Oie! Hoje compartilho minhas notas de novembro: fragmentos dos cadernos, fotografias e descobertas culturais.
1. A contagem dos sonhos (Chimamanda Ngozi Adichie; trad. Julia Romeu; Companhia das Letras, 2025)

A história de 4 mulheres negras, ou a história dos seus sonhos. Um livro que foi um mergulho em perspectivas diversas sobre ser mulher e como a tradição, a cultura e o patriarcado atravessam seus cotidianos, sonhos e desejos. Além disso, considero também uma leitura sobre a complexidade que é a amizade entre mulheres. Recomendo para ler com calma.
| “Como as moralidades são escorregadias, como elas giram, escasseiam e mudam conforme as circunstâncias” (p.88). |
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2. Filme – Frankenstein (Guillermo del Toro, 2025)



Torito fez de novo! Que filme ESPETACULAR! Que sensível a perspectiva da criatura. Uma obra sobre pertencimento, amor, paternidade e família. Atuações incríveis de Jacob Elordi, Oscar Isaac e Mia Goth.
| “Perdoar. Esquecer. A verdadeira medida da sabedoria. Saber que você foi ferido, saber por quem foi ferido e escolher deixar tudo se apagar”. |
Disponível na Netflix.
3. “Analog Bag”
Li na Business Insider a ideia de ter uma “analog bag”, uma nova tendência no TikTok. Começou com a creator Sierra Campbell. E a proposta é sair de casa com uma bolsa que tenha itens para ajudar a utilizar menos o celular e, consequentemente, as redes sociais digitais: palavras-cruzadas, câmera fotográfica, livros de colorir e outros tipos de livro. Tudo para evitar o doomscrolling (rolagem de perdição – ficar passeando excessivamente pela internet e, inclusive, consumindo conteúdo e notícias ruins), o brainrot (apodrecimento mental – consumo excessivo de conteúdo superficial na internet) e o technostress (estresse gerado pelo consumo excessivo de tecnologia).

4. Não saiu do play
Novo álbum do Diogo. Aqui ele foi corajoso e ficou bonito demais. Um homem negro falando de emoções, medos, dores, saúde mental e espiritualidade é algo que precisamos ver/ouvir mais e mais!
5. Filme – O filho de mil homens (Daniel Rezende, 2025)


QUE FILME LINDO!
Eu amei o simbolismo da concha – mar, mergulho, silêncio, conforto, sonhos. Amei os gritos – catarse, libertação.
Apesar da sinopse sinalizar que é um filme sobre o “desejo de ser pai”, acredito que Crisóstomo (brilhantemente interpretado por Rodrigo Santoro) tinha vontade de família.
Outro ponto que gostei bastante: o Camilo ser um contraponto ao Crisóstomo. Camilo cheio de preconceitos e padrões normativos, ainda criança, por conta da criação que teve. E o Crisóstomo com uma abertura inocente e bonita para um “vir a ser”, para as possibilidades.
Fotografia poética impecável! Um filme sobre solidão, pertencimento e rede de afetos. Sobre o encontro dos solitários, da escória.
| “Quem te ensinou o certo e o errado?” – Camilo |
| “Existe um assim?” – Crisóstomo |
| “Quem tem menos medo de sofrer, tem mais possibilidades de ser feliz”. |
| “Somos o resultado de tanta gente, tanta história, tão grandes sonhos que vão passando de pessoa a pessoa que nunca estaremos sós”. |
- Disponível na Netflix.
- Baseado no romance de Valter Hugo Mãe.
6. Registros do cotidiano






Publicado originalmente na newsletter Notas da Vida de Jeniffer Geraldine.

