lencois_julho_2024_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/lencois_julho_2024_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=768%2C510&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/lencois_julho_2024_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=1536%2C1021&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/08/lencois_julho_2024_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=2048%2C1361&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">As cores de Lençóis (Chapada Diamantina/BA) em uma manhã pós São João | 29 de junho de 2024</figcaption></figure>
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		<title>Memórias de quintais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jul 2024 14:14:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>[Você também pode ouvir a crônica no Spotify] Acredito que as memórias mais significativas da vida são criadas no cotidiano. Claro que os momentos excepcionais marcam. Mas eles são excepcionais. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/07/flores_quintal_blog_jeniffergeraldine.png"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/07/flores_quintal_blog_jeniffergeraldine-768x1024.png?resize=768%2C1024" alt="" class="wp-image-19277" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/07/flores_quintal_blog_jeniffergeraldine.png?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/07/flores_quintal_blog_jeniffergeraldine.png?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/07/flores_quintal_blog_jeniffergeraldine.png?resize=1152%2C1536&amp;ssl=1 1152w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/07/flores_quintal_blog_jeniffergeraldine.png?resize=1536%2C2048&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/07/flores_quintal_blog_jeniffergeraldine.png?w=2000&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/07/flores_quintal_blog_jeniffergeraldine.png?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /></a></figure>
</div>


<p>[Você também pode <a href="https://podcasters.spotify.com/pod/show/jeniffergeraldinepodcast/episodes/03-Memrias-de-quintais-e2mafi6" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ouvir a crônica no Spotify</a>]</p>



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</div></figure>



<p>Acredito que as memórias mais significativas da vida são criadas no cotidiano. Claro que os momentos excepcionais marcam. Mas eles são excepcionais. De certa forma, possuem o intuito de deixar lembranças boas e inesquecíveis. Inclusive é pensando em sair da rotina que planejamos viagens, passeios e buscamos criar novas experiências. Há expectativa da possibilidade do excepcional.</p>



<p>Mas o cotidiano… Ele está sempre aí. Para muita gente é mais do mesmo. E é no mais do mesmo que a memória se cria.</p>



<p>Atualmente, estou morando em uma casa com quintal. Considero isso um sonho para quem viveu os últimos dez anos em apartamento. Cresci em casa com quintal. Minhas vizinhas, na infância, sempre tiveram casas com quintais. Lembro de brincarmos muito e de subir nas árvores. Em especial, no pé de acerola para comer a fruta ainda um pouco verde com sal. Teve a vez que pintei meu rosto com pasta de dente e batom vermelho para me caracterizar de palhaço pois tínhamos montado um circo no fundo do quintal da casa de Vó. Também me recordo de fazer cera caseira para depilação e de me depilar no quintal de Mainha, na adolescência, com as amigas. Uma depilava as pernas e as axilas da outra. Memórias de quintais. Nada disso era excepcional. Era o nosso cotidiano tecido com um pouco de criatividade e de liberdade. O excepcional para gente era sair disso tudo e ir para a praia, algo que fazíamos durante as férias e esperávamos com muita empolgação.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Durante a pandemia, nos anos de 2020 e 2021, fiquei um período na casa dos meus pais que tem um pequeno quintal. Algo mais para área externa, mas ainda assim um espaço ao ar livre. E foi para esse espaço que recorri quando o isolamento social apertou. Arrumei uma cadeira de praia com minha Vó (não faço ideia porque ela tinha uma mas que bom) e todo dia pela manhã sentava no quintal para ler algum livro. No final de tarde, quando o calor apertava era para lá que corria. Observava as plantas, ouvia o som da rotina da vizinhança, fiz amizades com as lagartixas e respirava. Ter esse espaço fez muita diferença durante o período pandêmico.&nbsp;</p>



<p>Tenho uma outra memória cotidiana do tempo da pandemia. Toda semana observava o desenrolar do episódio &#8220;Mainha, a chuva e as roupas no varal&#8221;. Era até engraçado. Fazia sol, ela colocava as roupas no varal. Chovia, ela corria para tirar as roupas do varal. Às vezes isso acontecia umas três vezes no dia. Roupas para lá e para cá, conforme a vontade do tempo da Bahia. E eu ria demais da insistência de minha Mãe ao colocar as roupas para fora quando o sol aparecia escondido por trás das nuvens. Mas era fato: as roupas estavam sempre limpas e secas.</p>



<p>Muito recente, já no meu quintal, lembrei do episódio das roupas no varal quando eu fui vítima da vontade do tempo da Bahia. Muito alegremente estendi as roupas pois o sol estava radiante depois de um dia de chuva. Mas isso durou muito pouco. Lá veio a chuva. Corre para tirar como Mainha fazia ou deixa molhar? Pensei rapidamente: Ah, deixa molhar, vai ser rapidinho, não&nbsp;<em>tá</em>&nbsp;com cara de que vai chover muito. Deixei. E aí molhou demais! As roupas ficaram estendidas no varal o dia inteiro tomando chuva. Eu dei risada ao lembrar de Mainha e ri também de mim que não corri para tirar as roupas do varal. E teria que lavar tudo de novo.&nbsp;</p>



