A dúvida dói mais que o fracasso?

Entre 2016 e 2017, eu li alguns livros que reacenderam o desejo de sair um pouco da concha, de tirar a armadura, de me mostrar mais ao mundo e ter coragem para viver alguns sonhos.

Eu li o Grande Magia – Vida criativa sem medo, de Elizabeth Gilbert, O ano em que disse sim, de Shonda Rhimes, e O que eu sei de verdade, de Oprah Winfrey. Ler todos esses livros me motivaram a fazer mudanças significativas em minha vida. Continue lendo

Um papo sobre Nina Simone

O documentário “What Happened, Miss Simone?” venceu o VOCÊ DECIDE #1. Então o papo de hoje é sobre Nina Simone, pianista, cantora e ativista dos direitos civis.

Você decide #1

Hoje tem estreia do VOCÊ DECIDE.

A ideia é que você me ajude a escolher a próxima leitura e também o que devo ver em série, filme e documentários para depois conversarmos sobre.

 

LIVRO: O que é lugar de fala? (Djamila Ribeiro) OU Feminismo em comum (Marcia Tiburi)

FILME: Tão forte e tão perto OU Eu, Daniel Blake

DOCUMENTÁRIO: Humano, uma viagem pela vida OU What happened, Miss Simone?

SÉRIE: Pequenas grandes mentiras OU This is us

 

 

Favoritos de março/2018

Hoje tem os favoritos do mês para finalizar a retrospectiva do mês de março.

Veja no vídeo os favoritos nas categorias: livro, filme, série, documentário e conteúdo.

 

Links citados:

Os livros lidos em março/2018

A louca da casa

Filmes e documentários que vi em março

Maya Angelou, e ainda resisto 

Série Collateral

Jane Austen é feminista | Canal Conexão feminista

Canal da Carol Miranda 

Reportagem sobre a palavra “novinha”

Do acarajé à cajuína: os sabores que preservam a história do Brasil

Maya Angelou, e ainda resisto

No mesmo final de semana que tirei um tempinho para conhecer a vida de Malala, através do documentário “He Named me Malala”, eu fui no embalo e também vi o documentário “Maya Angelou, e ainda resisto”, sobre a artista Marguerite Ann Johnson, que foi lançado em 2016 e está disponível na Netflix.

Marguerite Ann Johnson, mais conhecida por Maya Angelou, foi o que podemos chamar de artista completa. Ao longo da vida, ela atuou, dançou, cantou e escreveu, principalmente poesias. Maya nasceu em 1928, em St Louis, nos Estados Unidos. Morou parte de sua infância no Arkansas com sua sua avó Annie, que fez questão de ensinar a Maya, e seu irmão, a ler e escrever.

No documentário, Angelou conta como foi viver naquela época no Arkansas, sobre o preconceito que sofreu, o sentimento de não pertencimento àquele lugar, e as cicatrizes que o racismo deixou na sua vida. Aos 7 anos de idade, ela foi estuprada pelo namorado da mãe. Não se calou sobre o fato, o homem foi preso, e logo depois que saiu da cadeia foi morto. Maya passou a acreditar que sua voz havia assassinado aquele homem e então ficou cinco anos sem falar.

Foi durante esse total silêncio que Maya teve um encontro com os livros e a poesia. Ela leu todos os livros da biblioteca dos negros e também todos que podia ter acesso da biblioteca dos brancos. Nessa mesma época, uma vizinha sempre a convidava para ir a sua casa comer uns biscoitos e ouvir poesia. E foi através da poesia que Maya quebrou o seu silêncio.

Se ela havia se calado porque acreditava que sua voz era mortal, para provar aquela sua vizinha o seu amor pela poesia, ela precisava dar voz à poesia. Então para provar o seu amor pelas palavras que Maya voltou a falar.

A história da vida de Maya Angelou é permeada pela educação. A leitura dos livros e da poesia preencheu o silêncio causado por uma violência sexual e a ajudou a superar o medo da sua voz. Ao mesmo tempo que a fez compreender o poder que sua voz e as palavras tinham de matar os estupradores, denunciar a violência sexual, o preconceito, a hipocrisia, as desigualdades de gênero e raça.

