à moda antiga

Ando meio nostálgica. Bateu uma saudade de blogar à moda antiga. Talvez seja por conta dos dias que estou passando na casa dos meus pais, no meu quarto antigo, que sempre me leva para o tempo dos antigos diários virtuais e fotologs. Alguém aí já superou a morte do Orkut? Às vezes eu sinto saudade da disputa pelo topo do depoimento. Era bem mais saudável do que a disputa pelos likes nas redes sociais.Continue lendo

dias de sol – Sítio do Conde

No último feriadão (5 de novembro), viajei com parte da família para o Sítio do Conde, uma praia do litoral norte da Bahia – fica a 160 km ao norte do aeroporto de Salvador.

Tenho boas lembranças e muitas histórias para contar das férias da infância/adolescência que passei no Sítio do Conde e região mas isso fica pra outro post. Hoje quero compartilhar algumas fotos que fiz dos dias de sol que passei por lá. 😉Continue lendo

As doces amargas memórias de Pedro e Alice

Escolhi o livro As doces amargas memórias de Pedro e Alice para iniciar o projeto Letras da Bahia. Recebi a obra através de uma amiga, o próprio escritor, o ilheense Pawlo Cidade, me enviou. Pawlo também é educador, dramaturgo e gestor cultural.

O livro é sobre o relacionamento de um professor de química de 33 anos, Pedro, e sua aluna de 17 anos, Alice. Tudo começou com um embate em sala de aula. Alice é uma menina muito atrevida e inteligente e queria saber no que a química ia ajudá-la a ser uma administradora de empresas.
As doces amargas memórias de Pedro e Alice é escrito sobre duas perspectivas, a de Alice e a de Pedro. Só que às vezes no meio da perspectiva de Alice, aparece a de Pedro. O que deixa a utilização do método confusa. A escrita do Pawlo é boa, mas faltou uma revisão de texto mais atenta. O autor incluiu uma trilha sonora, ao indicar músicas no início de algumas passagens e em alguns momentos da narrativa, o que é um recurso interessante no livro.

Alice e Pedro se apaixonam à primeira vista. E começam a tentar uma aproximação sempre regada a piadas e confrontos meio bobos. Eu li o livro todo mas confesso que não gostei muito porque apesar de tentar passar uma mensagem de como o ciúme pode destruir uma relação, em alguns momentos o ciúme aparece romantizado.

A imagem de Alice é sempre de uma menina boba, explosiva, louca, ciumenta e até despirocada, adjetivo utilizado para descrever a personalidade da garota em conversa de Pedro com um amigo poeta. Mas acontece que estamos falando de uma adolescente que está iniciando a fase dos relacionamentos amorosos com um homem de 33 anos. Ela entrou nessa porque quis, isso é claro no livro. Só que pra ele faltou uma atitude sensata. Se estava em um relacionamento nada saudável com uma aluna, seria melhor para ambos seguir com suas vidas.

E eu senti um ar de um relacionamento que nunca ia dar certo porque não existia confiança e nem diálogo muito sincero. Quando algo de ruim acontecia, eles se encontravam, ela ouvia duas palavras melosas e pronto, voltava aos amores com o Pedro. Então pra mim ficou muito essa ideia de ciúme romantizado e de duas pessoas que estavam presas a um relacionamento nada saudável e sem diálogo. Acredito que tanto Alice quanto Pedro precisavam de ajuda e um pouco mais de autoestima na vida.
Se você percebe que entrou em um relacionamento cheio de desconfiança e ciúme, por que não conversar abertamente sobre isso? Não é só dizer que a pessoa é assim e pronto, é coisa de idade, é louca etc… É ter uma atitude mais de: vem cá, vamos conversar. Isso não faz bem pra mim e pra você. E vamos melhorar juntos, se ainda queremos essa relação.
Eu sou uma pessoa que acredita na intensidade. Vamos fazer acontecer, vamos aproveitar cada minuto, vamos viver o momento ao máximo, mas vamos fazer tudo sem machucar emocionalmente e nem fisicamente a si mesmo e a pessoa que esteja do seu lado. Foi isso que me frustrou na história. O ciúme é a terceira pessoa no relacionamento e nada é feito pelos personagens para que ele saia de cena logo.

“Se for menino não vai usar rosa não”

O ano era 2017. E a frase que ouvi de um futuro pai foi “se for menino não vai usar rosa não”.

A gente até perdoa quando olha pro contexto social e familiar da pessoa e lembra que vivemos em um país muito machista. Mas ao mesmo tempo eu fico pensando: até quando vamos achar que usar determinada cor vai influenciar na orientação sexual de alguém? Até quando vamos dizer que rosa é coisa de menina e azul é coisa de menino?Continue lendo

Suburra – a luta pelo poder em Roma

Suburra – Sangue em Roma, a primeira série italiana da Netflix, é inspirada em um livro de mesmo nome, dos autores Giancarlo De Cataldo e Carlo Bonini. Além de ser um prólogo do filme Suburra, de 2015. Sua trama se desenvolve a partir de uma disputa imobiliária. Um gângster conhecido como Samurai quer transformar Ostia, uma cidade litorânea perto da Itália, na nova Las Vegas.Continue lendo

Mindhunter – o início da psicologia criminal no FBI

Quando selecionei os lançamentos da Netflix para o mês de outubro, me deparei com a série Mindhunter. Ao ler a sinopse (sempre fraca que a plataforma faz) associei ao grande sucesso Criminal Minds e pensei: mas já temos uma série que estuda a mente dos criminosos.

Porém sou fã da temática e fui conferir o possível diferencial de Mindhunter. Devo dizer logo: maratonei e já quero a segunda temporada!

Continue lendo