Olá! Hoje compartilho minhas notas de setembro e outubro: fragmentos dos cadernos, fotografias e descobertas culturais.
1. Uma delicada coleção de ausências (Aline Bei)

Silêncios, ausências e sobrevivência. Abuso infantil em contexto familiar. Uma denúncia breve sobre a cultura patriarcal que culpabiliza as mulheres.
| “[…] atravessada por vazios e impermanências. Algumas saudades. Muitos arrependimentos” (p. 11). |
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2. Como ser um educador antirracista (Bárbara Carine)

Um projeto político de outra possibilidade de educação em formato de livro. É para professores, mas vale para todos que se interessam por um mundo inclusivo. Gosto principalmente quando Bárbara reforça que “educação é um ato social”. Ou seja, não está apenas em sala de aula, mas em qualquer lugar, em qualquer pessoa. Outro ponto forte do livro é a linguagem objetiva. Bárbara aborda, de forma assertiva, diversos conceitos amplamente discutidos na academia, mas muitas vezes esvaziados na comunicação instantânea das plataformas digitais – como colonialidade, branquitude, lugar de fala, raça e o mito da democracia racial. Além de citar leis importantes para ilustrar os resultados das lutas do movimento negro. Por fim, me interessa quando a autora aborda a perspectiva de uma educação positiva. É para ensinar sobre o que as crianças podem ser. É para potencializar sua estética, beleza, cultura, arte.
| “[…] crianças que estão sendo formadas precisam se nutrir do que elas efetivamente são e não do que não são” (p. 40). |
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3. Dengo como política de sobrevivência
Em tempos de vida acelerada, nós estamos também apressando/encurtando/adensando relacionamentos. E onde fica o afeto nisso tudo? Pensei sobre isso e muito mais ao ler a ideia do Dengo como Política de sobrevivência, um texto de Aleef Santana, que encontrei no perfil de Zá Oliveira.

4. Não saiu do play
5. Uma citação
Quando estou tentando viver além do Lattes, mas lembro de uma citação de um dos filósofos que estudo. Não tem jeito. É sempre vida-pesquisa, pesquisa-vida.

Essa é uma citação que me lembra de viver no presente. Aproveitar o momento, o instante. Sem reverberações do passado. Sem ansiar pelo futuro.
[citação do livro Favor fechar os olhos, do Byung-Chul Han)
6. Filme – Malu (GloboPlay)

Malu vive no passado. Não sabe lidar com a decadência. E ainda precisa olhar para um espelho, a filha que resolveu estudar/fazer teatro também.
Relação complexa entre três mulheres – avó, mãe, filha. Um ótimo filme para discutir conflito geracional, patriarcado, machismo, moralismo, saúde mental. História marcante e excelentes atuações.
7. Registros do cotidiano








Publicado originalmente na newsletter Notas da Vida de Jeniffer Geraldine.


Que delícia de edição!
Obrigada, Carol!
É poesia pura ler o que você escreve.
Que comentário lindo! Amei! Obrigadaaaa
Um abraço!
Tive o prazer de participar de um clube do livro na minha cidade que contou com a presença da própria Aline Bei durante a discussão de Uma Delicada Coleção de Ausências, foi incrível! Fiquei com vontade de assistir Malu, coincidentemente também são 3 mulheres, né? E lindas as fotos de Candeias!
Que tudo! Gosto bastante dos livros da Aline Bei. Malu vale o play. Outro que recomendo é Manas. Obrigada
Muita assertividade
Parabéns
Abraço, Rilza!