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	<title>Arquivo para Contos - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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	<description>Crônicas, fotografias e reflexões sobre vida e cultura.</description>
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	<title>Arquivo para Contos - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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		<title>Projeto Uns e Outros #1</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Feb 2018 15:30:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Toda leitura que fazemos é realizada a partir da nossa visão de mundo. Apesar de dizermos constantemente que os livros nos apresentam novas formas de ser e viver, nem sempre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Toda leitura que fazemos é realizada a partir da nossa visão de mundo. Apesar de dizermos constantemente que os livros nos apresentam novas formas de ser e viver, nem sempre conseguimos nos desvencilhar das nossas bagagens culturais ao realizar uma leitura. E o autor ao escrever, por mais que crie um universo distópico ou de fantasia, vai colocar ali o que sente, vê e crê no mundo.</p>
<p>É também por conta dessa leitura particular, que muitas vezes dizemos que determinado livro &#8220;não nos tocou&#8221;, que aquele personagem &#8220;não nos cativou&#8221;. E muitas outras vezes, reimaginamos finais e queremos contar a história do nosso jeito. Meio egoísta, talvez. Mas bem aceitável. Porque essas diversas leituras são o diferencial, são a parte criativa do mundo.</p>
<p>Quando vi o projeto <strong>Uns e outros &#8211; Contos Espelhados</strong>, da <a href="https://www.taglivros.com" target="_blank" rel="noopener">TAG</a>, achei a proposta bem interessante. Temos a mania de dizer que o clássico é intocável, é quase sagrado. E assim colocar escritores contemporâneos para reescrever contos clássicos é ousado e motivador.</p>
<p>Seguindo a ordem do sorteio feito com os blogs <a href="https://euliouvouler.wordpress.com/" target="_blank" rel="noopener">Eu li ou vou ler</a>, <a href="http://www.pontoparaler.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Ponto para ler</a> e <a href="http://www.leitorasempre.com/" target="_blank" rel="noopener">Leitora Sempre</a>, comecei a leitura pelo<strong> francês Guy Maupassant</strong> e a <strong>brasileira Maria Valéria Rezende</strong>.</p>
<p>Guy escreveu o<strong> &#8220;O colar&#8221;</strong>, um conto sobre uma pobre jovem mulher que está infeliz com a vida que tem ao lado do marido porque vive a sonhar com luxos e festas de gente rica. Um dia seu marido recebe um super convite para participar de uma festa de ricos. A mulher fica contente, mas ao mesmo tempo triste. Afinal o que ela irá vestir, em uma festa desse tipo? Ela consegue ganhar do marido um belo vestido, mas fica faltando alguma joia, a qual ele não pode comprar. Então, ela resolve pedir emprestado para uma amiga. No dia da festa, a jovem mulher brilha e está feliz como ninguém, mas o tal colar desaparece. Não posso dizer mais nada, sem passar <em>spoiler</em>. Mas é um conto que vai desenvolver de uma forma que considerei surreal, mas ao mesmo tempo divertida. E vai nos fazer pensar sobre aparências, o quanto valorizamos e o quanto elas podem enganar.</p>
<p>A escritora <strong>Maria Valéria</strong> deu ao conto espelhado o título <strong>&#8220;Um simples engano&#8221;</strong> e segue a mesma ideia do conto original, porém com uma releitura atual e bem brasileira. Matilde é a pobre jovem mulher que não aceita sua condição financeira e vive a sonhar com luxo. Tudo muda quando seu marido recebe um convite para uma festa privada da empresa em que trabalha. No caso de<strong> &#8220;Um simples engano&#8221;</strong>, o colar vira um carro. O casal pega emprestado o carro super chique de uma madame que Matilde trabalhava. Sim, o carro é roubado. Mas também não entrarei em detalhes para preservar a parte divertida e tensa do conto. <strong>Maria Valéria</strong> preservou a ideia principal de superestimar as aparências, ao mesmo tempo que reforça a ideia de que quando tentamos ser o que não somos, a vida pode nos presentear com boas ironias.</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/01/contosespelhados2_fotojeniffergeraldine.jpg"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-6676 aligncenter" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/01/contosespelhados2_fotojeniffergeraldine.jpg?resize=1800%2C1013" alt="" width="1800" height="1013" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/01/contosespelhados2_fotojeniffergeraldine.jpg?w=1800&amp;ssl=1 1800w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/01/contosespelhados2_fotojeniffergeraldine.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/01/contosespelhados2_fotojeniffergeraldine.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/01/contosespelhados2_fotojeniffergeraldine.jpg?resize=710%2C400&amp;ssl=1 710w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2018/01/contosespelhados2_fotojeniffergeraldine.jpg?resize=1200%2C675&amp;ssl=1 1200w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a></p>
<p>O segundo par de conto que li foi <strong>&#8220;O fim de algo&#8221;</strong>, do <strong>norte-americano Ernest Hemingway</strong>, e <strong>&#8220;O início de alguma coisa (imitando Hemingway)&#8221;</strong>, do <strong>brasileiro Luiz Antonio de Assis</strong>. No <strong>&#8220;O fim de algo&#8221;</strong> temos o casal Nick e Marjorie navegando por um lago e relembrando dos tempos bons da cidade em que viviam. Ao chegar no destino final, acontece o fim de algo. Esse algo é o fim do relacionamento do casal. Acontece de um modo inesperado para o leitor e para Marjorie. Já, Luiz Antonio segue a mesma ideia, porém pela perspectiva de Marjorie e com uma linguagem mais simples, sem muito detalhe de água e pescaria como o original (o que me deixa entediada). O texto é mais objetivo e a mudança de perspectiva é interessante. O brasileiro preferiu ver o copo cheio, ao invés de vazio. Enquanto Hemingway falou do fim de algo, Luiz focou no início de alguma coisa para nos lembrar que os finais são também recomeços.</p>
<p>O terceiro par de conto que li foi <strong>&#8220;Os desastres de Sofia&#8221;</strong>, da <strong>Clarice Lispector</strong>, e <strong>&#8220;Simplício&#8221;</strong>, da <strong>Eliane Brum</strong>. Aqui também temos uma mudança de perspectiva. Enquanto o conto de Clarice é narrado por uma mulher, o de Eliane é narrado por um homem. E ambos vão falar de uma paixão entre uma aluna e um professor.</p>
