Sessão séries policiais na Netflix #1

Uma sessão séries policiais na Netflix, mas com um grande diferencial: todas são britânicas! 

Marcella (2016)

Sinopse: Situada em Londres, a história acompanha os trabalhos de uma detetive investigando assassinatos em série. Há doze anos, Marcella Summers largou a carreira para se casar com Jason e iniciar uma família. Agora, com o fim de seu casamento e afastada dos filhos, ela retorna ao trabalho no departamento de polícia. Quando um novo assassinato ocorre em sua área, a polícia percebe que ele pode ter alguma conexão com um caso não resolvido há quase uma década, o qual foi investigado por Marcella, na época grávida de seu segundo filho. Teria o mesmo criminoso voltado a atacar ou alguém estaria copiando seu estilo?

O que eu achei? Uma grande detetive abandona a carreira para cuidar da família. E depois é abandonada pelo marido e seus filhos vão para o internato. Não dá vontade de abraçar a mulher?

Marcella é uma personagem forte mas está sofrendo uma grande pressão para provar que ainda é uma boa detetive. Ao mesmo tempo que tenta resolver um crime e entender o motivo do abandono do marido. Isso tudo está mexendo com a sua cabeça. E quando está muito estressada, Marcella tem ataques violentos seguidos por apagões. Ela não lembra do que fez. Isso deixa a série muito mais interessante. Afinal o que estaria acontecendo com a detetive?

Foram 8 episódios tentando entender e acolher Marcella. Gostei muito!

River (2015)

Sinopse: John River, um policial brilhante, cuja genialidade e também sua maior falha é a fragilidade da sua mente. Um homem assombrado pelas vítimas dos casos que investiga e que agora vai precisar enfrentar seu maior desafio: descobrir quem assassinou sua parceira, Stevie.

O que eu achei? Essa série é um tesouro escondido na Netflix. Vai muito além de um drama policial e nos faz pensar sobre a condição humana. O detetive River é esquizofrênico, ou seja, bem no básico da definição, ele se desconecta da nossa realidade e vive em um mundo paralelo por alguns momentos do dia. Na série, River consegue ver e interagir com pessoas mortas. Esses mortos estão envolvidos nos casos que ele investiga e o principal: ele consegue conversar com sua parceira e amada Stevie.

River convive com a esquizofrenia há muitos anos e nunca procurou um tratamento. Quem o ajudava a controlar a doença era Stevie. Quando ela morre, o detetive se encontra em profunda solidão e luto, sentimentos que fazem com a doença fique fora do “controle”.

Com esse viés psicológico, a série traz algumas reflexões sobre relacionamentos, solidão, status, e sobre o próprio transtorno. Há diálogos que até emocionam, um deles é quando River desabafa sobre a omissão da sua esquizofrenia e assim também questiona: por que a sociedade olha diferente para quem aos seus olhos não condiz com a sua ideia de ser normal?

Eu sou um bom policial. Nesse mundo isso não é o bastante. Nesse mundo, você tem que… acenar, sorrir, tomar cerveja e dizer: como foi o seu dia? Nesse mundo, ninguém pode ser… diferente ou estranho. Ou sofrer. Ou eles te internam.

Para River o silêncio tem presença e essa é sua bênção e a sua maldição. São 6 episódios maravilhosos! Vale a pena ver!

Paranoid (2016)

Sinopse: Escrita por Bill Gallagher (The Paradise, Lark Rise to Candleford), a história inicia quando a Dra. Angela Benton é brutalmente assassinada diante de várias testemunhas enquanto cuidava do filho Luke em um playground de Marshwell, uma comunidade rural. Uma das testemunhas é Lucy Cannonbury (Lesley Sharp), a proprietária do Garden Centre. Os detetives Michael Niles (Neil Stuke), Nina Suresh (Indira Varma), Alec Wayfield (Dino Fetscher) e Bobby Day (Robert Glenister) são encarregados do caso. Mas, ao longo das investigações, o grupo começa a receber recados misteriosos assinados por um ‘detetive fantasma’, que parece conhecer em detalhes o caso.

O que eu achei? Podia ser melhor mas ainda assim é boa. Complicado, né?! rs Me ganhou por ser uma série britânica. Amo o sotaque, as paisagens, o clima meio cinzento mas ainda assim belo. Me ganhou também por colocar em investigação as empresas farmacêuticas, seus testes ilegais, e seus vários medicamentos para ansiedade, insônia, e depressão. O que também traz para discussão o uso abusivo desses medicamentos e seus efeitos de dependência.

Os detetives são bons, mas no início fiquei bastante irritada com a detetive Nina, que beirava aquele estereotipo de mulher maluca e desequilibrada. Ela é realmente irritante nos primeiros episódios. Mas depois começamos a entender um pouco seus motivos e sua personalidade.

São apenas 8 episódios. Dá pra ir assistindo no intervalo do almoço! 😉

  • Foto da série River: Nick Briggs
  • Todas as sinopses são do Filmow. Me segue lá!