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[Diário de leitura] “Mentiras no Divã” – Mentiras enquanto o reverso das verdades¹

O inimigo da verdade não é a mentira
e sim, a convicção.

Friedrich Nietzsche

Mentiras no Divã me conduziu a um elevado estado de ebulição psíquica. Desde o início de sua leitura muitas reflexões têm sido feitas, aprofundadas e muitas outras seguem em busca de um terreno para se assentar…

Sinceramente, não sei como descrever o quanto essa leitura mexeu em minhas estruturas… nesse exato momento a única que coisa que tenho por certo é a sensação da necessidade de viver a fase do “rezar”[²]… estar em um canto isolado, quieto, para entrar em profundo contato com o meu “eu” e com o cósmico… Leia mais

[Diário de Leitura] Mentiras no Divã – Os sujeitos por trás dos profissionais

[…] Rick, de pé junto à porta, disse: – Então a implicação de Nietzsche para você é bem simples. Se esta organização real e sinceramente acredita que um terrível mal foi feito aos pacientes de Seth e se restou alguma integridade a esta organização, então existe um único curso aberto a você – isto é, se você quiser agir de maneira moral e legalmente responsável.

– E o que é? – Perguntou Weldon.

– Recall!

[…] Mas recall – disse Morris Fender –, por causa de interpretação errada?

– Não minimize uma questão séria, Morris – disse Marshal. – Existe alguma ferramenta analítica mais poderosa que a interpretação? E não estamos de acordo de que a formulação de Seth é, ao mesmo tempo, errada e perigosa?¹

De início quero pedir desculpas pela transcrição um pouco prolongada; mas esta se faz necessária para dar o tom à discussão que quero propor – fruto das reflexões que as mesmas provocaram em mim.

No decurso do capítulo sete, mais que um julgamento dos atos de um profissional da área de saúde mental, um emaranhado de questões éticas, concepções ideológicas e jogos de interesses são lançados à roda de discussões – o que provocou em mim as reflexões sobre o perfil, o caráter e a formação de algumas profissões, a saber: médicos, psicólogo/psicanalistas e professores. Leia mais

[Diário de leitura] “Mentiras no Divã” – L’chaim!

– Conte-me sobre isso, Justin. – Péssima técnica! Percebeu instantaneamente. Colocou de volta os óculos e anotou no seu bloco: “Erro – pedir informações – contratransferência?”¹

Cada vez mais ouvimos falar das doenças ou distúrbios psicoemocionais. Algumas delas, é bem verdade, são dignas de uma investigação, acompanhamento e tratamento por profissionais especialistas na área. Outras se constituem no que costumo chamar de mazelas da alma.

Stress e depressão tornam-se adjetivos corriqueiros nos status quo do individuo contemporâneo. Ao passo em que há uma desvalorização dos sentidos das palavras, há uma mercantilização das pseudo curas. Poderíamos dizer que vivemos a era da banalização do sentir. Leia mais

[Diário de leitura] “Mentiras no Divã” e as reflexões do meu “eu”

Já pensou sobre o fato de ser mais fácil fazer um diagnóstico na primeira vez que examinamos um paciente [um ser qualquer] e que fica mais difícil quando melhor o conhecemos?

A cada nova leitura, seja científica ou literária, que faço sobre a temática sinto-me estranhamente ainda mais atraído. Fascinado. Apaixonado. Aprisionado… Fisgado!

Mentiras no divã. Que presente maravilhoso. Não teria outro tempo que fosse melhor oportuno para sua leitura. Fascinante e envolvente desde suas primeiras linhas. Provocativo!

Já em suas primeiras páginas uma avalanche de anseios e reflexões se fizeram em paralelo a cada linha; a cada cenário; e a cada provocativa que a narrativa nos instiga. Fez-me pensar acerca do psicoterapeuta que há em mim. Do que pretendo ser. De como esse “eu” terapeuta se entrelaça com o educador que sou; as concepções que tenho; as verdades que defendo…

Assim, em meu divã particular, leio, devaneio e realizo minhas próprias autoanálises. Reflito sobre a vida, minha e de outrem. Lamento os meus prantos. Sofro as minhas dores. Saboreio do néctar das alegrias. Perambulo em minha errante vida; relembrando… revivendo… sonhando sonhos; amargurando o destino… Leia mais