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Tag: Literatura Brasileira

Entrevista com Anderson Henrique

Mas escritor é bicho teimoso. Se não fosse, não passaria dos primeiros parágrafos, dos primeiros textos. Errar faz parte do ciclo. Ser insistente e enfrentar paradigmas é coisa que está na essência de quem escreve. Se não estiver, o cara não vai em frente. É preciso confrontar, dar a cara pra bater (e tentar revidar de vez em quando).

Anderson Henrique

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Vamos ler mais brasileiros!

É tempo de valorizar a produção brasileira contemporânea

A literatura brasileira tem um dia marcado no calendário que passa despercebido por muita gente. Primeiro de maio, dia do trabalhador, também é o dia da Literatura Brasileira. A data é uma homenagem ao romancista José de Alencar, nascido em 1º de maio de 1829. Alencar escreveu romances indianistas, regionalistas, históricos e urbanos, livros que retratavam o Brasil daquela época mais próximo da realidade. Suas obras mais conhecidas são: O Guarani (1857), Iracema (1854), Lucíola (1862) e Senhora (1875).

De lá até os dias atuais, o Brasil mudou e sua produção artística e cultural acompanhou essas mudanças. Há quem diga que jamais teremos escritores como Alencar, Machado de Assis e Jorge Amado. Reconheço a importância e os coloco, sim, em lugar privilegiado. Há quem diga que os brasileiros têm preguiça de ler e estão apenas interessados em textos soltos na internet, que muitas vezes levam créditos errados.

E alguns outros criticam o mercado dizendo que esse está apenas interessado em projetos lucrativos, como as feiras literárias. E que livro no Brasil é caro, mas é bom lembrar que temos o site Domínio Público (e outros similares), as bibliotecas, os sites de trocas e os sebos.

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Fim – Fernanda Torres

Acredito que a primeira referência que me vem na mente em relação à Fernanda Torres é a série “Os Normais”. Sempre a considerei uma grande artista e quando soube da sua estreia na literatura, não duvidei da capacidade e fiquei bastante curiosa. Fernanda é carioca, atriz, roteirista e agora, oficialmente, escritora.

Fim, romance de estreia de Fernanda e publicado pela Companhia das Letras, conta os últimos dias de vida de cinco amigos cariocas: Álvaro (o solitário), Sílvio (o fanfarrão), Ribeiro (o garotão), Neto (o careta) e Ciro (o Don Juan). Cada carioca tem seu capítulo e assim acompanhamos  as lembranças, frustrações, encontros, alegrias e loucuras de suas vidas até o derradeiro suspiro. Há narração em primeira e terceira pessoa.

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Minha mãe é uma peça – Paulo Gustavo

Depois do grande sucesso no teatro e no cinema, a personagem Dona Hermínia, criada pelo ator e comediante Paulo Gustavo, ganhou histórias inéditas em livro publicado pela Editora Objetiva. Com textos escritos com a participação de Ulisses Mattos e Fil Braz, a obra ainda é recheada de fotos da personagem e ilustrações.

As dezesseis histórias giram em torno da vida de Dona Hermínia que, como vocês devem saber, são seus filhos, Marcelina e Juliano, mas também a dona de casa comenta sobre diversos assuntos, como sexo, bebidas, dietas, viagens, a vida dos famosos, internet, divórcio, vizinhos e religião. Dei boas risadas com “Bebida (nada) liberada”, “Guia de viagem de Dona Hermínia”, “As aventuras de Dona Hermínia no ciberespaço”, “Divagando sem divã” e “Intimidade com Deus”.

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Augusto & Lea – José Carlos Sebe B. Meihy

Imagine que uma família com boa posição social e que tem tudo para viver o “feliz para sempre” é surpreendida por uma doença. A doença é a AIDS e talvez você esteja imaginando que a pessoa contaminada seja um jovem, mas em Augusto & Lea: um caso de (des)amor em tempos modernos (Editora Contexto), os contaminados são os pais.

Eu me inquietei e comentei com os filhos,que achavam que seria alguma coisa com os negócios, com a mudança na flutuação da moeda, com as consequências das medidas econômicas do governo… É sempre muito fácil encontrar desculpas quando não se quer ver a realidade… – Lea, pag 27

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Anelisa sangrava flores – Anderson Henrique

Anelisa sangrava flores é a estreia solo do carioca Anderson Henrique. Publicado em 2014, pela Editora Penalux, o livro reúne 13 contos de realismo fantástico, um deles dá título ao livro.

O que mais me atraiu na leitura foi a forte presença feminina nas histórias contadas por Anderson. A figura feminina é quase sempre a personagem principal, envolvida em mistérios e magia. A Anelisa, do título, quando se machuca e o sangue entra em contato com a terra, nascem gérberas. É triste e belo, ao mesmo tempo.

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#LeiaBrasileiros 3 livros nacionais contemporâneos

Uma das minhas vontades literárias  é ler mais autores brasileiros contemporâneos. É fato que ainda há uma super valorização dos clássicos brasileiros – algo totalmente compreensível – mas tem muito livro bom sendo produzido no Brasil e que merece nossa atenção.

Desde que comecei a colocar em prática essa minha meta, já conheci seis novos escritores brasileiros: Marçal Aquino, Fernanda Torres, Maria Christina Monteiro de Lobato, Socorro Acioli, Raphael Montes e Eliane Brum. Separei  3 livros que mais gostei e super indico a leitura. São obras totalmente diferentes e cada uma se encaixa em um gênero literário.

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