Além de ser uma artista, ela também foi uma ativista dos direitos civis, feminista declarada, uma mulher extremamente política e confortável com sua negritude e gênero. Ela lutou, não só com sua voz, mas com suas poesias, pelo fim das discriminações.

“Maya Angelou, e ainda resisto” é um documentário emocionante. A história de vida da Maya é narrada por ela mesma, amigos, seu único filho, Guy Johnson, artistas que foram e ainda são inspirados por ela, pesquisadores, e figuras públicas, como Bill Clinton, Oprah Winfrey, Alfre Woodard e Cicely Tyson. São múltiplas vozes para falar de uma mulher que foi diversa, autêntica, fenomenal e acolhedora.

Angelou faleceu em 2014, aos 86 anos, mas a sua voz, suas palavras e a sua poesia permanecem.

O seu primeiro livro de grande sucesso e impacto foi o  “I Know Why the Caged Bird Sings”, lançado em 1969. Infelizmente ainda não há edição brasileira, mas encontramos no Brasil um outro livro que também é considerado uma grande obra da autora que é o “Carta à minha filha : um legado inspirador para todas as mulheres que amam, sofrem e lutam pela vida”, publicado pela Editora Nova Fronteira. E em 2018, a Editora Rosa dos Tempos, do Grupo Editorial Record, lançou o “Mamãe & Eu & Mamãe”, último livro publicado por Maya, em 2013.

 

Conteúdo em vídeo (há um trecho com Maya recitando um dos seus poemas):

 

Malala | Documentário

No último final de semana, tirei um tempo para conhecer um pouco da vida da Malala, através do documentário “He named me Malala”, que está disponível na Netflix.

Malala é uma jovem ativista mundial que luta pelo direito à educação feminina no seu país, o Paquistão. É também a pessoa mais jovem a ganhar um Nobel da Paz. Ela recebeu o prêmio aos 16 anos, em 2014.

Através do documentário, vamos descobrindo quem é Malala, sua origem, sua família, seus ideais. De onde veio esse desejo de lutar pela educação feminina, pelos direitos civis, pela liberdade feminina.

Malala recebeu o nome de uma mulher notável que durante a guerra levantou a voz e morreu por isso. Foi nomeada pelo pai, Ziauddin Yousafzai (que por sinal também é o ganhador do Nobel), e teve seu nome escrito na árvore genealógica da família, que apesar de ter 300 anos, não havia registro de uma mulher. E a história de Malala começa principalmente ao lado desse pai, que já tinha ideias não conservadoras, entendia a importância da educação e respeitava as mulheres.

Quando tinha entre onze e doze anos, no início de 2009, Malala começou a passar informações para BBC sobre como era viver no Vale do Swat, como estava a situação naquela região tomada cada dia mais pelo poder Talibã. E com isso ela foi ficando famosa, dando entrevistas, aparecendo, se tornou um alvo porque não escondeu seu rosto, sua identidade, suas ideologias, suas lutas. Em 2012, quando estava no ônibus escolar com amigas, foi vítima do Talibã. Foi baleada na testa, ficou em coma, mas sobreviveu. E apesar da recuperação difícil, voltou a ser a Malala ou até mais forte do que já tinha sido antes.

A produção vai intercalando depoimentos da própria jovem, dos seus dois irmãos mais novos, do seu pai, mostra um pouco da sua mãe, a vida que a família tem que levar, exilados do próprio país, porque se ela voltasse, o Talibã iria tentar matá-la novamente. Temos também algumas partes no formato de animação, algumas imagens de momentos importantes da carreira de ativista, sua casa, a escola onde estuda. Mostra uma menina que apesar de ser uma ativista mundial, também fazia o dever de casa e tinha suas dúvidas, anseios, em relação a relacionamentos.

O nome do documentário é “He named me Malala” e parece responder uma questão polêmica de que Malala tinha começado a trilhar esse caminho de luta não por desejo próprio, mas influenciada pelas ideias do pai, que já era muito antes uma voz ativa na luta pelos direitos civis no Vale do Swat. E várias pessoas também falavam que ela só fazia tudo o que o pai mandava, ou dizia apenas o que o ele mandava. Queriam silenciar a voz de uma jovem garota, deslegitimar suas atitudes, e essa história, essa estratégia, a gente já conhece.