<p>Em <strong>&#8220;Os desastres de Sofia&#8221;</strong>, apesar da menina brincar e tentar atrair o professor, ela ainda não se acha mulher o suficiente para atrair um homem. Foi bem incômodo ver uma menina de nove anos apaixonada por um professor. Quando vamos para <strong>&#8220;Simplício&#8221;</strong> e temos a mudança de perspectiva, encontramos um homem apaixonado por uma criança e tentando entender e fugir dessa paixão, que como ele mesmo define é pecado. Os dois contos são bem escritos, mas não consegui achá-los interessantes.</p>
<p>Dos 3 pares que li, o que mais gostei foi o <strong>&#8220;O colar&#8221; e &#8220;Simples engano&#8221;</strong> por terem sido leituras que me divertiram. Achei as duas histórias surreais (apesar de possíveis) que foi impossível não rir ao finalizá-las.</p>
<ul>
<li>No próximo post, comentarei sobre &#8220;Eveline&#8221;, do James Joyce, e &#8220;A morte da mãe&#8221;, de Beatriz Bracher.</li>
<li>Veja também as opiniões nos blogs: <a href="https://euliouvouler.wordpress.com/" target="_blank" rel="noopener">Eu li ou vou ler</a>, <a href="http://www.pontoparaler.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Ponto para ler</a> e <a href="http://www.leitorasempre.com/" target="_blank" rel="noopener">Leitora Sempre</a></li>
<li>Participe do Sorteio até 23h59 do dia 11/02 | Saiba como participar no <a href="http://jeniffergeraldine.com/projeto-uns-e-outros-convite-sorteio/" target="_blank" rel="noopener">post de abertura</a></li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><strong>Espalhe &#8220;Projeto Uns e Outros #1&#8221; por aí! <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong></p>
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		<title>Projeto Uns e Outros &#124; Convite + Sorteio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jan 2018 13:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Uns e outros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Que tal uma leitura compartilhada de contos?</p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/projeto-uns-e-outros-convite-sorteio/">Projeto Uns e Outros | Convite + Sorteio</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos <a href="http://jeniffergeraldine.com/projetos-para-2018/" target="_blank" rel="noopener">projetos</a> literários de 2018 é o <strong>Uns e Outros</strong>, leitura compartilhada do livro que foi editado exclusivamente pela <a href="https://taglivros.com/" target="_blank" rel="noopener">TAG &#8211; Experiências literárias</a> para comemorar os três anos do clube de assinatura. Ganhei essa edição de presente de aniversário da galera do <a href="https://www.facebook.com/groups/pactoliterario/" target="_blank" rel="noopener">Pacto Literário</a>. Farei o projeto em parceria com os blogs <a href="https://euliouvouler.wordpress.com/" target="_blank" rel="noopener">Eu li ou vou ler</a>, <a href="http://www.pontoparaler.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Ponto para ler</a> e <a href="http://www.leitorasempre.com/" target="_blank" rel="noopener">Leitora Sempre</a>. E nossa meta é ler um conto por semana.</p>
<p>O livro Uns e Outros: Contos espelhados, organizado por Helena Terra e Luiz Ruffato, traz nove escritores brasileiros e um português com releituras de contos escritos por dez escritores super conhecidos, como Machado de Assis e Katherine Mansfield. Fizemos um sorteio e cada blog terá uma ordem de leitura diferente, então não deixe de conferir os posts em cada blog. Por aqui será toda <del>quinta-feira </del>sexta-feira. <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p>Além disso, a TAG nos enviou um kit SUCESSO para sorteio (revista para apoiar a leitura, o livro Uns e Outros e uma caixinha de ímãs para que você crie poemas e frases). Para participar é só seguir as regras:</p>
<ol>
<li>Seguir a <a href="https://www.facebook.com/pontoparaler/" target="_blank" rel="noopener">página Ponto para Ler no Facebook</a>;</li>
<li>Seguir o <a href="https://www.youtube.com/channel/UC29_HWebqFiEwCMmPtUzhZg" target="_blank" rel="noopener">canal Eu Li ou Vou Ler no Youtube</a>;</li>
<li>Seguir o <a href="https://www.youtube.com/user/blogsubindonotelhado" target="_blank" rel="noopener">canal Jeniffer Geraldine no Youtube</a>;</li>
<li>Seguir a <a href="https://www.facebook.com/LeitoraSempre/" target="_blank" rel="noopener">página Leitora Sempre no Facebook</a>;</li>
<li><a href="https://goo.gl/forms/qvz4fKPWYv4Qc33r1" target="_blank" rel="noopener">Preencher o formulário</a>;</li>
<li>Morar em território nacional;</li>
<li>O envio do prêmio será feito até 15 dias após a divulgação do resultado;</li>
<li>Não nos responsabilizamos por extravio dos Correios.</li>
</ol>
<p>*Receberemos respostas até as 23h59 do dia 11/02 e o resultado do sorteio será divulgado no dia 12/02.</p>
<p>Se você já tem o livro, participe da leitura compartilhada com a gente! E se ainda não tem, tente a sorte no sorteio que você poderá nos acompanhar da metade até o final.</p>
<p>Estou empolgada para esse projeto. Acredito que vai ser uma experiência bem legal!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Espalhe &#8220;Projeto Uns e Outros | Convite + Sorteio&#8221; por aí! <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f609.png" alt="😉" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></strong></p>
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		<title>Conto &#8220;O Cobrador&#8221; de Rubem Fonseca: a violência como resposta à desigualdade social</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Sep 2017 11:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[#SetembroPolicial]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
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		<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura policial]]></category>
		<category><![CDATA[Rubem Fonseca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rubem Fonseca é um dos principais nomes da literatura brasileira contemporânea. Antes de se dedicar à literatura, Rubem foi policial e sua experiência na área estão presentes em suas obras. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Rubem Fonseca</strong> é um dos principais nomes da literatura brasileira contemporânea. Antes de se dedicar à literatura, Rubem foi policial e sua experiência na área estão presentes em suas obras.</p>



