Quero te contar das coisas que aprendi nos discos e o que eu vivi

Já faz tempo que estou com a música Como nossos Pais na cabeça. Eternizada na voz de Elis Regina, a canção composta por Belchior marcou uma geração e ainda faz sentido para muita gente. Eu amo demais.

Como nossos pais me faz pensar sobre muitas questões da vida, mas nos últimos dias ela tem me feito pensar sobre a minha versão produtora de conteúdo para internet. Pois é, loucura da minha cabeça fazer ligação entre uma música e o blog/canal. Ou não tão loucura assim.Continue lendo

Ser empático com a diversidade

Finalizei a segunda temporada de Anne with an E, série original da Netflix, que retrata a vida de Anne, uma menina ruiva e órfã, em meados de 1890, na Ilha do Rei Eduardo, no Canadá.

É uma série que já havia me cativado na primeira temporada devido a sabedoria e sensibilidade de Anne. A garota encontrou refúgio nos livros e na imaginação para seguir em frente e não se deixar entristecer por ser órfã. Absorveu aprendizados dos momentos ruins que precisou suportar enquanto trabalhava desde muito novinha em casas de família.

Apesar de retratar a vida de uma garota falante e sonhadora, a série traz temas relevantes que nos tocam e nos emocionam a cada episódio. Há, por exemplo, uma maneira delicada e sutil de tratar questões de gênero. Anne questiona o tempo inteiro o papel que as mulheres ocupam na sociedade. Não esqueço de que ela disse que prefere ter um companheiro de vida do que um marido. O desejo é de não ser propriedade do homem, mas sim viverem juntos, lado a lado, e como a própria garota poetizou, que cada um possa seguir os desejos do coração.

Mas essa forma sutil e delicada de falar sobre questões de gênero já havia sido trabalhada na primeira temporada. E então eu fiquei pensando o que havia me marcado mais nesses novos episódios e duas palavras surgiram na minha cabeça instantaneamente: diversidade e empatia.

A série ganhou três novos personagens: Cole, um menino que desde cedo sofre por conta da sua orientação sexual, que não é aquela considerada a correta; Sebastian, jovem negro, que sonha com uma vida digna, longe do trabalho escravo dos navios a vapor, e que vai enfrentar o racismo da comunidade da Ilha; Miss Muriel Stacy, a nova professora, que vai sofrer preconceito por ser uma mulher solteira, que se veste de forma considerada não apropriada para as mulheres da época, e possui um método de ensino não conservador, o que deixa de lado a memorização e coloca em foco o pensamento crítico.

Três personagens que representam parte da diversidade que existe no mundo. E através deles vamos pensar sobre como a sociedade encara o que foge do padrão homem branco heterossexual. Esse padrão considerado universal e detentor do poder e da verdade que construiu sociedades machistas, racistas, homofóbicas e classicistas.

Nós sempre fomos diferentes uns dos outros, nós nascemos diferentes uns dos outros, mas ser diferente não supõe inferioridade. Diversidade é bom. Não existimos para sermos como uma produção em série, todos iguais, pensando e agindo de maneira única. Existimos para sermos diferentes mesmo, cada um a sua maneira, seguindo os seus desejos mais íntimos e únicos do coração. Trazendo cada um algo a acrescentar pro mundo, pra tentar fazê-lo diferente do que é, longe desse padrão universal que aprisiona nossa liberdade de ser.

Lidar com tanta diversidade talvez seja difícil, já que nossa sociedade foi construída com base nesse padrão universal, mas é aí que entra a empatia, a outra palavra que define para mim a segunda temporada de Anne with an E. O akapoeta, João Doederlein, tem uma definição bonita do que é empatia:

não é sentir pelo outro, mas sentir com o outro. quando a gente lê o roteiro de outra vida. é ser ator em outro palco. é compreender. é não dizer “eu sei como você se sente”. é quando a gente não diminui a dor do outro. é descer até ao fundo do poço e fazer companhia pra quem precisa. não é ser herói, é ser amigo.

é saber abraçar a alma.

Não tem como a gente se colocar no lugar do outro, tentar imaginar como é viver as mesmas experiências. Já diz outro poeta e músico, Caetano Veloso, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é. Quando Cole disse para Anne que era como a tia Josephine, a reação dela foi dizer: obrigada por compartilhar comigo.

