Serena – Ian McEwan

Quando li a sinopse de Serena, do Ian McEwan, me empolguei com o fato da personagem principal ser uma espiã. Gosto muito de histórias com detetives, espiões, suspense e se isso tudo vier com um pouco de romance é fato que terá minha atenção.

Esse foi o primeiro livro que li  do Ian McEwan. Me surpreendi com o final, mas confesso que demorei de engatar a leitura. Não espere muito suspense sobre algum caso sensacional de espionagem tipo James Bond ou grandes mistérios tipo Agatha Christie. A proposta é outra e muito interessante.

Serena, apesar de ser apaixonada por Literatura, vai estudar Matemática para tentar ser algo diferente do que sua mãe é, uma simples dona de casa. Serena é do tipo comum, conclui a faculdade sem grande louvor e gosta de ler livros que não são considerados clássicos.

Ao se apaixonar por um cara mais velho, que a apresentou à literatura clássica, política e economia, Serena vê sua vida mudar após ser abandonada pelo seu mestre amante. E a partir desse momento sua aventura como espiã começa. Serena é convidada para trabalhar no MI5, o Serviço Secreto Britânico, com o objetivo de convencer escritores a fazer parte de uma fundação que deseja fomentar a produção literária. Os escritores receberiam uma boa grana simplesmente para produzir literatura. Serena, então, encontra a chance que sempre desejou, trabalhar com o que mais ama: Literatura.

O alvo da missão de Serena é o escritor e professor universitário, Tom H. Healy, que já possui alguns contos publicados e bem aceitos na mídia. A forma como Serena descreve Tom, me fez criar uma imagem de um homem frágil e feio e eu jamais imaginaria que ela fosse se apaixonar por ele, mas foi exatamente isso que aconteceu.

Algo interessante na obra do Ian é que é um livro também sobre literatura. Encontramos muitas referências e em alguns momentos trechos dos contos do Tom.

Serena fez da sua missão do MI5 a vida que ela sempre sonhou. Tom se transformou no seu grande amor e ela trabalhava com o que gostava. Tudo perfeito, não é?! Sim e não. Afinal, Serena vivia uma mentira. Ela era uma espiã do MI5 e isso Tom não sabia.

Será que Serena sustentará para sempre essa vida dupla? Será que um dia ela terá coragem de abandonar tudo que sempre sonhou para falar a verdade para Tom? E Tom, será que ele imagina que vive uma mentira? Mas, como dizem por aí, mentira tem perna curta.

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