<p>Os livros de Fonseca trazem um texto cru e personagens marginais &#8211; prostitutas, assassinos, policiais. São narrativas densas que foram marcadas por tudo que o escritor viu e ouviu durante seus anos na polícia. O seu primeiro livro foi a coletânea de contos <strong>Os Prisioneiros</strong> publicada em 1963. Suas obras já o premiaram com o <strong>Jabuti </strong>e <strong>Camões</strong>, dois dos grandes <strong>prêmios literários de língua portuguesa</strong>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/09/36091820_PV-Rio-de-Janeiro-RJ-30-10-2009-Rubem-FonsecaFoto-Zeca-Fonseca.jpg"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" width="1024" height="445" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/09/36091820_PV-Rio-de-Janeiro-RJ-30-10-2009-Rubem-FonsecaFoto-Zeca-Fonseca-1024x445.jpg?resize=1024%2C445" alt="" class="wp-image-5864" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/09/36091820_PV-Rio-de-Janeiro-RJ-30-10-2009-Rubem-FonsecaFoto-Zeca-Fonseca.jpg?resize=1024%2C445&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/09/36091820_PV-Rio-de-Janeiro-RJ-30-10-2009-Rubem-FonsecaFoto-Zeca-Fonseca.jpg?resize=300%2C130&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/09/36091820_PV-Rio-de-Janeiro-RJ-30-10-2009-Rubem-FonsecaFoto-Zeca-Fonseca.jpg?w=1265&amp;ssl=1 1265w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a><figcaption>Foto: Zeca Fonseca</figcaption></figure>
</div>


