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Dos clássicos aos contemporâneos

Preparei uma lista com indicações de livros brasileiros desde os clássicos aos contemporâneos. Algumas dessas leituras estão entre as minhas favoritas e contemplam quase todos os gêneros literários.

Dom Casmurro – Machado de Assis

O marido, a mulher, o amigo íntimo. Adultério? Esta dúvida, que corrói o espírito do narrador de Dom Casmurro, pode ser esclarecida? Neste romance, Machado de Assis propõe um surpreendente enigma, enquanto focaliza com a habitual ironia a sociedade de seu tempo e apresenta algumas das personagens mais perfeitas da ficção brasileira. Publicado originalmente em 1899. (Skoob)

Capitães de Areia – Jorge Amado

Esta obra narra a história da vida urbana de meninos pobres e infratores que moram num trapiche abandonado no areal do cais de Salvador, vivendo à margem das convenções sociais. O livro vai revelando os personagens, cada um deles com suas carências e suas ambições – do líder Pedro Bala ao religioso Pirulito, do ressentido e cruel Sem-Pernas ao aprendiz de cafetão Gato, do sensato Professor ao rústico sertanejo Volta Seca. (Skoob) Leia mais

Entrevista com Anderson Henrique

Mas escritor é bicho teimoso. Se não fosse, não passaria dos primeiros parágrafos, dos primeiros textos. Errar faz parte do ciclo. Ser insistente e enfrentar paradigmas é coisa que está na essência de quem escreve. Se não estiver, o cara não vai em frente. É preciso confrontar, dar a cara pra bater (e tentar revidar de vez em quando).

Anderson Henrique

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Vamos ler mais brasileiros!

É tempo de valorizar a produção brasileira contemporânea

A literatura brasileira tem um dia marcado no calendário que passa despercebido por muita gente. Primeiro de maio, dia do trabalhador, também é o dia da Literatura Brasileira. A data é uma homenagem ao romancista José de Alencar, nascido em 1º de maio de 1829. Alencar escreveu romances indianistas, regionalistas, históricos e urbanos, livros que retratavam o Brasil daquela época mais próximo da realidade. Suas obras mais conhecidas são: O Guarani (1857), Iracema (1854), Lucíola (1862) e Senhora (1875).

De lá até os dias atuais, o Brasil mudou e sua produção artística e cultural acompanhou essas mudanças. Há quem diga que jamais teremos escritores como Alencar, Machado de Assis e Jorge Amado. Reconheço a importância e os coloco, sim, em lugar privilegiado. Há quem diga que os brasileiros têm preguiça de ler e estão apenas interessados em textos soltos na internet, que muitas vezes levam créditos errados.

E alguns outros criticam o mercado dizendo que esse está apenas interessado em projetos lucrativos, como as feiras literárias. E que livro no Brasil é caro, mas é bom lembrar que temos o site Domínio Público (e outros similares), as bibliotecas, os sites de trocas e os sebos. Leia mais

Precisamos falar sobre o Kevin – Lionel Shriver

Lionel Shriver é escritora e colunista do jornal britânico The Guardian. Seus livros são publicados no Brasil  pela editora Intrínseca, dentre eles “Precisamos falar sobre o Kevin” (2003), seu sétimo romance, vencedor do Prêmio Orange de 2005, considerado um best-seller mundial e adaptado para o cinema em 2011.

Em “Precisamos fala sobre o Kevin” lemos as cartas que Eva Khatchadourian escreveu para seu marido, Franklin, após o filho do casal, Kevin, assassinar sete colegas, uma professora e um funcionário no ginásio do colégio em que estudava em Nova York.

