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	<title>Arquivo para coronavírus - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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	<description>Crônicas, fotografias e reflexões sobre vida e cultura.</description>
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		<title>Leituras da quarentena #1</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2020 22:56:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas e Ensaios]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando o mês de abril chegou, eu já tinha aproximadamente 15 dias cumprindo o distanciamento social. Naquele tempo, que parece tão longe, mas foi praticamente ontem, eu nem chamava esse estado de distanciamento social, mas sim de quarentena. E, na verdade, ainda chamo de quarentena, como bem uso no título da crônica.<span id="more-14788"></span></p>
<p>Passados os 15 dias iniciais de angústia, tédio, e-books baixados, cursos gratuitos, dormindo às 3h da manhã acordando quase às 11h, decidi que abril ia ser um mês diferente e para tanto declarei que minha maior companhia seria a leitura. Longe de tudo e quase todos, ia encontrar o acolhimento, a resposta, o respiro, nos livros &#8211; ficção ou não ficção, pouco importava.</p>
<p>Comecei então conhecendo a vida de Evelyn Hugo, personagem do livro <a href="https://amzn.to/2AAeoeg" target="_blank" rel="noopener noreferrer">“Os sete maridos de Evelyn Hugo”</a>, de Taylor Jenkins Reid. Evelyn era uma mulher famosa e rica que se casou sete vezes. Mas todos os casamentos foram arranjos de sobrevivência ou negócios da fama. A personagem descobriu jovem que o seu corpo era visto como objeto e passou a usá-lo como artifício para conseguir o que queria na vida. E dessa forma viveu rodeada de diversas formas de opressão de gênero. A autora no início do livro faz uma dedicatória para a filha e levanta a bandeira antipatriarcal. Evelyn é uma personagem que nos desperta todos os tipos de sentimento, às vezes vamos odiá-la, em outras vamos compreendê-la, mas no final nós vamos saber quem devemos realmente odiar: o mundo. Um mundo preconceituoso que fez com que Evelyn vivesse uma vida com um roteiro milimetricamente pensando em busca de sobrevivência.</p>
<p>Enquanto lia sobre Evelyn Hugo durante à tarde ou noite, pela manhã lia <a href="https://amzn.to/3bKJGfr" target="_blank" rel="noopener noreferrer">“Minimalismo digital &#8211; Para uma vida profunda em um mundo superficial”</a>, de Cal Newport. E em tempos de excesso de informação e <em>lives</em>, o livro chegou para acalmar minhas manhãs e reavaliar o uso das redes sociais digitais e do consumo de informação. Inclusive foi a leitura de “Minimalismo digital” que me fez ter mais tempo para leitura durante o mês de abril. Além de me mostrar que a tecnologia não é neutra, como muitas vezes eu concordei e usei a frase, Cal Newport me fez traçar objetivos para cada rede social.</p>
<p>Passei o mês lendo um pouco desse livro toda manhã e aplicando cada dia as lições do minimalismo digital que, de acordo com o autor, é uma filosofia de vida em que o menos é mais no mundo digital.</p>
<p>Enquanto isso, a Companhia das Letras lançou e disponibilizou gratuitamente o livro <a href="https://amzn.to/3bKkQfw" target="_blank" rel="noopener noreferrer">“O amanhã não está à venda”</a>, de Ailton Krenak. E um dos questionamentos centrais, pensando no contexto da pandemia, é: a humanidade será capaz de criar um novo normal? Abandonar seus condomínios e carros de luxo e a vida na cidade grande? Será que vamos aprender a viver com menos?</p>
<p>A reflexão do Krenak parte de um homem que vive em comunidade e que sua quarentena não é abastecida apenas com <em>lives</em> e <em>download</em> de e-books, mas com cuidar da terra e cuidar dos seus. O autor mesmo diz que para combatermos o vírus, precisamos primeiro de cuidado e depois de coragem.</p>
