LEGO e literatura

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O blog da livraria britânica Waterstone criou um concurso em fevereiro/2014 para promover o lançamento do The LEGO movie. A ideia foi unir duas paixões: a literatura e o LEGO. Os clientes foram convidados a criar seu momento preferido de algum livro utilizando as peças coloridas do brinquedo e publicar no Twitter, Facebook ou Vine com a hashtag #LEGOLit.Continue lendo

[Livro & Filme] O menino no espelho

O que você quer ser quando crescer?

Acredito que na infância, a gente escute essa pergunta muitas vezes e é quase uma obrigação ter uma resposta antes dos 16 anos. Engraçado é que só descobri o que queria ser com quase 18 anos. Não queria saber de ser adulto antes disso, queria saber era de ser criança.

Talvez venha daí o meu amor por livros infantis, Manoel de Barros, Alice no País das Maravilhas, Peter Pan e a curiosidade imensa de conhecer a história do menino no espelho.

E foi como se Fernando Sabino pegasse na minha mão e falasse: – vem cá, deixa eu te contar todas as aventuras que vivi quando criança.

O menino no espelho, livro publicado em 1982 (Editora Record) por Fernando Sabino (1923-2004), reúne histórias sobre a infância do escritor. As aventuras de um garoto mineiro que se deixava levar pela imaginação e vontade de viver os encantos da infância. São lembranças algumas vividas, outras apenas imaginadas.Continue lendo

Visite o museu Casa de Cora Coralina

O Era Virtual, no ar desde 2008,  é uma rede de museus virtuais e tem como objetivo divulgar e promover os museus brasileiros e seus acervos.

Em constante mutação, a plataforma interativa de visitação virtual aos museus que adotamos tem como principal objetivo ampliar consideravelmente o alcance sociocultural das exposições. A estratégia baseia-se em dois pilares: modernizar a linguagem com intuito de potencializar a comunicação com as crianças e jovens e democratizar o acesso utilizando-se da internet e da distribuição gratuita de dvd-roms. No processo de transposição do real para o virtual sempre quisemos e buscamos um modelo de visitação em que o internauta pudesse “entrar” no espaço a ser experienciado, além de brincar e jogar. Um videogame do mundo real com conteúdo educativo.

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Estrutura do livro: Folha de guarda

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Lembro que uma vez passeando pela timeline do Twitter, a Juliana Gomes compartilhou o tumblr We heart endpapers e comentou algo mais ou menos assim: parece que esse pessoal também gosta de folha de guarda. Fiquei curiosa porque não me recordo de ver esse termo em nenhum lugar e por ser um link de tumblr, microblog que reina inspiração e coisa bacana, cliquei e entendi do que se tratava.

Primeiro, folha de guarda é uma parte do livro; Segundo, como eu não sei disso?; Terceiro, vamos resolver esse problema.Continue lendo

Desenhos minimalistas de autores

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O inglês Sean Ryan criou o projeto “Badly Drawn Authors” em que faz retratos minimalistas e divertidos de autores. O projeto já tem, pelo menos, 60 desenhos de escritores internacionais famosos no formato de cartão, com aproximadamente 12×17 cm, e verso na cor branca para que você possa presentear e escrever uma mensagem para um booklover. É possível comprar os cartões no site Etsy.

Apesar de não ter os desenhos em formato de pôster, podemos fazer uma decoração bacana colocando-os em molduras coloridas ou p&b em uma parede de escritório, biblioteca ou sala.

Biblioteca de Literaturas de Língua Portuguesa

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Biblioteca digital e gratuita com textos integrais de obras do Brasil e de Portugal desenvolvida pelo NUPILL– Núcleo de Pesquisa em Informática, Literatura e Linguística e o LAPESD – Laboratório de Pesquisa em Sistemas Distribuídos da Universidade Federal de Santa Catarina. Possui obras digitalizadas, assim como dados biobibliográficos dos autores brasileiros e portugueses. “Nosso acervo é uma rica fonte de pesquisa sobre história literária, sendo possível realizar pesquisas a respeito dos autores, das obras publicadas, datas de publicação, editoras, gênero das obras, entre outras”.