Mas Malala é muito forte, sensata, calma, atenta, a gente percebe isso através do documentário e ela soa muito sincera quando diz que o pai a chamou de Malala, mas não a fez Malala. Ela tinha feito uma escolha por uma vida de luta porque queria estudar, ler, escrever.

É interessante a gente olhar pra história da Malala e perceber as similaridades com o Brasil. Uma parte muito forte e que ficou muito em mim, principalmente por conta dos últimos acontecimentos no país, é quando perguntam ao Pai: quem atirou em Malala? E ele responde: não foi uma pessoa, foi uma ideologia.

A luta pela educação feminina é histórica, é mundial, a mulher não tinha esse direito. A luta por uma educação de qualidade, que é uma possibilidade da construção de um conhecimento crítico, é mundial. A luta por igualdade racial e de gênero é também mundial. Por isso a história de Malala nos emociona, nos inspira. A própria Malala, no seu discurso do Nobel da Paz, em 2014, disse que contava sua história não porque era única, mas porque não era a única.

Conteúdo em vídeo:

Projetos para 2018

Por aqui tenho algumas novidades para quem me acompanha e fiz um vídeo contando um pouco de tudo que você vai encontrar no blog/canal ao longo de 2018.

 

LITERATURA

Leia mulheres | Biblioteca feminista
Letras da Bahia
E para esse início de ano, estou com dois projetos de leitura compartilhada, o Lendo Frida de Boa e o Uns e outros.
Novidade para conteúdo
Diário de leitura: para comentar as 2 ou 3 últimas leituras
Na cabeceira: para comentar sobre as leituras em andamento e mostrar os livros novos

FILMES

1 doc por semana
1 filme por semana
#52filmespormulheres
Novidade para conteúdo
CINELOG: para comentar os 2 ou 3 filmes vistos

SÉRIES

Não há um projeto específico.
Novidade para conteúdo
 Seriando: para comentar as 2 ou 3 últimas séries vistas

PARA LER E VER NO FINAL DE SEMANA

Dica rápida de leitura e filme/série/documentário

PROJETO #100em1

A proposta é visitar 100 lugares novos em 1 ano. Ou revisitar algum lugar que fui há muitos anos. Eu vi no blog da Bruna Morgan, mas a ideia veio do blog O Pequeno Lírio, da Claudia.
Para esse projeto devo fazer mais posts no blog porque é mais fácil tirar fotos em lugares públicos do que filmar, pelo menos pra mim. Mas sempre que tiver a oportunidade de gravar um vlog, com certeza farei.

CRÔNICAS

Uma das minhas metas pessoais do ano é voltar a escrever crônicas, algo que amo muito.

NEWS DA JENI

A proposta da news é a mesma do blog, compartilhar dicas de filmes, séries, livros e bater um papo sobre a vida.

NOVA IDENTIDADE VISUAL DO GERALDAS

Desde o final do ano passado que o blog está passando por uma reforma. Comecei mudando o layout. E foi bem engraçado porque eu estava com a ideia fixa de escolher um layout minimalista, oldschool e tal, achei o que estava na minha cabeça mas meu coração bateu mais forte por um de grid, que a Ana, do Ponto para ler, chamou carinhosamente de bagunça organizada e eu super concordei porque realmente é, e também porque eu sou meio que isso também. hahaha
O Luke, do Um Café com Luke, disse que ficou parecendo uma revista interativa. Achei uma ótima definição. Ainda estou reformando porque pretendo mudar a marca e toda identidade visual das redes sociais. E já quero agradecer a galera que atura as minhas loucuras: Anne, Marcio Melo (do Pocilga), Ana, Luke e o Thiago Rasta.

Espalhe “Projetos para 2018” por aí! 😉

Os favoritos de 2017

2017 foi bem complicado, mas aqui estou trabalhando sempre com a ideia de tirar coisas boas de tudo. Então nada melhor do que selecionar os favoritos do ano nas categorias livros, filmes/documentários, séries e músicas, que aliás são “lugares para onde corro” quando o bicho está pegando. Porque não há nada melhor para fugir do caos (interno e externo) do que um sofá e um bom livro/filme/série.

