Me Indica Aí #1 – livro e filme do nordeste

Resolvi tirar da gaveta de ideias mais uma seção de conteúdo para meus canais, principalmente o Youtube e o Podcast.

“Me indica aí” é um quadro com indicações curtinhas mas bem boas de livros, filmes, séries, música, revistas e o que rolar.

Lembrando que tudo que eu indicar aqui, eu já vi, ouvi, ou li. E que meu olhar, minha análise, minha leitura, está mais relacionado com a mensagem que cada produção tem para nos passar do que com os detalhes técnicos.

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Quero te contar das coisas que aprendi nos discos e o que eu vivi

Já faz tempo que estou com a música Como nossos Pais na cabeça. Eternizada na voz de Elis Regina, a canção composta por Belchior marcou uma geração e ainda faz sentido para muita gente. Eu amo demais.

Como nossos pais me faz pensar sobre muitas questões da vida, mas nos últimos dias ela tem me feito pensar sobre a minha versão produtora de conteúdo para internet. Pois é, loucura da minha cabeça fazer ligação entre uma música e o blog/canal. Ou não tão loucura assim.Continue lendo

Felicidade por um fio

– Oxe, ela acorda mais cedo que ele para se arrumar.
– Fulana quando está de touca e o marido chega, sai correndo para tirar.

O diálogo acima foi entre eu e minha Mãe enquanto assistíamos a nova comédia romântica da Netflix, “Felicidade por um fio”. O filme, baseado na novela Nappily Ever After escrita por Trisha R. Thomas, traz como protagonista Violet, uma publicitária bem-sucedida, que no dia do seu aniversário ao invés de ganhar uma aliança do namorado, ganha um cachorro.Continue lendo

Filmes que vi em abril/2018

CINELOG de abril: tem dica de filme disponível na Netflix e outro para ver nos cinemas. 😉

Você decide #1

Hoje tem estreia do VOCÊ DECIDE.

A ideia é que você me ajude a escolher a próxima leitura e também o que devo ver em série, filme e documentários para depois conversarmos sobre.

 

LIVRO: O que é lugar de fala? (Djamila Ribeiro) OU Feminismo em comum (Marcia Tiburi)

FILME: Tão forte e tão perto OU Eu, Daniel Blake

DOCUMENTÁRIO: Humano, uma viagem pela vida OU What happened, Miss Simone?

SÉRIE: Pequenas grandes mentiras OU This is us

 

 

Favoritos de março/2018

Hoje tem os favoritos do mês para finalizar a retrospectiva do mês de março.

Veja no vídeo os favoritos nas categorias: livro, filme, série, documentário e conteúdo.

 

Links citados:

Os livros lidos em março/2018

A louca da casa

Filmes e documentários que vi em março

Maya Angelou, e ainda resisto 

Série Collateral

Jane Austen é feminista | Canal Conexão feminista

Canal da Carol Miranda 

Reportagem sobre a palavra “novinha”

Do acarajé à cajuína: os sabores que preservam a história do Brasil

Maya Angelou, e ainda resisto

No mesmo final de semana que tirei um tempinho para conhecer a vida de Malala, através do documentário “He Named me Malala”, eu fui no embalo e também vi o documentário “Maya Angelou, e ainda resisto”, sobre a artista Marguerite Ann Johnson, que foi lançado em 2016 e está disponível na Netflix.

Marguerite Ann Johnson, mais conhecida por Maya Angelou, foi o que podemos chamar de artista completa. Ao longo da vida, ela atuou, dançou, cantou e escreveu, principalmente poesias. Maya nasceu em 1928, em St Louis, nos Estados Unidos. Morou parte de sua infância no Arkansas com sua sua avó Annie, que fez questão de ensinar a Maya, e seu irmão, a ler e escrever.

No documentário, Angelou conta como foi viver naquela época no Arkansas, sobre o preconceito que sofreu, o sentimento de não pertencimento àquele lugar, e as cicatrizes que o racismo deixou na sua vida. Aos 7 anos de idade, ela foi estuprada pelo namorado da mãe. Não se calou sobre o fato, o homem foi preso, e logo depois que saiu da cadeia foi morto. Maya passou a acreditar que sua voz havia assassinado aquele homem e então ficou cinco anos sem falar.

Foi durante esse total silêncio que Maya teve um encontro com os livros e a poesia. Ela leu todos os livros da biblioteca dos negros e também todos que podia ter acesso da biblioteca dos brancos. Nessa mesma época, uma vizinha sempre a convidava para ir a sua casa comer uns biscoitos e ouvir poesia. E foi através da poesia que Maya quebrou o seu silêncio.

Se ela havia se calado porque acreditava que sua voz era mortal, para provar aquela sua vizinha o seu amor pela poesia, ela precisava dar voz à poesia. Então para provar o seu amor pelas palavras que Maya voltou a falar.

A história da vida de Maya Angelou é permeada pela educação. A leitura dos livros e da poesia preencheu o silêncio causado por uma violência sexual e a ajudou a superar o medo da sua voz. Ao mesmo tempo que a fez compreender o poder que sua voz e as palavras tinham de matar os estupradores, denunciar a violência sexual, o preconceito, a hipocrisia, as desigualdades de gênero e raça.

Além de ser uma artista, ela também foi uma ativista dos direitos civis, feminista declarada, uma mulher extremamente política e confortável com sua negritude e gênero. Ela lutou, não só com sua voz, mas com suas poesias, pelo fim das discriminações.

“Maya Angelou, e ainda resisto” é um documentário emocionante. A história de vida da Maya é narrada por ela mesma, amigos, seu único filho, Guy Johnson, artistas que foram e ainda são inspirados por ela, pesquisadores, e figuras públicas, como Bill Clinton, Oprah Winfrey, Alfre Woodard e Cicely Tyson. São múltiplas vozes para falar de uma mulher que foi diversa, autêntica, fenomenal e acolhedora.

Angelou faleceu em 2014, aos 86 anos, mas a sua voz, suas palavras e a sua poesia permanecem.

O seu primeiro livro de grande sucesso e impacto foi o  “I Know Why the Caged Bird Sings”, lançado em 1969. Infelizmente ainda não há edição brasileira, mas encontramos no Brasil um outro livro que também é considerado uma grande obra da autora que é o “Carta à minha filha : um legado inspirador para todas as mulheres que amam, sofrem e lutam pela vida”, publicado pela Editora Nova Fronteira. E em 2018, a Editora Rosa dos Tempos, do Grupo Editorial Record, lançou o “Mamãe & Eu & Mamãe”, último livro publicado por Maya, em 2013.

 

Conteúdo em vídeo (há um trecho com Maya recitando um dos seus poemas):