<p>É o cotidiano… Ele está sempre aí. Quase sempre é mais do mesmo. E é no mais do mesmo que a memória se cria e os aprendizados se concretizam ou não.</p>
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		<title>Sobre janelas e desacelerar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Jun 2024 17:58:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas e Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da aceleração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cultura da aceleração nos coloca no modo padrão que é o automático. A gente só diz sim e segue o bonde. Se não fizermos isso entramos em outro bonde, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/06/janelas_blog_jeniffergeraldine.png"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/06/janelas_blog_jeniffergeraldine-819x1024.png?resize=819%2C1024" alt="" class="wp-image-19239" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/06/janelas_blog_jeniffergeraldine.png?resize=819%2C1024&amp;ssl=1 819w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/06/janelas_blog_jeniffergeraldine.png?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/06/janelas_blog_jeniffergeraldine.png?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2024/06/janelas_blog_jeniffergeraldine.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px" /></a></figure>
</div>


<p>A cultura da aceleração nos coloca no modo padrão que é o automático. A gente só diz sim e segue o bonde. Se não fizermos isso entramos em outro bonde, o dos perdedores, aqueles que estão perdendo alguma coisa – ótimas oportunidades de negócios, ótimas oportunidades de contatos, as super novidades do momento.&nbsp;</p>



<p>Um dia, numa tentativa criativa de fazer um perfil sobre mim, escrevi: a vida é uma janela aberta onde eu gosto de ver o tempo passar sem pressa. Eu leio essa frase e penso naquelas cidades do interior, que a gente encontra quando viaja de carro, e sempre há alguém na janela observando a vida passar (eu imagino). Numa dessas viagens, encontrei um cachorro fazendo isso. E outro dia assistindo um filme sobre a vida e obra da artista Maudie Lewis, havia uma cena em que ela dizia: “Eu amo uma janela. Um pássaro passando. Uma abelha. Sempre é diferente. A plenitude da vida já enquadrada. Bem ali”.</p>



<p>Hoje as janelas são telas coloridas e interativas. E sei também que muitas das nossas janelas em casa dão para prédios gigantes ou para a vida do vizinho. Quase nada supera uma janela à moda antiga. Exceto se começarmos a abrir outras janelas no nosso dia. Em vez de o celular em uma rede social com discursos de ódio, fofoca e discussões sem fim, um livro. Em vez de o noticiário que desespera, uma música de Caetano. Em vez de checar o e-mail a cada instante, tomar sol e se exercitar.</p>



<p>O ritmo acelerado só nos traz a sensação de que o tempo passa rápido demais e a gente nunca está fazendo o que deveríamos fazer. Assim como a gente apenas realiza coisas, mas não experiencia. É diferente. Realizar é apenas fazer o que tem que ser feito para atingir uma meta e riscar um item na lista de afazeres. Experienciar é realizar com consciência do fazer. É mais intenso e vívido. É a tal da arte do viver.</p>



<p>Tente achar uma janela hoje e sente para ver a vida passar sem pressa.</p>



<p></p>



<p></p>
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		<title>Uma pessoa sentada folheando o caderno</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2023 14:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas e Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar digital]]></category>
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<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2023/02/caderno_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2023/02/caderno_blog_jeniffergeraldine-1024x768.jpg?resize=1024%2C768" alt="" class="wp-image-18504" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2023/02/caderno_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2023/02/caderno_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2023/02/caderno_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2023/02/caderno_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2023/02/caderno_blog_jeniffergeraldine-scaled.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a></figure>
</div>


<p>Tem uma cena no meu imaginário de leitora que é uma pessoa sentada folheando um caderno. Um caderno com rabiscos, notas pessoais, anotações sobre livros e coisas interessantes sobre a vida. Pode ser um diário ou mais que isso. É uma cena romântica de folhear páginas do caderno e relembrar de momentos com um sorriso leve no rosto.</p>



<span id="more-18503"></span>



<p>Eu gosto dessa cena. De ver e de me imaginar fazendo parte desse quadro. Mas hoje em dia com tantas ferramentas digitais ver algo assim é quase como ir a um museu visitar uma obra de arte.&nbsp;</p>



<p>Nos últimos anos, pensando no quanto essa cena romântica e meio nostálgica me traz uma alegria genuína, resolvi equilibrar um pouco a praticidade do digital com o romântico do papel. Escolhi utilizar uma ferramenta digital com possibilidade de escrita à mão no <em>tablet </em>e um caderno argolado com folhas amareladas para fazer qualquer tipo de anotação. Preciso dizer também que no<em> tablet</em> escolho sempre a folha em tom amarelado para ficar o mais próximo possível da experiência física.&nbsp;</p>