Sejamos então empáticos com a diversidade. A vida é partilha. E é bom partilhar com outros modos de ver e sentir o mundo.

Merlí e a importância da filosofia

No Seriando de hoje trago a série espanhola Merlí, que está disponível na Netflix. A produção nos faz pensar na importância da filosofia para compreender e refletir sobre a vida e as relações humanas.

Você decide #1

Hoje tem estreia do VOCÊ DECIDE.

A ideia é que você me ajude a escolher a próxima leitura e também o que devo ver em série, filme e documentários para depois conversarmos sobre.

 

LIVRO: O que é lugar de fala? (Djamila Ribeiro) OU Feminismo em comum (Marcia Tiburi)

FILME: Tão forte e tão perto OU Eu, Daniel Blake

DOCUMENTÁRIO: Humano, uma viagem pela vida OU What happened, Miss Simone?

SÉRIE: Pequenas grandes mentiras OU This is us

 

 

Favoritos de março/2018

Hoje tem os favoritos do mês para finalizar a retrospectiva do mês de março.

Veja no vídeo os favoritos nas categorias: livro, filme, série, documentário e conteúdo.

 

Links citados:

Os livros lidos em março/2018

A louca da casa

Filmes e documentários que vi em março

Maya Angelou, e ainda resisto 

Série Collateral

Jane Austen é feminista | Canal Conexão feminista

Canal da Carol Miranda 

Reportagem sobre a palavra “novinha”

Do acarajé à cajuína: os sabores que preservam a história do Brasil

Projetos para 2018

Por aqui tenho algumas novidades para quem me acompanha e fiz um vídeo contando um pouco de tudo que você vai encontrar no blog/canal ao longo de 2018.

 

LITERATURA

Leia mulheres | Biblioteca feminista
Letras da Bahia
E para esse início de ano, estou com dois projetos de leitura compartilhada, o Lendo Frida de Boa e o Uns e outros.
Novidade para conteúdo
Diário de leitura: para comentar as 2 ou 3 últimas leituras
Na cabeceira: para comentar sobre as leituras em andamento e mostrar os livros novos

FILMES

1 doc por semana
1 filme por semana
#52filmespormulheres
Novidade para conteúdo
CINELOG: para comentar os 2 ou 3 filmes vistos

SÉRIES

Não há um projeto específico.
Novidade para conteúdo
 Seriando: para comentar as 2 ou 3 últimas séries vistas

PARA LER E VER NO FINAL DE SEMANA

Dica rápida de leitura e filme/série/documentário

PROJETO #100em1

A proposta é visitar 100 lugares novos em 1 ano. Ou revisitar algum lugar que fui há muitos anos. Eu vi no blog da Bruna Morgan, mas a ideia veio do blog O Pequeno Lírio, da Claudia.
Para esse projeto devo fazer mais posts no blog porque é mais fácil tirar fotos em lugares públicos do que filmar, pelo menos pra mim. Mas sempre que tiver a oportunidade de gravar um vlog, com certeza farei.

CRÔNICAS

Uma das minhas metas pessoais do ano é voltar a escrever crônicas, algo que amo muito.

NEWS DA JENI

A proposta da news é a mesma do blog, compartilhar dicas de filmes, séries, livros e bater um papo sobre a vida.

NOVA IDENTIDADE VISUAL DO GERALDAS

Desde o final do ano passado que o blog está passando por uma reforma. Comecei mudando o layout. E foi bem engraçado porque eu estava com a ideia fixa de escolher um layout minimalista, oldschool e tal, achei o que estava na minha cabeça mas meu coração bateu mais forte por um de grid, que a Ana, do Ponto para ler, chamou carinhosamente de bagunça organizada e eu super concordei porque realmente é, e também porque eu sou meio que isso também. hahaha
O Luke, do Um Café com Luke, disse que ficou parecendo uma revista interativa. Achei uma ótima definição. Ainda estou reformando porque pretendo mudar a marca e toda identidade visual das redes sociais. E já quero agradecer a galera que atura as minhas loucuras: Anne, Marcio Melo (do Pocilga), Ana, Luke e o Thiago Rasta.

Espalhe “Projetos para 2018” por aí! 😉