<span id="more-5863"></span>



<p>Em 1979, Fonseca publicou o livro <strong>O Cobrador</strong>, uma reunião de dez contos com temáticas sobre crime e violência urbana no Rio de Janeiro da década de 1970. O conto que dá nome ao livro é o objeto de análise deste ensaio.</p>



<p><strong>O Cobrador</strong> é um conto narrador em primeira pessoa por um homem que se autodenomina Cobrador. Não sabemos seu nome, mas conhecemos suas angústias e sua missão de vida. O narrador-personagem é um assassino em série. Não há um padrão em seus crimes, mas seu alvo são pessoas de classe social alta, os ricos. E sua motivação para matá-los é a dívida que a sociedade tem com ele, um homem pobre de dinheiro, família e dignidade. Como o próprio diz no texto estão devendo &#8220;comida, buceta, cobertor, sapato, casa, automóvel, relógio, dentes&#8230;&#8221;.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/09/ocobrador_rubem_fonseca.jpg"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" width="327" height="496" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/09/ocobrador_rubem_fonseca.jpg?resize=327%2C496" alt="" class="wp-image-5865" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/09/ocobrador_rubem_fonseca.jpg?w=327&amp;ssl=1 327w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/09/ocobrador_rubem_fonseca.jpg?resize=198%2C300&amp;ssl=1 198w" sizes="(max-width: 327px) 100vw, 327px" /></a></figure>
</div>


<p><span style="font-weight: 400;">O texto de Rubem Fonseca tem características do que chamamos de literatura moderna ao permitir que o leitor compreenda, através de algumas pistas, elementos essenciais sobre a narrativa e a personagem. No caso do conto </span><strong>O Cobrador</strong><span style="font-weight: 400;">, temos poucas informações sobre nosso personagem, principalmente sobre o seu passado. Afinal o que teria feito aquele homem a travar essa luta pessoal contra os ricos da cidade? O que poderia ter feito ele se rebelar tanto a ponto de fazer justiça com as próprias mãos? Quer dizer, afinal, o que o Cobrador faz é justiça? São possíveis questionamentos levados por Rubem Fonseca no texto.</span></p>



<p><span style="font-weight: 400;">Sobre o passado do Cobrador, podemos perceber, através de algumas passagens da narrativa, que é bem provável que ele era o chamado &#8220;cidadão de bem&#8221;, um homem que paga suas contas e cumpre com suas obrigações conforme a lei. E o próprio personagem diz &#8220;não pago mais nada, cansei de pagar!, gritei para ele, agora eu só cobro!”. Ele havia cansado e agora ia cobrar o que o tiraram.</span></p>



<p><span style="font-weight: 400;">É necessário também olhar para o período em que o conto foi escrito. Em 1970, o Brasil passava pelo milagre econômico, na época do regime militar, e esse fato, conforme analisaram especialistas depois, aumentou o abismo entre ricos e pobres. Para o economista Flávio Tavares de Lyra, em <a href="http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/economia/noticia/2014/03/mesmo-com-milagre-economico-na-decada-de-1970-governo-militar-devolveu-um-pais-quebrado-ao-deixar-o-poder-4453471.html" target="_blank" rel="noopener">reportagem ao Jornal Zero</a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">o foco era a proteção à expansão do patrimônio das classes empresariais. E o milagre econômico foi um modelo elitista. Olhando para o espaço da narrativa, percebemos o motivo pelo qual os ricos eram os alvos do Cobrador. </span></p>