<p>Seguindo a temática, li <a href="https://amzn.to/2ThuTCB" target="_blank" rel="noopener noreferrer">“A cruel pedagogia do vírus”</a>, de Boaventura de Sousa Santos. É uma leitura com uma linguagem mais acadêmica, porém super esclarecedora. Boaventura traz a ideia de que sempre vivemos em quarentena. Mulheres, deficientes, população em situação de rua, trabalhadores informais, trabalhadores de rua, moradores da periferia, os idosos, vivem em constante quarentena do capitalismo. O vírus nos ensina que nosso modo de viver atual é contrário da liberdade. E que vivemos cada vez mais reféns do capitalismo neoliberal em uma sociedade ainda extremamente colonial e patriarcal. E que é preciso urgente criar um novo normal, já que o nosso normal sempre foi um estado de exceção, muitas vezes antidemocrático.</p>
<p>Depois de muitas reflexões sobre o modo de viver da nossa sociedade, busquei refúgio no <a href="https://amzn.to/2zOisqW" target="_blank" rel="noopener noreferrer">“As coisas que você só vê quando desacelera &#8211; Como manter a calma em um mundo frenético”</a>, do mestre zen-budista sul-coreano Haemin Sunim. Foi a leitura da manhã, depois de “Minimalismo digital”.</p>
<p>Isolamento social, distanciamento social ou quarentena, o fato é que estamos privados de liberdade e com a difícil tarefa de, além de enfrentar um novo vírus, enfrentar os nossos medos, os nossos vazios, a imprevisibilidade do amanhã &#8211; normal, anormal, novo normal. Haemin não traz a vacina contra nada disso, mas nos faz perceber que a vida com mais equilíbrio, escolhas mais solidárias com a gente mesmo e com os outros, nos faz ter menos medo do amanhã que virá.</p>
<p><strong>Conteúdo em vídeo:</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/r2yNs5C65Gs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><strong>&#8220;Leituras da quarentena #1&#8221; é o episódio 6 do JGCast. Confira nas plataformas abaixo:</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://podcasts.apple.com/br/podcast/podcast-jeniffer-geraldine/id1444754810?l=en" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14702 size-medium" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/04/apple_podcast-300x100.png?resize=300%2C100" alt="" width="300" height="100" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/04/apple_podcast.png?resize=300%2C100&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/04/apple_podcast.png?resize=768%2C255&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/04/apple_podcast.png?w=835&amp;ssl=1 835w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a> <a href="https://anchor.fm/jeniffer-geraldine/episodes/Leituras-da-quarentena-1-ee8a7s" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14701 size-medium" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/04/anchor_podcast-300x100.png?resize=300%2C100" alt="" width="300" height="100" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/04/anchor_podcast.png?resize=300%2C100&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/04/anchor_podcast.png?resize=768%2C255&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/04/anchor_podcast.png?w=835&amp;ssl=1 835w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/podcastjeniffergeraldine" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14703 size-medium" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/04/feed_podcastpng-co%CC%81pia-300x100.png?resize=300%2C100" alt="" width="300" height="100" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/04/feed_podcastpng-co%CC%81pia.png?resize=300%2C100&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/04/feed_podcastpng-co%CC%81pia.png?resize=768%2C255&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/04/feed_podcastpng-co%CC%81pia.png?w=835&amp;ssl=1 835w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a> <a href="https://open.spotify.com/show/3Pcjc0TaYWEa9mwtjXBgnW?si=hLshLPGFQ9y2HWkZvIr1fw" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-14704" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/04/spotify_podcast-co%CC%81pia-300x100.png?resize=300%2C100" alt="" width="300" height="100" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/04/spotify_podcast-co%CC%81pia.png?resize=300%2C100&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/04/spotify_podcast-co%CC%81pia.png?resize=768%2C255&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2020/04/spotify_podcast-co%CC%81pia.png?w=835&amp;ssl=1 835w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
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