O Mágico de Oz – L. Frank Baum

O Mágico de Oz – L. Frank Baum

Existem narrativas que são impossíveis de ler sem que um filme passe na cabeça ou sem aquela voz de tia que conta história para as crianças dormirem. O mágico de OZ do L. Frank Baum é uma delas.

Dorothy vivia no Kansas com sua tia Em e o tio Henry quando um ciclone atingiu a região levando a menina e a casa para um lugar distante, diferente, encantador e cheio de surpresas, a Terra de OZ – onde reinava um poderoso mágico que ninguém jamais vira, mas todos respeitavam e admiravam.

O ciclone tinha depositado a casa com grande delicadeza – na medida em que um ciclone pode ser delicado – no meio de um campo de uma beleza extraordinária. Havia lindos trechos de relvado verde à toda volta, com árvores imponentes carregadas de frutos coloridos e saborosos. Tufos de flores cresciam de todo lado, e aves de plumagem rara e brilhante cantavam e agitavam as asas nos ramos de árvores e arbustos. Um pouco mais adiante ficava um riacho, que corria e cintilava entre margens verdes, murmurando com uma voz que soava muito grata para uma menina que tinha vivido tanto tempo nas pradarias secas e cinzentas. – pags 20 e 21

Com o desejo de voltar para casa, Dorothy vai em busca da ajuda do poderoso mágico de OZ, na cidade das Esmeraldas, e inicia uma aventura pela estrada de tijolos amarelos. Ao longo do caminho, a menina acaba encontrando seres que se juntam a ela nessa aventura. Primeiro, encontra um Espantalho – que queria um cérebro; em seguida, um Lenhador de Lata – que queria um coração e por último, um Leão Covarde – que queria ser corajoso. Dorothy acredita que OZ pode ajudar a todos e juntos partem para cidade das Esmeraldas cada um com a esperança de realizar seu desejo.

– Isso lá é verdade – disse o Espantalho. E continuou – O fato é que eu não me incomodo de ter as pernas, o corpo e os braços recheados de palha, porque assim eu não me machuco. Se alguém pisar no meu pé ou me enfiar um alfinete, não faz diferença, porque eu não sinto nada. Mas não quero que as pessoas digam que eu sou burro, e se a minha cabeça continuar recheada de palha em vez de miolos, como a sua, como é que eu vou conseguir aprender alguma coisa?
-Eu entendo – disse a menina, que estava com pena dele de verdade. – Se você quiser vir comigo, eu peço a Oz para fazer o que puder no seu caso.” – pag 40

Baum usa a fantasia para apresentar ao leitor uma história de autodescoberta e amizade. É o tipo de narrativa que encanta qualquer pessoa pela inocência e simplicidade. E mostra que nenhum caminho pode ser percorrido sozinho.

*Fotos da edição “clássicos de bolso” da Editora Zahar com ilustrações originais de W. W. Denslow

Publicado porJeniffer Geraldine

escritora, jornalista, mestranda em crítica cultural


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