<p>Acredito que o tipo de dilema digital x analógico ocorre mais com pessoas da minha geração, na faixa dos 30 anos. A geração que cresceu customizando cadernos, brincando nas ruas, mas também frequentando aulas de informática para aprender digitação e a usar editor de texto. Sem falar nos diários virtuais, os blogs. Havia o diário com cadeado escondido embaixo da cama dentro de uma caixa de sapato. E o blog com qualquer nome estranho que nos dava a confiança do anonimato.&nbsp;</p>



<p>Pula para 2023, após uma pandemia, que nos confinou em casa com estudo, trabalho e lazer <em>on-line</em>. Quem era de alguma maneira resistente aos encantos do digital, foi obrigado a perceber que há muitas vantagens na modalidade virtual, uma delas é a praticidade. Tudo, de qualquer lugar, acessível, rapidinho com um clique.&nbsp;</p>



<p>Ontem li no <em>Twitter</em> um relato de uma professora de 52 anos de idade dizendo que aprendeu e tomou gosto por estudar <em>on-line</em>. Inclusive eu fui aluna dela em um curso ministrado durante a pandemia, algo que seria mais complicado de acontecer no presencial já que moramos em estados diferentes.&nbsp;</p>



<p>Há inúmeros benefícios. Só que não podemos negar que existem muitas questões para debatermos como o uso excessivo de telas, a demanda 24/7 (24 horas por dia, 7 dias por semana), o FOMO (<em>Fear of missing out </em>&#8211; o medo de ficar de fora<em>)</em>, a NOMOFOBIA (<em>No-mobile phobia</em> &#8211; pavor irracional de ficar sem o celular), as distrações digitais (notificações) que contribuem com a ansiedade e o estresse. E atenta a tudo isso é que eu fico voltando para a cena da pessoa sentada folheando um caderno. </p>



<p>A cena romântica e nostálgica é quase como uma suspensão do tempo acelerado que vivemos. A pessoa sentada folheando o caderno nos traz atenção ao momento presente, desconexão das redes sociais digitais, um descanso da exposição à iluminação artificial, reflexão sobre o que escrevemos e o que lemos.&nbsp;</p>



<p>Por aqui eu vou continuar tentando recriar momentos em que ativo meu modo romântico e nostálgico para ser aquela pessoa sentada folheando o caderno porque como disse me traz uma alegria genuína além dos benefícios relacionados a suspensão do tempo acelerado.&nbsp;</p>



<p>Vale para cadernos, livros e conversas.</p>
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		<title>Uma pessoa fã de seriado e cafeterias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Oct 2022 00:19:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas e Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Alagoinhas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[notas da vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cresci em uma cidade do interior da Bahia e também cresci assistindo aos seriados norte-americanos dublados no SBT. Ai, ai, as contradições… A minha geração foi bastante influenciada pela televisão. [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1707" height="2560" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-153324.961-scaled.jpg?resize=1707%2C2560" alt="" class="wp-image-18113" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-153324.961-scaled.jpg?w=1707&amp;ssl=1 1707w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-153324.961-scaled.jpg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-153324.961-scaled.jpg?resize=683%2C1024&amp;ssl=1 683w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-153324.961-scaled.jpg?resize=768%2C1152&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-153324.961-scaled.jpg?resize=1024%2C1536&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-153324.961-scaled.jpg?resize=1365%2C2048&amp;ssl=1 1365w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p>Cresci em uma cidade do interior da Bahia e também cresci assistindo aos seriados norte-americanos dublados no SBT. Ai, ai, as contradições…</p>



<p>A minha geração foi bastante influenciada pela televisão. E eu era fã de novelas e seriados. Lembro de ficar acordada durante a madrugada para ver as séries que passavam no SBT sem respeitar a ordem dos episódios. Na verdade, sem respeitar o telespectador, afinal os episódios eram sempre repetidos.</p>



<span id="more-18122"></span>



<p>Aquelas imagens hollywoodianas permeavam o meu cotidiano e eu de cá tentava viver a vida dos seriados usando roupas, cortes de cabelo e sapatos similares. Era uma loucura!</p>



<p>Mas havia algo em especial que não tinha como &#8220;imitar&#8221; &#8211; as cafeterias! Eu simplesmente amava a ideia daqueles lugares incríveis em que as pessoas iam para tomar café em copos estilosos, conversar, fazer reunião de negócios, encontrar amigos e paquerar. Parecia que tudo acontecia em uma cafeteria &#8211; o início, o fim, os recomeços. E não tinha como imitar isso porque simplesmente na minha cidade não tinha uma cafeteria. Lanchonetes? De todos os tipos! Padarias? Sim, inclusive com o famoso pingado que hoje tanto amo e não vivo sem. Mas uma cafeteria estilo seriado norte-americano? Infelizmente, não tinha!</p>



