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Como consumo informações | #minimalismodigital

Recentemente compartilhei a minha experiência de leitura do livro “Minimalismo Digital”, do Cal Newport. Aproveitei o momento para compartilhar de que maneira eu colocava em prática a proposta do minimalismo digital. Uma das formas é através do consumo de mídia lenta. Falei que não consumia mais informação diária através do ritmo frenético de algumas redes sociais digitais, como o Twitter. E algumas pessoas se interessaram em saber um pouco mais sobre as ferramentas e esse processo de consumo de mídia lenta. Leia mais

Paixão pela possibilidade

Eu sigo alguns perfis nas redes sociais que incluo nas categorias motivação e inspiração. Geralmente são perfis voltados para espiritualidade e, claro, livros. Entre os perfis literários inspiradores tem o “Desculpe a poeira”Instagram de um sebo que fica em São Paulo. Nunca fui lá, mas tenho muita vontade de ir e conhecer por conta da curadoria de citações que eles fazem diariamente nas redes sociais. Não sei dizer quem é o olhar por trás da curadoria, mas esse olhar é quase sempre certeiro, amigável, reconfortante, crítico e instigante.

Essa semana eles publicaram um trecho que está no livro “O princípio esperança”, de Ernst Bloch: “Se eu pudesse desejar algo para mim, não desejaria riqueza nem poder, mas a paixão da possibilidade; desejaria apenas um olho, que eternamente jovem, ardesse de desejo de ver a possibilidade.”
Eu li a citação umas quatro vezes. Todas as vezes terminei a leitura com aquele: “ah, que maravilha! É isso mesmo! Que delícia!”. E um sorriso bobo no rosto. Uma esperança ingênua no coração.

A citação de um livro que nunca li, de um autor que não conhecia, de um perfil de um sebo que jamais visitei, chegou para mim como uma mensagem para lembrar de vencer a ansiedade. De vencer o medo do amanhã. De vencer o medo do desconhecido. De se apaixonar pelo caminho percorrido até um objetivo. De se apaixonar pelo processo. E de se apaixonar pelas possibilidades da vida.

É bem difícil, eu sei, eu bem sei. Isso está sendo dito por uma pessoa consciente da sua ansiedade. Que convive há um mês com um tremor na pálpebra direita causado por estresse e ansiedade e que não há floral que cure. Mas essa mensagem chegou para me lembrar de que há infinitas possibilidades na vida. E que eu preciso me apaixonar por elas, mesmo sem saber quais são.

Eu fui para praia no último feriadão com o objetivo de tentar relaxar. Acabei esquecendo de levar livros. E foi ótimo. Aproveitei para apreciar o mar e ler o mundo a minha volta. Na beira do mar tinha duas crianças, um menino e uma menina, que brincavam de boneca. Em um momento, eles pegaram uma bandeja e juntos entraram no mar para enchê-la de água. Mas a bandeja era rasa, então na volta não restava água suficiente para dar banho nas bonecas.

Eles fizeram o percurso de ir até o mar encher a bandeja d’água umas cinco vezes. Cinco vezes. Sorrindo. Algumas vezes colocando um a culpa no outro. Tentando mudar a estratégia de encher a bandeja, de segurá-la, de voltar com mais calma. Mas o mar é imprevisível. Eles levavam tombos. E riam. Eles se divertiam.

Eu observava a cena, junto com meus amigos, rindo também. Que divertido era observar a perseverança dos destemidos.

Quando eles finalmente conseguiram encher a bandeja d’água, o banho nas bonecas durou uns dois minutos porque eles já estavam empolgados com outra aventura, com outra possibilidade.

Desejei a perseverança daqueles pequenos destemidos e desejei também aquela alegria ingênua dentro do mar para conseguir encher a bandeja d’água. E pensei, às vezes é disso que a gente precisa para viver: perseverança, coragem, alegria.

Não sabemos o que vai acontecer amanhã. Não sabemos o final do caminho que estamos percorrendo para alcançar um objetivo. Mas a gente pode continuar lutando pelo que acredita, com vontade, alegria, aproveitando e aprendendo com o processo.

Devemos preservar a paixão pelas infinitas possibilidades de caminho, de existência, que a vida nos proporciona. Aquele friozinho bom que surge na barriga, não de medo, mas de alegria, empolgação, paixão, por algo que não sabemos exatamente o que é, mas que bom que pode ser algo.

Entre o ON e o OFF

Hoje acordei com a ideia de ter um day-off, ou seja, ia ficar longe das redes sociais, do celular, e me dedicar a outras atividades. A necessidade veio por conta de três fatores: meu Twitter continua monotemático (política); preciso dar conta de uma pilha de apostilas que está aqui do lado; e me questionei: tenho a necessidade de ficar compartilhando a cada hora minha vida nos stories do Instagram e de checar a vida dos outros a cada momento? Leia mais

felicidade e essência

já parou para perceber quantas vezes fingimos ser quem não somos para agradar os outros?

a gente muitas vezes respeita o limite e os desejos alheios e deixa de respeitar os nossos.

e enquanto passarmos a nos deixar de lado e a depositar nossas expectativas de felicidade nos outros, não seremos felizes nunca.

felicidade é saber estar só e saber estar em conjunto.

é ter compaixão, respeito, mas também saber praticá-los para si mesmo.

é parar de se comparar com os outros. cada um tem seu tempo. seu modo de viver. e de definir o que é ser feliz.

e principalmente é ter a certeza de que felicidade plena não existe. e que tudo bem também ter uns dias de recolhimento, de reflexão, dias difíceis. faz parte.

e, olha, é mais difícil viver de aparências, do que viver tentando ser plenamente quem se é.

quanto mais a gente vive de aparências, mais energia se gasta. todo dia a gente vai lutar pra ser algo que não é verdadeiro. e quando chegar a hora de ver o que você fez por você, vai perceber que nunca fez nada além do que esperavam que você fizesse.

encontre sua essência, seu propósito. tente vivê-los ao máximo.

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para ler: O ano em que disse sim, de Shonda Rhimes

para ouvir: Beija eu – Silva canta Marisa | YouTube/ Spotify

para ver: Documentário Happy

para ler também: um café da manhã para você

 

 

 

Seja o máximo que deseja ser agora

Escrevo esse texto um dia após a tragédia da Chapecoense. Um dia triste que marcou a história do futebol brasileiro e também de todo mundo que não é insensível à vida. Houve de tudo nesse dia 29/11, lágrimas, piadas, oportunismo, mas na minha timeline ganhou disparado a mensagem de que “a vida é um sopro”. Leia mais

Um café da manhã para você

A gente sempre fica esperando dos outros alguma demonstração de afeto e gentileza. E buscamos ser gentis porque acreditamos que “gentileza gera gentileza” e “o que vai, volta”, e ainda “não faça com os outros aquilo que não gostaria que fizessem com você”. São tantas expectativas e muitas delas atreladas ao outro.

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