Na Cabeceira #1: Frida e Belchior

No final do ano passado, iniciei uma leitura coletiva da biografia de Frida Kahlo. Estamos chamando carinhosamente de #LendoFridaDeBoa porque a intenção é ler uma parte por semana, cada um no seu ritmo, e compartilhar através de um grupo no Instagram as impressões de leitura e curiosidades sobre a vida da artista.

  • Se você quer ler com a gente, me chama no Instagram que vou te adicionar no grupo

Outra leitura do momento é a biografia do Belchior – um rapaz latino-americano, escrita pelo Jotabê Medeiros e publicada pela Todavia. Que delícia de livro! Passei os últimos dias escutando todas as músicas do cantor no modo repeat.

Para saber quais são os outros livros que estão Na Cabeceira e mais os livros novos, veja o vídeo!

E você o que está lendo por aí? 😉

 

 

As Perguntas – Antônio Xerxenesky

Descrição do áudio do vídeo:
Antônio Xerxenesky nasceu em Porto Alegre, em 1984. É escritor e tradutor. Um livro bem famoso dele é o F, que foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura. Conheci a literatura do Antônio através do livro As Perguntas, seu lançamento recente pela Companhia das Letras.
Em As perguntas, nós temos Alina, que é uma doutoranda em histórias das religiões e especialista em tradições ocultistas. Mas não vamos pensar que Alina é uma pessoa envolvia com o ocultismo porque ela não é, ao contrário ela é bem cética em relação a esses temas e sua pesquisa é quase uma negação a essas religiões.
Alina é uma pessoa muito racional, ela pesquisa algo que não acredita. Achei interessante e curioso isso. Se meter em algo desconhecido e ainda que não se acredita. Só que a vida de Alina não está muito fácil. Ela trabalha como editora de vídeos numa empresa, ou seja, não tem muito a ver com suas pesquisas, mas os boletos chegam e ela precisa de dinheiro pra pagar.
Um belo dia, Alina recebe ligação de uma delegacia, a delegada queria que ela fosse uma espécie de consultora em um caso que estava intrigando a policia, havia indícios de que uma seita estava acontecendo em São Paulo e deixando vítimas. Mas Alina não foi muito útil, não sabia de muita coisa, não soube como ajudar a delegada, estava nervosa e acabou não obtendo detalhes sobre o caso e nem ajudando a polícia como era esperada.
Mas aí o que aconteceu… Alina estava lá na sua vida monótona e resolve investigar por conta própria esses casos, essa tal seita, e então começa o babado do livro e na vida de Alina.
O livro começa em terceira pessoa. Um narrador que na minha cabeça sempre foi o próprio autor. É quase uma conversa, um monólogo talvez, sobre o terror, o terror no cinema, a pesquisa acadêmica de Alina. A narrativa traz uma espécie de contexto histórico do gênero horror.
No meio do livro, muda a perspectiva para primeira pessoa e Alina narra sua própria história. A leitura é rápida, eu fiz em uma noite porque fiquei contando os minutos para o possível embate de Alina com sua pesquisa. Fiquei curiosa com a possibilidade dela encarar e vivenciar o que ela pesquisava apenas na teoria e que ainda por cima desacreditava.
Vale a pena conhecer a literatura do Antônio e seu novo livro As perguntas.

A hipótese humana – livro policial histórico brasileiro

Alberto Mussa é um escritor carioca e mestre em linguística com a dissertação O papel das línguas africanas na história do português do Brasil. Seu grande destaque literário é o Compêndio Mítico do Rio de Janeiro, série de cincos novelas policiais, uma para cada século de história do estado: O trono da rainha Jinga, O senhor do lado esquerdo, A primeira história do mundo, A hipótese humana e A biblioteca elementar (a ser escrita).

Meu primeiro contato com a literatura do Mussa foi através do A hipótese humana, livro que recebi em parceria com a Editora Record. Me interessei principalmente por ser um escritor brasileiro contemporâneo que eu ainda não conhecia. Me surpreendi muito com a proposta do livro, do Compêndio Mítico como um todo, e com a escrita do autor.Continue lendo

O legado de Capitu

Um livro com o título O legado de Capitu deveria chamar atenção de todo fã de literatura brasileira e principalmente dos fãs de Machado de Assis. Eu como me encaixo nas duas categorias, resolvi ler a obra escrita pelo poeta e crítico literário Flávio Aguiar, que tem coedição da Boitempo e e-galáxia.Continue lendo