<p>Eu entrei em algo similar quase com 20 anos de idade, quando já estava morando na capital Salvador, na época da faculdade. E era uma cafeteria dentro de uma livraria. Que combo especial! Não à toa amava passar o tempo naquele lugar conversando com amigos, tentando ler algum livro e, sim, tive até algumas paqueras e reuniões de negócio por lá.&nbsp;</p>



<p>Lembro também da emoção de entrar pela primeira vez em uma Starbucks, em São Paulo, por volta de 2010, se não me falha a memória. Eta que delicia poder ter um copo com aquela sereia verde e meu nome escrito errado. Mas o café não achei tão delicioso assim.</p>



<p>E, então, 16 anos depois, estou de volta à minha terra. Certa vez, passando de carro por uma rua, avistei pela janela uma fachada de café estilo norte-americano. Sim, as fachadas são inconfundíveis.&nbsp;</p>



<p>Por ironia da vida, o café fica justamente em uma das ruas que precisava passar na ida e volta do colégio na infância/adolescência, enquanto estava sendo super influenciada pelos seriados e queria muito encontrar no meu real algo similar àquela maravilha exibida pelo SBT repetidamente.</p>



<p>Em uma sexta-feira de chuva, o tempo estava agradável e propício para uma bebida quente. Assim me levei para passear e fui visitar a cafeteria. Chegando lá pedi uma tortinha de carne seca (pois influenciada sim, mas muito nordestina também) e um Latte Caramelo. Tudo delicioso! A trilha sonora? Certeza de que era alguma playlist <em>Coffee House</em> ou <em>Coffee Shop</em>, do <em>Spotify</em>. Reconheço porque escuto bastante para trabalhar em casa. E são aquelas músicas que parecem ter saído da trilha sonora de um seriado de TV.</p>



<p>De alguma maneira aquele lugar parecia me levar para outro tempo e espaço, mas um tempo e um espaço de conforto. Sim, me senti em um seriado. E justo quando começo uma nova temporada em minha vida. É, parece que é possível que tudo (ou quase tudo) aconteça em uma cafeteria &#8211; o início, o fim, os recomeços. </p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-3 wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" data-id="18113" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-153324.961-683x1024.jpg?resize=683%2C1024" alt="" class="wp-image-18113" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-153324.961-scaled.jpg?resize=683%2C1024&amp;ssl=1 683w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-153324.961-scaled.jpg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-153324.961-scaled.jpg?resize=768%2C1152&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-153324.961-scaled.jpg?resize=1024%2C1536&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-153324.961-scaled.jpg?resize=1365%2C2048&amp;ssl=1 1365w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-153324.961-scaled.jpg?w=1707&amp;ssl=1 1707w" sizes="auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure>



<figure class="wp-block-image"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" data-id="18114" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-153317.822-683x1024.jpg?resize=683%2C1024" alt="" class="wp-image-18114" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-153317.822-scaled.jpg?resize=683%2C1024&amp;ssl=1 683w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-153317.822-scaled.jpg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-153317.822-scaled.jpg?resize=768%2C1152&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-153317.822-scaled.jpg?resize=1024%2C1536&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-153317.822-scaled.jpg?resize=1365%2C2048&amp;ssl=1 1365w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-153317.822-scaled.jpg?w=1707&amp;ssl=1 1707w" sizes="auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure>



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<figure class="wp-block-image"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" data-id="18118" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-160240.871-683x1024.jpg?resize=683%2C1024" alt="" class="wp-image-18118" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-160240.871-scaled.jpg?resize=683%2C1024&amp;ssl=1 683w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-160240.871-scaled.jpg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-160240.871-scaled.jpg?resize=768%2C1152&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-160240.871-scaled.jpg?resize=1024%2C1536&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-160240.871-scaled.jpg?resize=1366%2C2048&amp;ssl=1 1366w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-160240.871-scaled.jpg?w=1707&amp;ssl=1 1707w" sizes="auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-154624.045-scaled.jpg"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" data-id="18121" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-154624.045-683x1024.jpg?resize=683%2C1024" alt="" class="wp-image-18121" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-154624.045-scaled.jpg?resize=683%2C1024&amp;ssl=1 683w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-154624.045-scaled.jpg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-154624.045-scaled.jpg?resize=768%2C1152&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-154624.045-scaled.jpg?resize=1024%2C1536&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-154624.045-scaled.jpg?resize=1365%2C2048&amp;ssl=1 1365w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/10/classicu-2022-10-28-154624.045-scaled.jpg?w=1707&amp;ssl=1 1707w" sizes="auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px" /></a></figure>
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<p></p>
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		<title>Sobre a brevidade da vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Mar 2022 21:46:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas e Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os livros do filósofo espanhol Sêneca sempre me chamaram atenção por conta dos títulos &#8211; Sobre a brevidade da vida, Da tranquilidade da alma, Aprendendo a viver. Mas nunca tive [&#8230;]</p>
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<p>Os livros do filósofo espanhol Sêneca sempre me chamaram atenção por conta dos títulos &#8211; <strong>Sobre a brevidade da vida</strong>, <strong>Da tranquilidade da alma</strong>, <strong>Aprendendo a viver</strong>. Mas nunca tive iniciativa para lê-los, até que fiquei motivada a partir de uma leitura coletiva organizada pela <a href="https://www.instagram.com/fernanda.lopes.de.oliveira/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fernanda Oliveira</a>, doutoranda em Filosofia.</p>