<p><span style="font-weight: 400;">Não é nada agradável acompanhar os relatos dos crimes cometidos pelo Cobrador. Rubem Fonseca não economiza em palavrões e em cenas de violência para mostrar ao leitor do que o Cobrador era capaz de fazer para levar adiante sua vingança pessoal. </span></p>



<p><span style="font-weight: 400;">Geralmente podemos ler casos semelhantes nas páginas dos jornais e tecemos julgamentos condenatórios ao autor dos crimes. Ter a possibilidade de ler e acompanhar a narração desses crimes, nos mostra o outro lado. O que não está nas páginas dos jornais. É a hora do &#8220;lugar de fala&#8221;. Ninguém está mediando um fato ou um discurso.&nbsp;</span><span style="font-weight: 400;">O Cobrador fala sobre suas angústias e narra os seus crimes. A todo momento ele tenta explicar seus atos, reforçar o seu lugar de minoria e o motivo da sua cobrança à sociedade.</span></p>



<p><span style="font-weight: 400;">Muitas pessoas que vivem à margem da sociedade utilizam a violência para sobreviver. Mas no caso do nosso personagem a violência não é modo de sobrevivência. Ele a utiliza como resposta à desigualdade social, porém </span><span style="font-weight: 400;">pautada em um discurso de ódio e egocentrista. Os crimes são cruéis, inspirados em cenas de filmes, e é uma jornada baseada no seu desespero e angústia e não no bem de todos seus semelhantes. Há também um sentimento de inveja na hora da escolha de suas vítimas. Como se, na verdade, ele quisesse ter tudo aquilo que aquelas pessoas representavam. </span></p>



<p><span style="font-weight: 400;">Esse sentimento de inveja e cobiça fica provado quando ele se apaixona por Ana, uma garota que representa tudo aquilo que ele cobra à sociedade. Em um momento parece que o Cobrador passa a ter algo que sempre desejou através da figura dela. </span></p>



<p><span style="font-weight: 400;">O conto </span><strong>O Cobrador </strong><span style="font-weight: 400;">permite que através da literatura uma minoria ocupe o seu lugar de fala e, assim, mostra pra sociedade o outro lado da moeda, aquilo que nem sempre estamos dispostos a ver.</span></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Foto de capa:&nbsp;Lázaro Ramos no <a href="https://ornitorrinco.net.br/hist%C3%B3rias-curtas-adaptadas-para-o-cinema-4af140a2852c" target="_blank" rel="noopener">filme &#8220;O Cobrador&#8221;, de Paul Leduc</a>. A produção é baseada em quatro contos do Rubem Fonseca.</li><li>Adquira o livro na Amazon: <a href="http://amzn.to/2fPokDn" target="_blank" rel="noopener">O Cobrador</a></li></ul>
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		<title>#LeiaBrasileiros Ferrugem &#8211; Marcelo Moutinho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 May 2017 11:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Leia Brasileiros]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Todo início de semana escolho um livro para me acompanhar nos trajetos trabalho &#8211; casa/ casa &#8211; trabalho. É o meu companheiro de ônibus/metrô. Aproveito as horas que passo no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Todo início de semana escolho um livro para me acompanhar nos trajetos trabalho &#8211; casa/ casa &#8211; trabalho. É o meu companheiro de ônibus/metrô. <a href="http://jeniffergeraldine.com/dicas-para-ler-mais/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Aproveito as horas que passo no trânsito para ler</a>. E um dos meus últimos escolhidos foi o livro de contos <strong>Ferrugem</strong>, do carioca <strong>Marcelo Moutinho</strong>, que recebi em parceria com o <strong>Selo Catálogo Literário</strong>, do <strong>Grupo Editorial Record</strong>.<span id="more-5136"></span></p>
<p><strong>Ferrugem</strong> traz 13 contos com histórias de pessoas comuns porém singulares. Elas podem passar despercebidas, mas compõem a alma da cidade do<a href="http://jeniffergeraldine.com/alo-rio-de-janeiro/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"> Rio de Janeiro</a>, cenário dos contos de Moutinho que me deixaram com saudade da cidade maravilhosa.</p>
<p>Meus contos preferidos são: <strong>362</strong> &#8211; se passa num ônibus e a cobradora dá conselhos amorosos. Quem utiliza ônibus como transporte todos os dias sabe que pode acontecer muita coisa entre uma viagem e outra; <strong>Gandula</strong> &#8211; fala sobre sonhos usando como exemplo o futebol; <strong>Something</strong> &#8211; sobre música e memórias afetivas; <strong>Jantar a dois</strong> &#8211; um jantar romântico que esconde os verdadeiros sentimentos do casal e reforça a ideia de que as aparências enganam; <strong>Três apitos</strong> &#8211; a personagem principal é portadora do vírus HIV e o conto mostra como a sociedade costumar ver e tratar os soropositivos.</p>
<p>São histórias simples, sem grandes acontecimentos e reviravoltas, mas que prende pela proximidade com o drama da vida real. Vai gostar de Ferrugem quem consegue ver a beleza do cotidiano.</p>
<ul>
<li><a href="http://jeniffergeraldine.com/tag/leia-brasileiros/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Leia Brasileiros &#8211; clique e confira outras indicações de leitura</a></li>
</ul>
<p><a href="http://amzn.to/2pakX0Q" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-4830" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/04/compre-livro-1.png?resize=721%2C78" alt="" width="721" height="78" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/04/compre-livro-1.png?w=721&amp;ssl=1 721w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/04/compre-livro-1.png?resize=300%2C32&amp;ssl=1 300w" sizes="auto, (max-width: 721px) 100vw, 721px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Espalhe &#8220;#LeiaBrasileiros Ferrugem &#8211; Marcelo Moutinho&#8221; por aí!</strong></p>
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		<title>“Vou te amar mais amanhã”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Nov 2016 15:30:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eram 6h de um dia já interminável. Parecia que todo o possível já tinha acontecido muito antes do momento em que havia pisado no chão frio do seu quarto. A [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Eram 6h de um dia já interminável. Parecia que todo o possível já tinha acontecido muito antes do momento em que havia pisado no chão frio do seu quarto. A noite &nbsp;foi movimentada, cheia de sonhos indecifráveis que tinham deixado a sensação de não ter dormido.</p>



