TAG dos 50%

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Hora de fazer o balanço das leituras de 2018 até o mês de junho respondendo a Tag dos 50%.

VÍDEOS MENCIONADOS:

Hibisco Roxo

Série Napolitana

Extraordinárias

Documentário sobre Maya Angelou

A louca da casa

Jubiabá

Vlog de unboxing

O que é lugar de fala?

Os convites de Chimamanda

A guerra não tem rosto de mulher

Kindred, laços de sangue

Tag Copa do mundo literária

PERGUNTAS DA TAG

1. O melhor livro que você leu até agora, em 2018.

2. A melhor continuação que você leu até agora, em 2018.

3. Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito.

4. O livro mais aguardado do segundo semestre.

5. O livro que mais te decepcionou esse ano.

6. O livro que mais te surpreendeu esse ano.

7. Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente).

8. A sua quedinha por personagem fictício mais recente.

9. Seu personagem favorito mais recente.

10. Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre.

11. Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre.

12. Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora, em 2018.

13. Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo). 1

4. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano.

15. Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?

“Os Meninos da Rua Paulo” é tema da 8ª edição do Clube do Livro Alagoinhas

Considerado o livro húngaro mais conhecido no mundo, “Os Meninos da Rua Paulo” foi escrito pelo jornalista e escritor Ferenc Molnár. A novela juvenil foi publicada pela primeira vez em 1907 e ganhou adaptação para o teatro em 1992, no Brasil, com os autores Selton Mello e Marcelo Serrado.

O encontro acontece no dia 21 de julho, às 15h, no Centro de Cultura, e tem entrada gratuita.

Sinopse: A história dos meninos que travam batalhas pela posse do “grund” da rua Paulo, um pedaço de terra cercado onde se brinca à vontade, é conhecida por leitores de todo o mundo. A luta pelo “grund” vai além da vontade de comandar o local: ali, infância e fantasia prevalecem sobre as imposições do mundo adulto. O espírito de aventura, amizade e heroísmo presente nesta obra é capaz de transpor qualquer barreira de tempo, espaço ou idade.

Sobre o Clube do Livro Alagoinhas: Projeto cultural de incentivo à leitura. Queremos reunir pessoas apaixonadas por leitura em um encontro mensal para conversar e compartilhar experiências. Como funciona? Leitura de um livro por mês. A votação é feita no Grupo do Facebook após uma pré-seleção de obras.

Clube do Livro Alagoinhas – 8ª edição

Data: 21 de julho de 2018

Local: Centro de Cultura

Horário: 15h

Livro: Os meninos da rua Paulo

Autor: Ferenc Molnár

Mediadores: Jeniffer Geraldine, Julianna Santos e Marcello Alves

Contato: oi@jeniffergeraldine.com

Apoio: Centro de Cultura de Alagoinhas

Entrada: Gratuita

 

Copa do mundo literária | TAG

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Estamos em ritmo de copa por aqui, mas sem abandonar os livros. Por isso hoje vou responder a booktag Copa do mundo literária. Vi no canal da Kelly, o Aventuras na Leitura.

PERGUNTAS:

– PÊNALTI: um livro que te encheu de esperança

– 7×1: um livro que te decepcionou

– PRORROGAÇÃO: um livro que merece continuação

– PAÍS SEDE (RÚSSIA): um livro de autor(a) russo(a) que você favoritou ou deseja ler

– SELEÇÃO BRASILEIRA: seu livro nacional favorito

– A TAÇA DO MUNDO É NOSSA: um livro que te deixou extremamente feliz

Os convites de Chimamanda Ngozi Adichie

Já faz um tempo que estabeleci uma relação de admiração com a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. Começou com seu discurso no TEDx Talks “Sejamos todos feministas”, em que na época foi de fundamental importância para que eu me reconhecesse ainda mais como feminista. Em seguida, li outro livro de não ficção da autora,“Para educar crianças feministas: Um manifesto”, que acredito precisa ser lido por todos, afinal nos ajuda a desconstruir muitas questões sobre ser menino e ser menina.

Após conhecer o lado de ativista feminista da autora, resolvi ler seus livros de ficção. Comecei pelo primeiro, “Hibisco Roxo”, e a partir dele conheci outro discurso famoso da Chimamanda, “O perigo de uma única história”. Se a autora já tinha me feito um convite para refletir sobre o feminismo, o convite agora era para refletir sobre a colonização europeia e seus efeitos na vida dos povos africanos e todos os outros povos colonizados.

No caso de “Hibisco Roxo”, a colonização trouxe para a família da narradora-personagem Kambili a violência doméstica, a opressão machista, o autoritarismo e o fanatismo religioso. Quando a Nigéria sofreu a colonização europeia foi pregado qual modo de viver (e de crer) era o correto e o melhor. O pai de Kambili, Eugene, negava sua língua materna, as crenças e tradições do seu povo, e até seu pai. Isso não justifica as atitudes dele, mas nos faz querer criticar e rebater qualquer possibilidade de poder que dite verdades e histórias únicas.

O mais recente livro da autora publicado no Brasil, pela Editora Companhia das Letras, é o “No seu pescoço”. Publicado pela primeira vez em inglês, em 2009, a obra reúne 12 contos. O convite é mais uma vez para refletir, através de mulheres e homens africanos, os efeitos da colonização e do imperialismo ocidentais.

Muitos dos contos trazem a divisão cultural, social e política, “eles e nós”. Eles como sendo a potência ocidental, os americanos brancos, e nós, como os colonizados, o outro, o diferente, e o imigrante. Digo, “nós”, porque é nessa posição que a Chimamanda nos coloca principalmente no conto que dá título ao livro, quando escolhe usar o “você”, segunda pessoa do discurso, ao invés de “ela/ele”, terceira pessoa, mais comum na ficção.

No conto que dá título ao livro, a personagem principal Akunna ganhou na “loteria do visto americano” e foi para os Estados Unidos viver com um tio. Ao chegar nos EUA, Akuna sofre do que chamamos choque cultural. Tudo é diferente do que ela vivia em Lagos e muito diferente do que ela e seus parentes imaginava como vida americana. O choque ficou ainda mais evidente quando ela começa a se relacionar com um rapaz norte-americano.

Já em “Os Casamenteiros”, temos o casamento de Chinaza Okafor com Ofodile, nigeriano que morava há onze anos em Nova York e estudava medicina. Ofodile vivia como os americanos e tentava ao máximo ser como eles, uma pequena prova disso é que só usava seu nome em inglês, Dave. Quando Chinaza foi morar com ele, a todo momento o seu novo marido ensinava-lhe como deveria se comportar, falar, o que deveria comer e cozinhar, conforme o modo de vida americano. Chinaza também teve que passar a usar seu nome em inglês, Agatha Bell.

No último conto do livro “A historiadora obstinada”, Chimamanda narra de forma emocionante o processo de colonização realizado através das missões anglicanas e a luta de uma mãe para salvar sua terra e suas origens.

Os convites de Chimamanda, através da literatura, são irrecusáveis. São convites que nos tiram do lugar comum, do normalizado, da história única, e nos faz enxergar outros mundos, outros povos, que lutam há séculos para existir além da margem.

Aceite os convites! Leia Chimamanda.  😉

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