Para ter acesso não precisa fazer cadastro, mas se o fizer poderá criar anotações nas obras lidas e também ler as de outros usuários.

>> Acesse: Biblioteca de Literaturas de Língua Portuguesa

O Ladrão de Crianças – Gerald Brom

Já comentei aqui sobre o poder que a literatura tem de nos possibilitar viver outras vidas, mas esse é apenas um dos poderes que essa arte possui. Um outro e que julgo também muito importante é a liberdade. Fazer e consumir literatura são atos livres.

A partir do momento que um texto é dado como “acabado” pelo seu autor, ele começa a existir para o leitor e a partir dali, torna-se algo também do leitor. A leitura que ele fará da obra estará intrinsecamente ligada a sua subjetividade e por ser algo único abre-se, assim, um leque de possíveis releituras e isso, na minha opinião, enriquece a discussão, a literatura e a vida.

Há quem se arrisque e além de fazer uma releitura, faz de um clássico. É quase como tocar em algo sagrado, mas, como já comentei, considero algo inevitável e essencial. Um livro que venha a ser uma releitura é um novo olhar, uma nova obra e uma ode ao seu original.Continue lendo

Revivente – Ken Grimwood

Às vezes tomamos decisões consideradas erradas na vida que nos fazem querer voltar no tempo e ter a oportunidade de fazer tudo diferente. Reviver determinado dia bom para fazê-lo ainda melhor, ou algum dia ruim para torná-lo bom. É a tal segunda chance sonhada por tantos. Mas para voltar no tempo e fazer diferente seria preciso ter a consciência de que antes as coisas não saíram como o esperado. E o “voltar no tempo” seria algo consciente? E, outra, reviver a vida seria uma benção ou um fardo?

Jeff Winston, jornalista de rádio, 43 anos, é um revivente no livro do Ken Grimwood, lançando no Brasil pela editora Gutenberg em março de 2014.  Vivendo um dos piores momentos da sua vida, casamento em crise, insatisfeito com a profissão, Jeff tem um infarto e volta aos seus 18 anos, em 1963, no seu quarto da época da faculdade. Ele voltou no tempo e estava consciente sobre isso. Tinha a oportunidade de viver uma nova vida, mas com a bagagem daquela vivida antes.

Jeff tinha lembranças não só dos seus dias, mas dos acontecimentos mais marcantes da humanidade para as próximas duas décadas. O ambiente era igual, as pessoas eram familiares, mas parecia que ele tinha a chance de fazer as coisas diferentes dessa vez.Continue lendo

A Cabeça do Santo – Socorro Acioli

Socorro Acioli, jornalista e doutora em estudos de literatura, começou a escrever as primeiras ideais para o livro “A Cabeça do Santo” (Companhia das Letras, 2014) na oficina de criação e roteiro “Como contar um conto”, ministrada por Gabriel García Márquez na Escuela de Cine y TV de San Antonio de Los Baños, em Cuba, no ano de 2006.

Em “A cabeça do santo”, vamos acompanhar a saga de Samuel pelo sertão do Ceará com o objetivo de cumprir o último pedido que sua mãe, Mariinha, fez antes de morrer e encontrar a avó e o pai que nunca conheceu. Após uma longa viagem a pé, sofrendo com as surpresas do sertão nordestino, Samuel chega em Candeia – uma cidadezinha cheia de desesperança, desfelicidade e desgraça. E lá encontra uma gruta para dormir, mas quando acorda ele se depara com uma confusão de vozes femininas na sua cabeça.

A gruta, na verdade, era a cabeça oca de uma estátua de santo Antônio. E as vozes, preces que as mulheres faziam para o santo.

“O fato é que as orações das mulheres reverberavam dentro da cabeça do santo e, por algum motivo, Samuel conseguia ouvir. No dia seguinte ele comeu goiaba, folhas, bebeu água da chuva e percebeu que as orações aconteciam de manhã e à tarde. Nem sempre todas as vozes, nem sempre as mesmas palavras, mantinham-se apenas o pedido: elas amavam e queriam casar.” (p. 34)

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