<p>Tinha aquela louca e estranha ideia de que uma noite agitada e sonhos incompreensíveis resultavam em breves acontecimentos inesperados.</p>



<p>E naquela manhã, enquanto olhava o fogão esquentar a água para aquele que seria o seu despertar e conforto, resolveu buscar na internet o que significava aquele emaranhado de imagens sem sentido que haviam movimentado seu sono.</p>



<span id="more-569"></span>



<p>Um papagaio. Um cachorro. E uma criança. Era tudo que lembrava.</p>



<p>Depois de muito pesquisar e concluir que não haveria ali explicação lógica para os flashs de uma noite mal dormida, resolveu seguir a rotina de mais um dia:</p>



<p>Café</p>



<p>Banho</p>



<p>Roupa</p>



<p>Pedir proteção</p>



<p>Sair de casa</p>



<p>Ônibus</p>



<p>Ir ver o que seria de mais um dia</p>



<p>Acreditar na rotina como algo sufocante que aprisiona e engessa não era um dos seus pensamentos.</p>



<p>Era metódica. Gostava das coisas nos lugares certos e nas horas certas.</p>



<p>Às vezes achava que ser metódica era só um capricho de alguém que nunca teve ninguém para desarrumar seu arrumado.</p>



<p>Mas, no fundo, tinha aprendido a conviver com aquela que sonhava com coisas sem sentido e acordava sem rumo, mas que logo se aprumava porque entendia que a rotina tinha que acontecer. E se caso algum incômodo, ou rusga surgissem, ela sabia que se amaria mais amanhã.</p>



