Extraordinárias – Mulheres que revolucionaram o Brasil

“Extraordinárias — Mulheres que revolucionaram o Brasil”, de Aryane Cararo e Duda Porto, traz vários perfis de mulheres brasileiras e abrasileiradas que fizeram história no nosso país.

Assim que recebi o livro em parceria com a Companhia das Letras, me perguntei: será que tem alguma baiana? E tem sim!

No vídeo comento sobre 3 baianas extraordinárias. Confira!

 



Série Napolitana – 5 motivos para ler

Nunca fui de ler séries de livros, mas desde 2016 fui arrebatada pela série Napolitana, da escritora Elena Ferrante. Em 2018, me despedi da tetralogia, mas sigo levantando a bandeira “Ferrante Fever” (febre Ferrante) por onde vou.

Elena Ferrante se mantém no anonimato mesmo sendo considerada um fenômeno da literatura contemporânea. O seu desejo de se manter ausente dos holofotes já causou incômodo em muita gente e resultou até em uma investigação sobre a identidade da autora, foi um verdadeiro CSI literário em 2016.

A série Napolitana é considerada pela própria autora como um grande romance, mas que foi dividido em quatro partes. A tetralogia é também um grande romance de formação e posso dizer, para simplificar a sinopse, que trata da história da amizade entre duas mulheres, Elena Greco (Lenu), e Raffaela Cerullo (Lila). A narradora é a Lenu, que se tornará uma escritora de sucesso, e o seu desejo de escrever essa história de amizade partiu de dois fatos: a vontade de Lila de desaparecer do mundo sem deixar vestígios; e a vontade de Lenu de manter a sua amiga viva.

Costumo dizer que a amizade delas é um mar de rosas cheio de espinhos. E em alguns momentos não sabemos se são amigas ou inimigas. Acredito que uma motivava o melhor e o pior da outra. Os quatro livros foram publicados no Brasil pelo selo Biblioteca Azul, da editora Globo Livros, com tradução de Maurício Santana Dias. São eles:

  1. A amiga genial (2011): 1950, Nápoles (Itália). Parte da infância e adolescência;
  2. História do novo sobrenome (2012): Juventude e início da vida adulta. Lila se casa e Lenu continua os estudos;
  3. História de quem foge e de quem fica (2013): Década de 1970. Um dos temas principais é maternidade. O livro é mais político e social. Além de fazer pensar também o que é ser mulher em um mundo machista;
  4. História da menina perdida (2014): Lenu já é uma escritora de sucesso e Lila conquistou pessoas e status onde vive. Elas estão distantes uma da outra mas acabam se reaproximando.

Listar cinco motivos para ler a Série Napolitana é apontar o que mais me atraiu nos livros e também as relações que fiz entre a ficção e a vida.
  1. Escrita sincera e honesta de Elena Ferrante

A autora não emociona com palavras bonitas e citações sublinháveis mas com situações tão reais que podemos encontrar na nossa família, bairro e cidade.

     2. Questões feministas

Através da vida de Lila e Lenu, podemos refletir sobre a condição feminina, sororidade, maternidade, violência doméstica, machismo, sexualidade feminina, casamento, família X vida profissional. E também sobre tudo o que as personagens fizeram para tentar sobreviver ao mundo machista.

    3. Nápoles

A cidade Nápoles é um pedaço da Itália do pós-guerra na série e se torna uma outra personagem importante. Assim nos faz pensar sobre bairrismo, referências e influências sociais, violência, máfia e política.

   4. Importância do acesso à educação

O acesso ao livro, leitura, educação fez diferença na vida de Lenu e Lila. A oportunidade de estudar desde a escola até a universidade afeta não só o futuro profissional, mas a autoestima de um ser humano.

   5. Personagens complexas

Além de Lenu e Lila, a série traz vários personagens e núcleos familiares complexos, passionais, ambíguos. Ou seja, humanos e reais demais.

 

Se preferir, você pode conferir o conteúdo no formato vídeo! 

Espero ter te convencido a ler! 😀

 

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Hibisco Roxo – As verdades e histórias únicas

Em janeiro, li o primeiro livro publicado pela nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, “Hibisco Roxo”. Considerado um romance de formação, a obra foi publicada em 2003 e recebeu o Prêmio Commonwealth Writers como “Melhor Primeiro Livro” em 2005.