<span id="more-17302"></span>



<p>Li <strong>Sobre a brevidade da vida </strong>com a sensação de que estava levando alfinetadas filosóficas para reagir (de cropped ou não) e repensar como estou vivendo, para onde está indo meu tempo, com o que estou investindo a minha energia.&nbsp;</p>



<p><strong>E trago as alfinetadas filosóficas para cá:</strong></p>



<p>Será que estamos realmente vivendo ou esperando o momento perfeito para viver algumas experiências? Será que estamos<strong> </strong>mais<strong> </strong>preocupados com nossa vida ou estamos mais preocupados com a vida alheia? Para onde está indo nosso tempo e energia?</p>



<p>A ideia da brevidade da vida vem do que fazemos com o nosso tempo. Se desperdiçamos com o que não é realmente relevante para nós, nunca vamos aproveitar e realizar o que queremos. E isso nos leva a cultivar a ideia de precisar de mais tempo para viver. Sêneca diz que “Não temos exatamente uma vida curta, mas desperdiçamos uma grande parte dela.”&nbsp;</p>



<p>O filósofo nos chama para viver determinadas experiências agora e não apenas deixá-las para a aposentadoria, por exemplo. É uma proposta de “aprender a viver por toda a vida”. Sêneca comenta que os adiamentos nos tira o dia a dia, nos rouba o presente. As expectativas criadas nos levam a apostar tudo em um futuro que não saberemos como vai existir.&nbsp;</p>



<p>Apenas aquilo que realmente fazemos, para o bem ou para o mal, é o que podemos ter certeza. Não dá para recuperar o passado, mas ele também não deve ser esquecido. No mínimo, devemos tirar pequenas lições. E o futuro é duvidoso.&nbsp;</p>



<p>Todos esses questionamentos sobre a brevidade da vida são envoltos na ideia de que muitas vezes nos ocupamos tanto e isso nos afasta do real viver. O autor diz que é “brevíssima a vida dos homens ocupados”. Devemos desconfiar da “falsa operosidade e da fútil agitação”. Afinal, homens ocupados “não podem se dobrar sobre si próprios, não podem se contemplar”.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/03/citacao_livro_brevidadedavida_blog_jeniffergeraldine.png"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/03/citacao_livro_brevidadedavida_blog_jeniffergeraldine-819x1024.png?resize=819%2C1024" alt="" class="wp-image-17303" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/03/citacao_livro_brevidadedavida_blog_jeniffergeraldine.png?resize=819%2C1024&amp;ssl=1 819w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/03/citacao_livro_brevidadedavida_blog_jeniffergeraldine.png?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/03/citacao_livro_brevidadedavida_blog_jeniffergeraldine.png?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2022/03/citacao_livro_brevidadedavida_blog_jeniffergeraldine.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px" /></a></figure></div>



<p><strong>“Homens ocupados”</strong>, do Sêneca, me lembra do <strong>sujeito do desempenho e da produção</strong> que <strong>Byung-Chul</strong> Han traz no livro <strong>Sociedade do Cansaço</strong>. Um sujeito que se auto explora e tem como algumas das consequências o burnout, a depressão, a autoagressividade e o suicídio.&nbsp;</p>



<p>Uma característica do sujeito do desempenho e da produção é a hiperatenção, uma atenção dispersa, com rápida mudança de foco e tolerância baixa para o tédio. O tédio, para Byung-Chul Han, com base em Walter Benjamin, é o descanso espiritual que pode nos colocar em um estado contemplativo, de recolhimento, um olhar mais atento para si e para as coisas do mundo.</p>



<p>Sêneca comenta em sua obra a dificuldade que há dos “homens ocupados” em lidar com o ócio. Quando não há o que fazer, os “homens ocupados” se sentem inquietos e muitas vezes se colocam para fazer qualquer atividade para ocupar um momento que poderia ser para o descanso espiritual. Eles “transitam de um prazer para o outro sem permanecer em apenas um desejo.”&nbsp;</p>