<ul class="wp-block-list"><li dir="ltr">Arte: <a href="http://jeniffergeraldine.com/desenhos-em-livros-antigos/" target="_blank" rel="noopener">Loui Jover</a></li><li>Me acompanhe também no <a href="http://instagram.com/jeniffergeraldine" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a> l <a href="https://www.facebook.com/blogJenifferGeraldine/" target="_blank" rel="noopener">Facebook </a>l <a href="http://twitter.com/jeniffersantos" target="_blank" rel="noopener">Twitter</a> l <a href="https://www.youtube.com/c/jeniffersantos" target="_blank" rel="noopener">YouTube</a> l <a href="http://tinyletter.com/jeniffergeraldine/" target="_blank" rel="noopener">News</a></li></ul>
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		<title>Ninguém &#8211; Karen Alvares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2015 03:16:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Draco]]></category>
		<category><![CDATA[Leia Brasileiros]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De acordo com o aplicativo Kindle no meu celular, a leitura de Ninguém duraria três minutos. O app só não avisou que seriam três minutos tensos. No conto escrito por Karen [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/ninguem-karen-alvares/">Ninguém &#8211; Karen Alvares</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com o aplicativo<em> Kindle</em> no meu celular, a leitura de <strong>Ninguém</strong> duraria três minutos. O <em>app</em> só não avisou que seriam três minutos tensos. No conto escrito por <strong>Karen Alvares</strong>, que faz parte da coleção <strong>Contos do Dragão</strong> <a href="http://editoradraco.com/" target="_blank" rel="noopener">(Editora Draco)</a>,  conhecemos um jovem hacker que vive mergulhado na <em>deep web</em>, o submundo da internet onde se escondem criminosos de todos os tipos (se você gosta do tema, indico a <a href="http://subindonotelhado.com.br/vi-e-amei-%e2%99%a5-csi-cyber-e-how-i-met-your-mother/" target="_blank" rel="noopener">série CSI: Cyber</a>). <span id="more-2132"></span></p>
<p>Um velho ditado diz: quem procura, acha. O jovem hacker tanto procurou que achou. No breve conto, nós acompanhamos o relato angustiante do que foi o encontro do hacker com quem e o quê ele tanto procurava nas profundezas da internet.  O curioso aqui é que o rapaz estava a procura de assassinos, porém a intenção não era de entregá-los para polícia, mas de conhecer um e seu mundo.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">E o pior é que eu me achava incrível caçando nas camadas mais profundas da <em>web</em> o horror produzido por esses que se dizem humanos, mas não são.</p>
<p style="text-align: center;">Até que <em>o</em> encontrei.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: left;">Se pode ser perigoso conhecer alguém através do <em>Facebook</em>, imagine da<em> deep web. </em>A leitura é rápida e o conto tem suspense e horror na medida certa. No mais, cuidado com o que você procura e compartilha na internet.</p>
<ul>
<li style="text-align: left;"><strong>Onde encontrar: </strong><a href="http://amzn.to/1kBZXc7" target="_blank" rel="noopener">Amazon</a> / <a href="http://oferta.vc/nKzk" target="_blank" rel="noopener">Cultura</a> / <a href="http://oferta.vc/nKzd" target="_blank" rel="noopener">Saraiva</a> / <a href="https://itunes.apple.com/br/book/ninguem/id992391600" target="_blank" rel="noopener">Apple</a> / <a href="https://store.kobobooks.com/pt-BR/ebook/ninguem-1" target="_blank" rel="noopener">Kobo</a> /  <a href="https://play.google.com/store/books/details/Karen_Alvares_Ningu%C3%A9m?id=xuoFCQAAQBAJ" target="_blank" rel="noopener">Google</a></li>
</ul>
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		<title>Estranhas Coincidências &#8211; José Vieira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2015 16:25:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Chiado Editora]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É sempre bom receber e-mail de um escritor que encontrou o SNT e gostaria de me oferecer um exemplar do seu livro para leitura. Fico sempre feliz e dessa vez [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É sempre bom receber e-mail de um escritor que encontrou o SNT e gostaria de me oferecer um exemplar do seu livro para leitura. Fico sempre feliz e dessa vez fiquei ainda mais porque o contato veio de terras portuguesas.</p>
<p><strong>Estranhas Coincidências (Chiado Editora, 2014) </strong>reúne quatro contos de Teresa Vieira, sob o pseudônimo de José Vieira: A partida de Judite;  Samuel, o Pastor Envelhecido; Amor Perdido; Estranhas Coincidências.<span id="more-2056"></span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">Samuel acreditava que as pessoas eram aquilo que realizam e não o que possuíam. (pag 28)</p>
</blockquote>
<p>Em todos os contos encontramos personagens simples e que estão buscando sobreviver às adversidades da vida através da fé, da família e do amor.</p>