Além de um romance de formação, considero “Hibisco Roxo” como um romance de despertar. A protagonista e narradora da história é a adolescente nigeriana Kambili e é o despertar, o amadurecimento, dessa garota que vamos acompanhar. Não é uma história bonita, é bem triste e cruel, apesar da sutileza que Chimamanda escolheu para retratar alguns acontecimentos.

A família de Kambili é vítima da colonização europeia e toda a sua imposição de costumes e crenças que fizeram milhares de pessoas renegarem as suas origens e tradições. Além disso, a menina, seu irmão Jaja, sua mãe Beatrice são vítimas também do fanatismo religioso e da violência doméstica, através da figura de Eugene. Um homem que tinha o título de “Omelora – aquele que faz pela comunidade”, era exemplo para todos de sucesso, bom pai e marido, mas em casa era um ser violento e opressor.

Durante anos Kambili e Jaja viveram debaixo do teto desse homem, com suas regras e normas, quase todas amparadas na fé. A mãe era totalmente submissa e silenciosa, um exemplo claro do que a cultura machista faz com uma mulher.

O despertar de Kambili começa quando ela e seu irmão vão passar alguns dias na casa da Tia Ifeoma, irmã do pai Eugene, viúva, mãe de três filhos e professora universitária. Na casa de Ifeoma, eles encontram um mundo totalmente diferente do deles. Mais humilde, simples, econômico e feliz. Jaja tem olhos e atitudes curiosas diante do novo. E Kambili tem olhos comparativos, até de reprovação, e muitas vezes incrédulos, mas mantém sempre a discrição.

A atitude da adolescente me fez pensar no quanto a mulher pode ter mais dificuldade em quebrar tradições e verdades ditas como únicas. Como são/podem ser submissas ao machismo, autoritarismo e fanatismo. E tudo isso é fruto do que foi dito para mulher durante séculos, das subjetividades fabricadas sobre o que é o ser mulher. E Kambili ainda tinha em casa um exemplo de mulher silenciosa e submissa, e seu comportamento era sempre moldado pela opressão e religiosidade excessiva do pai.

O contato com a casa da Tia e com seus filhos, em especial a prima Amaka, transformou os adolescentes. Eles tiveram a oportunidade de conhecer outros modos de viver e de crer, quando saíram da fortaleza criada pelo pai. Eles conheciam apenas um modo de vida, uma verdade única, aquela ditada por Eugene. É fácil compreendê-los, eram vítimas dessa opressão violenta. Eram vítimas da história única.

Em conferência no TED (Technology, Entertainment, Design), Chimamanda nos alerta sobre o perigo da história única, aquela contada sobre qualquer povo ou coisa no mundo e reforçada por todos os cantos como verdade incontestável.

Kambili e Jaja são vítimas da história única, mas antes deles, Eugene. Quando a Nigéria sofreu a colonização europeia foi pregado qual modo de viver (e de crer) era o correto e o melhor. Eugene negava sua língua materna, as crenças e tradições do seu povo, e até seu pai. Isso não justifica as atitudes dele, mas nos faz querer criticar e rebater qualquer possibilidade de poder que dite verdades e histórias únicas.

Você pode conferir o conteúdo no formato vídeo! 😀

  • Hibisco Roxo foi publicado no Brasil pela Companhia das Letras. Adquira na Amazon e colabore com o blog.

 

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Livros para março, mês da mulher

Vai ter conteúdo todo dia na semana da mulher (05 a 10/03). E hoje começo compartilhando o que vou ler em março. Foquei bastante no projeto Leia Mulheres.

Confira as minhas pretensões de leitura e aproveite para separar algum livro de autoria feminina para ler também! 😉

 

LINKS CITADOS

Quarenta Dias – Maria Valéria Rezende (no blog)

Quarenta Dias – Maria Valéria Rezende (vídeo)

Clube do Livro Alagoinhas

Projeto literário #AmandoJorge

 

Boas leituras! 😉 

Citação: Conceição Evaristo em Olhos D`Água

Citação: Conceição Evaristo em Olhos D`Água

Formato Citação

Rios calmos, mas profundos e enganosos para quem contempla a vida apenas pela superfície. Sim, águas de Mamãe Oxum.

Conceição Evaristo

Grande clássico de Jane Austen é a leitura do mês do Clube do Livro Alagoinhas

Com o objetivo de homenagear escritoras no mês do dia internacional da mulher, a votação realizada no grupo do Facebook foi apenas com livros de autoria feminina. A autora inglesa Jane Austen e seu segundo romance, “Orgulho e Preconceito”, foram os escolhidos pelos participantes.

