Clube do Livro Alagoinhas comemora um ano com obra de Maria Firmina dos Reis

A leitura do mês de novembro do Clube do Livro Alagoinhas será Úrsula, da escritora Maria Firmina dos Reis, obra inaugural da literatura afro-brasileira e o primeiro romance de autoria feminina do país.

Úrsula foi publicado em 1859, em São Luís, no Maranhão, e é também considerado o primeiro livro com temática abolicionista. Maria Firmina escreveu sobre escravidão a partir do ponto de vista dos escravos. Aos 22 anos de idade se tornou a primeira professora concursada do seu Estado e, após se aposentar, fundou uma escola mista gratuita. Continue lendo

É tempo de ouvir outras histórias

Um dia minha Avó me contou uma história:

Um negro, escravo fugido, se apaixonou por uma cigana e a roubou do seu povo. Eles fugiram andando pelo sertão do interior da Bahia. Tiveram uma filha (minha bisavó). 

A partir desse momento fiquei sabendo de onde eu vinha, qual era a minha ancestralidade.Continue lendo

Vícios e virtudes

Eu tinha entre doze e treze anos de idade quando fiz a minha primeira eucaristia. Lembro como se fosse ontem o dia em que eu e meus amigos de catequese fomos confessar nossos pecados ao padre pela primeira vez. Faz parte do ritual cristão antes de receber o corpo e sangue de Jesus.

Eu lembro de ficar pensando sobre o que eu ia falar. Eu ficava tentando refletir sobre as atitudes de uma menina de doze anos que poderiam ser consideradas pecado. Não sabia direito o que era pecar. Meu Deus, o que eu tinha vivido com essa idade para ter pecado?

Acabei associando o pecado à desobediência. Me senti culpada por ter desobedecido minha mãe em algum momento e então ia confessar isso, pedir perdão para Deus e pagar por meu pecado. O pagamento foi rezar um Pai-Nosso e dez Ave Marias. Depois disso, eu nunca mais me confessei.

Esse episódio da temporada cristã da minha vida reapareceu enquanto lia o “Sete confissões capitais e outros pecados”, de Adriana Sydor. O livro é um confessionário aberto. É onde a autora vai falar sobre seus pecados consciente de que os comete, como toda boa humana. Mais importante ainda sem o peso da culpa. Até um pouco feliz por se permitir vivê-los, alguns mais intensamente do que outros. Um verdadeiro “conhece-te a ti mesmo”.

Em tempos de redes sociais digitais, em que nossa vida passa por filtros, os de imagem e os de conteúdo, pensar sobre nossos pecados, nossos vícios, talvez esteja, como disse a própria Adriana, um pouco fora de moda.

Me descobri extremamente pecadora (ok, me reafirmei como pecadora), fui cúmplice da autora em vários pecados. Ao ler sobre sua relação com a inveja, me lembrei de quantas vezes ouvi e falei: tenho inveja branca de você. Além de ser um comentário extremamente racista, é totalmente sem noção dizer isso.

Se invejamos a vida de alguém é porque há algo de errado em nossa vida, ou como Sydor confessa: a inveja explica o próprio fracasso. Esse é um dos capítulos mais interessantes do livro. A autora faz uma reflexão sobre o pecado e como conviver pacificamente com ele: “Saber o que eu invejava, prêmio de consolação, foi, pelo menos, um reconhecimento do que precisava melhorar”.

Hoje se talvez fosse fazer uma confissão, o padre ia ter que reservar uma manhã inteira do domingo para mim. Mas eu não sinto vontade de me confessar na igreja com o padre. O Deus em que acredito hoje não castiga. Acredito que eu não vou precisar rezar um Pai Nosso e dez Ave Marias para pagar pelos meus pecados. Eu só preciso assumir, principalmente para mim mesma, como Adriana fez, de que “sou, como todo mundo é, uma mistura delicada entre vícios e virtudes”.

 

  • conheça a autora e acompanhe seu trabalho através do Instagram e Blog
  • o livro foi publicado pela Travessa dos Editores e o recebi através do agente literário Stéphane Chao. obrigada! 😉

NA CABECEIRA #8

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No vídeo compartilho as leituras em andamento e meus planos literários para agosto. 😉

“Mar Morto” é tema da 9ª edição do Clube do Livro Alagoinhas

Com o objetivo de homenagear Jorge Amado, que nasceu no dia 10 de agosto de 1912, a leitura do mês do Clube do Livro Alagoinhas é “Mar Morto”. A obra é o quinto romance publicado pelo autor e foi a principal inspiração para a canção “É doce morrer no mar”, de Dorival Caymmi.