<p>O conto que mais gostei foi justamente o que dá título ao livro: Estranhas Coincidências. Os personagens João, Dalila, Pedro e Simão moram em uma cidade que foi atingida por uma grande tempestade e se colocam à disposição para buscar três idosos e levá-los à igreja, local mais seguro e que estava servindo de abrigo. Ao saírem em busca dos idosos e ao enfrentarem a tempestade, os jovens acabam dando uma nova chance às suas vidas.</p>
<p>Todos os textos falam sobre superação. A autora nos diz, através de seus contos, que situações de conflito e perda também podem ser positivas de alguma maneira. E precisamos tentar tirar de cada momento ruim, uma nova oportunidade.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"> Que estranhas coincidências as que a vida provoca&#8230; (pag 50)</p>
<p style="text-align: center;">
</blockquote>
<p>&gt;&gt; <a href="https://www.facebook.com/josevieira1923?fref=ts" target="_blank">Acompanhe a página de José Vieira no Facebook</a></p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/estranhas-coincidencias-jose-vieira/">Estranhas Coincidências &#8211; José Vieira</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
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		<title>Anelisa sangrava flores &#8211; Anderson Henrique</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 May 2015 02:31:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Penalux]]></category>
		<category><![CDATA[Leia Brasileiros]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Anelisa sangrava flores é a estreia solo do carioca Anderson Henrique. Publicado em 2014, pela Editora Penalux, o livro reúne 13 contos de realismo fantástico, um deles dá título ao livro. O que [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/anelisa-sangrava-flores/">Anelisa sangrava flores &#8211; Anderson Henrique</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Anelisa sangrava flores é a estreia solo do carioca Anderson Henrique. Publicado em 2014, pela <a href="http://www.editorapenalux.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Editora Penalux</a>, o livro reúne 13 contos de realismo fantástico, um deles dá título ao livro.</p>
<p>O que mais me atraiu na leitura foi a forte presença feminina nas histórias contadas por Anderson. A figura feminina é quase sempre a personagem principal, envolvida em mistérios e magia. A Anelisa, do título, quando se machuca e o sangue entra em contato com a terra, nascem gérberas. É triste e belo, ao mesmo tempo.<span id="more-690"></span></p>
<blockquote><p>Seu dom era também uma angústia com a qual a jovem teve de aprender a conviver. Esses cuidados poderiam ser um tormento se não estivesse tão à vontade com aquilo que a fazia única e peculiar. Compreendeu cedo que cada ferida abriga uma dádiva: a dor encerra em si uma alegria futura. – pag 26</p></blockquote>
<p>O conto Uma noite, uma década lembra um pouco aquela ideia de que quando encontramos alguém especial, o tempo passa rápido ao lado dessa pessoa. Mas no caso de Eduardo, as noites com a encantadora Marialice eram décadas mesmo.</p>
<p>O beijo me fez imaginar a história em um curta brasileiro ou argentino. Um rapaz ganha um beijo inesperado enquanto aguardava o café em uma cafeteria. Querendo um pouco mais daquele beijo, o homem passa a procurar pela mulher misteriosa para ter novamente a chance de beijá-la e também tentar entender o ocorrido. Por que ela o beijou daquele jeito e saiu sem dizer quem era?</p>
<blockquote><p>Descobri com o tempo que o orgulho é o sentimento mais traiçoeiro que se pode guardar no coração. Ao homem, ele serve de muito pouco. Desejei a raiva, pois esta ao menos move as pessoas. Nem sempre para um bom caminho, claro, mas possui seu propósito específico. Assim é também o amor, capaz de feitos tão inacreditáveis quanto estúpidos. Já o orgulho é o nada, conjunto vazio, lugar nenhum. &#8211; pag 103</p></blockquote>
<p>Os textos são bem escritos e algumas vezes o autor se deixa levar pela poesia, e solta frases bonitas que faz o leitor querer grifá-las. Por ser um livro de contos, há alguns que pode encantar mais que outros, e ainda tem aqueles que merecem uma história mais longa, a gente fica querendo conhecer mais e passar um tempo maior com alguns personagens.</p>
<blockquote><p>Nós, humanos, pensou vivemos como se fossemos imortais. Se tivéssemos maior consciência desse frágil fio que conduz a vida, possivelmente nossa postura diante de privações e receios seria diferente. Seríamos um tanto mais irresponsáveis, um tanto mais livres. Felizes, talvez. &#8211; pag 58 (conto A previsão de José Pasqual)</p></blockquote>
<p>&gt;&gt; <a href="http://www.anelisasangravaflores.blogspot.com.br/p/audio.html" target="_blank" rel="noopener">Ouça o conto <strong>Gigante</strong></a></p>
<p>O post <a href="https://jeniffergeraldine.com/anelisa-sangrava-flores/">Anelisa sangrava flores &#8211; Anderson Henrique</a> apareceu primeiro em <a href="https://jeniffergeraldine.com">Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</a>.</p>
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