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[Livro & Filme] O Planeta dos Macacos

Olá amigos! Quando lemos um livro ou HQ que vai virar filme criamos uma expectativa exagerada em torno de sua produção e estreia. No entanto, quando o resultado não é aquele que imaginávamos, a primeira crítica é: o livro é muito melhor. Agora, o que acontece quando o processo se inverte? Quando lemos o livro que inspirou um filme que já gostamos. Pois então, isso ocorreu comigo e acredito que com a maioria dos leitores brasileiros ao ler a belíssima edição lançada pela editora Aleph, em 2015, de O Planeta dos Macacos, escrita pelo francês Pierre Boulle em 1963, a qual se baseou o clássico filme estrelado por Charlton Heston cinco anos depois. Não resisti e fiz minhas comparações do tipo “no livro isso, no livro aquilo”.

O filme é um clássico da ficção científica que devido ao sucesso gerou algumas continuações na década de 70, um filme em 2001 e uma trilogia recente com filmes lançados em 2011, 2014 e um previsto para 2017. Mas, a meu ver, o clássico de 1968 é insuperável. Nem sei quantas vezes assisti ao longo dos anos, mas a última, após a leitura do livro, foi especial.

Gosto muito do início de ambos. No filme, vemos Taylor, personagem principal interpretado por Charlton Heston em uma nave que parte da Terra em direção ao espaço, tripulada por ele e mais três astronautas. Numa espécie de hibernação acordam após a queda da espaçonave em um local desconhecido muitos anos no futuro. O local da queda é retratado como inóspito e mais a frente sabemos que é chamado de zona proibida. Após uma breve exploração do ambiente se deparam com homens em um estágio primitivo de evolução, ganhando destaque a figura de Nova.

Three astronauts have made a long journey through time and space. Their spaceship lands on an unknown planet and they struggle to escape after being unsuccessful in sending a message to Earth. The ship's clock shows the year as 3978.

O início do livro é diferente. Jinn e Phyllis encontram uma garrafa no mar com papéis dentro e verificam que trata-se do rico relato de um homem identificado como Ulysse Mérou. O personagem principal está numa missão pelo espaço para vasculhar o sistema Betelguese junto de um explorador e um importante cientista. Chegam ao planeta Sóror e também se deparam com homens primitivos, inclusive com Nora.

Enquanto estão se ambientando e mantendo contato com estes homens percebem barulhos na mata e se veem caçados por gorilas. Taylor/Ulysse acaba capturado e aqui as diferenças entre livro e filme se acentuam. Os homens capturados serão estudados para o desenvolvimento da ciência e pesquisas do cérebro humano visam comprovar a superioridade dos macacos.

No livro temos uma explicação da sociedade dos macacos. Existe uma distinção entre eles devido à divisão pelo sistema de castas. Os gorilas eram os mais fortes e os responsáveis por cargos de liderança e força; os orangotangos eram os representantes da ciência e considerados inteligentes e os chimpanzés realizavam trabalhos diversos, eram inteligentes, mas frágeis. No filme esta divisão não é comentada, mas vemos ressaltada a figura dos orangotangos, como portadores da ciência e da fé.

E a história se desenrola. Um homem inteligente em uma sociedade dominada pelos macacos mudaria completamente sua história e especialmente seus mitos de criação. Portanto, Taylor/Ulysse é um problema. O relacionamento com Nova, o contato com esta nova sociedade, as descobertas e sua amizade com os chimpanzés Zira e Cornelius são explorados de maneira distintas, que não vale a pena comentar neste texto para não estragar a experiência dos futuros leitores e espectadores.

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Livro e filme são mais que mero entretenimento e discutem questões vitais para a sociedade atual, sim nossa sociedade do século XXI. A preservação do meio em que vivemos, as pesquisas com a utilização de cobaias, a observação do espaço, a teoria da evolução e a exploração da fé. A abordagem acerca da fé no filme é muito legal.

O autor Pierre Boulle não enquadra seu livro no gênero ficção cientifica e faz questão de afirmar que desejou apenas contar uma história. E realmente, a história é tão bem contada que não consegui parar de ler, mas o filme apresentou a história para o mundo e fez com que todos conhecessem O Planeta dos Macacos. Ah … faltou contar o final né … rs. O do filme é clássico e entrou para a história do cinema. Diversos cartazes, inclusive, trazem um spoiler gigantesco da trama. Mas, o final do livro é diferente, e não menos fantástico. Veja o filme e leia o livro ou leia o livro e veja o filme. Recomendo muito.

Até a próxima!

 

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Publicado em Filmes Literatura

Um comentário

  1. […] Nardi, em sua coluna Hell’s Kitchen, fala sobre o super clássico de ficção científica Planeta dos Macacos, que ganhou uma edição maravilhosa da editora Aleph. Para finalizar, compartilho minha lista […]

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