Jane Austen começou a escrever “Orgulho e Preconceito” aos 21 anos e o publicou pela primeira vez em 1813. A obra já foi adaptada para o cinema, teatro e televisão. E em 2018 será uma das inspirações da nova novela das 18h, da Rede Globo, “Orgulho e Paixão”.

O Clube do livro Alagoinhas chega à 4ª edição no dia 24 de março, às 15h, no Centro de Cultura. O evento tem entrada gratuita.

 

Sinopse: O romance retrata a relação entre Elizabeth Bennet (Lizzy) e Fitzwilliam Darcy na Inglaterra rural do século 18. Lizzy possui outras quatro irmãs, nenhuma delas casadas, o que a Sra. Bennet, mãe de Lizzy, considera um absurdo. Quando o Sr. Bingley, jovem bem sucedido, aluga uma mansão próxima da casa dos Bennet, a Sra. Bennet vê nele um possível marido para uma de suas filhas. De fato, ele parece se interessar bastante por Jane, sua filha mais velha, logo no primeiro baile em que ele, as irmãs e o Sr. Darcy, seu amigo, comparecem. Enquanto o Sr. Bingley é visto com bons olhos por todos, o Sr. Darcy, por seu jeito frio, é mal falado. Lizzy, em particular, desgosta imensamente dele, por ele ter ferido seu orgulho na primeira vez em que se encontram. A recíproca não é verdadeira. Mesmo com uma má primeira impressão, Darcy realmente se encanta por Lizzy, sem que ela saiba do fato. A partir daí o livro mostra a evolução do relacionamento entre eles e os que os rodeiam, mostrando também, desse modo, a sociedade do final do século 18.

 

Sobre o Clube do Livro Alagoinhas: Projeto cultural de incentivo à leitura. Queremos reunir pessoas apaixonadas por leitura em um encontro mensal para conversar e compartilhar experiências. Como funciona? Leitura de um livro por mês. A votação é feita no Grupo do Facebook após uma pré-seleção de obras.

 

 

Clube do Livro Alagoinhas – 4ª edição

Data: 24 de março de 2018

Local: Centro de Cultura

Horário: 15h

Nome do livro: Orgulho e Preconceito

Autora: Jane Austen

Mediadores: Jeniffer Geraldine, Julianna Santos e Marcello Alves

Apoio: Centro de Cultura de Alagoinhas

Entrada: Gratuita

Os livros lidos em fevereiro/2018

Fevereiro foi o mês que tomei a decisão de pausar o Projeto Uns e Outros. Não estava curtindo a leitura e preferi utilizar meu tempo para outro livro que sabia que ia gostar mais. E deu super certo!

E ainda foi o mês que me despedi da série Napolitana, da italiana Elena Ferrante. A história de Lenu e Lila entrou para minha lista de “histórias preferidas da vida”.

LINKS CITADOS

História da menina perdida

O livro dos abraços

Os homens explicam tudo para mim

Frida. A Biografia

Dia bonito pra chover

Todo Dia

E você o que leu de bom em fevereiro? 😀

Projeto literário #AmandoJorge 2018

Em 2016 dei início ao projeto literário #AmandoJorge. A proposta é ler a obra completa de um dos maiores escritores de língua portuguesa do mundo, Jorge Amado. Além dos livros publicados pelo escritor, também quero ler biografias, memórias e as obras de Zélia Gattai.

Até o momento li: O País do Carnaval, Cacau, Dona Flor e seus dois MaridosCapitães da Areia, A morte e a morte de Quincas Berro D’Água e Com o mar por meio. O projeto segue firme em 2018 e hoje algumas pessoas me acompanham nessa empreitada através de um grupo no Facebook.

Nossa programação para esse ano está logo abaixo. A próxima leitura é Jubiabá, o terceiro livro publicado por Jorge. Junte-se a nós!

Foto de capa: ACERVO ZÉLIA GATTAI/FUNDAÇÃO CASA DE JORGE AMADO

 

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Citação Lívia Natália

Citação Lívia Natália

Formato Citação

Fui irmã das putas que se apaixonam e abortam, das virgens que se jogam ao mar como Ofélias ensandecidas. Fui a bêbada que gritava nomes imundos, dos mais sujos, eu disse: amor.

Lívia Natália