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Como consumo informações | #minimalismodigital

Recentemente compartilhei a minha experiência de leitura do livro “Minimalismo Digital”, do Cal Newport. Aproveitei o momento para compartilhar de que maneira eu colocava em prática a proposta do minimalismo digital. Uma das formas é através do consumo de mídia lenta. Falei que não consumia mais informação diária através do ritmo frenético de algumas redes sociais digitais, como o Twitter. E algumas pessoas se interessaram em saber um pouco mais sobre as ferramentas e esse processo de consumo de mídia lenta. Leia mais

Notas de abril | 2020

Abril foi o mês que completei 30 dias de isolamento social – mais especificamente no dia 18 de abril de 2020. Confesso que tive um leve surto no dia que descobri esse marco. Bateu angústia, tristeza, enxaqueca, medo, uma confusão geral. Em parte, sei que foi devido a TPM, mas também sei que a TPM foi maximizada por causa do estado de isolamento. Mas também foi o mês que consegui voltar a dormir cedo e acordar cedo, ou seja a rotina aqui deu uma boa ajustada. Graças a Deus e o processo de reorganização que fiz quando senti que tudo estava bagunçado demais. Quero hoje destacar alguns pontos interessantes do meu mês com o notas de abril.

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19 coisas que amei em 2019

2019 foi um ano difícil, principalmente no contexto geral do Brasil, mas eu sempre acredito que a gente deve lembrar das coisas boas, de bons momentos, da rotina que acolhe e revigora, das conexões, para ter ânimo e forças para seguir em frente. Ainda fazendo um balanço e retrospectiva de 2019, hoje vou compartilhar as 19 coisas que amei no ano passado.

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Vixi, faltou luz!

Estava no meio de uma ligação, com o ventilador praticamente em cima de mim, quando de repente senti que aquele ventinho fresco havia parado de soprar no meu pescoço.

Quando me virei para checar o ventilador, ele não estava funcionando. Olhei para a impressora e ela havia desligado.

E, aí, a ficha caiu: vixi, faltou luz! Leia mais

É tempo de arrumar o guarda-roupa

Em um mundo acelerado como esse, em que 24 horas não são suficientes para riscar todos os itens da nossa lista de afazeres. Em que o tempo passa tão depressa que não dá nem para perceber o início das estações. A rotina atropela e a gente vai vivendo e acumulando coisas, pessoas, sentimentos.

Tem uma hora que a gente olha para o quarto e está lá um monte de roupa amontoada, bolsas reviradas, sapatos pelos cantos. Se isso te incomoda? Claro que sim. Mas cadê o tempo para arrumar? Entre responder um e-mail de um projeto novo e arrumar as roupas, você prefere responder o e-mail e ainda joga o casaco por cima da pilha de roupas.
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Paixão pela possibilidade

Eu sigo alguns perfis nas redes sociais que incluo nas categorias motivação e inspiração. Geralmente são perfis voltados para espiritualidade e, claro, livros. Entre os perfis literários inspiradores tem o “Desculpe a poeira”Instagram de um sebo que fica em São Paulo. Nunca fui lá, mas tenho muita vontade de ir e conhecer por conta da curadoria de citações que eles fazem diariamente nas redes sociais. Não sei dizer quem é o olhar por trás da curadoria, mas esse olhar é quase sempre certeiro, amigável, reconfortante, crítico e instigante.

Essa semana eles publicaram um trecho que está no livro “O princípio esperança”, de Ernst Bloch: “Se eu pudesse desejar algo para mim, não desejaria riqueza nem poder, mas a paixão da possibilidade; desejaria apenas um olho, que eternamente jovem, ardesse de desejo de ver a possibilidade.”
Eu li a citação umas quatro vezes. Todas as vezes terminei a leitura com aquele: “ah, que maravilha! É isso mesmo! Que delícia!”. E um sorriso bobo no rosto. Uma esperança ingênua no coração.

A citação de um livro que nunca li, de um autor que não conhecia, de um perfil de um sebo que jamais visitei, chegou para mim como uma mensagem para lembrar de vencer a ansiedade. De vencer o medo do amanhã. De vencer o medo do desconhecido. De se apaixonar pelo caminho percorrido até um objetivo. De se apaixonar pelo processo. E de se apaixonar pelas possibilidades da vida.

É bem difícil, eu sei, eu bem sei. Isso está sendo dito por uma pessoa consciente da sua ansiedade. Que convive há um mês com um tremor na pálpebra direita causado por estresse e ansiedade e que não há floral que cure. Mas essa mensagem chegou para me lembrar de que há infinitas possibilidades na vida. E que eu preciso me apaixonar por elas, mesmo sem saber quais são.

Eu fui para praia no último feriadão com o objetivo de tentar relaxar. Acabei esquecendo de levar livros. E foi ótimo. Aproveitei para apreciar o mar e ler o mundo a minha volta. Na beira do mar tinha duas crianças, um menino e uma menina, que brincavam de boneca. Em um momento, eles pegaram uma bandeja e juntos entraram no mar para enchê-la de água. Mas a bandeja era rasa, então na volta não restava água suficiente para dar banho nas bonecas.

Eles fizeram o percurso de ir até o mar encher a bandeja d’água umas cinco vezes. Cinco vezes. Sorrindo. Algumas vezes colocando um a culpa no outro. Tentando mudar a estratégia de encher a bandeja, de segurá-la, de voltar com mais calma. Mas o mar é imprevisível. Eles levavam tombos. E riam. Eles se divertiam.

Eu observava a cena, junto com meus amigos, rindo também. Que divertido era observar a perseverança dos destemidos.

Quando eles finalmente conseguiram encher a bandeja d’água, o banho nas bonecas durou uns dois minutos porque eles já estavam empolgados com outra aventura, com outra possibilidade.

Desejei a perseverança daqueles pequenos destemidos e desejei também aquela alegria ingênua dentro do mar para conseguir encher a bandeja d’água. E pensei, às vezes é disso que a gente precisa para viver: perseverança, coragem, alegria.

Não sabemos o que vai acontecer amanhã. Não sabemos o final do caminho que estamos percorrendo para alcançar um objetivo. Mas a gente pode continuar lutando pelo que acredita, com vontade, alegria, aproveitando e aprendendo com o processo.

Devemos preservar a paixão pelas infinitas possibilidades de caminho, de existência, que a vida nos proporciona. Aquele friozinho bom que surge na barriga, não de medo, mas de alegria, empolgação, paixão, por algo que não sabemos exatamente o que é, mas que bom que pode ser algo.