<p>Sujeitos do desempenho e da produção ou “homens ocupados”, lembremos dessa vida breve, que no atual momento podemos pensar também a partir de outras infelizes perspectivas, além da ocupação, tempo e energia.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><strong>Confira os livros citados na Amazon:</strong></p>



<p><a href="https://amzn.to/3IwBsYM" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sobre a Brevidade da vida</a></p>



<p>Sobre a brevidade da vida no <a href="https://amzn.to/37ZxdbE" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Kindle Unlimited</a></p>



<p><a href="https://amzn.to/3JxWasx" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sociedade do Cansaço</a></p>
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		<title>Entre o trabalho e o lazer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Nov 2020 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas e Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[vida acadêmica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Escrevo enquanto escuto This is Charlie Brown Jr. e tomo chá de camomila Nesta semana precisei tomar uma decisão que considerei difícil: me inscrever em um evento acadêmico para apresentar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Escrevo enquanto escuto <a href="https://open.spotify.com/playlist/37i9dQZF1DX29n3b5fqT2P" target="_blank" rel="noreferrer noopener">This is Charlie Brown Jr</a>. e tomo chá de camomila</em><br></p>



<span id="more-15513"></span>



<p>Nesta semana precisei tomar uma decisão que considerei difícil: me inscrever em um evento acadêmico para apresentar um trabalho ou fazer uma pequena viagem com a família para praia (cumprindo todos os protocolos possíveis e existentes).</p>



<p>O evento, seguindo a ordem pandêmica, é virtual. Pensei até na possibilidade de fazer a inscrição e viajar. Na praia, com acesso à internet, poderia fazer a minha apresentação e tudo bem. Mas, veja só, na praia trabalhando. Meu escritório não é na praia. Praia para mim é contemplação. Sentar em frente ao mar, olhando o movimento das ondas, e tomar uma água de coco ou uma boa caipirinha (salivei).</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/conde_bahia_foto_jeniffergeraldine-1-1024x1024.jpg?resize=540%2C540" alt="" class="wp-image-15518" width="540" height="540" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/conde_bahia_foto_jeniffergeraldine-1.jpg?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/conde_bahia_foto_jeniffergeraldine-1.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/conde_bahia_foto_jeniffergeraldine-1.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/conde_bahia_foto_jeniffergeraldine-1.jpg?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/11/conde_bahia_foto_jeniffergeraldine-1.jpg?w=1440&amp;ssl=1 1440w" sizes="auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px" /></figure></div>



<p>Eu realmente fiquei indecisa porque participar de eventos acadêmicos faz parte do meu trabalho como pesquisadora. E há uma cobrança de uma produtividade imensa na academia. Você tem que publicar todo ano e participar de eventos &#8211; mesmo que esteja escrevendo uma dissertação ou uma tese.</p>



<p>Aconteceu que em 2020 fomos surpreendidos com a pandemia e tudo foi transferido, reagendado, cancelado. Eu teria uma participação em evento internacional, uma publicação em capítulo de livro e outra em <em>e-book</em>. Além das entregas já feitas. </p>



<p>Até que a academia enxergou a possibilidade de fazer eventos on-line, em nível internacional, e então começou o <em>boom</em> de eventos acadêmicos no último trimestre do ano para simplesmente (eu enxergo assim) cumprir as exigências produtivistas.</p>



<p>Chega então o conflito: surfar na onda alheia ou ficar na minha piscina de água natural? (desculpa, continuo pensando na praia, logo a referência é inevitável)</p>



<p>É nesse momento que você precisa ter consciência do que está em andamento na sua vida. E o que é realmente necessário manter, fazer ou se envolver.</p>



<p>Conversei com alguns amigos, refleti sobre minha produção acadêmica, pensei sobre como passei os últimos dias &#8211; em preparação para qualificação, em espera da qualificação (ainda estou), lembrei das respostas que estava esperando.</p>



<p>Foi então que, mais uma vez, percebi que já estava envolvida em coisas demais.</p>



<p>Não valeria a pena viajar e ficar preocupada com apresentação e se a internet estará boa o suficiente para acessar o <em>Meet</em> ou <em>YouTube</em>. Não valeria a pena iniciar um novo projeto em tão pouco tempo para atender uma cobrança. E atropelar mais ainda os meus dias para cumprir essa demanda. Quando coloquei no papel tudo o que tinha que fazer para poder ficar quatro dias olhando o mar, vi que não caberia mais nada, e que realmente eu precisava desses quatro dias olhando o mar. Um amigo até disse: &#8220;se você está em dúvida é porque realmente está precisando descansar&#8221;.</p>



<p>Assim, aprendi: na dúvida, descanse!<br>Descansar diminui os ruídos. Acalma o coração. Relaxa a mente.<br>Eu ainda nem fui descansar mas já me sinto melhor em ter escolhido priorizar o que no momento me parece ser o melhor e mais certo.</p>