O encontro acontece no dia 25 de agosto, às 15h, no Centro de Cultura, e tem entrada gratuita.

Sinopse: Na beira do cais de Salvador, entrelaçam-se várias histórias de pescadores, marinheiros, prostitutas e malandros. No centro desse mundo que parece parado no tempo, isolado da história, comandado pelo mito de Iemanjá, desenvolve-se a trajetória de Guma, jovem mestre de saveiro.

Sobre o Clube do Livro Alagoinhas: Projeto cultural de incentivo à leitura. Queremos reunir pessoas apaixonadas por leitura em um encontro mensal para conversar e compartilhar experiências. Como funciona? Leitura de um livro por mês. A votação é feita nos encontros após uma pré-seleção de obras.

Clube do Livro Alagoinhas – 9ª edição

Data: 25 de agosto de 2018

Local: Centro de Cultura

Horário: 15h

Livro: Mar Morto

Autor: Jorge Amado

Mediadores: Jeniffer Geraldine, Julianna Santos e Marcello Alves

Contato: oi@jeniffergeraldine.com

Apoio: Centro de Cultura de Alagoinhas

Entrada: Gratuita

Diário de leitura | julho/2018

“Os meninos da Rua Paulo” é o livro húngaro mais famoso do mundo. A novela juvenil escrita por Ferenc Molnár foi a leitura de julho do Clube do Livro Alagoinhas. Livro gostosinho de ler e se encantar. A história dos meninos me chamou atenção principalmente em dois pontos: disciplina e respeito ao adversário. Além de passar uma mensagem bonita sobre lealdade e amizade. Indico para todes!

Outras leituras do mês:

A sabedoria da transformação (Monja Coen) 5⭐💖
Mamãe & Eu & Mamãe (Maya Angelou) 5⭐💖
Sete confissões capitais e outros pecados (Adriana Sydor) 5⭐
Heroínas negras brasileiras em 15 cordéis (Jarid Arraes) 5⭐💖

Confira o vídeo em que comento um pouco sobre cada leitura:

 

E você o que tem lido de bom por aí? 😉

FLIP 2018 – O que veio na minha bolsa

De 25 a 29 de julho aconteceu a 16ª Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). A homenageada da vez foi Hilda Hilst. A FLIP me inspira tanto! Amo Paraty, o astral do lugar e da feira, conhecer pessoas dos livros, rever outras. Ouvir de perto escritores que sou fã. Conhecer tantos outros e me apaixonar.

Ano passado fiz dois vídeos especiais: O que veio na minha bolsa da FLIP 2017 e Diário da FLIP 2017. Em 2018, preferi aproveitar mais do momento por lá, sem me preocupar em registrar para levar vídeos pro canal depois. Fiquei apenas com meu celular registrando alguns momentos e cenas que me encantaram. Compartilhei tudo no meu Instagram (timeline e story). Mas como tinha gostado do modelo de vídeo “o que veio na minha bolsa da FLIP”, resolvi repetir para compartilhar o que trouxe e contar um pouco da minha experiência na FLIP 2018.


 

E, aí, vamos em 2019?! 😉

TAG dos 50%

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Hora de fazer o balanço das leituras de 2018 até o mês de junho respondendo a Tag dos 50%.

VÍDEOS MENCIONADOS:

Hibisco Roxo

Série Napolitana

Extraordinárias

Documentário sobre Maya Angelou

A louca da casa

Jubiabá

Vlog de unboxing

O que é lugar de fala?

Os convites de Chimamanda

A guerra não tem rosto de mulher

Kindred, laços de sangue

Tag Copa do mundo literária

PERGUNTAS DA TAG

1. O melhor livro que você leu até agora, em 2018.

2. A melhor continuação que você leu até agora, em 2018.

3. Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito.

4. O livro mais aguardado do segundo semestre.

5. O livro que mais te decepcionou esse ano.

6. O livro que mais te surpreendeu esse ano.

7. Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente).

8. A sua quedinha por personagem fictício mais recente.

9. Seu personagem favorito mais recente.

10. Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre.

11. Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre.

12. Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora, em 2018.

13. Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo). 1

4. O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano.

15. Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?