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Meus documentos

No vídeo abaixo comento sobre o novo livro de contos do chileno Alejandro Zambra, publicado no Brasil pela Cosac Naify, com tradução de Miguel Del Castillo. Zambra teve mais três outros livros publicados pela Cosac: Bonsai, A vida privada das árvores e Formas de voltar para casa.

Confira:

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Reze pelas mulheres roubadas – Jennifer Clement

Olá, amigos. Esta semana em particular, na qual o Subindo no Telhado aborda aspectos culturais da América Latina, senti uma certa dificuldade em escolher o livro a ser “resenhado”, e não pelo motivo óbvio, não gostar ou ter lido pouco sobre, mas exatamente o contrário, ter lido muita coisa boa e amar a literatura latino-americana. Sendo assim, optei por Reze pelas mulheres roubadas, escrito pela jornalista mexicana Jennifer Clement e lançado pela editora Rocco este ano.

A obra aborda, basicamente, a dura realidade enfrentada pelas mulheres mexicanas desde a infância até a idade adulta, em algumas localidades. A partir de diversas entrevistas com mulheres das regiões mais violentas do México a autora constrói a trama, que mexe com a gente do início ao fim. As primeiras páginas do livro são tão chocantes que parecem absurdas. O que dizer da primeira frase do livro: “Agora vamos deixar você feia, minha mãe disse”. Leia mais

10 filmes latinos para ver na Netflix

Nós, aqui do Brasil, muitas vezes não nos damos conta da quantidade de coisa boa que nossos vizinhos andam fazendo por aí nas telonas. Por isso mesmo resolvi abrir meu Netflix há alguns meses e tracei a meta de assistir mais filmes latinos, especialmente os argentinos, que dão aula de como fazer filme bom, né?

Como gosto de filmes com temáticas bem dramáticas, daquelas que bate uma depressão quando o filme acaba (sou desses), aconselho de cara a só assisti-los quando estiver disposto a refletir, senão, melhor dar o play num sitcom.

E é bom lembrar que nenhum deles aqui é daqueles clichês, sabe? Nada de “meu sangue latino” ou amor caliente e te quiero pra lá te quiero pra cá. A maioria é densa, o que não quer dizer que sejam complexos, muito pelo contrário, são relativamente simples, alguns chegam a ser tão leves mesmo tratando de temáticas como a morte. Acho que é isso mesmo que os levaram a esse “top 10”.

A lista abaixo não segue exatamente uma ordem de melhor ou pior, mas tentei separar mesmo por países pra ficar mais “didática”. Além do mais, é sempre uma boa oportunidade pra tirar a ferrugem do castellano. ¡Vamonos! Leia mais

Conexión… ¡Te quiero Argentina!

Determinar porque se está no lugar onde se encontra e fazendo as coisas que faz só deve ser fácil para aquele que sempre soube o que queria ser, se é que este ser humano existe.

(Manuel Diaz1)

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A finitude e imperfeição do ser humano se configuram na força motriz que o faz estar em constante situação de inquietação, buscas, descobertas… A priori, esse impulso/desejo visa tão somente satisfazer os anelos do nosso ego. Saciar os instintos primários. Enfrentar os medos. Transpor limites e barreiras… Desafiar o desafio… Transgredir!

É querer ir para aonde não nos é permitido ou simplesmente fazer o que é proibido – tal qual, quando por volta de pouco mais de um ano de idade, somos tentados a colocar o dedo nas tomadas.

Assim, viajar, ou correr mundo a fora – como se costuma dizer no popular –, torna-se um dos primeiros anseios de muitas pessoas. A busca pela sensação de liberdade. O gozo por desbravar o até então desconhecido. A adrenalina de ir além dos limites, sejam eles físico ou psíquico-emocional. Não importa a distância. O valor real está no que o ato em si simboliza.

Sonhador por natureza, sempre desejei transpor os limites geofísicos das minhas redomas. Às vezes como roteiro de fuga, física e/ou emocional; outras, tão somente pelo prazer das possibilidades, devaneios e aventuras. E como bom sonhador, desbravei mares e oceanos, realizei safáris e desfrutei de cada uma das maravilhas espalhadas no velho continente. E, de andarilho a executivo, vivi de quase tudo um pouco. Tudo o que a imaginação pudesse alcançar… Mas as Américas, apesar de tão próximas, ainda permaneciam sombreadas [e bloqueadas] no meu mapa de escoteiro desbravador. Leia mais

[SNT #4] Los vecinos

Certa vez um amigo me indicou o filme Medianeras. Disse que era uma produção argentina excelente e que eu iria gostar. Ele estava certo. De início, confesso, achei bem estranho o sotaque. Mas fiquei envolvida pelo enredo e acabei achando tudo maravilhoso e até um pouco familiar. A partir daí comecei a prestar mais atenção nos filmes argentinos e descobri que Ricardo Darín era o ator mais popular da Argentina e que fazia as mulheres suspirarem pelas bandas de lá. E logo depois me peguei suspirando por ele no filme El mismo amor, la misma lluvia.

Pronto! Estava envolvida pelo cinema argentino e curiosa para descobrir mais produções dos nossos vizinhos. Foi quando o chileno Alejandro Zambra apareceu no Brasil com seus livros Bonsai, A vida privada das árvores e Formas de voltar para casa (todos publicados pela Cosac Naify). Li Bonsai e nossa, que maravilha! Me apaixonei pelo Zambra. Li Bonsai duas vezes seguidas. Muito amor, gente! E ainda tem o Mario Vargas Llosa e seu Travessuras da Menina Má, um dos meus livros favoritos da vida. Nossos vizinhos são maravilhosos e, futebol à parte, vale super a pena apreciar. Leia mais