As cartas são cheias de lembranças do início da vida do casal, dos sonhos planejados, das dúvidas de uma mulher e empresária bem-sucedida sobre que rumo dar para sua vida: ser mãe, mulher, dona de uma empresa de guias de turismo ou ser tudo isso? Leia mais

Um estudo em vermelho – Sir Arthur Conan Doyle

O meu amor por Sherlock Holmes nasceu por causa do Sherlock do Robert Downey Jr (e isso porque eu amo o Robert). Mas, certo dia, um amigo me indicou a série “Sherlock” e eu me apaixonei pelo Holmes do Benedict Cumberbatch. De início, confesso, o amor foi todo por conta do Benedict, mas eu sabia que esses dois Sherlocks foram inspirados no detetive criado pelo médico Sir Arthur Conan Doyle. Toda a genialidade do detetive tinha nascido da mente de Doyle e eu queria saber se ia me apaixonar por ele também. Leia mais

Serena – Ian McEwan

Quando li a sinopse de Serena, do Ian McEwan, me empolguei com o fato da personagem principal ser uma espiã. Gosto muito de histórias com detetives, espiões, suspense e se isso tudo vier com um pouco de romance é fato que terá minha atenção.

Esse foi o primeiro livro que li  do Ian McEwan. Me surpreendi com o final, mas confesso que demorei de engatar a leitura. Não espere muito suspense sobre algum caso sensacional de espionagem tipo James Bond ou grandes mistérios tipo Agatha Christie. A proposta é outra e muito interessante. Leia mais

Orlando – Virgínia Woolf

Virginia Woolf nasceu em Londres em 1882. Além de romances, escreveu ensaios, contos e resenhas para jornais. Em 1928 publicou Orlando, seu sexto romance, com o subtítulo “uma biografia” e dedicatória à escritora Victoria Sackville-West, Vita, sua grande amiga e com quem Virginia teve um envolvimento amoroso.

Se for para falar do livro de forma superficial diremos apenas: Orlando conta a história de um homem que um dia acordou como mulher. Mas óbvio que não é só isso. Leia mais

Misto-Quente – Charles Bukowski

Meu primeiro Bukowski! E ao terminar de ler, só tive reação para dizer: que viagem!

Embarquei na história da vida de Henry Chinaski, alemão que vive nos Estados Unidos, bem na época da recessão pós 1929. Henry tem um pai autoritário e, na minha opinião, louco, uma mãe passiva e ignorante e é um adolescente cheio de espinhas e  sem habilidade para fazer boas amizades. Era um rebelde, ignorante, fazia o tipo durão, mas na real era um garoto solitário que buscava entender porque a vida era daquele jeito, tão dura com ele, e porque não tinha a sorte dos outros garotos da sua idade. Leia mais

Fim – Fernanda Torres

Acredito que a primeira referência que me vem na mente em relação à Fernanda Torres é a série “Os Normais”. Sempre a considerei uma grande artista e quando soube da sua estreia na literatura, não duvidei da capacidade e fiquei bastante curiosa. Fernanda é carioca, atriz, roteirista e agora, oficialmente, escritora.

Fim, romance de estreia de Fernanda e publicado pela Companhia das Letras, conta os últimos dias de vida de cinco amigos cariocas: Álvaro (o solitário), Sílvio (o fanfarrão), Ribeiro (o garotão), Neto (o careta) e Ciro (o Don Juan). Cada carioca tem seu capítulo e assim acompanhamos  as lembranças, frustrações, encontros, alegrias e loucuras de suas vidas até o derradeiro suspiro. Há narração em primeira e terceira pessoa. Leia mais

Qual a função da literatura?

Na edição de janeiro/2015 do Jornal Rascunho, Gustavo Czekster escreveu o ensaio Espelho negro em que questiona sobre a função da literatura. No início do texto, Czekster conta a história do livro Os Lusíadas, de Luís de Camões. Camões precisou escolher entre o livro e a amada, e “ao salvar Os Lusíadas, Camões tratou o livro como um objeto vivo, pensando nas dezenas de vidas que poderiam ser influenciadas pela sua obra. Ele não conseguiria viver sem a sua criação. É possível inclusive que tenha nadado ainda com mais afinco, sabendo que carregava consigo não um aglomerado de versos ou um pacote, mas a própria alma.” Leia mais