LIVROS

Li no total 41 livros (18 – leia mulheres | 20 – leia brasileiros | 4 – letras da Bahia | 2 – Amando Jorge). Foi difícil escolher mas acabei fazendo dois TOP 3, um de ficção e outro de não-ficção. Confira no vídeo quais foram as leituras favoritas de 2017.

E as metas literárias de 2018? Olha, eu cansei de me iludir com metas literárias. Não fiz lista de livros pro ano novo, mas continuo firme e forte com meus projetos (que já são muitos). Com base neles vou escolher as leituras do mês, além de ter os livros para o Clube do Livro Alagoinhas e Pacto Literário. Sempre coloco a leitura da vez no Instagram, então me segue por lá pra não perder. Mas para 2018 vou começar a fazer uma série de vídeos chamada Na Cabeceira em que pretendo mostrar quais são as leituras em andamento e os livros novos. Vai sair no canal e será publicado no blog também.

FILMES

Eu comecei o ano fazendo uma maratona pro Oscar, mas depois parei de ver filmes regularmente. Sabe quantas vezes eu fui no cinema? UMA! Fui ver Mulher Maravilha. Pensei que no final ia dar um número baixo, mas até que foi ok. Vi 43, sendo que 7 foram documentários. Consegui dividir os favoritos em TOP 5 Filmes, TOP 3 Docs e Filmes Marcantes (só mais uma categoria pra poder incluir uns filmes rs).

TOP 5 Filmes
Your Name (em breve opinião no blog)

TOP 3 DOCS

FILMES MARCANTES

Logan: filme de despedida do Hugh Jackman do personagem Wolverine. Ele vai ser sempre o Wolverine pra mim!

Mulher Maravilha: ela finalmente ganhou um filme para chamar de seu. E só por isso ele merece todo o destaque por aqui!

E as metas pra 2018? Quero ir mais ao cinema! Além de fazer três projetos #1FilmeporSemana, #1DocporSemana e #52FilmsByWomen. Continuarei com os posts únicos para os filmes mais marcantes, mas farei um diário de filmes que estou chamando de CineLog, a cada dois ou três filmes vistos, faço um vídeo.

SÉRIES

Meu vício maior! Vi tanta série bacana mas sei que deixei de ver tantas outras. No total foram 22.

TOP 6

Godless (em breve opinião no blog)

SÉRIE MARCANTE
Foi meu ano de despedida de Downton Abbey depois de seis lindas temporadas. Eu nem sei explicar o tanto que me apeguei a família Crawley. O quanto fiquei feliz com o desenvolvimento dos meus personagens favoritos: Matthew, Mary e Edith. E estou super empolgada com o filme que começa a ser produzido em 2018.

E 2018? Eu quero finalizar algumas séries (The Vampire Diaries, Gossip Girl, True Blood) e voltar a ver minhas séries policiais favoritas (Chicago Fire, Chicago P.D., Law & Order SVU e Criminal Minds). Além de ver as super faladas em 2017 que não vi: This is us, Big Little Lies e The Handmaid’s Tale. E farei um diário de séries também, o Seriando – a cada 2 ou 3 séries vistas, faço um vídeo. Mas manterei os posts únicos das mais marcantes.

MÚSICA

 De acordo com o Spotify, eu passei 2017 ouvindo Silva. E tudo isso por causa do álbum Silva canta Marisa. O cantor fez uma releitura de grandes sucessos da Marisa e eu amei. Um outro cantor que ouvi muito foi o Johnny Hooker e seu novo álbum Coração, também conhecido como a bíblia sagrada.

ORGANIZAÇÃO

DIGITAL
PAPEL

E por aí, o que mais marcou o seu ano de 2017?

Desejo um 2018 maravilhoso! Que a gente consiga tirar projetos/sonhos do papel e ser aquilo que a gente sempre quis ser.
bjão! 😉

Espalhe “Os favoritos de 2017” por aí!