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Tag: Literatura

Vídeos: Nosso cérebro é uma livraria e Diário de um livro decepcionado

No Vimeo há dois vídeos interessantes sobre livros  Our cerebrum is a library (Nosso cérebro é uma livraria) e The Diary of a Disappointed Book (Diário de um livro decepcionado).

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O Ladrão de Crianças – Gerald Brom

Já comentei aqui sobre o poder que a literatura tem de nos possibilitar viver outras vidas, mas esse é apenas um dos poderes que essa arte possui. Um outro e que julgo também muito importante é a liberdade. Fazer e consumir literatura são atos livres.

A partir do momento que um texto é dado como “acabado” pelo seu autor, ele começa a existir para o leitor e a partir dali, torna-se algo também do leitor. A leitura que ele fará da obra estará intrinsecamente ligada a sua subjetividade e por ser algo único abre-se, assim, um leque de possíveis releituras e isso, na minha opinião, enriquece a discussão, a literatura e a vida.

Há quem se arrisque e além de fazer uma releitura, faz de um clássico. É quase como tocar em algo sagrado, mas, como já comentei, considero algo inevitável e essencial. Um livro que venha a ser uma releitura é um novo olhar, uma nova obra e uma ode ao seu original.

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Revivente – Ken Grimwood

Às vezes tomamos decisões consideradas erradas na vida que nos fazem querer voltar no tempo e ter a oportunidade de fazer tudo diferente. Reviver determinado dia bom para fazê-lo ainda melhor, ou algum dia ruim para torná-lo bom. É a tal segunda chance sonhada por tantos. Mas para voltar no tempo e fazer diferente seria preciso ter a consciência de que antes as coisas não saíram como o esperado. E o “voltar no tempo” seria algo consciente? E, outra, reviver a vida seria uma benção ou um fardo?

Jeff Winston, jornalista de rádio, 43 anos, é um revivente no livro do Ken Grimwood, lançando no Brasil pela editora Gutenberg em março de 2014.  Vivendo um dos piores momentos da sua vida, casamento em crise, insatisfeito com a profissão, Jeff tem um infarto e volta aos seus 18 anos, em 1963, no seu quarto da época da faculdade. Ele voltou no tempo e estava consciente sobre isso. Tinha a oportunidade de viver uma nova vida, mas com a bagagem daquela vivida antes.

Jeff tinha lembranças não só dos seus dias, mas dos acontecimentos mais marcantes da humanidade para as próximas duas décadas. O ambiente era igual, as pessoas eram familiares, mas parecia que ele tinha a chance de fazer as coisas diferentes dessa vez.

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A Cabeça do Santo – Socorro Acioli

Socorro Acioli, jornalista e doutora em estudos de literatura, começou a escrever as primeiras ideais para o livro “A Cabeça do Santo” (Companhia das Letras, 2014) na oficina de criação e roteiro “Como contar um conto”, ministrada por Gabriel García Márquez na Escuela de Cine y TV de San Antonio de Los Baños, em Cuba, no ano de 2006.

Em “A cabeça do santo”, vamos acompanhar a saga de Samuel pelo sertão do Ceará com o objetivo de cumprir o último pedido que sua mãe, Mariinha, fez antes de morrer e encontrar a avó e o pai que nunca conheceu. Após uma longa viagem a pé, sofrendo com as surpresas do sertão nordestino, Samuel chega em Candeia – uma cidadezinha cheia de desesperança, desfelicidade e desgraça. E lá encontra uma gruta para dormir, mas quando acorda ele se depara com uma confusão de vozes femininas na sua cabeça.

A gruta, na verdade, era a cabeça oca de uma estátua de santo Antônio. E as vozes, preces que as mulheres faziam para o santo.

“O fato é que as orações das mulheres reverberavam dentro da cabeça do santo e, por algum motivo, Samuel conseguia ouvir. No dia seguinte ele comeu goiaba, folhas, bebeu água da chuva e percebeu que as orações aconteciam de manhã e à tarde. Nem sempre todas as vozes, nem sempre as mesmas palavras, mantinham-se apenas o pedido: elas amavam e queriam casar.” (p. 34)

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3 vezes (e para sempre) Manoel de Barros

No dia 13 de novembro de 2014, o mundo perdeu o poeta das miudezas, Manoel de Barros. O poeta que ensinou a importância de transver o mundo e o valor das coisas desimportantes.

Nascido em Mato Grosso, Manoel morreu aos 97 anos e ao longo da sua carreira literária publicou 28 livros e ganhou 13 prêmios. Mas a verdade é que um poeta não morre e através da sua poesia, Manoel de Barros continua vivo e eterno.

Hoje é dia de matar a saudade com ajuda de três vídeos sobre o poeta e sua obra.

Só Dez Por Cento é Mentira

É um original mergulho cinematográfico na biografia inventada e nos versos fantásticos do poeta sulmatogrossense Manoel de Barros.

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Aplicativo Rio de Machado

 

Com o objetivo de divulgar e promover a obra de Machado de Assis, o aplicativo Rio de Machado traz 100 locais do Rio de Janeiro que estão presentes nos livros do escritor.

No menu inicial, o usuário encontra uma lista com 9 livros (dispostos em ordem cronológica) e a biografia de Machado. Para cada obra está disponível a sinopse; o percurso – cada lugar do Rio que é citado no livro; informações sobre o livro, cenário e personagens principais e ainda é possível fazer o download grátis do ebook no formato PDF.
Ao clicar em um dos locais listados na seção “percurso”, o usuário encontra um mapa  e o trecho do livro em que Machado citou aquele local, imagem e curiosidades sobre o lugar. Ainda é possível, ativando o serviço de localização do seu aparelho, traçar a rota até o local escolhido – com a ajuda do google maps. Um outro recurso disponível é a opção de marcar como favorito os trechos e acessá-los em uma outra aba.

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