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Agosto de Jorge

Muita gente costuma brincar com o mês de agosto dizendo que é “agosto de Deus”, mas eu sempre gosto de pedir licença para Deus e falar que é “agosto de Jorge”!

Jorge Amado nasceu em Itabuna no dia 10 de agosto de 1912 e faleceu no dia 6 de agosto de 2001, em Salvador. Então, vamos homenagear o Amado lendo suas obras?!

Confira o vídeo em que indico 3 livros de Jorge:

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Feliz Ano Velho – Marcelo Rubens Paiva

– Aí, Gregor, vou descobrir o tesouro que você escondeu aqui embaixo, seu milionário disfarçado.

Pulei com a pose do Tio Patinhas, bati a cabeça no chão e foi aí que ouvi a melodia: biiiiiiin.

Estava debaixo d’água, não mexia os braços nem as pernas, somente via a água barrenta e ouvia: biiiiiiin.

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Dois Irmãos – Fábio Moon e Gabriel Bá

Olá, amigos. Para estrear a coluna Hell’s Kitchen no blog Subindo no Telhado resolvi falar de algo para a semana “Leia Brasileiros” que tem consumido a maior parte das minhas leituras, os quadrinhos.

Venho lendo muita coisa, desde histórias clássicas de super heróis até obras mais “alternativas”, então nada melhor do que compartilhar minhas impressões sobre o excelente Dois Irmãos, dos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá (Companhia das Letras, 2015). Os dois, vencedores do Prêmio Eisner pelo já consagrado, Daytripper, nos presenteiam com uma “adaptação” da obra do escritor manauara, também premiado, Milton Hatoum. Ainda não tive o prazer de ler o livro e estava planejando fazê-lo antes da leitura do quadrinho, mas não resisti. Então vamos lá.

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Dos clássicos aos contemporâneos

Preparei uma lista com indicações de livros brasileiros desde os clássicos aos contemporâneos. Algumas dessas leituras estão entre as minhas favoritas e contemplam quase todos os gêneros literários.

Dom Casmurro – Machado de Assis

O marido, a mulher, o amigo íntimo. Adultério? Esta dúvida, que corrói o espírito do narrador de Dom Casmurro, pode ser esclarecida? Neste romance, Machado de Assis propõe um surpreendente enigma, enquanto focaliza com a habitual ironia a sociedade de seu tempo e apresenta algumas das personagens mais perfeitas da ficção brasileira. Publicado originalmente em 1899. (Skoob)

Capitães de Areia – Jorge Amado

Esta obra narra a história da vida urbana de meninos pobres e infratores que moram num trapiche abandonado no areal do cais de Salvador, vivendo à margem das convenções sociais. O livro vai revelando os personagens, cada um deles com suas carências e suas ambições – do líder Pedro Bala ao religioso Pirulito, do ressentido e cruel Sem-Pernas ao aprendiz de cafetão Gato, do sensato Professor ao rústico sertanejo Volta Seca. (Skoob) Leia mais

Entrevista com Anderson Henrique

Mas escritor é bicho teimoso. Se não fosse, não passaria dos primeiros parágrafos, dos primeiros textos. Errar faz parte do ciclo. Ser insistente e enfrentar paradigmas é coisa que está na essência de quem escreve. Se não estiver, o cara não vai em frente. É preciso confrontar, dar a cara pra bater (e tentar revidar de vez em quando).

Anderson Henrique

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Vamos ler mais brasileiros!

É tempo de valorizar a produção brasileira contemporânea

A literatura brasileira tem um dia marcado no calendário que passa despercebido por muita gente. Primeiro de maio, dia do trabalhador, também é o dia da Literatura Brasileira. A data é uma homenagem ao romancista José de Alencar, nascido em 1º de maio de 1829. Alencar escreveu romances indianistas, regionalistas, históricos e urbanos, livros que retratavam o Brasil daquela época mais próximo da realidade. Suas obras mais conhecidas são: O Guarani (1857), Iracema (1854), Lucíola (1862) e Senhora (1875).

De lá até os dias atuais, o Brasil mudou e sua produção artística e cultural acompanhou essas mudanças. Há quem diga que jamais teremos escritores como Alencar, Machado de Assis e Jorge Amado. Reconheço a importância e os coloco, sim, em lugar privilegiado. Há quem diga que os brasileiros têm preguiça de ler e estão apenas interessados em textos soltos na internet, que muitas vezes levam créditos errados.

