Literatura Brasileira

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minha estante era patriarcal demais

Quando fiz o planejamento literário do mês de novembro priorizei alguns livros recebidos em parceria com editoras. Separei cinco livros. Todos eles são lançamentos de 2017. Percebi um padrão, dos cinco apenas UM era de autoria feminina. Na verdade, esse padrão eu já havia percebido em 2015 quando conheci o projeto Leia Mulheres. Minha estante era patriarcal demais.

Conto “O Cobrador” de Rubem Fonseca: a violência como resposta à desigualdade social

Rubem Fonseca é um dos principais nomes da literatura brasileira contemporânea. Antes de se dedicar à literatura, Rubem foi policial e sua experiência na área estão presentes em suas obras.

Os livros de Fonseca trazem um texto cru e personagens marginais – prostitutas, assassinos, policiais. São narrativas densas que foram marcadas por tudo que o escritor viu e ouviu durante seus anos na polícia. O seu primeiro livro foi a coletânea de contos Os Prisioneiros publicada em 1963. Suas obras já o premiaram com o Jabuti e Camões, dois dos grandes prêmios literários de língua portuguesa.

Foto: Zeca Fonseca

A hipótese humana – livro policial histórico brasileiro

Alberto Mussa é um escritor carioca e mestre em linguística com a dissertação O papel das línguas africanas na história do português do Brasil. Seu grande destaque literário é o Compêndio Mítico do Rio de Janeiro, série de cincos novelas policiais, uma para cada século de história do estado: O trono da rainha Jinga, O senhor do lado esquerdo, A primeira história do mundo, A hipótese humana e A biblioteca elementar (a ser escrita).

Meu primeiro contato com a literatura do Mussa foi através do A hipótese humana, livro que recebi em parceria com a Editora Record. Me interessei principalmente por ser um escritor brasileiro contemporâneo que eu ainda não conhecia. Me surpreendi muito com a proposta do livro, do Compêndio Mítico como um todo, e com a escrita do autor.

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