<p>*<em>Foto de 04 de novembro de 2017, em Siribinha (BA).</em></p>
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		<title>Ritual pré-trabalho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2020 14:50:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas e Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[rotina criativa]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sobre rituais e autocuidado.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Eu tenho um ritual pré-trabalho que são ações, quase automáticas, que faço antes de começar a produzir e até mesmo para organizar o meu ambiente.</p>



<span id="more-15208"></span>



<p>Gosto de tomar banho e me vestir confortavelmente. Não faço grandes produções. Em dias de reuniões, até busco uma roupa mais arrumadinha, mas sempre levando em conta o conforto porque passo o dia sentada.</p>



<p>Antes de me entocar no homeoffice, vou dar uma olhadinha na rua. É bom olhar o ritmo e a rotina lá fora antes de sentar em frente a uma tela. Considero um respiro mental.</p>



<p>Antes de sentar na mesa, pego água. Água é combustível para mente. Uso óleo essencial para me ajudar com foco e ansiedade. Costumo hidratar os lábios. Gente, nem sei porquê. Apenas uso. Mas é bom, né? Detalhe que tenho dois hidratantes na mesa. Costumo também limpar os óculos que estão sempre sujos.</p>



<p>Recentemente descobri que amo produzir ouvindo MPB das &#8220;antigas&#8221; &#8211; Nando Reis, Belchior, Cássia Eller, Marisa Monte e por aí vai. Quando dou por mim, estou cantando uma música boa. Deixa o ambiente mais leve e criativo.</p>



<p>Outra ação é atualizar meus calendários. Depois olho minha agenda do dia e minhas listas de tarefas para selecionar as atividades do dia que costumo colocar no bullet journal. Esse sistema funciona muito para mim porque junto o digital com analógico.</p>



<p>Nos últimos dias, meu grande companheiro de mesa é um ventilador de taxista/caminhoneiro que Painho comprou. E foi um ótimo achado porque o calor está barril.</p>



<p>Depois de tudo isso, me sinto pronta para começar o dia de trabalho. Geralmente às 10h. Meu primeiro turno vai até às 13h. Nesse período da manhã, costumo fazer atividades mais criativas, como escrever e produzir conteúdo digital. Curioso que não tem sido escrita da dissertação. Produzo para pesquisa do meio da tarde até a noite &#8211; funciona bem melhor para mim. E descobri isso no início do ano quando produzi o relatório do tirocínio.</p>



<p>É importante observar os períodos que rendemos mais e melhor para determinadas atividades. E tentar seguir esse ritmo porque ajuda muito com a produtividade. Você não briga com seu corpo e mente. Apenas respeita, segue o fluxo, e se sente muito melhor.</p>



<p>Considero rituais como parte da prática de autocuidado. O ritual pré-trabalho me ajuda a começar o dia de forma mais atenta comigo, meu espaço de trabalho, e minhas atividades.</p>



<p></p>
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		<title>Hábitos ensaiados &#124; Inspirada na série Virgin River</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Sep 2020 11:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas e Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Crônica inspirada na série da Netflix, Virgin River.</p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/habitos-ensaiados-inspirada-na-serie-virgin-river/">Hábitos ensaiados | Inspirada na série Virgin River</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Certo dia resolvi navegar pela piscina infinita da <a href="http://jeniffergeraldine.com/tag/netflix/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Netflix</a> em busca de algo para ver. Eu olhei a minha lista (nunca vou entender porque faço essa lista se nunca vejo o que coloco nela), a lista de &#8220;TOP 10 de hoje no Brasil&#8221;, a lista &#8220;em alta&#8221;, a lista de lançamento, e bateu o tédio. Infinitas possibilidades, mas tédio. Acho que você também já deve ter passado por isso. E não é à toa que virou meme o fato de a gente passar mais tempo escolhendo o que assistir, do que realmente assistindo.</p>



<span id="more-15154"></span>



<p>Bem, eu queria ver algo inspirador, algo que me desse aquele quentinho no coração mesmo, uma produção atual, em um lugar bonito. E, olha só, a Netflix na sua piscina infinita tinha criado uma raia &#8220;porque você assistiu a Doces Magnólias&#8221; e estava lá a série <strong><em>Virgin River</em></strong>. Resolvi me deixar levar pelo algoritmo (quando não?) e nadei sem preocupações.</p>