E alguns outros criticam o mercado dizendo que esse está apenas interessado em projetos lucrativos, como as feiras literárias. E que livro no Brasil é caro, mas é bom lembrar que temos o site Domínio Público (e outros similares), as bibliotecas, os sites de trocas e os sebos. Leia mais

[SNT #1] Leia Brasileiros!

No Brasil temos a mania infeliz de achar que nossa cultura não é tão boa quanto a de outros países. Como dizem por , temos o complexo de vira-lata. Falta otimismo. Falta orgulho. Ok. Temos nossos problemas, nossas falhas. Mas não precisamos sempre colocá-los em primeiro lugar… É um pouco sobre isso que comento no primeiro post do tema da semana, Vamos ler brasileiros.

Desde 2014, tenho como meta de leitura ler mais brasileiros e já conheci vários autores interessantes que tive, inclusive, a oportunidade de trocar mensagens nas redes sociais, um deles é o escritor Anderson Henrique que topou responder algumas perguntas sobre o cenário atual da literatura no Brasil. Como a minha intenção nessa primeira edição do SNT é incentivar a leitura de autores brasileiros, principalmente os contemporâneos, fiz uma lista com alguns dos meus livros preferidos e uma vídeo-resenha do livro Luzes de emergência se acenderão automaticamente, da Luisa Geisler. E caso você não seja tão chegado a uma leitura, separei alguns filmes e séries que são baseados em livros. Para fechar nossa semana “Leia Brasileiros”, Alan Nardi, novo colaborador, estreia sua coluna “Hell’s Kitchen” com a HQ Dois Irmãos, de Fábio Moon e Gabriel Bá.

 

Boa semana! 😉

 

Fim – Fernanda Torres

Acredito que a primeira referência que me vem na mente em relação à Fernanda Torres é a série “Os Normais”. Sempre a considerei uma grande artista e quando soube da sua estreia na literatura, não duvidei da capacidade e fiquei bastante curiosa. Fernanda é carioca, atriz, roteirista e agora, oficialmente, escritora.

Fim, romance de estreia de Fernanda e publicado pela Companhia das Letras, conta os últimos dias de vida de cinco amigos cariocas: Álvaro (o solitário), Sílvio (o fanfarrão), Ribeiro (o garotão), Neto (o careta) e Ciro (o Don Juan). Cada carioca tem seu capítulo e assim acompanhamos  as lembranças, frustrações, encontros, alegrias e loucuras de suas vidas até o derradeiro suspiro. Há narração em primeira e terceira pessoa. Leia mais

Minha mãe é uma peça – Paulo Gustavo

Depois do grande sucesso no teatro e no cinema, a personagem Dona Hermínia, criada pelo ator e comediante Paulo Gustavo, ganhou histórias inéditas em livro publicado pela Editora Objetiva. Com textos escritos com a participação de Ulisses Mattos e Fil Braz, a obra ainda é recheada de fotos da personagem e ilustrações.

As dezesseis histórias giram em torno da vida de Dona Hermínia que, como vocês devem saber, são seus filhos, Marcelina e Juliano, mas também a dona de casa comenta sobre diversos assuntos, como sexo, bebidas, dietas, viagens, a vida dos famosos, internet, divórcio, vizinhos e religião. Dei boas risadas com “Bebida (nada) liberada”, “Guia de viagem de Dona Hermínia”, “As aventuras de Dona Hermínia no ciberespaço”, “Divagando sem divã” e “Intimidade com Deus”. Leia mais

Augusto & Lea – José Carlos Sebe B. Meihy

Imagine que uma família com boa posição social e que tem tudo para viver o “feliz para sempre” é surpreendida por uma doença. A doença é a AIDS e talvez você esteja imaginando que a pessoa contaminada seja um jovem, mas em Augusto & Lea: um caso de (des)amor em tempos modernos (Editora Contexto), os contaminados são os pais.

Eu me inquietei e comentei com os filhos,que achavam que seria alguma coisa com os negócios, com a mudança na flutuação da moeda, com as consequências das medidas econômicas do governo… É sempre muito fácil encontrar desculpas quando não se quer ver a realidade… – Lea, pag 27

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