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	<title>Arquivo para Caio Fernando Abreu - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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	<description>Crônicas, fotografias e reflexões sobre vida e cultura.</description>
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	<title>Arquivo para Caio Fernando Abreu - Jeniffer Geraldine | Vida &amp; Cultura</title>
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		<title>Te ver remar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jeniffer Geraldine]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Jul 2017 21:21:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Crônicas e Ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Caio Fernando Abreu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Numa noite fria de Salvador, quase madrugada, após ler mais algumas páginas sobre Vadinho, um dos maridos de Dona Flor, senti a necessidade de fazer uma leitura mais leve e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/07/cartas_caio.jpg"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" width="600" height="400" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/07/cartas_caio.jpg?resize=600%2C400" alt="" class="wp-image-7786" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/07/cartas_caio.jpg?w=600&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/07/cartas_caio.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Numa noite fria de Salvador, quase madrugada, após ler mais algumas páginas sobre Vadinho, um dos maridos de <a href="http://jeniffergeraldine.com/amandojorge-leitura-compartilhada-de-dona-flor-e-seus-dois-maridos/" target="_blank" rel="noopener">Dona Flor</a>, senti a necessidade de fazer uma leitura mais leve e simples. Não que Dona Flor fosse um livro pesado, mas eu já estava ficando um pouco confusa com tantos personagens e a história ainda nem estava na metade.</p>



<span id="more-5493"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O sono ainda não havia chegado e como a concentração para a história do <a href="http://jeniffergeraldine.com/tag/jorge-amado/" target="_blank" rel="noopener">Jorge Amado</a> já tinha ido embora, resolvi pesquisar no <em>Kindle</em>, dentre os vários e-books que tenho lá, o que poderia saciar a minha vontade naquele momento.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/07/9788584741441.jpg"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" width="200" height="300" src="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/07/9788584741441-200x300.jpg?resize=200%2C300" alt="" class="wp-image-5496" srcset="https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/07/9788584741441.jpg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w, https://i0.wp.com/jeniffergeraldine.com/wp-content/uploads/2017/07/9788584741441.jpg?w=236&amp;ssl=1 236w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" /></a></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Tentei ler Ligações, da Rainbow Rowell, mas ainda não era aquilo que precisava. Então surgiu <strong>Cartas, de Caio Fernando Abreu</strong>. Um relançamento, exclusivo em e-book, pela<strong> <a href="http://www.e-galaxia.com.br/" target="_blank" rel="noopener">e-galáxia</a></strong> que reúne as correspondências enviadas por Caio aos seus amigos, como Maria Adelaide Amaral, Mario Prata, Hilda Hilst.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Era o que eu precisava para aquecer aquele início de madrugada. As cartas de Caio são pura poesia, literatura, arte. São conselhos, reflexões sobre a vida. Comecei devagar, não sei quando vou terminar de ler, mas as palavras estão a me inspirar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em carta enviada a Bruna Lombardi, em 16 de fevereiro de 1981, Caio comenta sobre o novo livro da Bruna e faz uma espécie de desabafo/conselho que eu quero compartilhar com todo mundo:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Não deixe que esse tipo de comentário, mesquinho e destrutivo, bloqueie a sua criatividade. Está tudo muito ruim, e nós precisamos mais do que nunca ser solidários uns com os outros. Trocar estímulos.&nbsp;Assim: olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar de remar também.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Em tempo de pouca esperança, ouvir isso não dá uma força a mais? Ser solidário, trocar estímulos, faz toda diferença no meio do turbilhão de notícias ruins. Incentivar um amigo, dar crédito a um trabalho encontrado na internet, compartilhar projetos de conhecidos, fazer parcerias. Basta uma palavra ou gesto de bondade para que o dia de alguém fique melhor e, assim, o nosso dia também. Vamos estar abertos a ouvir, a falar, a compartilhar e a criar juntos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estamos todos no mesmo barco. E como disse o Caio para Bruna, a gente sabe que ele está furado, e já que sabemos disso, vamos juntos tentar não deixar afundá-lo de vez. <em>Tá</em> certo?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Te ver remar me faz querer remar também.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="http://amzn.to/2vohye0" target="_blank" rel="noopener">Livro &#8220;Cartas&#8221; na Amazon&nbsp;</a></li>



<li>Na capa: Caio Fernando Abreu (Foto: Fernando Gomes/Agência O Globo)</li>
</ul>
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