<p><em>Virgin River</em> é uma série original da Netflix, lançada em 2019, e inspirada na série de livros homônima escrita pela autora norte-americana <strong>Robyn Carr</strong>. Já vou logo avisando que é um drama romântico clichê. A produção tem como cenário uma cidade no meio do nada no norte da Califórnia. E conta a história da enfermeira Mel (Alexandra Breckenridge), natural de Los Angeles, que se muda para Virgin River em busca de um recomeço. Eu já tinha avisado que era clichê? Mas, minha gente, às vezes tudo que a gente precisa é de um belo clichê.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/09/Cena-de-Virgin-River-1024x576.jpg?resize=1024%2C576" alt="" class="wp-image-15156" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/09/Cena-de-Virgin-River.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/09/Cena-de-Virgin-River.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/09/Cena-de-Virgin-River.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/09/Cena-de-Virgin-River.jpg?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/09/Cena-de-Virgin-River.jpg?resize=1440%2C810&amp;ssl=1 1440w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/09/Cena-de-Virgin-River.jpg?resize=800%2C450&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/09/Cena-de-Virgin-River.jpg?resize=550%2C309&amp;ssl=1 550w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/09/Cena-de-Virgin-River.jpg?resize=1067%2C600&amp;ssl=1 1067w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/09/Cena-de-Virgin-River.jpg?w=1600&amp;ssl=1 1600w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p>Eu gosto desse tipo de série porque o tempo é mais lento, temos poucos personagens, há diálogos um pouco mais longos e reflexivos, pessoas em busca de recomeçar a vida e resolver questões do passado.</p>



<p>&#8211; Santo algoritmo da Netflix, continue me fazendo feliz sofrendo com séries dramáticas, simples, que se passam em cidades pequenas e lindas. Amém!</p>



<p>Por ter como personagem principal uma enfermeira e parteira, <em>Virgin River </em>traz alguns temas interessantes da área da saúde, principalmente com foco em <strong>saúde mental </strong>e <strong>maternidade</strong>. Há algumas cenas interessantes sobre depressão pós-parto e estresse pós-traumático. Vale dizer que a série não se propõe a discutir com profundidade esses temas (pelo menos não na primeira temporada), mas considero pequenos alertas necessários.</p>



<p>Sou canceriana e produções assim me emocionam porque mostram como que <strong>para viver bem devemos buscar a solidariedade, a empatia, o cuidado de si e alianças.</strong></p>



<p><strong>Hábitos ensaiados</strong>, o título dessa crônica, vem de um diálogo de Mel com Jack (Martin Henderson), o bonitão gente boa dono do único bar da cidade, enquanto conversavam sobre ambos aparentarem ser pessoas calmas. Hábitos ensaiados são aquelas <strong>ações que fazemos para nos proteger principalmente da vulnerabilidade</strong>. Ou a famosa armadura que vestimos para nos proteger muitas das vezes da gente mesmo. Ou comportamentos que a gente ensaia para tentar pensar antes de agir, ter menos impulsividade. Pode ser algo bom ou algo ruim. Acredito muito que depende muito do porquê ensaiamos esses hábitos. E se o que há por trás disso é <strong>controle obsessivo ou realmente inteligência emocional.</strong></p>



<p>Fiquei pensando bastante sobre hábitos ensaiados. E no quanto isso está presente em diversas áreas da nossa vida. Até que a série traz novamente a temática através de outra personagem, a Hope (Annette O&#8217;Toole), a prefeita enxerida da cidade. Em conversa com Mel, Hope diz: &#8220;Protegendo o coração você pode acabar evitando muita dor de cabeça, mas também viver uma meia vida.&#8221;</p>



<p>A escritora <strong>Brené Brown</strong> diz que vivemos uma cultura do perfeccionismo e do controle, o que podemos traduzir ou simplificar aqui como hábitos ensaiados. Nem preciso de uma série como <em>Virgin River</em> para me lembrar disso, ou talvez eu precise e por isso eu me deixei levar pelo algoritmo e estou agora escrevendo sobre o assunto. Não preciso dizer, mas vou dizer, que estou falando dos hábitos comportamentais negativos, como o autocontrole excessivo, a busca pelo perfeccionismo, a autocrítica excessiva, o apego aos erros do passado. Esses tipos de hábitos nos fazem viver uma meia vida.</p>



<p>Brené nos faz um <strong>chamado a coragem e nos pede para abraçar a vulnerabilidade</strong>. Aceitarmos que não somos perfeitos e vamos errar diversas vezes. Os nossos erros não nos definem, mas fazem parte de quem fomos e de como podemos ressiginificar o que ainda temos para viver.</p>



<p><strong>Kristin Neff</strong> outra escritora que nos faz repensar sobre autocrítica, nos faz o chamado para <strong>autocompaixão</strong>. Ao invés da autocrítica que nos faz questionar se somos bom o suficiente, a autocompaixão nos leva a questionar se algo é bom para mim.</p>



<p><em>Virgin River</em> para mim falou muito sobre <strong>vulnerabilidade e autocompaixão. </strong>Me trouxe esse alerta de observar quantos hábitos estou ensaiando para parecer ser alguma coisa nessa sociedade do perfeccionismo e do controle.</p>
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